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abril 30, 2007
CNLP - Campeonato Nacional da Língua Portuguesa 2007

Se quiserem a publicação dos testes, enviem-me por mail mas em texto.

2007
Publicado por Ana às abril 30, 2007 11:56 PM
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Comentários
Qual é a parte de 'este blog está encerrado' que não perceberam...?
Publicado por: Ana [Lua] em abril 28, 2008 01:04 PM
Tenho tantas saudades deste blog... o nosso cantinho, tornava-me tão feliz...
Publicado por: Stu em abril 16, 2008 04:42 PM
Viva Lunáticos!
Por onde andais que vos esfumais?
Agora que a Ana reabriu o espaço V.Exas.,ignoram-no?
Estejamos atento ao 3º. e último teste, que possivelmente será prova de fogo.
Zé Pedro como vão os seus resultados?
Muito bem, suponho, pois outra coisa não seria de esperar. Eu sim, vou ficar a aguardar o vosso regresso.
Publicado por: maryisa em fevereiro 16, 2008 12:51 AM
ola fãs do campeonato da lingua portuguesa. Aquando da resposta ao 1º teste, verifiquei que este ano este blog não estava activo. No entanto reparei que muitos dos participantes deste blog participavam também no blog giganteegoísta. Uma vez que o dito blog passou a ser mais privado, como poderei ser "convidada" para o referido blog??
obrigada
Cristina M.
Publicado por: Cristina M em fevereiro 13, 2008 11:47 PM
1ºtexto:
10 ou 11 erros?
diante do nariz ou adiante do nariz: eis a questão!
11 - B ?
12 -B?
14 -D?
2ºtexto - 15 ?
18 - A ?
20-A?
É isto que me causa muitas dúvidas neste 2ºteste!
Publicado por: margarida em fevereiro 13, 2008 10:21 PM
Lunáticos voltai!
Urge discussão apropriada.
Publicado por: maryisa em fevereiro 13, 2008 02:31 PM
Passem a Boa Nova, de que a Ana reabriu este sítio, a bem da Língua Portuguesa!.
Que ninguém fique calado!
Não se calem!
Publicado por: maryisa em fevereiro 13, 2008 02:27 PM
Acordai amigos Lunáticos!
Publicado por: maryisa em fevereiro 13, 2008 02:22 PM
Olá Ana!
Grata por voltares de novo a disponibilizar este espaço para o CLP.
Zé Pedro, Aléluia!
Dúvidas do 1º. texto do 2º. teste:
- Diante ou adiante?
- Seguir ou prosseguir?
Publicado por: maria em fevereiro 13, 2008 02:05 PM
Olá Ana,
Obrigada pela disponibilidade de novo verificada.
Zé Pedro, Aléluia!
Dúvidas existenciais no 1º. texto do 2º. teste:
-diante ou adiante
-seguir ou prosseguir
Aceitam-se argumentos.
Publicado por: mary em fevereiro 13, 2008 01:59 PM
No 1º texto do 2º teste
encontrei 9 erros.
E vocês?
Publicado por: Alexia em fevereiro 12, 2008 12:36 PM
Boas, alguem me sabe dizer como contactar com o criador do "Gigante Egoista" para lhe poder pedir um convite para aceder ao blogue dele? Obrigado. Cumps
Publicado por: Bosslove em fevereiro 12, 2008 01:10 AM
Por onde anda a rapaziada? Uma vez que este blog está em Lua Nova, onde é a reunião?
Publicado por: José em fevereiro 10, 2008 10:46 PM
ola lunáticos e outros fãs do campeonato da lingua portuguesa. Encontrei este blog por acaso mas já percebi que este ano a Ana não se dispôs a participar no campeonato. Também encontrei a referência a outro blog onde se podem trocar comentários sobre os testes mas é só para bogglers convidados. Como sou nova nestas andanças mas gostaria de participar alguém me pode indicar como entrar em contacto com o "giganteegoísta" e ser convidada do blog?
obrigada
Sahara
Publicado por: sahara em fevereiro 9, 2008 04:40 PM
Olá lunáticos!!
já viram o 2º teste?
Como sempre tenho dúvidas no 1º texto! LOL
Até agora encontrei 8 erros! E voçês?
Publicado por: Mary em fevereiro 9, 2008 09:47 AM
Já falta pouco para o 2ºteste!
Só amanhã irei vê-lo, e certamente, só na terça e quarta o irei resolver a sério.
Mas estou preparada, para dar aqui, o meu contributo!!
Espero que tenhamos muitas opiniões (já que neste 1ºteste não deu para começar logo de início), ao estilo dos anos anteriores, em que era notável a discussão saudável, a aprendizagem e claro, o convívio ainda que cibernético.
Até lá! Boa sorte, e claro um bom fim-de-semana!
Publicado por: ana em fevereiro 8, 2008 06:56 PM
Olá Lunáticos
Só podiam corrigir para não sbmergirem noutra onda de protestos e notícias nos jornais.
Recebi duas mensagens de desculpas.
Que venha o próximo, dia 9, que este foi fácil.
Abreijos
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro em fevereiro 4, 2008 10:40 PM
Em tempo:
A solução para a 12 foi de facto alterada.
Congratulemo-nos com a lucidez!
Publicado por: Manuel Traquina em fevereiro 4, 2008 10:39 PM
Saudações para todos!
Também cá estou novamente!
Só errei a 12! Aliteração???
As decisões da Comissão poder ser objecto de recurso? Ou é inimputável?Quem responde?
Publicado por: Manuel Traquina em fevereiro 4, 2008 10:30 PM
Já repararam que a 12 foi corrigida?
Publicado por: Stu em fevereiro 4, 2008 12:11 PM
O que se pode esperar deste Campeonato? Todos os anos a tramar-nos... Mas este ano não vou cair nessa!
Publicado por: Stu em fevereiro 3, 2008 02:53 PM
Olá Ana
Que tal vai a second life?
Mais uma vez, os agradecimentos dos loucos da língua, que adoptaram a Lunática designação.
Beijos
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro em fevereiro 3, 2008 10:28 AM
Caros Lunáticos
A barraca começou!
Já viram a resposta"oficial" á pergunta 12? Já lhes enviei uma cópia da página 623 da gramática.
Vamos a eles! Gozaram connosco em 2007, e preparam-se para repetir a dose. Por mim, não vou dar tréguas.
Abreijos
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro em fevereiro 2, 2008 02:34 PM
Olá Lunáticos
Começou a barraca!
Pergunta 12; resposta oficial: "aliteração".
Errado!!!! Resposta certa: "polissíndeto", de acordo com a gramática recomendada, página 623.
Que esperar mais desta comissão? Apresenta-se ao seu melhor nível.
Não esmoreçamos, que eles vão corrigir, de certeza.
Caso haja finalistas, preparem-se para a almoçarada.
Abreijos e até ao próximo teste.
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro em fevereiro 2, 2008 01:50 PM
Estou a participar pela primeira vez neste blog e de facto essa da tecedeira ficou-me "entalada". Sou de uma zona de tecedeiras e tecelões mas com significados diferentes. As tecedeiras(mulheres) trabalhavam nos teares manuais , à noite, depois de um dia de trabalho no campo(sacha, lavra, rega etc, etc,. Era um trabalho exclusivamente de mulheres embora também alguns homens(poucos) soubessem do ofício. Os tecelões e tecelãs trabalhavam nos teares industriais(na Covilhã havia mais de 100 fábricas a laborar antes do 25 de Abril). Por isso não aceito que o feminino de tecelão seja tecedeira.
Publicado por: Amante da LPO em fevereiro 2, 2008 12:32 PM
Obrigada, Ana, por nos deixar usar o seu blog.
Este espaço tem-se revelado muito importante para o debate das questões do CLP.
Publicado por: Ana José em fevereiro 2, 2008 10:11 AM
A correcção está disponível.
A 12 - aliteração?
Não percebi.
Publicado por: Ana José em fevereiro 2, 2008 10:03 AM
Presente!
Publicado por: G.Lobo em fevereiro 1, 2008 11:39 AM
Olá, lunáticos e lunáticas!
A Ana fez o favor de abrir de novo este espaço.
Obrigada, Ana!
Se quiserem, podemos usá-lo para discutir as questões do CLP 2008. O 1.º teste já lá vai, mas podemos comentar a correcção do mesmo já a partir de amanhã, sábado.
Seguir-se-ão depois o 2.º e o 3.º testes. Fixe!
Publicado por: Manelinha
em fevereiro 1, 2008 01:41 AM
Teste...
Publicado por: Manelinha
em fevereiro 1, 2008 01:34 AM
Tenho pena de ver que se desligou do blog.
De qualquer modo, bem haja.
Publicado por: JoseDente em janeiro 31, 2008 02:11 AM
QUE DESILUSÃO - O MESMO FORMATO e o MESMO JúRI!...
Com a mesma "CTC"? Assim não!...Eu não, obrigado!
No entanto virei aqui fazer-vos companhia e dar-vos apoio moral.
Confesso que já tinha saudades, aliás, se repararem, fui o primeiro a tentar abrir "as hostilidades" em Novembro de 2007...
Só espero que ganhe o melhor, e não o que tenha mais sorte !!!
Publicado por: quimxinfrim em janeiro 30, 2008 11:16 PM
r
Publicado por: Mila em janeiro 28, 2008 09:13 PM
CAMPEONATO DA LÍNGUA PORTUGUESA 2008
Oficialmente aberto!
Publicado por: ana em janeiro 27, 2008 02:08 PM
Olá Lunáticos, bom-dia
Ainda não chegou ninguém?
Com o primeiro teste já pronto, esperava que o pessoal tivesse posto pés ao caminho.
Quanto às escolhas múltiplas, ainda tenho dúvidas, mas os textos dão-me 13 e 16.
Comentários?
Aguardam-se notícias.
Abreijos
Publicado por: Zé Pedro em janeiro 27, 2008 12:41 PM
~Então isto não abre?~ O clp já começou!!!...
Publicado por: quimxinfrim em janeiro 26, 2008 08:18 PM
E eu pergunto: onde é vai ser o reencontro este ano? Ou não há? Ou dá jeito que eu empreste a sala? :-)
G. Lobo, por onde anda vosmecê?
Gaspar Solipa, Zé Pedro, Pesquisador?!
Quimximfrim, Alexandre Camões... Everybody!?
Abraços de quem pensa em reincidir,
APC
Publicado por: Paula em janeiro 22, 2008 01:01 AM
Ó Ana, podes criar uma página para o Campeonato da Língua Portuguesa (CLP 2008), que começa no final deste mês? Obrigada.
Publicado por: Teresa em janeiro 15, 2008 09:08 AM
Dia 26 de Janeiro, este blogue volta a aquecer. =D
Publicado por: A. Camões em janeiro 14, 2008 11:50 PM
Parece que está de volta o campeonato...
Começa bem. Recebi um email que anunciava o regresso. Então, transcrevo:
«Para participar, é necessário responder aos testes que serão disponibilizados no sitio web oficial do Campeonato: www.linguaportuguesa.aeiou.pt. O primeiro teste será disponibilizado a 26 de Janeiro, o segundo a 9 de Fevereiro e o terceiro a 23 de Janeiro.»
Sem comentários
Publicado por: Ana José em janeiro 12, 2008 05:25 PM
Onde estão os entusiastas deste blogue?
À espera do CNLP de 2008?
Vocês não passais de uns fofoqueiros ansiosos por uma boa fofoca e por uma boa feijoada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por: quimxinfrim em novembro 16, 2007 10:40 PM
Se a Dulce não quer, não tem nada a ver com isso. Não tem é de estar a destruir o trabalho do NINGUÉM (Se calhar até pode ser alguém na vida).
Publicado por: Marta em junho 25, 2007 09:03 AM
Se a Dulce não quer, não tem nada a ver com isso. Não tem é de estar a destruir o trabalho do NINGUÉM (Se calhar até pode ser alguém na vida).
Publicado por: Marta em junho 25, 2007 09:03 AM
eu acho que podia ter maaaaaaaaaais coisas mas de resto esta otimo .
eu gostava de saber a quantos kilometros esta a lua do sol!!!!!
Publicado por: ana maria em junho 20, 2007 01:29 PM
Quem não se identifica é mesmo um Zé ninguém.
Portanto, ninguém lhe liga!
Publicado por: dulce em junho 9, 2007 03:31 AM
Depois da Final, é cada vez menos frequente escrever aqui alguém.
Por isso, para todos os que escrevem neste site e aos os participantes desta edição do CNLP, criei este site onde poderemos mater o contacto e falaremos mais regularmente.
É o seguinte:
lingua-portuguesa@sapo.pt
Se quiserem ajudar, mandem um e-mail para este endereço.
Digam a toda a gente que conhecerem e que esteja interessada no CNLP.
Publicado por: ninguém em junho 7, 2007 07:03 PM
A carta-resposta foi já enviada à Comissão Organizadora do CNLP 2007. No sítio do Ciberdúvidas foi colocada uma referência a esse facto. A ligação é
http://ciberduvidas.sapo.pt/correio.php?rid=20757
Publicado por: pesquisador
em maio 31, 2007 10:53 PM
Caros participantes deste blogue:
Vai ser enviada uma carta de resposta à Comissão Organizadora do CNLP 2007, assim como a todas as pessoas e entidades que receberam a nossa Carta de Protesto, para lhes dar conhecimento. A carta pode ser lida no sítio
http://www.dem.uminho.pt/people/mlima
e agradecia que fizessem a divulgação da mesma.
Quem a quiser subscrever, por favor envie uma mensagem, o mais brevemente possível, para
pesquisador1@gmail.com
ou para
mlima@dem.uminho.pt
indicando o seu nome completo e morada (Porto, por exemplo, é suficiente).
Muito obrigado a todos.
Publicado por: pesquisador
em maio 30, 2007 11:38 AM
Esta CTC e este CNLP podem rever-se nesta anedota:
Dois alentejanos encontram-se e diz um para o outro:
"- Compadre, onde vai com esse carro de esterco?
Responde o outro:
- É para pôr nos morangos.
Diz o primeiro:
-Atão o compadre nunca experimentou com natas? "
Esterco=CTC
Morango=Lingua Portuguesa
Natas=Competência
Publicado por: G.Lobo em maio 28, 2007 01:01 PM
Olá Lunáticos
Como tem sido tornado público, a minha cara e a minha voz têm servido para, de algum modo, levar ao conhecimento dos portugueses as tropelias das comissões do CNLP.
Ainda aqui não foi publicasa a resposta à carta enviada, que transcrevo:
"Exmos. Senhores,
Recebemos a Vossa carta, com data de 15 de Maio, de que tomámos nota.
As críticas e sugestões nela apresentadas vão merecer a nossa análise, em ordem a aproveitar o que se julgue útil para a próxima edição.
Não deixamos todavia, de repudiar os ataques menos dignos dirigidos à organização, comissão técnica e apresentadora, enquadrados, aliás, numa campanha concertada de um pequeno grupo empenhado em boicotar esta edição, desde a primeira hora até à prova final.
Ao longo destes três anos, cerca de 60.000 participantes já experimentaram o interesse e o proveito deste Campeonato. Não deixaremos, por isso, que ele venha a ser afectado pelos ataques de quem ainda não fez prova da bondade dos seus interesses.
Pela Comissão Organizadora"
Por outro lado, e de acordo com os jornais, a presidente da direcção da Sociedade da Língua Portuguesa vem defender a dicção de BG!
Assim sendo, não deixarei de responder à inoperante membro da CTC, Elsa Santos, que, não tendo estado presente, como lhe competia, na final, vem produzir afirmações que a colocam em posição de extrema fragilidade em relação à instituição que representa: se houve boa dicção, pelo menos nos exemplos por nós apontados, muito mal defendida está a língua portuguesa na Sociedade que adopta o seu nome!
Voltarei
Abreijos
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em maio 27, 2007 01:04 PM
No Diário de Notícias de ontem (25 de Maio), foi também publicado um artigo sobre o CNLP 2007. A ligação para o mesmo é
http://dn.sapo.pt/2007/05/25/media/concorrentes_criticam_juri_e_barbara.html
Publicado por: pesquisador
em maio 26, 2007 10:48 AM
Olá pesquisador e restantes lunáticos !
A verdade está, pouco a pouco, a vir à luz do dia...
Nada se pode travar a realidade dos factos !
Não se esqueçam que a força da razão é maior que a razão da força !
Alerto apenas que, como é óbvio, convém manter a mais elevada boa educação no desenrolar dos acontecimentos e resistir a provocações do tipo "um pequeno grupo organizado"."
Abraço solidário
Pedro Monteiro
Publicado por: Pedro Monteiro em maio 25, 2007 05:18 PM
Mais um artigo sobre o CNLP 2007, agora no "24 Horas" de 25 de Maio.
Publicado por: pesquisador
em maio 25, 2007 01:53 PM
Saiu hoje um artigo no "Público" relativo ao CNLP 2007. Para os participantes neste blogue que não o puderam adquirir, cá vai o seu conteúdo:
Concorrentes do Campeonato da Língua Portuguesa exigem demissão do júri
CONCORRENTES DO CAMPEONATO DA LÍNGUA PORTUGUESA EXIGEM DEMISSÃO DO JÚRI
Luís Miguel Queirós
____________________
Uma Carta de Protesto assinada por dezenas de subscritores também contesta a escolha de Bárbara Guimarães como apresentadora da final
"Inconsútil" quer dizer "sem consumo", "adereço" tem o mesmo significado que "partidário" e "exuberante" escreve-se, afinal, com "s". É isto, pelo menos, o que poderão ter ficado a pensar alguns dos telespectadores que assistiram, no passado dia 28 de Abril, à transmissão em directo da grande final do terceiro Campeonato Nacional da Língua Portuguesa (CNLP), promovido conjuntamente pelo Expresso, SIC, SIC Notícias e pelo Jornal de Letras, com o patrocínio do BPI.
Indignados com os muitos erros que ensombraram esta edição, um grupo de mais de meia centena de concorrentes, entre os quais se contam os vencedores dos dois concursos anteriores, enviaram uma Carta de Protesto a dezenas de pessoas e entidades envolvidas na organização do campeonato, exigindo a demissão da respectiva
Comissão Técnico-Científica e questionando a escolha de Bárbara Guimarães como apresentadora da final.
Exigem a demissão da Comissão Técnico-Científica (CTC) - composta por António Loja Neves, coordenador da secção de copy desk do Expresso, Luísa Mellid-Franco, crítica literária, António Valdemar, jornalista, D"Silvas Filho, linguista, e Elsa Santos, presidente da Sociedade de Língua Portuguesa -, reclamam um pedido de desculpas público e recomendam que o formato da "Grande Final" seja repensado.
Os subscritores do documento - redigido pelo concorrente Fernando Ferreira com o apoio de Deniz Marques da Costa, vencedor da primeira edição - enumeram dezenas de erros e imprecisões de vária ordem, desde a fase de inscrições até à "Grande Final".
Os responsáveis do CNLP elaboraram já uma resposta, na qual não discutem em concreto as falhas apontadas pelos concorrentes mas se comprometem a "analisar ao pormenor os erros ou defeitos apontados", assegurando que eles serão tidos em conta na preparação da próxima edição. Avisam, no entanto, que não cederão a "pressões externas", e recordam que "um pequeno grupo organizado procurou levantar problemas e dificuldades de toda a ordem, tendo mesmo tentado boicotar a sessão final".
Tecelã ou tecedora?
Esta referência a um alegado boicote é directamente dirigida ao finalista Fernando Ferreira, que, descontente com os vários erros a
que já assistira, escolheu uma forma original de lavrar o seu protesto. Quando chegou a sua vez de responder a seis perguntas, optou por dar respostas desconcertantes. À primeira respondeu "K", quando as três alternativas eram, como sempre, "A", "B" e "C"; à segunda respondeu "tecelã" - uma pequena provocação, como se explicará adiante -, e na terceira optou por "H". Já não lhe foi colocada a quarta pergunta. Um momento televisivo algo embaraçoso, que alguém já tratou de colocar no You Tube.
Ao trazer à baila a "tecelã", Fernando Ferreira estava a tocar numa questão que se tornou simbólica dos diferendos entre os concorrentes e a CTC. Ainda na fase de qualificação, foi perguntado qual era o feminino de "tecelão".
Apresentavam-se quatro hipóteses: tecelã, tecelona, tecedeira e tecedora. Segundo a CTC, as únicas hipóteses correctas eram as duas últimas. Vários concorrentes protestaram, mas a CTC manteve a sua posição, alegando que "tecelã" só é admissível no português do Brasil. Os subscritores da carta transcrevem um parecer de Edite Estrela, que integrou a Comissão Consultiva da prova, no qual esta aceita o feminino "tecelã" e afirma que "tecedora" e "tecedeira" são femininos, sim, mas de "tecedor". Foi justamente a intransigência da CTC em aceitar a "tecelã" que levou Deniz Marques da Costa a decidir não comparecer à "Grande Final", para a qual se qualificara. Irritou-se tanto que, segundo contou ao PÚBLICO, até escreveu "um conto sobre uma tecelã que é obrigada a emigrar para o Brasil".
Para lá dos erros contidos nos próprios verbetes com as respostas, a carta afirma que o facto de a apresentadora ter pronunciado mal várias palavras induziu concorrentes em erro. António Loja Neves, da CTC, reconhece algumas das falhas apontadas, que atribui - sublinhando que não se trata de as justificar - quer à escassez de tempo para preparar o concurso, quer à circunstância de a "Grande Final" ser transmitida em directo. Mas defende "o profissionalismo de Bárbara Guimarães" e a "profunda seriedade de todos os elementos da CTC".
Um diálogo
Estava-se já na fase final, e Maria José Santos, que iria tornar-se a vencedora desta terceira edição do Campeonato da Língua Portuguesa, tinha de responder a três questões, dispondo apenas de dez segundos para cada uma delas. A segunda pergunta pedia o significado da palavra "inconsútil".
Transcreve-se o diálogo entre a apresentadora e a concorrente.
Bárbara Guimarães: "O que quer dizer a palavra inconsútil? A - Sem costuras; B - Sem consolo; C - Sem consumo."
Maria José Santos: "Sem consumo."
Bárbara Guimarães: "Certo, sim, sim. Sem consumo."
Publicado por: pesquisador
em maio 24, 2007 08:37 PM
Olá lunáticos !
Mais algum feedback na sequência do envio da carta ?
Aguardo serenamente o desenrolar dos factos ...
Abraço
Pedro Monteiro
Publicado por: Pedro Monteiro em maio 24, 2007 03:24 PM
Mário, agradeço a resposta mas prefiro não me envolver nesse assunto, apesar de concordar com o propósito da carta.
Publicado por: Maria Inês Marçal em maio 19, 2007 01:29 PM
Oops...
Também não era preciso ter insistido tanto com o rato! É a maldita informática... Até na GF... que o digam a BG e o ALN...
Publicado por: leaodera
em maio 18, 2007 10:00 AM
Vera Bonança,
Estou a acrescentar subscritores pós 15 de Maio. Se quiser subscrever comunique-me por favor. Outros podem fazer o mesmo.
Publicado por: leaodera
em maio 17, 2007 02:27 PM
Vera,
Se quiser pode subscrever a carta de protesto à posteriori. Estou a organizar uma nova lista no final para estes casos. Outros poderão fazer o mesmo.
Publicado por: leaodera
em maio 17, 2007 08:58 AM
Vera,
Se quiser pode subscrever a carta de protesto à posteriori. Estou a organizar uma nova lista no final para estes casos. Outros poderão fazer o mesmo.
Publicado por: leaodera
em maio 17, 2007 08:55 AM
Vera,
Estou a adicionar os subscritores pós 15 de Maio. Se desejar comunique-me no formato indicado. Isto é válido para todos que mo comuniquem.
Publicado por: leaodera
em maio 16, 2007 11:13 PM
Vera,
Estou a adicionar os subscritores pós 15 de Maio. Se desejar comunique-me no formato indicado.
Publicado por: leaodera
em maio 16, 2007 11:02 PM
Vera,
Estou a adicionar os subscritores pós 15 de Maio. Se desejar comunique-me no formato indicado.
Publicado por: leaodera
em maio 16, 2007 11:00 PM
A divulgação da Carta de Protesto relativa ao CNLP 2007 foi colocada no sítio do Ciberdúvidas, na secção "Correio". A ligação é
http://ciberduvidas.sapo.pt/correio.php?rid=20581
Publicado por: pesquisador
em maio 16, 2007 02:49 PM
Olá.
Só hoje tive conhecimento deste blogue e da carta de protesto, com a qual concordo. Se tivesse sabido da sua existência, também a teria subscrito.
Participei no CNLP na "desportiva", porque, apesar de ter tido muito boas pontuações, sabia que não responderia a tudo correctamente, mas fiquei desiludida com algumas respostas que a organização considerou erradas estando certas e vice-versa.
Depois, assistindo à "Grande Final" (para mim, não foi nenhuma final de nenhum concurso, mas sim mais um programa televisivo de entretenimento, simplesmente), lá estava a "grande" BG com grandes dificuldades na leitura, o que, como era de calcular, prejudicou imenso alguns concorrentes.
Os problemas técnicos, nem vale a pena referir.
E mais um pormenor: não sei se alguém reparou na forma como foi escrito, no painel, por duas vezes, pretérito mais-que-perfeito - "pretérito-mais-que-perfeito" (sic). Desde quando é tudo ligado por hífenes?!!
Esperemos que para a próxima seja melhor!
Vera
Publicado por: Vera Bonança em maio 16, 2007 12:38 PM
Caros participantes deste blogue:
A Carta de Protesto foi enviada hoje. Podem ler a versão final (com data de 15 de Maio) em
www.dem.uminho.pt/people/mlima
A carta inclui um novo Anexo, o Anexo 2, que contém a lista de pessoas e entidades que receberam a Carta.
Aproveito para agradecer a todos os que a subscreveram.
Publicado por: pesquisador
em maio 15, 2007 04:07 PM
Caro Bernardo Fagundes,
Para mim a TLEBS é apenas uma lista de conceitos, tal como foi publicada no Diário da República, não apresentando a sua definição. Se me puder indicar um sítio na Internet onde haja mais informação, agradeço.
Aproveito também para relembrar que na final do campeonato por duas vezes foi utilizada a frase «Os noivos prometeram-se amor eterno.» De uma dessas vezes perguntava-se qual a função sintáctica de «-se». A resposta certa era, obviamente, complemento indirecto.
Porém, quando pouco depois voltaram a utilizar a mesma frase, desta vez perguntando qual a função sintáctica de «amor eterno», a resposta volta a ser complemento indirecto? A mesma frase tem dois complementos indirectos e nenhum complemento directo?
É isso mesmo que se deduz do raciocínio de quem fez as perguntas.
Publicado por: Ana José em maio 14, 2007 05:37 PM
QUE GRANDE ERRO!
Na carta à CTC, está escrito um enorme erro. A CTC não tem culpa de certas coisas. A CTC tem muita razão em algumas!
VEJAMOS:
" Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Leonor Reis vai responder…
BG- Na frase «Os noivos prometeram-se amor eterno», qual é a função sintáctica de «amor eterno»?
A. complemento indirecto
B. complemento directo
C. nome predicativo do complemento directo
Leonor, respondendo correctamente- B! (complemento directo)
BG, pesarosa, corroborando a solução A., errada, evidenciada no painel- complemento indirecto!
Com este ponto, levianamente furtado, Leonor teria somado 3 pontos, tantos quantos Eduardo Santos Silva, o campeão, veio a somar. O 1.º lugar tinha de ser discutido - e não foi! - em desempate entre Eduardo e Leonor. Esta concorrente acabou por ficar em 3.º lugar depois de um desempate, estúpido e injusto, com Ana Cláudia Vaqueiro."
Deram-se ao trabalho de descobrir o que era " o complemento indirecto " na Nova Terminologia Linguística...? Bem me pareceu que não!
Antes de dizerem estas pequenas coisas analisem-nas. Digo o mesmo à CTC em certos casos!
Publicado por: Bernardo Fagundes em maio 14, 2007 04:50 PM
Pesquisador:
Mas, sem um número de BI, por exemplo, como garantir que não há nomes inventados, por exemplo? Um doc destes não deveria ser algo um nadinha mais fiável?
Abraço.
Publicado por: APC em maio 14, 2007 02:34 AM
Sou a Ana Cláudia Vaqueiro, tenho 12 anos e fiquei em 2ª lugar no CNLP, na categoria de menores de 15 anos.
Na fase onde se ia decidir quem ficaria em 1º, 2º ou 3º lugar, foi-me feita uma pergunta para a qual nenhuma opção estaria correcta.
A 3.ª pessoa do pretérito-mais-que-perfeito do indicativo do verbo «dar» é:
A. eu desse
B. eu dera
C. eu der
A 3ª pessoa do singular não é EU!!!
Fiquei na dúvida se teria entendido mal a pergunta. Achei que sim, que não tinha entendido, e respondi a que me pareceu mais correcta.
Felizmente - e como já disseram - eu não fiquei prejudicada por isso.
ESPERO QUE NOS ENCONTREMOS NA FINAL PARA O ANO!
Ana Cláudia
Publicado por: Ana Cláudia F. Vaqueiro em maio 12, 2007 03:11 PM
Caros participantes no CNLP-2007:
A data-limite para assinarem a Carta de Protesto é o próximo Domingo 13 de Maio. Na segunda-feira a carta será enviada às entidades que organizaram e patrocinaram a 3.ª edição do CNLP. Será dado também conhecimento da mesma a muitas outras individualidades que estiveram envolvidas, directa ou indirectamente, nesta prova.
Relembro que a Carta pode ser lida em
www.dem.uminho.pt/people/mlima
Relembro também que, para a subscreverem, devem enviar uma mensagem com o título "Assinatura da Carta (CNLP 2007)" para
pesquisador1@gmail.com
ou para
mlima@dem.uminho.pt
indicando o vosso nome e a vossa morada (Aveiro, por exemplo, é suficiente).
Aproveito para agradecer a todos aqueles que já o fizeram.
Publicado por: pesquisador
em maio 10, 2007 04:12 AM
Maria Inês,
Aconselho-te a ler a carta de protesto conforme indicado 2 comentários mais abaixo e, se concordares, diz-me para eu acrescentar o teu nome aos subscritores. Já agora traz outros amigos também...
Mário
Publicado por: mlima em maio 9, 2007 10:01 PM
Olá... Sou a Maria Inês Marçal, tenho 15 anos e ganhei a 2ª edição do CNLP na categoria de menores de 15 anos. Este ano, tive de concorrer na categoria dos 15 aos 18, apesar de ter começado a fazer os testes de qualificação com 14 anos e ter feito 15 apenas na semana anterior à Grande Final.
Apesar disso, fui seleccionada para a finalíssima, mas não fiquei em nenhum dos 3 primeiros lugares.
Li todos os comentários deste post e queria agradecer o facto de terem lembrado que ocorreu uma injustiça durante a minha prova, porque nem eu me apercebi de tal coisa. Mas já na altura da final, achei incompreensível o próprio juri, no mesmo palco que os concorrentes, não ter conseguido ouvir a minha resposta! De facto o cenário não foi muito bem conseguido (os operadores de câmara tapavam a BG enquanto ela lia as perguntas, nao permitindo um contacto visual com ela e dificultando a própria audição das perguntas)
A situação que ocorreu já foi aqui exposta, mas faço questão de a colocar aqui outra vez.
II-2.3) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. Maria Inês Marçal vai responder…
BG: Um «adereço» significa:
A. um partidário
B. um adesivo
C. um adorno
Inês: Passo!
BG prossegue para as questões seguintes e a 6 segundos do termo do tempo volta a ler a pergunta.
Inês, a queimar os 90 segundos: A! (partidário)
BG: Um adorno, um adorno, errado!... - e voltando-se para ALN - … mas se tivesse acertado na resposta, tinha um ponto aqui, não é?
ALN: Acertou em 4 respostas, 4 pontinhos…
Pior ainda foi que uma dúzia de minutos depois, concluídas as 6 questões a cada um dos 6 finalistas e quando BG anunciava o quadro da classificação…
ALN: Bárbara, preciso de ter aqui uma informação. Eu não percebi exactamente qual foi a resposta da Maria Inês Marçal quando voltou para trás para agarrar uma… que tinha deixado pendente.
BG: Ela acertou essa questão.
ALN: Eu não sei… Com o barulho da sala não consegui…
BG: Vamos tentar confirmar através da nossa ‘régie’ … … Sim, acertou, acertou! Ela deu a resposta correcta. Foi o barulho, o barulho da plateia…
E o quadro lá foi exibido com os 4 “pontinhos” da Inês. Esta concorrente foi, assim, beneficiada pela memória deficiente de BG. Em rigor, fez 3 pontos, o que a excluiria logo do desempate em que acabou por participar e onde veio a terminar a sua participação, não passando à finalíssima.
Agora que leio isto, até tenho vergonha de mim mesma. Como foi possível ter errado esta pergunta? Mas lembro-me, que na altura, nao percebi o que era um adereço. Estava tão nervosa que nem me lembrei da palavra adereço, algo que serve para enfeitar. Pareceu-me uma palavra estranha que nunca tinha ouvido na vida.
Resumindo... concordo com tudo o que foi dito aqui e se este CNLP tivesse sido na RTP, de certeza que os Gato Fedorento iriam guardá-lo na "arca dos tesourinhos deprimentes", e muito bem guardado, porque esta final foi mesmo deprimente.
Publicado por: Maria Inês Marçal em maio 9, 2007 06:59 PM
Olá Lunáticos
Quanto ao Provedor de Justiça, saliento que a sua função se prende com actos da Administração Pública.
Quanto à carta, considero que deve conter tudo o que se passou no CNLP, sugerindo ao Pesquisador que aproveite, para a versão final, todas as sugestões e eventuais correcções que forem surgindo nos próximos dias.
Por outro lado, deverá ser encontrada uma data limite para que a carta siga para os seus destinatários.
Deixo uma questão: deveremos dar publicidade à carta? Alguns dos órgãos de comunicação estão ispostos a fazer mais uma notícia sobre o assunto.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em maio 9, 2007 01:51 PM
A CARTA DE PROTESTO aos Organizadores e Patrocinadores da 3.ª edição do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa (CNLP), aqui deixada pelo pesquisador, pode ser vista em formato pdf em www.dem.uminho.pt/people/mlima. Quem a quiser subscrever siga, por favor, as instruções.
Obrigado.
Publicado por: mlima em maio 8, 2007 05:45 PM
Olá de novo lunáticos
Já pensaram na hipótese de enviar essa carta igualmente ao Provedor de Justiça, salientando as inumeras ilegalidades cometidas ???
Abraço
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em maio 8, 2007 02:41 PM
Caros lunáticos
Eu estou prontissimo a assinara a carta mas parece-me que a sua extensão é demasiada o que torna a sua leitura dificil e o consequente impacte prejudicado ....
Não acham que era preferivel uma versão mais "condensada" da mesma ?
Grande abraço do
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em maio 8, 2007 02:28 PM
Pesquisador
Esqueci-me de referir que a sua apreciação em relação a "consegui-lo" não está, de acordo com a NGPC, correcta, porque o Pesquisador está, na sua interpretação, a omitir o "antes" .
A esse propósito pode ler-se no início da pág. 313 "5.º)...,a língua portuguesa tende à PRÓCLISE pronominal: a) quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só talvez, ETC.) ou expressões adverbiais, e não há pausa que os separe: ...".
Ora apesar de não estar expressamente referido na lista de exemplos o "antes", faz todo o sentido incluí-lo nessa lista...e assim, nesse caso, será a frase "antes de o conseguir" a tendência, e não "antes de consegui-lo"!
Publicado por: quimxinfrim em maio 8, 2007 01:10 PM
Olá Lunáticos
e Pesquisador, em particular
Mais uma da final:
Lembram-se de ouvir a BG chamar ao palco "JOSÉ PEDRO VASCONCELOS"? A senhora não faz a mínima ideia de quem são as pessoas que dedicam a vida à cultura, ou, mais uma vez, não foi capaz de ler o papel?
Já iniciei a campanha das assinaturas. As mensagens vão começar a aparecer.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em maio 8, 2007 12:58 PM
Pesquisador
E isto não merece qualquer referência, sobretudo depois de uma leitura atenta das regras de concordância verbal que se encontram na NGPC, da pág. 494 à 504:
- "Resposta B – migalhas é pão
Só a segunda está correcta: o verbo concorda com o predicativo quando o sujeito é impessoal; além disso, a frase é já um provérbio" ?
Publicado por: quimxinfrim em maio 8, 2007 12:35 PM
Seguindo uma ideia lançada aqui pelo campeão do CNLP 2006, José Cosme Marques, e com a ajuda do campeão do CNLP 2005, Deniz Marques da Costa, e de mais alguns amigos, decidi-me a elaborar uma carta que tenta espelhar tudo aquilo que se passou nesta edição 2007 do CNLP. A ideia será recolher o número máximo possível de assinaturas para esta carta e enviá-la para os Organizadores e Patrocinadores do CNLP: Jornal Expresso, Jornal de Letras, SIC, SIC Notícias, BPI, Porto Editora, e demais parceiros envolvidos. Os objectivos principais são:
1) reivindicar um pedido de desculpas por parte da Organização deste CNLP, e
2) garantir que nas próximas edições do CNLP não venham a ocorrer catástrofes similares às verificadas este ano.
O conteúdo da carta vai a seguir. Agradecia que a lessem e que a subscrevessem, caso concordem com ela. Para efectuarem a subscrição, propunha que me enviassem, para o endereço
pesquisador1@gmail.com
e com o título "Assinatura da carta (CNLP 2007)"
o vosso nome e a vossa morada (Aveiro, por exemplo, é suficiente).
Agradecia também que divulgassem esta iniciativa por todas as pessoas que conheçam e que se preocupem com a boa saúde da nossa Língua, independentemente de terem participado ou não no CNLP alguma vez.
Muito obrigado a todos,
Manuel Fernando Ferreira da Silva
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Exmos. Senhores
Organizadores e Patrocinadores da 3.ª edição do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa (CNLP)
Vimos por este meio manifestar o nosso enorme descontentamento em relação à maneira como, este ano, o CNLP foi organizado e desenvolvido, desde a sua fase inicial (fase de qualificação para a Grande Final) até à própria Grande Final, emitida em directo pela SIC desde o Centro Cultural de Belém no dia 28 de Abril de 2007, com a apresentação da Bárbara Guimarães.
Entristece-nos profundamente ver que uma iniciativa que era, em princípio, altamente louvável, se tenha transformado num enorme enxovalho da Língua Portuguesa, numa ofensa aos seus utilizadores em geral e, em particular, num insolente desrespeito aos mais de 30.000 concorrentes no Campeonato.
São vários os factores que, na nossa opinião, terão dado origem à presente situação. Enumeramos apenas os que nos parecem ser mais evidentes:
1. Escasso tempo para a preparação desta 3.ª edição do Campeonato.
2. Incompetência clara por parte de Comissão Técnico-Científica (CTC) do Campeonato para levar a cabo um trabalho rigoroso, sério e responsável.
3. Atitude prepotente de alguns dos membros da CTC, que se recusaram a analisar objectivamente as muitas reclamações que receberam ao longo de mais de dois meses.
4. Formato inadequado para a Grande Final do Campeonato.
5. Escolha errada da apresentadora da Grande Final.
6. Deficiente equipa técnica responsável pela preparação da Grande Final.
O factor 1 foi admitido por um dos membros da CTC, António Loja Neves, numa mensagem de correio electrónico enviada a um dos concorrentes:
“Importante é que, apesar dos erros e da terrível falta de tempo que dispusemos para pôr de pé esta edição do Campeonato (facto que não pretendo seja desculpa para aqueles), tenhamos tanta gente interessada, reagindo, trocando impressões, contestando, alvitrando, falando sobre a língua e os seus «sortilégios».”
Os factores 2, 3 e 5 serão claramente provados no Anexo a esta missiva: perguntas mal formuladas, perguntas com várias respostas possíveis, perguntas com respostas erradas, textos com frases que não fazem qualquer sentido, incapacidade dos membros da CTC para reconhecerem erros óbvios, leitura e pronúncia deficientes da apresentadora, etc.
Os factores 4 e 6 ficaram bem patentes durante a própria emissão da Grande Final. A impossibilidade dos finalistas lerem num ecrã as perguntas que lhes eram formuladas (ficando assim condicionados pela leitura da apresentadora), e os problemas técnicos ocorridos durante as situações de desempate são apenas dois exemplos.
Os resultados deste Campeonato não foram de modo algum fiáveis. Alguns concorrentes decidiram abandonar o Campeonato no seu decurso, desiludidos e inconformados com os sucessivos erros da CTC. Muitos concorrentes foram afastados da Grande Final de forma abstrusa, por lhes terem sido negados pontos a que tinham direito. Outros recusaram-se a participar na Grande Final como forma de manifestarem a sua insatisfação. Finalmente, vários finalistas foram prejudicados, saindo outros, em consequência, beneficiados. Em suma, a justiça passou, definitivamente, ao lado desta edição do CNLP.
Por um lado, porque acreditamos nesta iniciativa e desejamos que ela se mantenha; por outro, porque não podemos permitir que o que aconteceu este ano se repita no futuro; exigimos que:
1. A CTC deste Campeonato se demita, ou em alternativa seja demitida. Deverá ser nomeada uma nova CTC, cujos membros deverão ser escolhidos com muito cuidado, responsabilizados pelas suas acções, e obrigados a estarem presentes na Grande Final. [A este respeito, como é possível que na Grande Final deste ano só estivessem DOIS (um número par!) membros da CTC? De que forma se teria resolvido um eventual conflito? Atirando uma moeda ao ar?]
2. A Organização do CNLP emita um comunicado escrito manifestando o seu pesar por tudo aquilo que correu mal, assumindo publicamente os seus erros, pedindo desculpas a todos os concorrentes que foram prejudicados, e comprometendo-se a tomar medidas para garantir que as próximas edições tenham a necessária qualidade e rigor.
3. O formato da Grande Final seja repensado, tendo como critérios fundamentais o rigor e a equidade, e colocando em segundo plano a espectacularidade de uma emissão televisiva. Sugerimos até que, em abono da justiça e da tranquilidade necessária para levar a cabo esta prova, se considere a possibilidade da sua não transmissão em directo. Acresce a isto a necessidade de, com clareza, fazer saber aos finalistas quais os resultados das provas que eles efectuam durante a Grande Final (ditado, testes de escolha múltipla, etc.), para eles perceberem como é que é feita a escolha dos 18 apurados que sobem ao palco.
Esperamos que estes nossos apelos sejam correspondidos o mais brevemente possível.
Cumprimentos,
(Seguem os nomes de todos aqueles que vierem a manifestar o seu interesse em assinar esta carta.)
ANEXO
Breve apanhado do desastre que foi a 3.ª edição do CNLP
I. Durante a fase de qualificação para a Grande Final
I-1. Situações claras de desleixo:
I-1.1) Pergunta n.º 4 do 1.º teste da fase de qualificação. A pergunta foi anulada, pois os membros da CTC não tiveram o cuidado de consultar previamente o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (GDLP) da Porto Editora, dicionário de referência para esta prova, onde existe a entrada “cor-de-vinho” (com hífenes).
I-1.2) Texto n.º 1 do 1.º teste da fase de qualificação. A segunda frase do texto (“Para realizar acções eficazes na época de verão torna-se imperscindível conhecer as causas estructurais que estão na origem de uma calamidade que se repete, ano após ano, avaliar a operacionalidade dos meios de deteção e prevenção que premitem atuar em casos de imergência.”) não faz qualquer sentido.
I-1.3) Texto n.º 1 do 2.º teste de qualificação. A sexta frase do texto (“Consideravam descutível não merecerem castigo pelos crimes do passado, uma vez que estavam arrependidos.”) não faz qualquer sentido no contexto.
I-1.4) Pergunta n.º 13 do 3.º teste da fase de qualificação. Esta pergunta foi repetida; ela já tinha aparecido no 2.º teste (onde era a pergunta n.º 7).
I-1.5) Texto n.º 2 do 3.º teste da fase de qualificação. Apesar de, na página da Internet do CNLP, ser indicada apenas uma resposta correcta (22 erros), a CTC decidiu considerar duas respostas certas (21 e 22 erros), conforme prova o seguinte comunicado enviado por correio electrónico aos concorrentes:
“Caro Participante,
Avaliando da necessidade de equidade para com todos os concorrentes, a Organização esclarece que, a exemplo de outras circunstâncias em que tal foi necessário, toma a decisão de aceitar as respostas de 21 e 22 erros para o segundo texto do terceiro teste.
Pela Comissão da Organização”.
Esta decisão foi tomada depois de a CTC ter assinalado, primeiro, 21 erros, e mais tarde, 22 erros. Perguntamos: Como é possível que um texto tenha, ao mesmo tempo, 21 e 22 erros?
I-1.6) Pergunta n.º 24 do 3.º teste da fase de qualificação. Nesta pergunta foram consideradas como correctas duas alternativas (“assassino” e “cheque”), em vez de apenas uma, como seria o normal num teste de múltipla escolha. A CTC não teve o cuidado de consultar os significados da palavra “cheque” no GDLP, dicionário de referência para esta prova.
I-1.7) Pergunta n.º 5 do 1.º teste do Especial Escolas. Nesta pergunta foram consideradas como correctas duas alternativas (“ámen” e “bainha”), em vez de apenas uma, como seria o normal num teste de múltipla escolha.
I-2. Situações onde ocorreram lapsos graves, com influência nos resultados:
I-2.1) Pergunta n.º 4 do 2.º teste da fase de qualificação. O feminino da palavra “tecelão” foi construído a partir de um sinónimo, “tecedor”. Foram consideradas correctas as respostas “tecedeira” e “tecedora”. A resposta “tecelã”, a única resposta correcta possível entre as que eram apresentadas, foi considerada incorrecta. A CTC ignorou as muitas reclamações que recebeu por correio electrónico. Ignorou também a seguinte opinião de Edite Estrela, membro da Comissão Consultiva da prova, que apesar de se encontrar em Bruxelas fez questão de a fazer chegar à CTC:
“Acho que o feminino de tecelão pode ser tecelã (e teceloa). Tecedeira e tecedora são formas do feminino de tecedor, sinónimo de tecelão. Reconheço que tecedeira e tecedora são termos de uso mais frequente que tecelã e teceloa, mas não era isso que se perguntava. E vou mais longe em defesa da aceitabilidade da forma tecelã: mesmo que se tratasse de forma não dicionarizada ou de emprego restrito (por exemplo, no Brasil), acho que deveria ser considerada gramaticalmente correcta e, por isso, aceite. Como é sabido, nem todos os termos aceitáveis (e correctamente formados) constam nos dicionários! A verdade é que o feminino tecelã (cujo uso pode ser raro, não importa) obedece à regra de formação do feminino dos nomes terminados em -ão. A não ser assim, a pergunta seria uma indesejável armadilha.”
Uma opinião similar teve, à posteriori, a linguista Maria Regina Rocha, membro da Comissão Consultiva do Ciberdúvidas:
“Foram apresentadas como opções para o feminino de tecelão as seguintes palavras: tecelona, tecelã, tecedeira e tecedora. E foram consideradas correctas duas: tecedeira e tecedora. Ora, das quatro palavras em causa, só a palavra tecelã é o feminino de tecelão (feminino gramatical regular). Existe a palavra tecedeira, mas é o feminino de tecedor. Quanto à palavra tecedora, é um feminino regular de tecedor.”
O Ciberdúvidas tinha tomado a decisão de, por razões éticas e para não desvirtuar a prova, não se pronunciar sobre qualquer assunto relacionado com o Campeonato no decurso do mesmo.
I-2.2) Pergunta n.º 18 do 2.º teste da fase de qualificação. A frase “Eu a trabalhar, tu a preguiçar” foi considerada incorrecta, com o argumento de que o segundo infinitivo deveria ser flexionado: “Eu a trabalhar, tu a preguiçares”. Ora, como ambos os infinitivos nesta frase equivalem a gerúndios, estando implícito um verbo como “estar” ou “andar” (“Eu ando a trabalhar, tu andas a preguiçar”, por exemplo), eles não precisam de estar flexionados, segundo se pode ler na pág. 484 da Nova Gramática do Português Contemporâneo (NGPC), de Celso Cunha e Lindley Cintra, a gramática de referência da prova. A CTC não aceitou este argumento, enviado via correio electrónico por muitos concorrentes. Também não levou em conta a opinião que lhe foi remetida por Fernando Venâncio, membro da Comissão Consultiva da prova:
“No que respeita à a-gramaticalidade de «Eu a trabalhar, tu a preguiçar», discordo firmemente da vossa exposição. A minha consciência de falante (ao fim e ao cabo, a última 'medida' em gramática) tem a frase como indubitavelmente portuguesa. Acontece que a Gramática de referência prevê (sublinho, prevê) o infinito flexionado no segundo membro, aduzindo uma razão: a de «uma ênfase particular à diferença de atitude dos dois sujeitos». De acordo. Mas o que a Gramática faz é constatar essa possibilidade do nosso idioma (a de podermos dizer «Eu a trabalhar, tu a preguiçares»), não é impô-la. Entendamo-nos: essa ênfase é uma opção (enriquecedora, por certo), de modo algum uma obrigação. A Gramática, aqui, constata, não limita.”
Nesta pergunta, portanto, deveriam ter sido aceites como correctas duas alternativas.
I-2.3) Pergunta n.º 15 do 3.º teste da fase de qualificação. A frase “Ele é distraído, se não parvo” foi considerada errada, com o argumento de que o correcto seria “Ele é distraído, senão parvo”, tendo o “senão” o significado de “mas também”. Este argumento seria aceitável se a frase estivesse na forma “Ele não só é distraído, ...”. Mas o significado da frase é outro. O que a frase quer dizer é que “Ele é distraído, se é que não é parvo” (elipse do verbo ser). A CTC ignorou todas as reclamações que recebeu, devidamente sustentadas pela opinião de vários consultores do Ciberdúvidas, que em diversas respostas, dadas previamente ao Concurso, consideravam como correctas frases do mesmo tipo da apresentada: “Estavam lá dezenas de jovens, se não centenas”, “Isso parece solução difícil, se não impossível”, “Antigamente, tal solução seria boa, se não óptima” ou “Amaram-se um pouco, se não muito”. A linguista Maria Regina Rocha, já referida anteriormente, corroborou esta opinião mais tarde:
“O concurso considerou como incorrecta a frase «Ele é distraído, se não parvo», e como correcta «Ele é distraído, senão parvo». Mas a construção correcta é «Ele é distraído, se não parvo.» Neste caso, pretende dizer-se o seguinte: «Ele é distraído, quando não parvo» ou «Ele é distraído, se é que não é parvo».”
Nesta pergunta, portanto, deveriam ter sido aceites como correctas duas alternativas.
I-3. Outras situações
Além dos três casos gritantes assinalados atrás, muitos outros houve onde as decisões da CTC
i. foram erradas mas não tiveram influência nas pontuações dos concorrentes, ou
ii. mostram claramente a incompetência dos seus membros, ou
iii. podem ser consideradas, no mínimo, polémicas.
Eis algumas:
I-3.1) Pergunta n.º 1 do 1.º teste da fase de qualificação. Perguntava-se qual o feminino da palavra “abelha”. A resposta correcta indicada pela CTC foi, inicialmente, “zângão”; mais tarde decidiu mudar para “não tem masculino”. Finalmente, decidiu voltar à resposta inicial, “zângão”. Um dos membros da CTC, António Loja Neves (ALN, doravante), assumiu-se publicamente como único responsável por esta confusão.
I-3.2) Texto n.º 1 do 2.º teste de qualificação. Na sexta frase do texto, foi considerado erro “merecerem”; segundo a CTC, o correcto seria “merecer” (infinitivo não flexionado). No entanto, na frase seguinte, onde a mesma justificação se impunha por uma questão de coerência, a CTC considerou erro “pervaricarem”, indicando como correcto “prevaricarem” em vez de “prevaricar”.
I-3.3) Texto n.º 2 do 2.º teste de qualificação. Em primeiro lugar, a terceira frase do texto (“Antes de consegui-lo, morreu, à um mês, de uma ensurreição popular dirigida por anarcossindicalistas.”) não faz qualquer sentido. (Poderia fazer sentido com uma correcção muito particular, que no entanto não foi apontada pela CTC.) Em segundo lugar, nessa frase foi considerado erro “consegui-lo”, que, segundo a CTC, deveria ser substituído por “o conseguir”, mas a explicação dada não tem qualquer cabimento, já que na página 312 da NGPC, gramática de referência da prova, está bem explícito (com outros verbos, mas é equivalente) que tanto “consegui-lo” (ênclise pronominal) como “o conseguir” (próclise pronominal) estão correctas. Mais: diz que há uma acentuada tendência para a ênclise, ou seja, neste caso, para “consegui-lo”. Assim, esta palavra não é, na realidade, um erro; o erro adicional que substitui este e foi esquecido pela CTC foi a palavra “determinada”, que deveria ser substituída por “terminada” na quarta frase do texto.
I-3.4) Pergunta n.º 23 do 2.º teste da fase de qualificação. A frase “Eles terão que falar com o ministro.” foi considerada incorrecta, com a indicação de que a frase correcta seria “Eles terão de falar com o ministro.”. No entanto, se o “que” for interpretado como um pronome relativo com o sentido de “algo de que”, a frase estaria correcta. A CTC não aceitou este argumento, que obrigaria a anular a pergunta.
I-3.5) Pergunta n.º 24 do 2.º teste da fase de qualificação. O verbo “imergir” foi considerado defectivo, não tendo portanto a forma correspondente à primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Efectivamente, é essa a indicação da NGPC, a gramática de referência da prova. No entanto, o dicionário de verbos da Porto Editora (a editora do dicionário de referência da prova) indica “imirjo”, e a MorDebe (Base de Dados Morfológica de Português) indica “imerjo”. Sendo esta uma questão altamente polémica, deveria ter sido evitada.
I-3.6) Pode afirmar-se que o emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo constituiu o assunto transversal deste Campeonato. Apesar de, na página 482 da NGPC ser afirmado que “O emprego das formas flexionada e não flexionada do INFINITIVO é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa.” e que “[...] Parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do INFINITIVO.”, e encontrarmos ainda, na página 487, “Trata-se, pois, de um emprego selectivo, mais do terreno da estilística do que, propriamente, da gramática.”, a CTC decidiu usar este tópico de forma recorrente. Assim, ele pode ser encontrado no 2.º teste (1.º texto, e perguntas 18 e 23) e no 3.º teste (2.º texto). Era mesmo necessário trazer para o CNLP questões tão polémicas?
I-3.7) São inúmeros os erros ortográficos que se podem encontrar nas correcções dos testes de qualificação, disponíveis na página do CNLP: “sigifica” em vez de “significa”, “referi ri-se” em vez de “referir-se”, “agúdo” em vez de “agudo”, “possui-la” em vez de “possuí-la”, etc. Algumas das justificações das respostas escolhidas são também incorrectas: origem e significado da palavra “discordavam”, significado da palavra “mormacento”, etc.
II. Durante a Grande Final
II-1. Situações claras de desleixo
II-1.1) Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Ana Cláudia Vaqueiro vai responder…
Bárbara Guimarães (BG doravante), lendo como o ecrã exibe: A 3.ª pessoa do pretérito-mais-que-perfeito do indicativo do verbo «dar» é:
A. eu desse
B. eu dera
C. eu der
Vejam bem! «3.ª pessoa» : «eu dera»!? Não falando de que “do singular” ou “do plural” se calhar é coisa que já não se usa. Ana Cláudia lá enfrentou o disparate, contendo talvez um protesto e atalhando directa à razoabilidade, para não perder tempo: B!
BG: Certo!
Felizmente, esta falha não prejudicou a concorrente.
II-2. Situações onde ocorreram falhas graves, com influência nos resultados
II-2.1) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. Madalena Sá Fernandes vai responder… Questão exibida no painel: Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hás-de ler
BG enuncia: Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hádes ler (sic)
Madalena: C! (“tu hádes ler”)
BG: A. tu hádes ler!
Madalena respondeu, e bem, conforme ouviu. Foi-lhe assinalado erro. 1 ponto gamado! A leitura deficiente de BG prejudicou esta concorrente.
II-2.2) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. Madalena Sá Fernandes continua a responder… O painel exibe a questão: Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós fáçamos
C. nós possamos
BG enuncia com grande nitidez: Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós façamos
C. nós possamos
Madalena, com o tempo a expirar e respondendo bem, conforme ouviu, B! (nós façamos)
BG: nós possamos, era C e o tempo estava mesmo aqui a esgotar-se, não foi, António? Quantos pontos?
ALN: A Madalena fez 3 pontos, exactamente!
BG: 3 pontos, Madalena!
Mais 1 ponto gamado à Madalena. Mais uma vez, a leitura deficiente de BG prejudicou esta concorrente. Atribuíram-lhe 3 pontos, a competição dela terminou ali. Na verdade, deveria ter somado 5 pontos, os mesmos que obteve Eduardo Santos Silva, que haveria de tornar-se campeão.
II-2.3) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. Maria Inês Marçal vai responder…
BG: Um «adereço» significa:
A. um partidário
B. um adesivo
C. um adorno
Inês: Passo!
BG prossegue para as questões seguintes e a 6 segundos do termo do tempo volta a ler a pergunta.
Inês, a queimar os 90 segundos: A! (partidário)
BG: Um adorno, um adorno, errado!... - e voltando-se para ALN - … mas se tivesse acertado na resposta, tinha um ponto aqui, não é?
ALN: Acertou em 4 respostas, 4 pontinhos…
Pior ainda foi que uma dúzia de minutos depois, concluídas as 6 questões a cada um dos 6 finalistas e quando BG anunciava o quadro da classificação…
ALN: Bárbara, preciso de ter aqui uma informação. Eu não percebi exactamente qual foi a resposta da Maria Inês Marçal quando voltou para trás para agarrar uma… que tinha deixado pendente.
BG: Ela acertou essa questão.
ALN: Eu não sei… Com o barulho da sala não consegui…
BG: Vamos tentar confirmar através da nossa ‘régie’ … … Sim, acertou, acertou! Ela deu a resposta correcta. Foi o barulho, o barulho da plateia…
E o quadro lá foi exibido com os 4 “pontinhos” da Inês. Esta concorrente foi, assim, beneficiada pela memória deficiente de BG. Em rigor, fez 3 pontos, o que a excluiria logo do desempate em que acabou por participar e onde veio a terminar a sua participação, não passando à finalíssima.
II-2.4) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG: Como se escreve «exuberante»?
A. com Z
B. com S … …
Ricardo, antecipando-se: B! (com S)
BG: … … C. com X … Certo!!!
Mais um concorrente a ser beneficiado por BG. No quadro final deste grupo, nesta fase, lá estava Ricardo Reis com 4 pontos que lhe permitiram ir ao desempate. Em rigor, fez 3 pontos, o que o excluiria liminarmente da finalíssima de 3 questões. Superou o desempate, foi indevidamente à finalíssima e acabou “vice-campeão”.
II-2.5) Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Leonor Reis vai responder…
BG: Na frase «Os noivos prometeram-se amor eterno», qual é a função sintáctica de «amor eterno»?
A. complemento indirecto
B. complemento directo
C. nome predicativo do complemento directo
Leonor, respondendo correctamente: B! (complemento directo)
BG, pesarosa, corroborando a solução A, errada, evidenciada no painel: complemento indirecto!
Esta concorrente foi, portanto, prejudicada devido a um erro da CTC, que colocou como resposta correcta para esta pergunta uma resposta errada. Não tinha o júri a obrigação de corrigir este erro tão evidente? Com este ponto, levianamente furtado, Leonor teria somado 3 pontos, tantos quantos Eduardo Santos Silva, o campeão, veio a somar. O 1.º lugar tinha de ser discutido - e não foi! - em desempate entre Eduardo e Leonor. Esta concorrente acabou por ficar em 3.º lugar depois de um desempate, estúpido e injusto, com Ana Cláudia Vaqueiro.
II-2.6) Grupo maiores de 18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Maria José Santos, a 2 minutos de ser proclamada "Campeã Nacional da Língua Portuguesa" vai responder à sua 2.ª pergunta…
BG: O que quer dizer a palavra «inconsútil»? [BG repete, face a um sinal da concorrente denotando não ter percebido bem] in-con-sú-til...
A. Sem costuras
B. Sem consolo
C. Sem consumo
Mostrando confiança, Maria José atira: Sem consumo!
BG, efusiva e enquanto no painel se evidenciava a resposta C, errada: Certo, sim, sim!, sem consumo!!! Mais um erro da CTC. O júri nem tugiu nem mugiu.
II-3. Situações onde ocorreram falhas graves, com possível influência nos resultados
II-3.1) Pergunta n.º 4 do teste de múltipla escolha relativo aos maiores de 18 anos. Pedia-se qual das seguintes palavras estava correctamente grafada: A. bachareis; B. atraíu; C. jibóia; D. averigue. Foi considerada certa a resposta “bachareis” (que deveria ser “bacharéis”), quando a resposta verdadeiramente correcta é “jibóia”.
II-3.2) Pergunta n.º 9 do teste de múltipla escolha relativo aos maiores de 18 anos. Pedia-se qual era a forma correcta para a 3.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo «comprazer»: A. comprazera; B. compraziu; C. comprazeu. Foi considerada certa a resposta “comprazera” (que corresponde ao pretérito mais-que-perfeito); a resposta verdadeiramente correcta é “comprazeu”.
De referir que, uma vez que os finalistas nunca chegam a saber de que forma foram escolhidos os 18 concorrentes que sobem ao palco (6 de cada faixa etária), não sabemos também se estes erros tiveram alguma influência na escolha dos 6 adultos seleccionados.
II-4. Outras situações
II-4.1) Grupo maiores de 18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos. O concorrente Manuel Silva é impedido de responder às três últimas perguntas a que tinha direito, por estar a manifestar, de uma forma perfeitamente educada, o seu protesto à forma como decorreu a fase de qualificação para a Grande Final.
II-4.2) Grupo 15-18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG: Qual das consoantes seguintes é sonora?
A. F
B. T
C. V
Ricardo: T! (consoante oclusiva linguodental surda)
BG, de acordo com a solução, errada, exibida no painel: F!!
Sucede que F é uma consoante fricativa labiodental surda; V, uma fricativa labiodental sonora. A alternativa C seria, pois, a resposta correcta. Mais um erro da CTC, que, felizmente neste caso, não prejudicou o concorrente.
II-4.3) Mais alguns exemplos que mostram que a apresentadora tem alguns problemas com o Português: i. Teve de pedir ajuda a ALN para ler a palavra “caie”; ii. Pronunciou o sufixo “ice” como “aice” (em inglês); iii. Não conseguiu ler correctamente a palavra “abúlico”; iv. Teve graves dificuldades para pronunciar a palavra “pronominal”; v. Leu a palavra “hemíono” como “hemiuno”; vi. Pronunciou “vermifugo” em vez de “vermífugo”; vii. Várias vezes referiu “diminuitivo” em vez de “diminutivo”.
Publicado por: pesquisador
em maio 8, 2007 04:55 AM
Parabéns ao Senhor Manuel Silva. Não são todos os que têm coragem para fazer um papelão daqueles. :)
Os meus sinceros parabéns, mais uma vez!
Publicado por: Catarina em maio 7, 2007 02:26 PM
O boicote do Sr. Manuel Silva (ou pesquisador) foi já colocado no YouTube pelo Sr. Daniel Fonseca, ao qual deve ter dado um trabalhão. Está mesmo espectacular! Que calma, e que coragem!
http://www.youtube.com/watch?v=odvBeO7N0H0
Publicado por: M M em maio 7, 2007 11:41 AM
Olá... sou o 2º dos entre 15 e 18 anos. De facto não me lembro de responder S na questão do exuberante... já que não fazia sentido nenhum. Não sendo a A nem a B provavelmente quereria dizer C e escorreguei. Mas no meio de tantos erros... Outra questão foi a de galeofobia, que é medo de gatos e não de galináceos como orgulhosamente (quem diria?) a BG disse... e essa da consoante... pheww... que não era f sabia eu. Mas como no ensino escolar fonética não é leccionada... deixei passar. Lamento ter sido cobarde ao ponto de não me ter manifestado na ocasião do "prometeram-se amor eterno" tendo amor eterno sido declarado como complemento indirecto. Pensámos em fazê-lo mas parece que a pressão do directo levou a melhor. Ainda na minha categoria, qual das seguintes palavras tem hífen, dão fim de semana como resposta certa. Na gramática de referência afirma que fim de semana se escreve sem hífen.
Agora, teçam as críticas que quiserem...
P.S. Ainda não deram o vale da viagem à Eloísa... na altura parece que o tinham perdido. Óptima organização.
Publicado por: Ricardo em maio 6, 2007 06:12 PM
«De: …. @gmail.com
Para: marturco@gmail.com
Data: 05/05/2007 02:03
Assunto: Uma questão menor
Olá, Deniz.
Estive a ler o teu mais recente resumo. […]
Uma dúvida: onde escreveste "infirmava" não querias escrever "enfermava"?
Confesso que não conhecia o verbo infirmar, fui ver no dicionário e não me parece que fique ali bem.
Estou enganado?
Desculpa a "picuinhice"...
Um abraço,
F. […]»
Pois claro que queria, bolas!
Claro que não estás enganado, pá!
E ele diz "uma questão menor", uma "picuinhice"...
Os amigos são assim.
OK, demito-me.
Deniz Costa
Publicado por: D.
em maio 5, 2007 03:53 AM
Mais um blogue a comentar as misérias deste campeonato:
http://faceocultaterra.blogspot.com
Publicado por: M M em maio 5, 2007 02:43 AM
«... persistem ...», pois!
Peço desculpa.
Deniz
Publicado por: D.
em maio 4, 2007 09:34 PM
Caros Selenitas [José Pedro Borges prefere “Lunáticos”],
Sou um chato e mais chato fico se se trata de não atropelar factos.
O relato extenso que aqui fiz em 30 de Abril infirmava de alguns pecadilhos e não cuidava, ainda, por exemplo, da “3.ª pessoa do pretérito-mais-que-perfeito do indicativo do verbo «dar»”, tornada famosa pela acutilância de Daniel Lourenço, do “EMBLOGRIO”.
Assim, para que conste e possa servir de reflexão a quem - decerto sem querer - prejudicou, e não foi pouco, tanta gente, desde a fase de qualificação, lembrei-me de reeditar, rebaptizado, depurado e mais completo, o capítulo que, quanto a mim, mais importa à prova do desastre em que, infelizmente, redundou a “Grande Final do CNLP-2007”.
Mas nem por isso - quero frisá-lo - deixam de merecer parabéns todos os que, desde 2005, num país quase disléxico, presistem, com esta iniciativa particular, em acarinhar, defender, promover e, já agora…, premiar o conhecimento e bom uso da Língua Portuguesa. Viva ela!
Peço desculpa pela eventual impertinência e prometo não voltar à “vaca fria”, gelada não tarda.
- Oito episódios grosseiros e muito graves ocorridos na “Grande Final” -
1) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Madalena Sá Fernandes vai responder…
Questão exibida no painel- Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hás-de ler
Bárbara Guimarães (BG doravante) enuncia- Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hádes ler (sic)
Madalena- C! (“tu hádes ler”)
BG- A. tu hádes ler!
Madalena respondeu, e bem, conforme ouviu. Foi-lhe assinalado erro. 1 ponto gamado!
2) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Madalena Sá Fernandes continua a responder…
O painel exibe a questão- Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós fáçamos
C. nós possamos
BG enuncia com grande nitidez- Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós façamos
C. nós possamos
Madalena, com o tempo a expirar e respondendo bem, conforme ouviu- B! (nós façamos)
BG- nós possamos, era C e o tempo estava mesmo aqui a esgotar-se, não foi, António? Quantos pontos?
António Loja Neves (doravante, ALN)- A Madalena fez 3 pontos, exactamente!
BG- 3 pontos, Madalena!
Mais 1 ponto gamado à Madalena. Atribuíram-lhe 3 pontos, a competição dela terminou ali.
Na verdade, deveria ter somado 5 pontos, os mesmos que obteve Eduardo Santos Silva que haveria de tornar-se campeão. Céus!
3) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Maria Inês Marçal vai responder…
BG- Um «adereço» significa:
A. um partidário
B. um adesivo
C. um adorno
Inês- Passo!
BG prossegue para as questões seguintes e a 6 segundos do termo do tempo volta a ler a pergunta.
Inês, a queimar os 90 segundos- A! (partidário)
BG- Um adorno, um adorno, errado!... - e voltando-se para ALN - … mas se tivesse acertado na resposta, tinha um ponto aqui, não é?
ALN- Acertou em 4 respostas, 4 pontinhos…
Pior ainda foi que uma dúzia de minutos depois, concluídas as 6 questões a cada um dos 6 finalistas e quando BG anunciava o quadro da classificação…
ALN- Bárbara, preciso de ter aqui uma informação. Eu não percebi exactamente qual foi a resposta da Maria Inês Marçal quando voltou para trás para agarrar uma … que tinha deixado pendente.
BG- Ela acertou essa questão.
ALN- Eu não sei … Com o barulho da sala não consegui …
BG- Vamos tentar confirmar através da nossa ‘régie’ … … Sim, acertou, acertou! Ela deu a resposta correcta. Foi o barulho, o barulho da plateia …
E o quadro lá foi exibido com os 4 “pontinhos” da Inês. Em rigor, fez 3 pontos, o que a excluiria logo do desempate em que acabou por participar e onde veio a terminar a sua participação, não passando à finalíssima.
4) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG- Como se escreve «exuberante»?
A. com Z
B. com S … …
Ricardo, antecipando-se- B! (com S)
BG- … … C. com X … Certo!!!
No quadro final deste grupo, nesta fase, lá estava Ricardo Reis com 4 pontos que lhe permitiram ir ao desempate. Em rigor, fez 3 pontos, o que o excluiria liminarmente da finalíssima de 3 questões. Superou o desempate, foi indevidamente à finalíssima e acabou “vice-campeão”.
5) Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Leonor Reis vai responder…
BG- Na frase «Os noivos prometeram-se amor eterno», qual é a função sintáctica de «amor eterno»?
A. complemento indirecto
B. complemento directo
C. nome predicativo do complemento directo
Leonor, respondendo correctamente- B! (complemento directo)
BG, pesarosa, corroborando a solução A., errada, evidenciada no painel- complemento indirecto!
Com este ponto, levianamente furtado, Leonor teria somado 3 pontos, tantos quantos Eduardo Santos Silva, o campeão, veio a somar. O 1.º lugar tinha de ser discutido - e não foi! - em desempate entre Eduardo e Leonor. Esta concorrente acabou por ficar em 3.º lugar depois de um desempate, estúpido e injusto, com Ana Cláudia Vaqueiro.
6) Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Ana Cláudia Vaqueiro vai responder…
BG lendo tal qual o ecrã exibe- A 3.ª pessoa do pretérito-mais-que-perfeito do indicativo do verbo «dar» é:
A. eu desse
B. eu dera
C. eu der
Viram bem? «3.ª pessoa» : «eu dera» !?
Não falando de que “do singular” ou “do plural” se calhar é coisa que já não se usa.
Ana Cláudia lá enfrentou o disparate, contendo talvez um protesto e atalhando directa à razoabilidade, para não perder tempo- B!
BG- Certo!
7) Grupo 15-18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG- Qual das consoantes seguintes é sonora?
A. F
B. T
C. V
Ricardo- T! (consoante oclusiva linguodental surda)
BG, consonante com a solução, errada, exibida no painel- F!!
Sucede que F é uma consoante fricativa labiodental surda; V, uma fricativa labiodental sonora. “C. V” seria, pois, a resposta correcta.
Se Ricardo não tem errado esta, ainda se arriscava a ser o campeão…
8) Grupo maiores de 18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Maria José Santos, a 2 minutos de ser proclamada "Campeã Nacional da Língua Portuguesa" vai responder à sua 2.ª pergunta…
BG- O que quer dizer a palavra «inconsútil»?, [BG repete, face a um sinal da concorrente denotando não ter percebido bem] in-con-sú-til...
A. Sem costuras.
B. Sem consolo.
C. Sem consumo.
Mostrando confiança, Maria José atira- Sem consumo!
BG, efusiva e enquanto no painel se evidenciava a resposta C., errada- Certo, sim, sim!, sem consumo!!! Gostei da convicção da nossa finalista!
O júri não tugia nem mugia.
“Sic”, sem costuras...
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em maio 4, 2007 09:20 PM
Sei que dificilmente alguém terá vontade de visitar novamente a página do CNLP. De qualquer forma, cá vão mais dois erros da CTC, desta vez no teste de múltipla escolha que os maiores de 18 anos tiveram de fazer, para o caso de empate no número de erros contabilizados no Ditado. Não sei se estes erros acabaram por prejudicar algum concorrente, mas o que é um facto é que são dois erros “medonhos”:
Pergunta 4: Indique qual das palavras está correctamente grafada:
A. bachareis
B. atraíu
C. jibóia
D. averigue
A resposta certa é, evidentemente, “jibóia” (C). Mas a CTC indica “bachareis” (A). Incrível!
Pergunta 9: De entre as hipóteses seguintes, qual é a forma correcta para a 3.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo «comprazer»:
A. comprazera
B. compraziu
C. comprazeu
A dúvida que se coloca, naturalmente, é entre “compraziu” (B) e “comprazeu” (C). A resposta certa é a alternativa C (outra possibilidade seria “comprouve”). Mas a CTC indica “comprazera” (A)! Santa ignorância!
Se esta gente tivesse alguma vergonha na cara, nunca mais se envolveria numa iniciativa deste género. E, pergunto eu, todos estes atropelos não serão motivo para despedimento por justa causa? De que é que estará à espera o Director do “Expresso”?
Publicado por: pesquisador
em maio 4, 2007 08:32 PM
A reportagem "A má língua do concurso da SIC" que saiu na passada segunda-feira no jornal "24 Horas" foi colocada no sítio do Ciberdúvidas, na secção "Actualidades", muito provavelmente pela linguista Maria Regina Rocha, membro do Conselho Consultivo do Ciberdúvidas. Quem ainda não leu essa reportagem pode fazê-lo agora; a ligação é
http://ciberduvidas.sapo.pt/noticias.php?rid=1155
Publicado por: pesquisador
em maio 4, 2007 02:24 PM
Atenção que a culpa não é da Bárbara…
E se continuam a fazer da moça o bombo da festa, para o ano nem bombo nem bombom…, ainda se arriscam a ter o Loja Neves a presidir à C”TC” e, simultaneamente, a apresentar, de mini-saia e decote, a grande final!...
Para dizer a verdade, sinceramente, depois de longa e profunda reflexão, acho que esta C"TC" deve continuar nos CNLP!
Com a falta, que hoje em dia se sente, de humoristas de jeito, iria (eu, pelo menos) ter, de certeza, muitas saudades destes dois mesinhos de anedotas hilariantes produzidas a um ritmo de fazer inveja aos Gato Fedorento!...
Publicado por: quimxinfrim em maio 3, 2007 11:03 PM
Olá Lunáticos
E Daniel Fonseca, em particular
Será possível colocar outros momentos antológicos? Alguns devem ser paartilhados, como o "aice", a incapacidade paraler "caie" e outros mimos semelhantes.
E, não se esqueçam, leiam o crime amanhã.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em maio 2, 2007 12:50 PM
O nome do meu blog até a mim ainda prega partidas... obviamente era "imbróglio" que devia ter escrito.
Com os meus cumprimentos,
Daniel Fonseca
Publicado por: Daniel Fonseca em maio 2, 2007 10:35 AM
A pedido de muitas famílias, coloquei no youtube o embróglio do desempate, no CNLP, em:
http://www.youtube.com/watch?v=6IKK3PxOJhw
Sete minutos e quarenta segundos de pura emoção... :-p
Com os meus cumprimentos,
Daniel Fonseca
Publicado por: Daniel Fonseca em maio 2, 2007 10:23 AM
Pensei que ia ficar muito nervosa quando lá estivesse em cima. Népia. Foi o máximo. Participem, vale a pena... Eu estava tão nervosa... mas assim que fui chamada, os nervos desapareceram...
Aquela pergunta do -ice foi mesmo muito mazinha. E aquela do antibúlico...
O 2ºlugar tb é bom... vou a Londres...!
Publicado por: Ana em maio 1, 2007 08:21 PM
OFF TOPIC:
A votação para o concurso da Lacoste no qual me envolvi já começou. Se quiserem dar uma ajuda, basta pesquisarem Ana Lutetia e votar em mim. OBRIGADA!
Lacoste (France)| Lacoste (USA) | Lacoste UK
Publicado por: Ana
em maio 1, 2007 05:29 PM
Agradeço o facto de terem afixado um link para o meu humilde post sobre este assunto. Mas, verdade seja dita, aqui sim se manifesta realmente o que de podre se passou com este CNLP. Sou português, tenho orgulho na minha língua, apesar de não saber sobre ela um terço. E, devido a isso, não canto de galo o meu saber e sapiência. Coisa que claramente estes senhores do CTC fazem. Foi esse o motivo que me levou a escrever o meu post. Não os erros de Bárbara, mas sim os erros de uma Comissão que se assume como detentora de saber (ou de um dicionário).
Novamente, obrigado pelo menção e que tudo isto se resolva pelo melhor, para no próximo ano eu possa escrever um post a elogiar o concurso.
Publicado por: eskisito em maio 1, 2007 10:33 AM
Continuo sem ter visto a 1º parte... Mas a todos quantos a viram perguntei sobre aquela intervenção do Mr. Fernando (Pesquisador) e... Caramba!.... Foi a loucuraaaaaaa!!! :-)))
Haja quem os tenha no sítio!... Aos argumentos, pois então! Determinação, convicção e ousadia exemplares! Não tenho outra forma de o dizer.
Afinal sempre houve um momento pedagógico no programa!... Digo-o com a maior seriedade,
Paula
Publicado por: APC em maio 1, 2007 04:50 AM
Só hoje me dediquei, com tempo e alma, a ler tudo quanto ainda não conseguira ler neste nosso forum. Tenho a dizer, quanto ao comentário de J. Cosme Alves (Publicado por: j em abril 30, 2007 11:21 AM) que concordo a 100%!... Era de se publicar tudo (desde a primeiríssima fase de apuramento até à GF), e de os fazer assumir os erros (porque a humildade é uma das principais características de quem se predispõe a saber e a ensinar), bem como a baralhar e dar de novo... Ou, em alternativa, a nunca mais baralhar (sim, porque foi o que aconteceu: uma autêntica baralhada!).
Já agora, parabéns pelo ano passado e boa sorte para o próximo! :-)
Abraço,
Paula
Publicado por: APC em maio 1, 2007 04:42 AM
Boa-noite Madalena
E onde está esse DVD?
Só tenho a segunda parte da final e gostaria de ter acesso a tudo, tanto mais que alguns jornais gostariam de ter imagens.
Os meus contactos são os mesmos: 919 085 508 / 968 578 299.
Ou reisborges@zmail.pt.
Amanhã, depois das 11:30, vou estar com o jornalista d' O Crime para lhe dar a cassete.
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro
em abril 30, 2007 11:05 PM
Caro Marco
É muito provável que o comentário – algo magoado – que aqui deixou às 03:44 PM, de hoje, tenha sido suscitado pelas seguintes passagens da minha longa narrativa da “Grande Final” do CNLP, que sinto o dever de precisar:
- «[…] Com este ponto, levianamente furtado, Leonor teria somado 3 pontos, tantos quantos Eduardo Santos Silva, o campeão, acabara de somar. O 1.º lugar tinha de ser discutido - e não foi! - em desempate entre Eduardo e Leonor. Esta concorrente acabou por ficar em 3.º lugar depois de um desempate, estúpido e injusto, com Ana Cláudia Vaqueiro.[…]»
- «[…] Especialmente brindada, como venho contando, continuou a ser a simpática funchalense Leonor Reis. No tal desempate iníquo com a não menos* simpática rio-maiorense Ana Cláudia* Vaqueiro, quando se cuidava de saber o significado do sufixo -ice, em palavras como velhice e tolice, […]»
Ao desempate em causa chamei “estúpido” porque acho estúpido o método escolhido; e chamei-lhe “injusto” e, mais abaixo, “iníquo”, a pensar na concorrente Leonor Reis, que foi espoliada de uma resposta certa, deveria ter ido disputar o 1.º lugar com o concorrente Eduardo Silva e não o 2.º com a concorrente Ana Cláudia.
Quanto à Ana Cláudia, claro que “não teve culpa” - como culpa não teve nenhum concorrente do que quer que fosse naquele festim de asneiras e irregularidades - e é de justiça reconhecer que teve uma prestação, a todos os títulos, notável.
Julgo, de resto, saber a que “resposta também muito complicada” o Marco se refere.
Foi quando a brilhante Ana Cláudia teve de enfrentar, contendo talvez um protesto e atalhando directa à razoabilidade, a sua 2.ª questão, na finalíssima, que dizia:
“A 3.ª pessoa do pretérito-mais-que-perfeito do indicativo do verbo «dar» é:
A. eu desse
B. eu dera
C. eu der”
Refira-se que Bárbara Guimarães enunciou a pergunta tal como estava exibida no ecrã.
Viram bem? «3.ª pessoa» : «eu dera» !?
Não falando de que “do singular” ou “do plural” se calhar é coisa que já não se usa. **
Lamentando não me ser possível responder ao Marco por outra via, despeço-me com os meus cumprimentos e, já agora, muitos parabéns à Ana Cláudia Vaqueiro pela classificação obtida no CNLP-2007.
__________________________
* Na 1.ª edição – eheheh – saiu “com não a menos” e “Claúdia” (tal como, no fim, escrevi “Abrl” em vez de “Abril”). Conto que o cansaço seja uma desculpa airosa.
** Obrigado ao Daniel Fonseca - http://danielfonseca.com/emblogrio/ - por ter chamado a atenção para mais este “tesourinho” digno do baú das deprimências…
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 30, 2007 09:56 PM
Se quiserem tenho o campeonato em dvd e cassete!
Publicado por: Madalena em abril 30, 2007 07:51 PM
Olá Madalena
Se quiser falar sobre o assunto, e já que as diversas comissões não têm vontade de vir responder honestamente, a próxima reportagem vai sair n' "O Crime".
Quem quiser acrescentar alguma coisa pode ligar para Filipe Matias, jornalista que vai fazer a reportagem - onde eu dou a cara - pelo 914 264 484.
Amanhã vou dar-lhe a cassete com agravação da última parte, desde a entrada em cena dos "mais velhos".
Ele aguarda mais protestos e comentários.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 30, 2007 06:47 PM
olá! Eu sou a própria Madalena Sá Fernandes, concorrente do campeonato de língua Portuguesa e acho injusta a forma como fui prejudicada e inacreditável o facto de isto ter passado impune aos júris... gostava de fazer algo em relação a isto!
Publicado por: Madalena em abril 30, 2007 06:42 PM
http://danielfonseca.com/emblogrio/archives/173#more-173
Este vale a pena ler
Publicado por: Ana José em abril 30, 2007 05:41 PM
http://eskisitorules.blogspot.com/2007/04/campeonato-nacional-da-lngua-portuguesa.html
Deixo aqui o endereço de um blog onde também se comenta a final
Publicado por: Ana José em abril 30, 2007 05:24 PM
Dizem que o desempate entre Leonor e Ana Cláudia foi injusto. No entanto, como é de ver, Ana Cláudia não teve culpa e teve uma resposta também muito complicada, assim como Leonor. Além disso, Ana tinha somado seis pontos na primeira fase, e Leonor menos. Não conta, mas é só para perceberem.
Publicado por: Marco em abril 30, 2007 03:44 PM
Olá Lunáticos
Um dos mais conceituados semanários portugueses vai dar especial destaque à GF: "O Crime"!
A ler na próxima quinta-feira.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 30, 2007 01:01 PM
Olá Lunáticos
Já leram o "24 Horas"?
A seguir vem o Correio da Manhã, e o qu mais adiante se verá...
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 30, 2007 12:54 PM
- Apontamento póstumo ou de como o escriba costureiro borrou a escrita toda ao descoser o que nem cerzir se podia -
No momento 7) do capítulo Factos grosseiros e graves ocorridos na "GF", escrevi consútil em vez de inconsútil.
Peço desculpa.
Muito bem, J. Cosme Marques!
Deniz
Publicado por: D.
em abril 30, 2007 12:46 PM
Decidira não comentar mais os acontecimentos, quanto a mim graves, relacionados com o Campeonato deste ano.
Obtive o 1º lugar, no ano passado. Reafirmo-o com algum orgulho, dado que entendia então que este poderia ser um dos caminhos para trazer ao amor à nossa língua muita gente, sobretudo jovens. Eu próprio contribuí, com o meu incentivo, para que alguns jovens (não tão poucos quanto isso...) participassem.
Porém, este ano...
Em primeiro lugar, foi o meu espanto, perante avaliações tão subjectivas e, quanto a mim erradas, que a dita comissão técnica fez nos testes.
Em segundo lugar, foi a minha repulsa pela resposta que me foi enviada aos comentários que lhes enderecei, por correio electrónico.
Em terceiro lugar o total desencanto por uma iniciativa que, a manter-se nos moldes deste ano, mais contribui para o descrédito da língua do que para a sua divulgação.
E a final, meu Deus?!
O amigo Deniz já disse tudo. Apenas me limito a afirmar que me sinto envergonhado por associar o meu nome a tamanha palhaçada!!! Quanto a mim, se houvesse alguma vergonha, tudo deveria ser anulado e feito de novo!!!
Talvez valesse a pena manifestar, de forma mais organizada, a repulsa firme de tudo o que se passou, para que, no mínimo, se possa salvar uma iniciativa digna e útil, a qual, de outro modo, está condenada a transformar-se num daqueles concursos "preço certo", ou coisa que o valha...
J. Cosme Marques
Publicado por: j em abril 30, 2007 11:21 AM
A “Grande Final” do CNLP de 2007
Cedendo a ímpetos pessoais que não sei contrariar e acorrendo à eventual curiosidade (no caso do José Pedro Borges, é mesmo um pedido de informação a que respondo com prazer) dos intervenientes neste espaço ou dos simples leitores dele, aqui me traz uma narração mais desenvolvida da “Grande Final” - “GF” doravante - de anteontem, na perspectiva que me foi proporcionada pela transmissão - deficiente e omissa - da SIC e de cuja gravação, vista e revista, ainda assim sem a dedicação que aquelas 2 horas e meia merecem, recolhi factos e pormenores de que, no directo, me não dera suficiente conta. Do inventário constarão algumas situações que, entretanto, outros selenitas aqui publicitaram, e bem.
Como não posso ser breve, vou, se não se importam, apresentar as coisas em capítulos (a minha erudição abissal e a minha desmedida petulância estão a pedir-me que troque “as coisas” por “a diegese”, mas desta vez hei-de aguentar-me a fazer de conta que sou um tipo simples, humilde e sem caganças…), para assimilação e digestão mais facilitadas.
- Agradecimento prévio -
Muito, muito obrigado à Ana, dona da Lua e nossa anfitriã, pelos hectares de espaço e pela liberdade de expressão que aqui nos tem concedido.
- Declaração de interesses -
Está na moda, tudo quanto é gente a faz e eu também quero. Até porque, se calhar, é necessária, dada a possibilidade de que o registo irónico que uso constantemente - que seria a vida sem Música, Matemática, Sentido de Humor e Nestum de Figos…? - não tenha deixado passar alguns dados biográficos, biónicos, biorrítmicos e bio coisas do género essenciais à real compreensão dos sórdidos e crípticos propósitos cá do je.
Pois bem: chamo-me Deniz Marques da Costa, 54 anos, empregado de escritório. Obtive o 1.º lugar - e ainda dizem que a sorte não é cega… É cega, se não bêbeda! -, entre os maiores de 18 anos, na 1.ª edição do CNLP, em 2005. No ano passado, fui até ao ditado na Aula Magna. Este ano, consegui 75 pontos, ao não errar - enfim, eles dizem que errei - mais do que 3 respostas (respondi “Tecelã”, “Eu a trabalhar, tu a preguiçar.” e “Ele é distraído, se não parvo.”), mas não compareci na final, enlutado e indignado.
Gosto muito da minha língua. É uma paixão. Tenho pena de não saber dela tanto quanto deveria e desconforta-me usá-la tantas vezes mal. Mas é em Português que eu digo não, é em português que eu digo lume, é em português que eu digo, sobretudo, talvez. Tenho ou não tenho de acarinhar e respeitar a Língua Portuguesa?
Sempre achei excessiva, algo pomposa, a designação de “Campeonato Nacional da Língua Portuguesa”. “Campeão nacional da língua portuguesa” foi das coisas mais incómodas, impróprias e desajustadas que algum dia me chamaram. Mas claro, claro que gostei muito de ter ganho aquilo. Comovi-me. E gostei muito dos prémios - o diploma e os 100,00 € incluídos, que logo esportulei (do outro lado da Gulbenkian, num restaurante de designação policial…) num belíssimo ‘cozido à portuguesa’ comunitário - e gosto muito do portátil que, por conta da língua portuguesa, me ofereceram e em que estou a teclar esta arenga.
“Concurso de Língua Portuguesa”, “Vamos Jogar à Língua Portuguesa”… ainda vá que não vá. Mais do que isso parece-me exagero.
- Factos grosseiros e graves ocorridos na “GF” -
1) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Madalena Sá Fernandes vai responder…
Questão exibida no painel- Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hás-de ler
Bárbara Guimarães (BG doravante) enuncia- Qual é a forma incorrecta?
A. tu hádes ler
B. eles hão-de ler
C. tu hádes ler (sic)
Madalena- C! (“tu hádes ler”)
BG- A. tu hádes ler!
Madalena respondeu, e bem, conforme ouviu. Foi-lhe assinalado erro. 1 ponto gamado!
2) Grupo menores de 15 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Madalena Sá Fernandes continua a responder…
O painel exibe a questão- Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós fáçamos
C. nós possamos
BG enuncia com grande nitidez- Qual é a forma correcta?
A. eu poude
B. nós façamos
C. nós possamos
Madalena, com o tempo a expirar e respondendo bem, conforme ouviu- B! (nós façamos)
BG- nós possamos, era C e o tempo estava mesmo aqui a esgotar-se, não foi, António? Quantos pontos?
António Loja Neves (doravante, ALN)- A Madalena fez 3 pontos, exactamente!
BG- 3 pontos, Madalena!
Mais 1 ponto gamado à Madalena. Atribuíram-lhe 3 pontos, a competição dela terminou ali.
Na verdade, deveria ter somado 5 pontos, os mesmos que obtivera Eduardo Santos Silva que haveria de tornar-se campeão. Céus!
3) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Maria Inês Marçal vai responder…
BG- Um adereço significa:
A. um partidário
B. um adesivo
C. um adorno
Inês- Passo!
BG prossegue para as questões seguintes e a 6 segundos do termo do tempo volta a ler a pergunta.
Inês, a queimar os 90 segundos- A! (partidário)
BG- Um adorno, um adorno, errado!... - e voltando-se para ALN - … mas se tivesse acertado na resposta, tinha um ponto aqui, não é?
ALN- Acertou em 4 respostas, 4 pontinhos…
Uma dúzia de minutos depois, concluídas as 6 questões a cada um dos 6 finalistas e quando BG anunciava o quadro da classificação…
ALN- Bárbara, preciso de ter aqui uma informação. Eu não percebi exactamente qual foi a resposta da Maria Inês Marçal quando voltou para trás para agarrar uma … que tinha deixado pendente.
BG- Ela acertou essa questão.
ALN- Eu não sei … Com o barulho da sala não consegui …
BG- Vamos tentar confirmar através da nossa ‘régie’ … … Sim, acertou, acertou! Ela deu a resposta correcta. Foi o barulho, o barulho da plateia …
E o quadro lá foi exibido com os 4 “pontinhos” da Inês. Em rigor, fez 3 pontos, o que a excluiria logo do desempate em que acabou por participar e onde veio a terminar a sua participação. Não passou à finalíssima.
4) Grupo 15-18 anos, fase das 6 questões em 90 segundos, Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG- Como se escreve «exuberante»?
A. com Z
B. com S
Ricardo, antecipando-se- B! (com S)
BG- C. com X … … Certo!!!
No quadro final deste grupo, nesta fase, lá estava Ricardo Reis com 4 pontos que lhe permitiram ir ao desempate. Em rigor, fez 3 pontos, o que o excluiria liminarmente da finalíssima de 3 questões. Superou o desempate, foi indevidamente à finalíssima e acabou “vice-campeão”.
5) Grupo menores de 15 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Leonor Reis vai responder…
BG- Na frase «Os noivos prometeram-se amor eterno», qual é a função sintáctica de «amor eterno»?
A. complemento indirecto
B. complemento directo
C. nome predicativo do complemento directo
Leonor, respondendo correctamente- B! (complemento directo)
BG, pesarosa, corroborando a solução, errada, evidenciada no painel- complemento indirecto!
Com este ponto, levianamente furtado, Leonor teria somado 3 pontos, tantos quantos Eduardo Santos Silva, o campeão, acabara de somar. O 1.º lugar tinha de ser discutido - e não foi! - em desempate entre Eduardo e Leonor. Esta concorrente acabou por ficar em 3.º lugar depois de um desempate, estúpido e injusto, com Ana Cláudia Vaqueiro.
6) Grupo 15-18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Ricardo Jorge Soares Reis vai responder…
BG- Qual das consoantes seguintes é sonora?
A. F
B. T
C. V
Ricardo- T! (consoante oclusiva linguodental surda)
BG, consonante com a solução, errada, exibida no painel- F!!
Sucede que F é uma consoante fricativa labiodental surda; V, uma fricativa labiodental sonora. “C. V” seria, pois, a resposta correcta.
Se Ricardo não tem errado esta, ainda se arriscava a ser o campeão…
7) Grupo maiores de 18 anos, finalíssima, 3 questões em 10 segundos cada, alternadamente, para cada um dos 3 concorrentes. Maria José Santos - a campeã - não acertou no significado de consútil. A solução certa era “A. sem costuras”, Maria José respondeu “C. sem consumo”, o que BG validou efusivamente e o júri nem piou.
[Situação relatada na minha intervenção da madrugada de ontem]
- Júri de 2? Então, e os outros? -
Regulamento do CNLP
Artigo 6.º - Competência e composição da Comissão Técnico-Científica
1. São competência da Comissão Técnico-Científica definir o número, o conteúdo e a forma das provas do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, acompanhar e controlar o seu prosseguimento, fixar as listas de concorrentes em prova e estabelecer a lista de vencedores com acesso à Final Nacional, bem como supervisioná-la directamente.
2. (…)
3. (…)
4. (…)
5. A Comissão Técnico-Científica é composta por António Loja Neves, jornalista, coordenador do Gabinete de «Copydesk» do Expresso; António Valdemar, Jornalista, membro da Academia das Ciências de Lisboa; D´Silvas Filho, Linguista, membro da Sociedade da Língua Portuguesa; Elsa Rodrigues dos Santos, Presidente da Sociedade da Língua Portuguesa; Luísa Mellid-Franco, crítica literária do Expresso.
Até nas competições, provas e sorteios mais mixurucas (vá lá um brasileirismo para que a Tecelã não fique só…) que conheço, não sei de júri que não conste de, pelo menos, 3 jurados na mesa, para apreciar, fiscalizar e decidir.
Admite-se que tenham entregado a supervisão de um acto tão extenso, complexo, exigente e decisivo a apenas 2 pessoas? Em casos sobre os quais ALN e Luísa M-Franco eventualmente divergissem, ali no Grande Auditório do CCB, quem desempataria? Francisco Pinto Balsemão? Fernando Ulrich? Moeda ao ar? Alguém explicou a ausência de A. Valdemar, D’ Silvas Filho e Elsa Santos? Eu tenho uma intuição sobre isso mas guardo-a para mim.
18 finalistas, 135 perguntas, 405 soluções alternativas - não contando com os desempates - não justificavam os 5 jurados? (Neste momento, até consigo ter simpatia e apreço pela BG, pelo ALN e pela Luísa. O trabalhão que lhes tocou no sábado!...).
Enfim, cumpriu-se o Regulamento? Dá-me a ideia de que não.
- De como BG não foi, talvez, uma apresentadora feliz -
BG para Eduardo Santos Silva- Indique qual dos seguintes nomes é «concreto»:
A. pítan (a rimar com “íman”), quando a palavra escrita era píton. Anote-se que píton (o mesmo que “pitão”) não consta, curiosamente, do Grande Dicionário de Língua Portuguesa, que faz lei no CNLP. A constar, figuraria na página 1205 do dito cujo. Também não consta, por exemplo, do Houaiss mas consta - haja o Deus que não valeu à Tecelã! - de outros dicionários, inclusive da Porto Editora.
Imagino a bronca que seria se o sábio - grande campeão, lembremos… - Eduardo resolvesse interpelar BG com uma observação do tipo (este “tipo” também anda muito na moda…) “Mas, ó Bárbara, eu não conheço essa palavra na Língua Portuguesa!?”.
Por favor, caros selenitas, confabulem 1 minutito sobre o que poderia ter-se seguido…
BG para Madalena Sá Fernandes- Qual é a 3.ª pessoa do singular do pretérito do perfeito mais-que-perfeito do verbo «manter»?
Questão para Francisco Almeida- Na frase «Cada qual sabe da sua vida», como classifica «cada qual»?
A. pronome indefinido
B. locução pronominal demonstrativa
C. locução pronominal indefinida
Agora, como BG disse:
A. pronome indefinido
B. locução premordial demonstrativa…
C. locução promo … ai desculpem! locução pronominal demonstrativa ou C. locução promonimal indefinida?
… BG, soletrando agora- pro-no-mi-nal!
Francisco- B, B, B!
BG, condoída com o erro de Francisco- locução promonimal indefinida!
Ao, decerto garboso, hemíono que havia numa pergunta a Carlota Almeida, BG chamou hemiuno.
À mesma concorrente, BG não conseguiu ler a forma verbal caie, do verbo “caiar”. Depois de súplica atendida, ALN lá formulou a pergunta por completo.
Sei lá se com “burrico” no pensamento, BG rimou, tratando por abulico o abúlico de uma pergunta a Ana Cláudia Vaqueiro.
BG disse alto e bom som, nesta celebração da Língua Portuguesa, diminuitivo a Maria Helena Castro, diminuitivos a Eduardo Santos Silva - é assim que se fala a um campeão, Bárbara? -, e diminuitivo a Leonor Reis.
E quando, numa pergunta à mesma Leonor, pronunciou vermifugo em vez de vermífugo, tal só pode ter acontecido porque ali, no CCB, era o Português Tugo, não outros portugueses, que se tratava de homenagear.
Especialmente brindada, como venho contando, continuou a ser a simpática funchalense Leonor Reis. No tal desempate iníquo com não a menos simpática rio-maiorense Ana Claúdia Vaqueiro, quando se cuidava de saber o significado do sufixo -ice, em palavras como velhice e tolice, BG refrescou as concorrentes e gelou de espanto a plateia com um vistoso e ousado aice (foi, juro, como ela disse, mas manda a honestidade deixar exarado que, logo de seguida, corrigiu para “ice”. Olha, agora rimei eu!). Contra-efeitos do aquecimento global do planeta, quem sabe…
- Momento-chave … da “GF”, quiçá do CNLP -
… foi quando, em apoteótico e caprichoso frenesim de botões, luzes e buzinas, na cena do desempate entre 5 concorrentes, do grupo 15-18 anos, com 4 pontos [recordo: havia ali 2 concorrentes a mais. Em rigor, só 3 concorrentes ali deveriam estar: Beatriz Mendes, Francisco Almeida e Eloísa Pires], se dá o seguinte diálogo:
ALN- Bárbara?...
BG- Sim, sim, António Loja Neves…
ALN, marcando todas as sílabas- POR UMA QUESTÃO DE ABSOLUTA COERÊNCIA E ABSOLUTA CLAREZA, precisava que … (etc.).
Nesse momento percebi, sereno mas muito triste, sentado sozinho frente a um televisor, que, afinal, eu andava a participar noutro campeonato...
- Cassete a salvo -
A cassete em que gravei o evento (pensavam que vos ia poupar ao suplício de lerem, até aqui neste fórum de gente asseada, a palavra mais irritante e epidémica da moda? Evento, pois!) é uma VHS velhinha comme il fault (como é magnífica a Língua Portuguesa!), do tempo em que tolice e velhice ainda eram ice.
Tenho-a o mais bem guardada que posso.
Não é que voz amiga e avisada - interior, em todo o caso - me preveniu da fortíssima possibilidade de esta cassete estar já sob cobiça do Gato Fedorento?!...
Parece que a querem no “Baú dos Tesourinhos Deprimentes”.
Esses gajos são capazes de tudo.
- Apostilha sobre o ditado, dita “prova-rainha” -
Se sabemos o que sabemos das coisas visíveis, quem pode garantir a lisura, a impecabilidade e o rigor na correcção dos 280 ditados?
- Nota quase final indispensável -
Em momento nenhum, ao longo da fase de qualificação ou na “GF”, me passou pela cabeça que alguém, individualmente ou em grupo, tenha dolosamente visado o prejuízo de qualquer concorrente. Acredito genuinamente na íntima honestidade pessoal de cada um dos artífices e operários do CNLP.
O problema foram os critérios e o modo com que este campeonato foi conduzido. A meu ver, correu mal, muito mal.
Acho que deve ser repensado de raiz.
O entusiasmo com que, no fim de contas, brincamos à Língua Portuguesa merece o esforço de prosseguir. Melhor do que este ano, se possível .
- Coda -
Entende-se agora porque é que, desde anteontem, o meu herói se chama Manuel Fernando Ferreira da Silva?
O homem que, visto como eu o via na TV, estava de frente para a honradez e respondeu com «absoluta coerência e absoluta clareza» - cito ALN, o homem da CTC que, façamos-lhe justiça, deu sempre a cara, sozinho - a 3 perguntas, de resto facílimas: uma sobre o verbo “valer”, outra sobre o verbo “prover” e outra acerca da “figura estilística” que desde há 1 mês e meio mais aprecio e por que tive de fazer luto em 28 de Abrl de 2007: essa mesmo, a Tecelã.
BG decidiu que bastava. Eu, estranhamente, também achei que bastava.
- Uf! -
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 30, 2007 06:06 AM
De repente lembrei-me do ar - aparente misto de incredulidade e resignação - que, às tantas, a concorrente "Carlota" denunciou, do tipo: "o que mais faltará acontecer?" :-)))
Enfim... Concorrer ou não concorrer para o ano, eis a minha questão.
Um abraço a todos.
Publicado por: paula em abril 30, 2007 01:46 AM
José Pedro Borges,
Eu perdi a primeira parte e não assisti a isso que acabo de ler descrito (caso "Pesquisador"). Mal acredito!... Tarava ter visto! Vou pedir a quem o tenha gravado para me emprestar. E ficar atenta ao youtube, que pode ser que por lá apareça! Entretanto, se "aparecer" por aí e alguém quiser ser gentil para comigo, estou em apcost@gmail.com
Ocorre-me isto: será que alguma reportagem poderá ser completa no que diz respeito às falhas da CTC? É que foram tantas, tantas, tantas...!!! Mas que temos aqui um tratado que ajuda bastante, disso não tenho dúvidas! :-)
Bom trabalho.
À disposição,
Paula
PS - E o "F" é uma consoante surda, valha-me Santo Ambrósio! Livra, que o raio do concurso é impróprio para cardíacos! E para todos os outros, desde que sejam seres pensantes.
Publicado por: APC em abril 30, 2007 01:29 AM
José Pedro Borges,
Eu perdi a primeira parte e não assisti a isso que acabo de ler descrito (caso "Pesquisador"). Mal acredito!... Tarava ter visto! Vou pedir a quem o tenha gravado para me emprestar. E ficar atenta ao youtube, que pode ser que por lá apareça! Entretanto, se "aparecer" por aí e alguém quiser ser gentil para comigo, estou em apcost@gmail.com
Ocorre-me isto: será que alguma reportagem poderá ser completa no que diz respeito às falhas da CTC? É que foram tantas, tantas, tantas...!!! Mas que temos aqui um tratado que ajuda bastante, disso não tenho dúvidas! :-)
Bom trabalho.
À disposição,
Paula
PS - E o "F" é uma consoante surda, valha-me Santo Ambrósio! Livra, que o raio do concurso é impróprio para cardíacos! E para todos os outros, desde que sejam seres pensantes.
Publicado por: APC em abril 30, 2007 01:27 AM
Zé Pedro: estou super curiosa. E claro que divulgarei! :-)
Ana José,
Eu já não me lembrava qual a grande argolada relativa ao concorrente Ricardo, e o teu comentário ajudou-me, obrigada. foi escandaloso, sim; mas o próprio menino, se tivesse bebido chá, teria sido o primeiro a repor a verdade, não? Eu com a idade dele já teria ética para isso!
Quanto à do "amor eterno"... Enfim!... Sem palavras!
João: acho que todos concordam com isso, mas assim como aquela CTC inepta se manteve de um ano para o outro, assim também a "cara" do evento vai continuar a ser a Babá. A cara até que não é feia; o pior é que ela fala... E mal!
Publicado por: APC em abril 30, 2007 01:13 AM
Olá Lunáticos
Leiam o 24 Horas de amanhã.
Ainda não é a reportagem completa porque não tive tempo para fornecer todo o material.
A todos: quem conhecer jornalistas estabeleça contacto e divulgue a barracada.
Pesquisador: gostaria de ter outro contacto além do correio electrónico. Enviei uma mensagem esta tarde.
Abraços
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 29, 2007 10:32 PM
Depois de ter visto atentamente a final, venho mostrar o meu desagrado face a situações que, no meu ponto de vista, não deveriam passar impunes:
A concorrente Madalena, da categoria de concorrentes até 14 anos, foi prejudicada em duas questões devido à má leitura da apresentadora:
Qual a forma incorrecta?
A - Tu hades ler
B - Eles hão-de ler
C - Tu hás-de ler (lido nitidamente pela apresentadora como tu hades ler).
A concorrente disse C (e tinha razão, segundo aquilo que ouvira), mas a sua resposta foi considerada errada.
Ainda a mesma concorrente:
Qual a forma correcta?
A - Eu poude.
B - Nós fáçamos (lido claramente como nós façamos)
C - Nós possamos
A concorrente disse B, que estaria certa segundo aquilo que ouvira. Assim, esta concorrente foi prejudicada em dois pontos.
Outra situação escandalosa:
Ricardo Reis, da categoria de concorrentes até aos 18 anos, nem sequer deveria ter ficado nos três finalistas - apenas acertou em três respostas. A apresentadora considerou certa a resposta «s» (B) para a pergunta «como se escreve exuberante?», e a resposta certa era a C (com x, obviamente). Nem o júri se apercebeu disto e contou essa resposta como certa. Assim, esse concorrente teve hipótese de ir ao desempate e ser finalista, ficando em segundo lugar...
Além disso, na frase «Julgo o José um aluno estudioso» só a CTC é que poderia considerar que o predicativo do complemento directo é somente «estudioso» e não «um aluno estudioso».
Ou, na frase «Os noivos prometeram-se amor eterno», achar que amor eterno é complemento indirecto. Isto depois de, umas perguntas antes, e relativamente à mesma frase, terem considerado certo, e desta vez bem, que «-se» era complemento indirecto.
É caso para dizer: a língua portuguesa não merecia...
Publicado por: Ana José em abril 29, 2007 07:08 PM
O momento aúreo da final de ontem foi concerteza aquele em que a Barbie Guimarães leu "-ice" como "aice"!! Merecia uma ovação...
O concurso é um evento louvável mas já está mais que provado que merece um/uma apresentador/a que saiba ler.
Publicado por: João em abril 29, 2007 02:41 PM
Caros intervenientes neste blogue do CNLP-2007:
Tendo em conta que, na fase de qualificação, a Comissão Técnico-Científica, entre muitas outras calinadas,
1. Formou o feminino da palavra "tecelão" através do seu sinónimo "tecedor", considerando como correctas as respostas "tecedora" e "tecedeira" em vez de "tecelã", esta última a única alternativa correcta das que eram apresentadas, uma vez que o verdadeiro feminino de "tecelão" é "teceloa", que não constava nas alternativas;
2. Considerou como incorrecta a frase "Eu a trabalhar, tu a preguiçar", apesar de um dos elementos da Comissão Consultiva (o Prof. Fernando Venâncio, da Universidade de Amesterdão) os ter alertado para o facto de que a frase era gramaticalmente correcta;
3. Considerou como incorrecta a frase "Ele é distraído, se não parvo", argumentando que o correcto seria "Ele é distraído, senão parvo",
é EVIDENTE, usando argumentos similares, que a resposta correcta à primeira pergunta que me foi colocada era "K", a resposta correcta à segunda pergunta era "tecelã", e a resposta correcta à terceira pergunta era "H". Não tive oportunidade de saber quais eram as minhas outras três perguntas, mas sei quais seriam as suas respostas correctas:
4. INCOMPETÊNCIA
5. Y
6. DEMITAM-SE!
Não podemos ficar de braços cruzados perante as atitudes prepotentes desta Comissão Técnico-Científica, que está a efectuar um verdadeiro massacre à nossa Língua. Temos de fazer alguma coisa para evitar que, no próximo ano, situações como esta se repitam. Esse foi o único motivo da minha intervenção no programa de ontem. Sei que a maioria das pessoas que viram o programa não devem ter percebido, mas os membros da Comissão perceberam claramente a mensagem, e muitos dos concorrentes que foram injustamente afastados da Final por causa dos erros que apontei acima (e que têm razão para estar muito revoltados) também perceberam. E só me interessava que a Comissão percebesse, e que percebesse também que
a única actitude digna que lhe resta (se é que
lhe resta alguma dignidade) é apresentar a sua demissão. Já.
Viva a Língua Portuguesa!
Publicado por: O Pesquisador em abril 29, 2007 11:31 AM
Olá Lunáticos
Como só vou dispor da gravação a partir da entrada no palco dos maiores de 18 anos, agradeço que quem gravou aqui coloque todos os escãndalos daquela final, para que possa ser dado o devido destaque.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 29, 2007 11:20 AM
Olá Lunáicos
Em primeiro lugar, "aquele indivíduo" é o Fernando/Pesquisador, um dos concorrentes insultados pela CTC ao longo co CNLP, como eu próprio, outros que lá estiveram ontem, e outros que foram injustamente afastados da final.
A forma como ele respondeu prende-se com o facto de a indigna CTC não conhecer a língua portugetuesa as suas regras, tendo considerado como feminino de "tecelão", "tecedeira" e "tecedora", em vez de "tecelã".
Foi uma forma de protesto, que meceu aplauso dos presentes.
Eu teria ido mais longe e não permitiria que a apresentadora me retirasse o direito de continuar a responder. Em directo, pediria, sim, a remoção da apresentadora, que não sabe ler.
Mais grave foi o facto de a última resposta da "campeã" estar errada.
Vou tentar dar o maior destaque a estes factos.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 29, 2007 11:11 AM
Ainda não vi a final na íntegra. Tenho tudo gravado, para ver com atenção. Mas apanhei um bocadinho na televisão e assisti a uma coisa escandalosa:
Qual destas consoantes é sonora? F, T ou V?
E a resposta certa, segundo eles, é F!!!!
Desculpem, mas isto diz tudo... Uma coisa tão básica, que está «escarrapachada» em qualquer gramática... É de bradar aos céus...
Publicado por: Ana José em abril 29, 2007 10:30 AM
Alguém me consegue explicar a intervenção daquele indivíduo da categoria dos maiores de 18 anos que respondeu "Kapa", "Tecelã" e "Agá" ??
Publicado por: João em abril 29, 2007 10:26 AM
Alguém me consegue explicar a intervenção daquele indivíduo da categoria dos maiores de 18 anos que respondeu "Kapa", "Tecelã" e "Agá" ??
Publicado por: João em abril 29, 2007 10:26 AM
Bárbara Guimarães para Maria José Santos, a 2 minutos de ser proclamada "Campeã Nacional da Língua Portuguesa":
- O que quer dizer a palavra inconsútil?
A. Sem costuras.
B. Sem consolo.
C. Sem consumo.
Denotando confiança, Maria José atira:
- Sem consumo.
Bárbara:
- Certo! Sim, sim, sem consumo!!! Gostei da convicção da nossa finalista!
Sic, sem costuras.
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 29, 2007 04:22 AM
Bárbara Guimarães para Maria José Santos, a 2 minutos de ser proclamada "Campeã Nacional da Língua Portuguesa":
- O que quer dizer a palavra inconsútil?
A. Sem costuras.
B. Sem consolo.
C. Sem consumo.
Denotando confiança, Maria José atira:
- Sem consumo.
Bárbara:
- Certo! Sim, sim, sem consumo!!! Gostei da convicção da nossa finalista!
Sic, sem costuras.
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 29, 2007 04:19 AM
Bárbara Guimarães para Maria José Santos, a 2 minutos de ser proclamada "Campeã Nacional da Língua Portuguesa":
- O que quer dizer a palavra inconsútil?
A. Sem costuras.
B. Sem consolo.
C. Sem consumo.
Denotando confiança, Maria José atira:
- Sem consumo.
Bárbara:
- Certo! Sim, sim, sem consumo!!! Gostei da convicção da nossa finalista!
Sic, sem costuras.
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 29, 2007 04:15 AM
Olá Lunáticos!
Para os que não estiveram no CCB, saibam que houve momentos altos, como aquele em a BG retirou ao Fernando o Dirito de responder e se ouviu, na sala, uma pateada e assobiadela medonha, com palmas para o Fernado/Pesquisador, pela coragem demonstrada.
Já pela manhã eu tinha prestado declarações para a SIC, sabendo que não as transmitiriam, pois o comentário do entrevistador foi: "não falemos de coisas tristes."
Quanto ao resto, foi uma óptima almoçarada e um desastre completo por parte da BG, mais as perguntas mal formuladas, algumas repetidas e respostas erradas. O habitual! Nada a que a CTC não nos tivesse habituado ao longo destes meses.
E, para quem não viu, o Loja Neves tinha uma T-shirt omde se lia:
Tecelã?
Tecedeira
Tecedora
para mostrar-nos, como provocação. Eu vi! Ele mostrou-me!
Dos que aqui se cruzam e mais os nossos amigos, tivémos 3 nos 18 - Fernando, Helena e Carlota - e duas nos 9. Nada mau!
Toca a começar a preparar o CNLP 2008! Lá estaremos, prontos para todas as patifarias de qualquer CTC.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 28, 2007 11:03 PM
Ressalva ao antepenúltimo comentário: "Não, não me estou a esquecer que se trata de um directo, que só isso justifica algum nervosismo e que inevitabilidades acontecem" (portanto, "esquecer que", e não "esquecer de que", certo?).
Publicado por: APC em abril 28, 2007 10:38 PM
RESSALVA: Apesar disso, concordo com o restante teor do comentário, e com a grande maioria dos exemplos que enumera(s) e estou perfeitamente sintónica com o lamento de não ter visto alguns dos que por aqui conheci no palco!
Publicado por: APC em abril 28, 2007 10:32 PM
Deniz,
Não "acho anómalo o facto de 3/4 dos, por assim dizer, anteriores “campeões” terem claudicado, este ano, na fase de qualificação", porque isso pode acontecer a todos e outras pessoas existem com capacidade e merecimento, mesmo que as não conheçamos de andanças anteriores.
Apesar disso, concordo com o restante teor do comentário, aconcordo com a grande maioria dos exemplos que enumera(s) e estou perfeitamente sintónica com o lamento de os não ter visto alguns dos que por aqui conheci no palco!
Um abraço.
Publicado por: APC em abril 28, 2007 09:04 PM
Pronto, já vi, já acabou o CNLP!
E estou quase como aquela senhora do juri, a quem a BG perguntou (por): "Comentários?!...", e que respondeu: - "Não há grande coisa para comentar". Sintomático, não? Quando algo não é grande coisa, ou se comentam os defeitos, ou se fica calado (estarei a exagerar?; pf corrijam-me se acaso sim).
Já agora, uma pergunta: na frase "prometeram-se amor eterno" porque é que "amor eterno" é Complemento Indirecto, se estamos a falar do QUE se prometeu e não a QUEM ("se" = a eles)? Estou a começar a ficar seriamente insegura quanto às minhas capacidades mentais! :-S
E porque razão é que as hipóteses de resposta para a pergunta sobre a TERCEIRA pessoa do plural do PP do verbo "dar" começavam todas por "eu"?...
E se é suposto aprender-se a usar bem a língua, por que diabo não associaram o vocábulo "cordato" a prudente, sensato, pacato, e sim a circunspecto, quando, tradicionalmente, o menos que o usamos é como sinónimo desse e/ou de sisudo? Mas enfim... Isto é só mesmo uma "questiúnculazita" sem importância.
Agora... Acho que não deveriam permitir que os candidatos dependessem daquilo que ouvem a apresentadora perguntar (na recta final, se a não entendem já não têm tempo para a repetição - como vimos no caso daquele cavalheiro finalista do grupo dos adultos), muito menos (!!!) quando (repito!!!) ela não lê nada de jeito: "abulico" (em vez de abúlico), "vermifugo" (em vez de vermífugo), o sufixo "ice" lido à anglo-saxónica para palavras como "velhice" e "parvoíce", e muitas, muitas mais! Enfim...
E o "cáiar" em vez de "caiar" e "cai" em vez de "caie"???... E aí ela, que nem uma tontinha, tipo: "ai, que eu não sei ler", a pedir ao elemento do juri para fazer o trabalho que seria dela? Um horror... Calamitoso!
Sim, sei que as pessoas se enganam, que se atrapalham, pois é... Mas aqui é demais; está tudo mal preparado; e ela lê muito mal!
... Pelo que os candidatos deveriam ter acesso às perguntas sob a forma escrita, como nós telespectadores. Isso seria o ideal; uma alternativa seria porem ali alguém que soubesse ler, se não fosse pedir muito. Já agora, que saiba falar também: "Entre o segundo e terceito classificado" não é a forma correcta, isto para dar um exemplo.
Outra coisa - e até dou de barato que isto seja comezinho: não seria mais elegante referir-se ao grupo dos maiores de 18 anos como o dos "adultos", ao invés de o dos "mais velhos"? Se bem que, na verdade, se a nossa sociedade não fosse tão etarista, já ninguém notava a expressão e aí nem eu o estaria a referir, também é um facto.
E por falar em elegância... Quem terá sido o cromo que se lembrou daquela de se mandarem os envelopes das perguntas para o chão, depois de abertos? Só o gesto já é feio em si, e consubstancia logo um mau exemplo; depois aquelas imagens do palco cheio de papéis espalhados no chão, a fazer lembrar o pior das ruas de cidades sem qualquer cultura de zelo...!!! Que coisa tão feia!!!... Juro que fiz um esforço para tornar elástico este meu pensamento, apesar da sensação que em mim produziu, de modo a tentar parecer menos bota de elástico. Mas - que querem! - é mais forte que eu: achei mesmo piroso!
E ocorreu-me isto: é impressão minha, ou não vi por lá ninguém aparentemente feliz? Como terá sido o ambiente entre as pessoas? Ter-se-á sentido "aquela coisa" de desorganização, falta de crédito e injustiça que ressoou, à distância, na 1ª fase de apuramento?...
Pronto, já fiz a catarse! ;-)))
Eu própria me estranho em tanta crítica, mas saiu-me do coração, ou da alma, ou das entranhas, ou lá de onde foi! ;-) Perdoem-me!
Um beijinho aos habitués e um abraço aos outros!
:-)))
Virei ler-vos.
Publicado por: APC em abril 28, 2007 08:34 PM
Olá, olá!
Pois eu, se não fosse ter-me dado para vir a este blog e ter visto o comentário do Diogo Santos, nem mem teria lembrado de que era hoje a final do CNLP na SIC. Fui logo ligar a TV e já não apanhei aquela primeira parte com o ditado e sei lá mais o quê... Mas estou a ver.
Queria deixar claro que cheguei a meio da 1ª fase de apuramento já desiludida e sem grande vontade de participar nisto, que não tive qualquer pena de não ter sido seleccionada e que, pelo pouco que vi agora (estou a escrever no intervalo - falta ainda ver o apuramento dos 3 adultos e depois as provas finais entre os 3 apurados de cada faixa etária) fico realmente convicta de que não teria especial gosto em ali estar presente... É sincero.
Este pedacinho que acabo de ver lembra-me o que eu já sabia: está tudo mal estudado, mal ensaiado; a BG lê mal, aparenta saber pouco de Português ("dimunuitivo"; "aos outros três despeço-me"), o seu ritmo de leitura é demasiado lento e - nalguns casos mais veloz, noutros mais moroso - chega a prejudicar alguns, para além do que me parece ter havido por ali uma resposta mal corrigida (mas veremos).
Não, não me estou a esquecer de que se trata de um directo, que só isso justifica algum nervosismo e de que inevitabilidades acontecem. É que, mesmo assim, acho um exagero... Mesmo!!!
E depois há aquelas coisinhas que são menos justas, sei lá...
Uma vez que os concorrentes podiam responder antes da pergunta ter sido totalmente formulada, aqueles em cujo caso a resposta correcta era claramente a A, por exemplo, ganhavam segundos em comparação àqueles cuja resposta certa era a C (o mesmo em A-B e B-C). Mas ok, esta ainda é de sumenos.
Por fim, aquele desempate entre os 15-18 anos foi a maior treta que já vi na vida. Todos os jovens sabiam e se agarravam à campaínha, e nenhuma tocava; depois lá o sistema eléctrico deu de si e houve um jovem vitorioso à conta disso; alegadamente, os técnicos da casa bloqueiam o sistema até que a questão seja totalmente colocada, mas ninguém nos diz que o desbloqueiem no seu tempo certo; enfim... E, a melhor: depois de uma das luzes se acender, todas as outras ficam bloqueadas, quando uma das regras seria - pelo que disse o tal António Loja Neves (afinal ele é ele, hem?!...) - a de que, se o jovem que acendeu a luz em primeiro lugar respondesse mal, o segundo a fazê-lo (como, se não há uma 2ª luz a acender-se?) teria a hipótese de responder a seguir... O que não aconteceu (claro!) e ainda bem, pois seria uma outra estupidez, vejamos: então o 1º teria que escolher uma resposta de entre três, e o 2º já teria que escolher apenas de entre duas? E se esse também errasse, ao 3º "tocador de campaínha" bastaria sê-lo, uma vez que apenas tinha uma hipótese de resposta para "escolher"?... Jesus, que coisa idiota, perdoem-me (sério!) a indignação!
Mas ok... Vou ver o resto do concurso.
Depois passo por cá para vos ler.
Um abraço.
Publicado por: APC em abril 28, 2007 07:23 PM
Estou mesmo agora a ver o CNLP e confesso que estou com inveja daqueles que conseguiram la estar... porque parece que está a sero máximo
Só acho que o texto devia ter sido mais fácil....foi um bocadito puxado não acham?
abraços
Publicado por: Diogo Santos em abril 28, 2007 06:12 PM
Nessas contas, falta (ou faltam?) o Quinxinfim,eu e tu .
Publicado por: G.Lobo em abril 26, 2007 10:19 AM
Entre muitas outras pessoas que prezam a Língua Portuguesa e lhe conhecem, com dedicada atenção, hábitos, jeitos e subtilezas, o Alexandre Manuel Monteiro, o António José Simões, a Aura Maria Figueira, o José Cosme Marques, o Luís Miguel Alho, a Maria Cristina Mendes, o Mário Augusto Mendes, o Valter Ismael Ferreira e o Vítor Manuel Santos hão-de, conforme imagino, estar particularmente decepcionados e tristes, se não revoltados, por não terem logrado assento na “Grande Final” do próximo sábado.
Estes nomes são os de 9 dos 12 finalistas * - na classe de maiores de 18 anos - que subiram ao palco, 6 no CNLP de 2005 e 6 no CNLP de 2006, para disputar os primeiros lugares, em cada uma das edições.
São, igualmente, os nomes de 9 dos muitos concorrentes que na edição do CNLP de 2007 não atingiram, por um triz, pontuação bastante para chegar à prova-rainha do ditado.
Desculpem-me a eventual impertinência da observação, mas acho anómalo o facto de 3/4 dos, por assim dizer, anteriores “campeões” terem claudicado, este ano, na fase de qualificação.
E que “triz” terá faltado a estes 9 e a mais umas dúzias de valorosos concorrentes? Deixem-me adivinhar.
Faltou-lhes, decerto, o domínio de algumas minudências, decisivas, só ao alcance de eméritos “técnico-cientistas” da língua. Aposto que desconheciam, por exemplo,
- que “tecelã” é uma ilegitimidade no português europeu e que não consta dos nossos dicionários;
- que se formam femininos a partir de sinónimos do masculino;
- que se pode morrer “de uma insurreição popular”;
- que “imirjo” e “imerjo” estão proibidos;
- que “eu a trabalhar, tu a preguiçar”, nem pensar;
- que “ele é distraído, se não parvo” é refinado disparate.
Já no passado dia 6 deixara aqui nota de um protesto simbólico e do meu desgosto.
Não vindo agora trazer, acerca das tropelias perpetradas pela CTC, nada que não tenha sido profusamente dito e dilucidado, senti, no entanto, uma última necessidade de tornar um pouco mais visível, e merecedor da mais viva indignação, o elevado e insustentável grau de arbitrariedade e capricho que marcou a fase de qualificação deste CNLP.
Oxalá a CTC se redima na “Grande Final”.
Tudo o que vem dito, sem prejuízo, obviamente, dos parabéns a todos os finalistas e da minha convicção de que sábado, ao fim da tarde, Portugal terá novos e meritórios campeões da nossa amada língua.
Viva a Língua Portuguesa!
* Dos restantes 3, 1 não participou no CNLP deste ano, 2 qualificaram-se para a “Grande Final”: um vai estar lá, o outro não.
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D.
em abril 25, 2007 03:16 AM
Ola lunaticos !
Boa sorte para todos os finalistas !
Estudaram muito ?
É mais uma questão de sorte ....
Estudaram bem o dicionario ?
Rápido, o que é estromaturgia ? paspalhuça ? ictiologia ?
See you ..
:)
Pedro
Publicado por: pedro monteiro em abril 24, 2007 03:09 PM
Olá Lunáticos
Alguém vai ao almoço no dia 28?
No sábado vou marcar a mesa com os lugares definitivos.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 19, 2007 07:23 PM
????
Publicado por: Ana
em abril 16, 2007 07:18 PM
Alexandre,
Se não ouves o chinfrim do Quim,
quiçá um dia por graça,
entre raios e trovões,
lhe possas falar assim:
-Não me trates por tu,
por quem sois?
-Trata-me como se tratam os bois,
com uma vara e empurrões?
-Tal não admito a ninguém,
mesmo que tenha vintém!
Doutor da mula ruça
ou mancebo em Monsaraz,
ainda que um jacaré tussa,
podes ser um Camões,
mas nunca serás um Vaz.
Publicado por: G.Lobo em abril 16, 2007 01:36 AM
Caros, só apago publicidade! ;)
Por mim, falem/comentem do que vos aprouver.
(Há outra Ana que por aqui comenta)
Alexandre, falta de cortesia...? Desejo que todos os comentadores deste blog sejam livres de comentarem o que quiserem e da forma que entenderem. Posto isto, cada um gerirá (os comentários) como achar conveniente. Se nem eu modero a caixa de comentários...
http://lua.weblog.com.pt/LUA.jpg
Ana [Lua]
Publicado por: Ana
em abril 15, 2007 10:10 PM
LEVÁMOS!!!
Publicado por: José Pedro Borges em abril 15, 2007 09:01 PM
Olá Lunáticos, e
Alexandre Camões, em particular
No ano passado levá-mos uma lua que nos identificava. Devo tê-la num ficheiro em casa, mas vou disponibilizá-la, talvez num blog ou directamente, por correio electrónico, para quem solicitar.
Aguardam-se notícias quanto a presenças no almoço.
Não entendi auqela do tratamento cortês.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 15, 2007 08:58 PM
Caro Alexandre,
Eu dirijo-me a quem eu quiser nos termos em que eu quiser!
Nos casos em que me peçam , por favor, um certo tipo de tratamento, eu, consoante os casos, levarei isso em consideração.
O tratamento "familiar" e o "de cortesia" são muito subjectivos...
Eu, não me dirigi a si em termos familiares, trato todos os meus familiares por tu. E por outro lado considero, sem o querer ofender, a forma como o Alexandre se me dirige um tanto ou quanto esnobe, portanto custar-me-ia muito tratá-lo de forma idêntica.
Como adivinhar não é o meu forte eu dirijo-me aos outros, de um modo geral, como sei, sem os querer ofender, independentemente do que eles entendem por "familiar" ou "de cortesia".
Agora, se se ofendem, paciência!...
No entanto, tenho o pressentimento de que não foi a forma, mas sim o conteúdo desse meu comentário antes da Páscoa (em resposta a um seu, pouco honesto intelectualmente), que o melindrou. E quando as nossas convicções profundas são abaladas por argumentos contra os quais não temos contra-argumentos válidos, por muito que nos custe, é natural que isso aconteça.
Por isso peço-lhe, por favor, não se ofenda!...Tente apenas digerir…, afinal de contas estamos só a falar de gastronomia!...
Publicado por: quimxinfrim em abril 15, 2007 04:36 PM
Zé Pedro,
Qual foi o sinal distintivo que levou, no ano passado?
O Quinxinfrim está também a fazer jus ao seu nome. Já agora peço-lhe que, à semelhança do que fez há algumas semanas, ainda antes da Páscoa, que não se me dirija em termos tão «familiares». Não me conhece de lado nenhum, pelo que lhe peço o mesmo nível de cortesia que tenho usado para consigo.
Publicado por: Alexandre Camões em abril 14, 2007 11:09 PM
Caro irado,
Se o CNLP me deu volta ao miolo, é bom sinal! É sinal que tenho miolos, e é bom não esquecer que “os miolos SÃO cérebro” (infelizmente para todos, há quem não os tenha…).
E afectado, mas não infectado…, também fiquei, sim senhor! Pela dualidade de critérios com que a C”TC” deu errada, cobarde e precipitadamente razão a certas reclamações, e ignorou outras, mesmo quando estas foram acompanhadas de exemplos e fundamentação incontestáveis!
E depois ?... Depois, tenho muito orgulho em me sentir inconformado, em não fingir que este CNLP se desenrolou de forma transparente justa e sadia, e em tentar, à minha maneira, contribuir para uma mudança radical da sua organização em edições futuras!
Publicado por: quimxinfrim em abril 14, 2007 04:40 PM
Olá Lunáticos
Reforço o apelo às decisões sobre a participação no almoço.
Como já há um grupo que vai ao almoço, quem quiser juntar-se pode, desde logo, encontrar os mais experientes. Tratarei de levar um sinal distintivo, como o ano passado.
No que respeita ao almoço, e para quem não estava a pensar gastar dinheiro e ficar-se por uns pastelitos, convém lembrar que eles dão os carcanhóis logo após o ditado, para irmos de bolso cheio atestar a marmita.
Quem quiser ir deve começar a confirmar para termos a certeza de que há mesa para todos.
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro
em abril 14, 2007 03:37 PM
Acho que este campeonato deu a volta ao miolo do Quinxinfrim. Deixou-se afectar pelos erros da CTC e pelas opiniões contrárias dos outros concorrentes...
Publicado por: O Irado em abril 14, 2007 01:02 AM
Caro G. lobo
Qual é o mal de “está-se a revelar”? Não pode dizer-se (ênclise propositada) "está-se revelando", que é a mesma coisa ???...
E "um indigestão", não sabe que é o masculino de "uma indigestã" ???
Quando tiver dúvidas mesquinhas como as que me colocou, o melhor é perguntar à C"TC”, já que eu fui eliminado e como tal não tenho competência para o esclarecer, aliás não ganho para isso !!!
Publicado por: quimxinfrim em abril 13, 2007 10:57 PM
Eustáquio :
Se as coisas se passarem como nos dois ultimos anos, haverá 3 provas:
- Para começar uma pequena redacção de cerca de 6 linhas
- Segue-se a prova-rainha, o ditado
- Para terminar um questionário de respostas múltiplas, em tudo semelhante aos testes realizados
Conforme disse, o ditado é a prova principal, as outras só contam para termos de desempate, ou seja, são basicamente fachada ....
O Júri nunca diz quantos erros é que cada concorrente teve no ditado e no teste.
Ficamos na ignorância, contando com a boa fé do júri !!!
-Da parte da tarde, depois do almoço, é a altura de serem chamados ao palco os super-finalistas de cada grupo etário, creio que 6 de cada, para o show televisivo em directo com a Barbie Guimarães a fazer as honras da casa .
É tudo muito divertido, e o ambiente entre os concorrentes é excelente, sem quaisquer rivalidades, antes pelo contrário !
Pedro Monteiro
Publicado por: Pedro Monteiro em abril 13, 2007 01:16 PM
Eustáquio :
Se as coisas se passarem como nos dois ultimos anos, haverá 3 provas:
- Para começar uma pequena redacção de cerca de 6 linhas
- Segue-se a prova-rainha, o ditado
- Para terminar um questionário de respostas múltiplas, em tudo semelhante aos testes realizados
-
Conforme disse, o ditado é a prova principal, as outras só contam para termos de desempate, ou seja, são basicamente fachada ....
O Júri nunca diz quantos erros é que cada concorrente teve no ditado e no teste.
Ficamos na ignorância, contando com a boa fé do júri !!!
-Da parte da tarde, depois do almoço, é a altura de serem chamados ao palco os super-finalistas de cada grupo etário, creio que 6 de cada, para o show televisivo em directo com a Barbie Guimarães a fazer as honras da casa .
É tudo muito divertido, e o ambiente entre os concorrentes é excelente, sem quaisquer rivalidades, antes pelo contrário !
Pedro Monteiro
Publicado por: Pedro Monteiro em abril 13, 2007 01:15 PM
Quimxinfrim,
"Um indigestão"?
"Está-se a revelar" ou está a revelar-se?
Publicado por: G.Lobo em abril 13, 2007 11:53 AM
Mas não haverá mais nenhuma prova que não o ditado? Por que razão é necessário estar lá tão cedo? Obrigado.
Publicado por: Eustáquio em abril 13, 2007 10:55 AM
Como alguém aqui já disse, este campeonato está-se a revelar um autêntico acontecimento gastronómico!
Um grande cozinhado de Língua à portuguesa!… Em que a CTC (cozinha tradicional camponesa) se faz representar pelos seus pratos mais famosos e que melhor confecciona: - miolos de vaca e mãozinhas de porco.
Boa Sorte! Espero que ninguém apanhe um indigestão…
Publicado por: quimxinfrim em abril 12, 2007 10:34 PM
Olá*
Meu deus, perdão pela enorme ausência!
Mas tive de férias prolongadas...daquelas em que não se faz mesmo nada, nem estabelecer contacto com este mundo!! =)
Estive agora a ver as últimas, inclusive que não vou á final! Nada de que não estivesse à espera..mas há sempre aquela esperançazinha, ainda para mais quando é apenas por 1ponto!
Sinceramente, vou pensar seriamente em não concorrer para o ano! Adoro a iniciativa, mas com todas as confusões que a CTC nos arranja não compensa!
Bonito, bonito era contactar o gato fedorento e dizer-lhes que para a CTC de um campeonato de língua portuguesa, o feminino de tecelão não é tecelã mas sim tecedeira!
Tenho a certeza que iam fazer um sketch girissímo com isso e com todas os erros que a CTC comete! Fazer humor com este campeonato é a única coisa que nos resta!
Boa sorte a todos que vão à final!
Parabéns!!*
Publicado por: margarida em abril 11, 2007 03:40 PM
Pois, Pedro, é isso mesmo...
Publicado por: Maria Manuel em abril 11, 2007 01:39 PM
por favor mandem-me todos os testes para o meu email
Publicado por: saul em abril 11, 2007 10:56 AM
Maria Manuel
Quer isto dizer que são apurados os concorrentes que obtiveram 77, 76 e 75 pontos e daí para baixo népia ?
Abraços lunáticos
Pedro Monteiro
P.S. Alguém convidou a Barbie Guimarães para estar presente no alomoço ?
Para quem come com a vista .... LOL
Publicado por: Pedro Monteiro em abril 10, 2007 03:31 PM
Olá Lunáticos
Quem vai à final pela primeira vez não deve assustar-se; eu já passei por isso e foi divertido.
No meu comentário anterior já deixei umas pistas.
Para além da barafunda, é tudo simples, salvo a leitura da Bárbara Guimarães, que encerra algumas dificuldades para os menos atentos; por exemplo, lembro-me de termos pedido que repetisse várias vezes "o", pois nasalava e parecia "um".
Como já há um grupo que vai ao almoço, quem quiser juntar-se pode, desde logo, encontrar os mais experientes. Tratarei de levar um sinal distintivo, como o ano passado.
No que respeita ao almoço, e para quem não estava a pensar gastar dinheiro e ficar-se por uns pastelitos, convém lembrar que eles dão os carcanhóis logo após o ditado, para irmos de bolso cheio atestar a marmita.
Quem quiser ir deve começar a confirmar para termos a certeza de que há mesa para todos.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 9, 2007 11:20 PM
este ano vou a Grande Final... como é?
Publicado por: Mauro Pereira em abril 9, 2007 09:40 PM
Ana
Imperdoável ter-me esquecido de te agradecer o facto de também eu ter fugido um pouco, ao tema.
Obrigado.
Publicado por: M.Traquina em abril 9, 2007 09:20 PM
Reklama
Estou-te grato pelos comentários à minha galeria.Infelizmente, nos tempos que correm, a arte figurativa está um tanto "demodée". O "pessoal" vai mais no "urinol" do Duchamp ou no "quadro branco" do Malevich para não falar da conhecida "obra de arte", objecto de pasmo, e que se traduzia nas ferramentas de um canalizador que interrompera o trabalho, na galeria, para ir almoçar...
Para que saibas,(se é que não sabes) Tomar é única. É o centro do mundo, e não sou eu que o digo (ou quem o diz?). É Umberto Ecco, no Pêndulo de Foucault. É a mística templária,(Convento de Cristo) o rio, os verdes, a Mata dos Sete Montes, o Aqueduto de Pegões que não fica atrás do "Águas Livres". Enfim, Tomar é a terra da minha vida. Todos os lunáticos deviam ser obrigados a visitá-la. Ou então, como prémio do CNLP...
Para todos os que vão à final os meus parabéns e votos de êxito.
Quanto a mim cumpriram-se as previsões mais pessimistas...67 pts e exclusão. Mas o prazer de participar já é gratificante.
Um abraço.
Publicado por: M.Traquina em abril 9, 2007 09:08 PM
Olá,
Para quem já foi à final... como é que aquilo funciona? O ditado é em directo? Que "tipo" de palavras são usadas? É que estou certo de que não serão das mais comuns, ou o desempate seria bastante longo... Em termos de pontuação, é também ditada o arbitrária?
Obrigado desde já.
Publicado por: Ricardo Reis em abril 9, 2007 06:09 PM
Pedro,
Os apurados não vão ter de fazer mais nenhum teste. Não chegou a haver desempate, uma vez que a CTC conseguiu "cozinhar" as coisas por forma a juntar cerca de 240 pessoas sem mais trabalho e polémica. Foram pelo nº de questões erradas (até 2 para a 1ª categoria e até 3 para as outras duas), em vez de irem pelo peso de respostas certas no total de respostas possíveis.
Publicado por: Maria Manuel em abril 9, 2007 04:51 PM
Caros lunáticos !
Parabéns aos que foram apurados para a "Grande Final "
Abraço de consolação para aqueles que ficaram a a 1 ou 2 pontos de o conseguir !
Gostaria de ajudar TODOS os apurados a chegarem ao CCB.
Portanto agradeço que logo que recebam o 4º teste o publiquem aqui para ser devidamente dissecado ...
Até lá !
Pedro Monteiro
P.S. E a resposta 15A do terceiro teste estaria certa, digo eu de novo !
Publicado por: pedro monteiro em abril 9, 2007 03:48 PM
«[...]
Quem não viveu na superfície das coisas, quem perguntou até à raiz de tudo, quem se exaltou com a beleza, quem alguma vez teve um gesto absolutamente gratuito de amor, quem se deixou surpreender pelo abismo infinito do olhar de alguém, quem tentou descer até ao fundo sem fundo de si, quem foi abalado pela exigência incondicionada do dever, quem se deixou tocar por um tu que não se possui nem domina, quem foi alguma vez avassaladoramente visitado pela pergunta inconstruível: "Porque há algo e não nada?", foi tangido pela fímbria da eternidade.
[...]»
- Anselmo Borges, padre e professor de Filosofia, no "Diário de Notícias" de domingo, 8 de Abril de 2007
Desculpem, mas não me contive. Eu que nem cristão sou.
E se a Ana, nossa amabilíssima anfitriã, apagar isto por não obedecer ao "tema", claro que não levarei a mal.
Deniz
Publicado por: D. em abril 8, 2007 05:04 PM
Subscrevo, por completo, as tuas palavras, Deniz. Não só porque concordo com o que dizes mas também porque fui uma dessas pessoas claramente prejudicadas e injustamente afastadas da final, ao dar essas respostas a que te referiste. Assim, errei zero questões na óptica da maioria dos dicionários, gramáticas (de referência) e falantes da Língua Portuguesa, mas fui "eliminado", com quatro respostas erradas(!?), segundo os critérios de lotaria da pseudo-CTC do CNLP 2007.
O ano passado estive na final, foi giro. Este ano também gostaria de estar, mas o amadorismo, a incompetência e a falta de bom senso desta CTC assim não o permitiu. Paciência!
Já protestei via e-mail por diversas vezes com a [falta de] organização e a CTC deste CNLP, demonstrei o meu desagrado com a sua actuação, agora resta-me responder com actos e para o ano não compactuar com estes organizadores de concursos de sorte e azar.
É triste transformar o que poderia ser um grande evento da nossa maior riqueza nacional - a Língua - num concurso mesquinho e medíocre. Enfim, é a imagem do país que temos.
Publicado por: SPaCuM em abril 7, 2007 04:13 PM
Karakapa e Camões:
Vão almoçar connosco?
Dêem notícias.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 7, 2007 12:10 PM
Oá Lunáticos
Deniz, não vais aparecer?
Entre os que vamos, há quem esteja disposto a denunciar as atribulações por que temos passado, caso se atrevam a deixar-nos subir ao palco.
Ana Cláudia: a final é uma grande confusão. O ditado é mais ou menos um sorteio, em que vence quem acertar na forma como se escrevem algumas palavras; e é mesmo acertar, como aconteceu nos anos anteriores.
Os que tiverem menos erros vão para o palco - 6 por categoria etária - e respondem a perguntas fechadas em envelopes, sendo certo que 3 dos envelopes têm perguntas de caras e os outros 3 questões que só lembram ao diabo ou, neste caso, à ctc. Um programa transmitido em directo "obriga" a estes pequenos truques para não se perder tempo com desempates.
PARA TODOS!
O almoço está em marcha. Após o ditado, e a entrega dos "brindes", vai-se dar ao dente.
Como o ano passado, já há restaurante seleccionado. Tenho mesa reservada para 15, com 9 confirmações.
Quem quiser juntar-se só tem de confirmar,para termos o número certo. Amanhã já terei a ementa.
Marítima do Restelo, R. Batolomeu Dias, junto ao CCB. Cerca de 18 €, com dois pratos e tudo o resto.
Contactos por aqui ou para 919 085 508 / 968 578 29, reisborges@zmail.pt
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 7, 2007 11:34 AM
Acho intolerável, iníquo e injusto que muitas pessoas tenham sido afastadas da “Grande Final” - que, apesar de tudo, acaba por ser uma celebração da Língua Portuguesa em que a nós, amantes dela, dará ou daria prazer participar - porque marcaram, acertadamente, 2.B ou 18.D no 2.º Teste, ou 15.A no 3.º, para não falar das respostas, sustentavelmente certas, 24.A e 24.D no 2.º Teste e, até, da 19.D no 3.º.
Destarte o concurso se tornou farsa, se não embuste.
Cedo - ainda a 'missa' ia no zângão - começou a impor-se-me um qualquer simbólico sinal: primeiro, de luto pelas palavras, luto pela palavra “tecelã”, por exemplo, levianamente deslegitimada no português europeu e expulsa dos dicionários portugueses, pela CTC [ver, por favor, www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=correccaoteste&teste=4];
a seguir, de protesto pelo destrambelho e pela surdez, altiva e empedernida, dos técnico-científicos comissários.
O sinal de luto e de protesto tenho-o agora definido, depois de íntimo combate do brio contra o desgosto. Não irei à Final.
Ficamos, pois, assim: eu, por birra, a amuar; vós, uns a concorrer e a ganhar, outros a assistir; eles, e oxalá me engane, a asnear...
E deixa-me cá escafeder antes que algum lobo se açule.
Deniz Marques da Costa
Publicado por: D. em abril 6, 2007 10:48 PM
Este ano vou à Grande Final... Tenho doze anos, nunca lá fui e estou muito nervosa. Para quem esteve lá das outras vezes... como é?
Publicado por: Ana Cláudia em abril 6, 2007 06:43 PM
Olá Lunáticos
Já viram a cena da medalha?
"Ínicio"!!!!!!!!!!!!
E é a esta gente que o CNLP está entregue!
Vejam no topo da página de abertura.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 5, 2007 11:53 PM
Paula,
Foi como eu te disse.
Nem os de 74 metem lá os pés.
E até ver, ainda não me apresentaram ninguém com
testes de desempate.
Tudo treta..
Como era de esperar, claro!
Publicado por: G.Lobo em abril 5, 2007 03:26 PM
Olá Lunáticos
Para os seleccionados, e todos aqueles que puderem ir almoçar, aguardo confirmações para poder reservar mesa.
Como disse ontem, já tenho 9 confirmações.
O almoço custará cerca de 18 €, com tudo o que descrevi anteriormente.
Aguardam-se notícias, através do blog ou directamente.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 5, 2007 01:35 PM
Bom dia!
Não fui seleccionada por um ponto!
Tive 47 e na minha categoria 15-18, foram os que tinham 48, 49 e 50pontos.
Se tivessem considerado certa a da tecelã...mas bem depois ia haver muitos mais com 48pontos..ia ser igual!
Eu já lá estive o ano passado por isso já não fico tão triste! Eu participo por uma questão de querer aprender mais, não para ir só à final! Valeu por tudo que tenho aprendido com o campeonato..até mesmo que no nosso país tudo funciona mal, até campeonatos de língua portuguesa!
Mas eu sou de opinião que esta CTC merecia uma bela de uma notícia num jornal, só para o resto do país ficar a conhecer o que existe em Portugal e para eles perceberem que nós não somos parvos!
Enfim...
Até para o ano!
Muito, muito boa sorte para quem vai à final!
(obs.: não percebi, se se chegaram mesmo a realizar os testes de selecção neste curto espaço de tempo! )
Publicado por: catarina em abril 5, 2007 11:44 AM
Caro Alexandre,
Lamento que não me tenha entendido, ou que eu não me tenha feito entender.
Parti do princípio que ainda tinha presente o meu comentário anterior, mas como me pareceu que não consegui convencê-lo (ênclise propositada…), resolvi realçar a distinção entre os tais pontos 1 e 2 a partir da palavra “sempre” que a NGPC apresentava, não como um argumento, mas sim como um complemento do argumento anterior…
Relembro-lhe o comentário:
“Pois é...mais uma vez a gramática foi mal interpretada, tanto pelo Desconfiado, como pela C"TC", como por muitos outros concorrentes, nos quais eu me incluo!
O que a gramática estipula é que "Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, pode (leia-se bem: PODE!!!...) dar-se a próclise ao VERBO AUXILIAR, quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa!...(pág.314 e 315)
Donde se deduz que nada obriga a que...”
O Alexandre esqueceu-se do “PODE” ? Pode ser…mas não acredito que se tenha esquecido do significado da palavra “PODE”!
Para mim é claro, a NGPC sugere que, de acordo com o ponto 1, se PODE empregar a ÊNCLISE… sempre…, ou seja sem restrições, e que de acordo com o ponto 2, se pode (apenas “pode”) empregar a PRÓCLISE…, sem acrescentar, se com, ou sem restrições, o que de qualquer modo pressupõe um emprego mais limitado do que no primeiro caso!...
A ideia geral que perpassa destes dois pontos das “regras gerais” é a de uma grande liberdade no emprego, tanto da próclise como da ênclise, aliás a NGPC não preconiza coisa alguma, limita-se a registar hábitos da sua utilização.
Vou deixar-lhe um último argumento que, penso, não terá coragem de contestar, sempre, logicamente, no âmbito da interpretação da NGPC:
“Regras Gerais…1…2. Com uma locução verbal….
1.º) Sempre a ÊNCLISE…: … - Que poderá dizer-NOS aquele rato de biblioteca? (Aquilino Ribeiro…)…
2.º A PRÓCLISE…isto é:…a)…b) nas orações iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos…” (reparou que este é um dos casos exemplificados no ponto anterior? E que comentário lhe merece? Provavelmente o mesmo que o meu, que ficaria igualmente bem “que NOS poderá dizer aquele rato de biblioteca?”… ).
Em relação à frase “Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora”, o Alexandre prova, através de ilações abusivas que não se podem deduzir das palavras que nela figuram, que a mesma não está semanticamente correcta!...
No caso particular desta frase, que é apenas uma simples constatação, a única coisa que se pode concluir é que a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora. O facto de o ser entre tantos moradores, ou não, parece-me irrelevante e só induz o leitor em confusões desnecessárias como foi o seu caso!
Para ilustrar melhor o que afirmo proponho-lhe os seguintes exemplos:
- “Entre tantos amigos, o João é muito falador” - Quer dizer que os amigos o são pouco?
- “Entre tão poucos amigos, o João é muito reservado” – Os amigos serão faladores?
- “Entre tantos adeptos, a equipa joga muito bem” e “Entre tão poucos adeptos, os jogadores jogaram mal" – Pode deduzir-se destas frases que os adeptos jogam mal ou bem? Mas já nestes casos, por haver um sentido de causalidade que lhes está subjacente (que não encontro na do teste), as frases podem considerar-se correctas.
O carácter comparativo que o Alexandre provavelmente lhe queria dar teria que assentar na introdução de um advérbio condicente, à semelhança do que o Desconfiado propôs, “Entre tantos moradores a gente dos grupos de Leste é a mais trabalhadora” ou “…das mais trabalhadoras”.
Parece-me que o Alexandre não convive bem com uma pontuação adquirida, por vezes, à custa de erros do júri, e por isso tenta defender com unhas e dentes aquilo que julgo terem sido algumas das suas opções nas respostas aos testes do CNLP. É uma atitude muito louvável e que revela nobreza de carácter, mas que não deve ser levada a um extremo tal, que implique perda de discernimento como já revelou em ocasiões anteriores, designadamente nos casos das “migalhas” e da metonímia…
E “prontos” (é costume dizer-se..., portanto, como diria a C”TC”, não é erro…)!(:->)
Pesquisador,
Ficaria ainda melhor, "...Antes de o ter conseguido, morreu! A um mês de uma insurreição popular dirigida por anarco-sindicalistas... Substitui-lo..."
Parabéns a todos os finalistas e aos quase finalistas!!!
Sempre pronto para um bom debate teórico,
Quimxinfrim
Publicado por: quimxinfrim em abril 5, 2007 12:24 AM
Caro Alexandre,
Lamento que não me tenha entendido, ou que eu não me tenha feito entender.
Parti do princípio que ainda tinha presente o meu comentário anterior, mas como me pareceu que não consegui convencê-lo (ênclise propositada…), resolvi realçar a distinção entre os tais pontos 1 e 2 a partir da palavra “sempre” que a NGPC apresentava, não como um argumento, mas sim como um complemento do argumento anterior…
Relembro-lhe o comentário:
“Pois é...mais uma vez a gramática foi mal interpretada, tanto pelo Desconfiado, como pela C"TC", como por muitos outros concorrentes, nos quais eu me incluo!
O que a gramática estipula é que "Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, pode (leia-se bem: PODE!!!...) dar-se a próclise ao VERBO AUXILIAR, quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa!...(pág.314 e 315)
Donde se deduz que nada obriga a que...”
O Alexandre esqueceu-se do “PODE” ? Pode ser…mas não acredito que se tenha esquecido do significado da palavra “PODE”!
Para mim é claro, a NGPC sugere que, de acordo com o ponto 1, se PODE empregar a ÊNCLISE… sempre…, ou seja sem restrições, e que de acordo com o ponto 2, se pode (apenas “pode”) empregar a PRÓCLISE…, sem acrescentar, se com, ou sem restrições, o que de qualquer modo pressupõe um emprego mais limitado do que no primeiro caso!...
A ideia geral que perpassa destes dois pontos das “regras gerais” é a de uma grande liberdade no emprego, tanto da próclise como da ênclise, aliás a NGPC não preconiza coisa alguma, limita-se a registar hábitos da sua utilização.
Vou deixar-lhe um último argumento que, penso, não terá coragem de contestar, sempre, logicamente, no âmbito da interpretação da NGPC:
“Regras Gerais…1…2. Com uma locução verbal….
1.º) Sempre a ÊNCLISE…: … - Que poderá dizer-NOS aquele rato de biblioteca? (Aquilino Ribeiro…)…
2.º A PRÓCLISE…isto é:…a)…b) nas orações iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos…” (reparou que este é um dos casos exemplificados no ponto anterior? E que comentário lhe merece? Provavelmente o mesmo que o meu, que ficaria igualmente bem “que NOS poderá dizer aquele rato de biblioteca?”… ).
Em relação à frase “Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora”, o Alexandre prova, através de ilações abusivas que não se podem deduzir das palavras que nela figuram, que a mesma não está semanticamente correcta!...
No caso particular desta frase, que é apenas uma simples constatação, a única coisa que se pode concluir é que a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora. O facto de o ser entre tantos moradores, ou não, parece-me irrelevante e só induz o leitor em confusões desnecessárias como foi o seu caso!
Para ilustrar melhor o que afirmo proponho-lhe os seguintes exemplos:
- “Entre tantos amigos, o João é muito falador” - Quer dizer que os amigos o são pouco?
- “Entre tão poucos amigos, o João é muito reservado” – Os amigos serão faladores?
- “Entre tantos adeptos, a equipa joga muito bem” e “Entre tão poucos adeptos, os jogadores jogaram mal" – Pode deduzir-se destas frases que os adeptos jogam mal ou bem? Mas já nestes casos, por haver um sentido de causalidade que lhes está subjacente (que não encontro na do teste), as frases podem considerar-se correctas.
O carácter comparativo que o Alexandre provavelmente lhe queria dar teria que assentar na introdução de um advérbio condicente, à semelhança do que o Desconfiado propôs, “Entre tantos moradores a gente dos grupos de Leste é a mais trabalhadora” ou “…das mais trabalhadoras”.
Parece-me que o Alexandre não convive bem com uma pontuação adquirida, por vezes, à custa de erros do júri, e por isso tenta defender com unhas e dentes aquilo que julgo terem sido algumas das suas opções nas respostas aos testes do CNLP. É uma atitude muito louvável e que revela nobreza de carácter, mas que não deve ser levada a um extremo tal, que implique perda de discernimento como já revelou em ocasiões anteriores, designadamente nos casos das “migalhas” e da metonímia…
E “prontos” (é costume dizer-se..., portanto, como diria a C”TC”, não é erro…)!(:->)
Pesquisador,
Ficaria ainda melhor, "...Antes de o ter conseguido, morreu! A um mês de uma insurreição popular dirigida por anarco-sindicalistas... Substitui-lo..."
Parabéns a todos os finalistas e aos quase finalistas!!!
Sempre pronto para um bom debate teórico,
Quimxinfrim
Publicado por: quimxinfrim em abril 5, 2007 12:21 AM
Não vou à final.
Por 1 ou 2 pontos.
Boa sorte a quem vai.
Publicado por: SecretSoul em abril 4, 2007 10:00 PM
Obrigado Paula!
Espero encontrar lá lunáticos. Quem és, karakapa?
Publicado por: Alexandre Camões em abril 4, 2007 09:07 PM
Felizmente este ano consegui ir a grande final. Muito obrigado pelos parabéns
Publicado por: karakapa em abril 4, 2007 08:38 PM
Eu não vou! Lol
Parabéns Alexandre! :-)
E aos outros todos que também o mereceram! :-)))
Publicado por: paula em abril 4, 2007 08:33 PM
Resumindo: para eles é igual falhar 4 em 78 e falhar 4 em 51. E assim chegaram ao nº de cerca de 230, que não está mal. Mas, como é óbvio, desta forma a maioria está abaixo dos 18.
Publicado por: Maria Manuel em abril 4, 2007 07:47 PM
Parece-me que, da categoria de + de 18 anos, só passou quem tinha 75 e 76 pontos
Publicado por: Ana José em abril 4, 2007 06:59 PM
Boa tarde.
A lista dos apurados para a final já está disponível.
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=quadroapurados
Publicado por: Ana José em abril 4, 2007 06:49 PM
O restaurante é Marítima do Restelo, na Rua Bartolomeu Dias, Lote D-2 Loja B.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 4, 2007 02:46 PM
Olá Lunáticos
e Pedro Monteiro, em especial
Acho que já temos rstaurante, perto do CCB, na rua dos eléctricos, virados para Algés, ou para quem não sabe onde é Algés, virados para o lado dos camónes, vulgo EUA.
Fiz a primeira abordagem e quanto a preços está dentro do razoável - cerca de 18 € - para pão, manteiga, queijinhos, sopa, dois pratos, sobremesa, café e bebidas normais.
Pela minha parte, já tenho 9 inscrições. Poderemos começar a pensar em números definitivos a partir de amanhã, após a publicação dos nomes dos seleccionados para a final.
Não deveremos perder muito tempo,pois a sala não é muito grande e se houver forte adesão ficaremos com aquilo só para nós.
Se, por qualquer motivo, eu não puder vir aqui, estou contactável em reisborges@zmail.pt ou 919 085 508 e 968 578 299.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 4, 2007 02:34 PM
Olá brigada lunática
Qual o restaurante que têm em mente para a almoçarada ?
Eu nem sequer estou apurado, pois por lapso esqueci-me de entregar a tempo o 1º teste, mas gostaria de estar presente no repasto / convivio - afinal de Cascais ao CCB é um pulinho de combóio ....
Beijinhos e abraços
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em abril 4, 2007 12:08 PM
Quinxinfrim,
Não me parece um bom argumento dizer que, por a palavra «sempre» aparecer no 1.º ponto e não no 2.º, que devamos automaticamente interpretar que, como não aparece, não é erro não se fazer como é preconizado. Aliás, houve uma intervenção neste blogue que realçou o carácter «obrigatório», de acordo com a gramática online da Priberam, de se fazer a próclise ao verbo auxiliar quando a locução era precedida de palavra negativa e não havia pausa entre os seus termos constituintes. Eu próprio consultei essa página e confirmei a obrigatoriedade expressa dessa construção sintáctica.
Assim, tanto de acordo com a NGPC como de acordo com a gramática da Priberam, dever-se-ia fazer a próclise no caso que figurava no texto.
Não se esqueça ainda de que esta regra, na NGPC, está na alçada das «Regras Gerais», o que admite as excepções que forem devidamente enunciadas (e que, no caso em discussão, parecem não existir, já que não são mencionadas, devendo então cumprir-se a «regra geral» preconizada).
Desse modo, a NGPC parece ser muito mais «persuasiva» no uso da próclise no caso do 3.º teste, do que no caso do 2.º teste, no qual, como mencionou, o falante apenas «tende» a fazer uso dessa construção, apesar deste «tender» vir também na linha de regras gerais.
Quanto a arrear, já vimos que o dicionário que marca a referência é o GD da Porto Editora, pelo que nem vale a pena, à partida, consultar outros.
Não digo que nessa questão o dicionário da Academia de Ciências esteja errado, mas está certamente errado noutras questões, como pode ver testemunhado por vários textos dos lexicógrafos do Ciberdúvidas.
Por fim, não consigo entender qual o erro de «Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora.»
Não pode isto ser interpretado como «Entre tantos moradores (daquele gueto/preguiçosos/de tantos países/que trabalham pouco), a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora»?
Sinceramente, o erro, para mim, é inintelegível. Tal como são as condições da emoção estética que tornam determinado objecto belo e que, nesta frase, estão claramente ausentes, não obstando a que se encontre em harmonia gramatical.
Grato pelas observações que fez; tenho sempre gosto em despertar o Aufhebung, como lhe chama Hegel, para entrar num movimento de dialéctica.
Publicado por: Alexandre Camões em abril 4, 2007 01:39 AM
Pesquisador,
Também acho que essa versão do texto fica, assim, muito mais aceitável. Parabéns pelo excelente trabalho de reabilitação realizado!
No entanto, no novo contexto, a relação da morte do personagem com a “insurreição popular…” daí a um mês, não deixa de ser ainda um pouco forçada.
Em relação aos seus comentários, só um reparo, era “a sua intenção em não aumentar os salários…” que era lembrada e não a pessoa em si…
Penso que apesar dos retoques as incongruências nos tempos verbais são menos chocantes, mas continuam.
Não se pode fazer milagres!...
Publicado por: Quimxinfrim em abril 4, 2007 12:36 AM
Esta é a minha primeira intervenção este ano. Participei activamente o ano passado, mas como no final aconteceram algumas sessoes de insultos entre alguns dos participantes, desta vez decidi manter-me à margem. Tenho acompanhado, no entanto, o que por aqui se passou. Tem havido, na minha opinião, algumas contribuições muito boas, algumas médias e outras más. Vou limitar-me aqui a colocar algumas interpretações que parecem ter passado ao lado de toda a gente.
Escolhi como primeira uma que diz respeito ao segundo texto do segundo teste. Na minha opinião, o número de erros é efectivamente 19, embora nao sejam os 19 erros que a CTC identificou. Aqui deixo aquele que, repito, na minha opinião, é o texto correcto:
"Era um homem de um vigor titânico e as pessoas ainda hoje vêem nele um verdadeiro rei da força.
Desde há anos que todos lembram a sua intenção de não aumentar os salários para incentivar o investimento empresarial. Antes de consegui-lo, morreu, a um mês de uma insurreição popular dirigida por anarco-sindicalistas. Substituí-lo era assunto urgente, mas naquela altura tal tarefa não pôde ser terminada tão rapidamente quanto se desejaria. Mesmo assim, quando o foi, o escolhido era quase perfeito, com uma carreira verdadeiramente florescente. No cumprimento dos deveres do novo mandato, o herdeiro foi ratificado pelo fórum, pois que os seus membros, mesmo com dúvidas, não queriam originar um precedente eleitoral, e decretaram a dispensa de provas. O recém-eleito é que não achou graça, entendendo que estavam a discriminá-lo."
Poderão notar que há três diferenças principais:
1) a palavra "à" é substituída por "a", não por "há";
2) a palavra "consegui-lo" não é considerado erro;
3) a palavra "determinada" é substituída por "terminada".
Adicionalmente, foi suprimida uma vírgula (depois da palavra "mês") que, com esta interpretação, deixa de fazer sentido, e que não conta como erro por se tratar de um sinal de pontuação.
Esta interpretação faz desaparecer o problema de "morrer de uma insurreição". Também resolve algumas incongruências com os tempos verbais ao longo do texto: não fazia sentido que todos lembrassem há anos alguém que tinha morrido há apenas um mês.
Se puder, amanhã farei a minha segunda intervenção.
Publicado por: O Pesquisador em abril 3, 2007 09:55 PM
correções...
Publicado por: Helena em abril 3, 2007 08:54 PM
Como no site oficial falam "de um teste - ou de mais, no número que for necessário" para "limitar a cerca de 200 os concorrentes presentes na Grande Final de 28 de Abril", pergunto-me se 3 semanas serão suficientes (comparando com o tempo que têm levado entre correcões, alteração de correcões, afixação dos resultados, aleração de resultados)...
Publicado por: Helena em abril 3, 2007 08:52 PM
Exacto, 5ª-feira! Do endereço lportuguesa@expresso.pt recebi o seguinte mail:
Boa tarde,
De momento encontramo-nos em fase de apuramento. Na 5ª feira, dia 5 de Abril, será
divulgada no sítio web a lista dos apurados.
Entraremos em contacto com os apurados através de carta e correio electrónico.
Obrigada,
Publicado por: Helena em abril 3, 2007 08:34 PM
Olá Lunáticos
Saberemos quem vai à final na próxima quinta-fera, no sítio do CNLP, de acordo com informação da Joana Lobo.
E quanto aos jornalistas... há de tudo na classe, mas reconhecço que, por vezes, não se prima pela qualidade. Embora não pertença a qualquer órgão deontológico, defendo um maior rigor na utilização da língua, única ferramente de que dispomos; sim, também sou jornalista, para quem não sabia.
E quem quer reunir-se no almoço?
Vão pensando nisso.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 3, 2007 07:13 PM
Como sei se passei?!!?
Publicado por: Gervasio em abril 3, 2007 06:56 PM
Quinxinfrim
Dando uma olhadela na composição da CTC, vemos que, tirando a presidente, todos os outros são jornalistas, ou seja, estão longe de ser especialistas na matéria, o que se lamenta ....
Será que a Impresa é no fundo a responsável por todo este despautério ?
:(
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em abril 3, 2007 04:45 PM
Alexandre,
Para se ser coerente com os critérios de correcção, há que interpretar a gramática com rigor, à letra, e dar às palavras o seu significado exacto. Ou então deve-se esclarecer previamente, de forma inequívoca (passe a redundância), quando esse significado deve ser dado e quando o não deve ser !...
Quanto à colocação dos pronomes átonos, no caso destes virem associados a uma locução verbal, a NGPC distingue intencionalmente, frisando com a palavra “sempre”, o 1.º ponto do 2.º!!!...
Quer isto dizer que não seria incorrecto, logo, não se poderia considerar erro, por ex. “não poderia considerar-se erro”, ou “ninguém havia de o dizer”, ou “ninguém havia de dizê-lo”, ou ainda “não fosse entornar-se”…
No caso que menciona, “antes de consegui-lo”, a NGPC é um pouco mais persuasiva sugerindo “Regras gerais: Com um só verbo …5.º) Pode-se dizer que, além dos casos examinados, a língua portuguesa TENDE à próclise pronominal: a) quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já sempre, só talvez, etc.)”… - onde faz todo o sentido incluir o “antes” . Mesmo assim, com esta sugestão hierarquicamente superior a um mero conselho, se interpretarmos com rigor o significado das palavras, não poderíamos considerar erro, por exemplo “Quimxinfrim tinha terminado o teste, mas antes de entregá-lo reflectiu ainda mais um pouco.”. Ficaria mais “bonito”, “antes de o entregar”… Mas o que é a beleza objectivamente?
O que está aqui em causa é que a C”TC” tem cultivado e adubado o disparate !
Para além de todos os já referidos aqui no blogue, mais um exemplo: “arriar” no Dicionário da Academia das Ciências remete para “arrear”, onde se lê “arrear, arriar… 1. Pôr adornos, ornamentar…3. Pôr arreios num animal.”!
A C”TC” considerou certa apenas a resposta abaixar.
Então o Dicionário da Academia das Ciências está errado???
Como assinala o Desconfiado a frase “Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora.” não está semanticamente correcta!
Numa interpretação lógica, desta frase pode concluir-se, que ENTRE POUCOS moradores, a gente dos grupos de Leste poderia não ser muito trabalhadora, o que manifestamente é absurdo e certamente não corresponde à intenção do autor…
Quando uma frase não tem sentido ou o sentido é absurdo, a frase não está correcta…
Com esta longuíssima sucessão de asneiras, o que me intriga é que analisando o comportamento da C”TC” quanto ao modo leviano com que atende e ignora reclamações, e pelos dados que aqui se vão revelando, fica-me a sensação que a C”TC” teme enfrentar nos seus critérios de correcção/descorrecção de perguntas aos testes, certos concorrentes potencialmente incómodos em termos mediáticos, e que não se envergonha de precipitadamente, lhes dar razão, mesmo que isso a leve a cometer disparates ainda mais graves que os anteriores, confessando assim que não tem capacidade para ler nem para interpretar a gramática, com competência, isenção e autonomia!!!
Não sei do que está à espera para se demitir!
Talvez de lucidez…
Publicado por: quimxinfrim em abril 3, 2007 02:21 AM
Olá Lunáticos
Para quem vai à final, ou quiser confraternizar, já está em marcha a preparação do almoço.
Perto do CCB, já encontrei um restaurante onde, por cerca de 18 €, teremos sopa, dois pratos, sobremesa, bebidas e café, com pão, manteiga e queixo de entrada.
Já os avisei de que seremos cerca de 20, tendo em conta que já tenho cerca de 10 confirmações - se a ctc não fizer mais tropelias.
Comecem a pensar no assunto. Vou dando mais notícias, com ementas possíveis. Teremos de pensar numa decisão mais ou menos rápida, pois a sala não é muito grande e poderá haver mais grupos a pensar o mesmo.
Boa-noite
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em abril 2, 2007 10:26 PM
Boa tarde.
Fiquei com 73 pontos. Já era tempo de publicarem os critérios de escolha dos finalistas...
Publicado por: Ana José em abril 2, 2007 07:38 PM
Panda,
Se telefonares para lá, talvez eles te digam.
Publicado por: Alexandre Camões em abril 2, 2007 05:26 PM
Como é que sei se passei?
Publicado por: Panda em abril 2, 2007 04:07 PM
Como é que sei se passei?
Publicado por: Panda em abril 2, 2007 04:07 PM
Alguém já reparou nisto?
teste 1 - especial escola
26. Em qual destas expressões não há uma forma verbal no infinitivo:
A. Quando chegares
B. Um bolo para tu comeres
C. Se ouvires bater
D. A ver navios
Respostas certas: A e C.
A pergunta admite as duas respostas, porque em ambas o verbo se encontra no futuro do conjuntivo. Quer na frase B quer na frase D, o verbo está no infinitivo.
Teste 3 - Maiores de 18
20. Em qual destas expressões não há uma forma verbal no infinitivo:
A. Quando chegares.
B. Um bolo para tu comeres.
C. Sermos nós é uma sorte.
D. A ver navios.
A resposta certa é: A, Quando chegares..
ATENÇÃO: A GRELHA DE CORRECÇÃO APRESENTADA NO «ACTUAL» CONTÉM UMA GRALHA NESTA PERGUNTA, INDICANDO TAMBÉM (C). NÃO É ASSIM.
Só está correcta a opção A: «quando» ou «se» antecedem uma forma verbal do futuro imperfeito do conjuntivo. Na opção B, a preposição «para» antecede uma forma do infinitivo. Na opção C, o futuro imperfeito do conjuntivo seria representado por formos («se formos nós é uma sorte»). A opção D representa uma forma perifrástica, com auxiliar elidido (ex.: «estou a ver navios»), mais preposição e infinitivo.
Publicado por: Maria em abril 2, 2007 11:11 AM
É como eu te digo Paula.
Se eles quiserem encher aquilo de crianças, nem os de 74 desempatam.
Publicado por: G.Lobo em abril 2, 2007 09:54 AM
G. Lobo,
Quando às das famílias, só tenho que rir! :-) E, já agora, esclarecer que comigo podem falar acima e abaixo da superfície, que a menina entende sem grande explicação, mas grata fico, como não poderia deixar de ser.
Agora, essa imensa experiência em Finais interessa-me: quer então dizer que não te revoltaste o suficiente com aquilo, ao ponto de reincidires? Olha que até nem são más notícias, essas! :-)
"Não há duas sem três", não é o que diz por aí? Mas eu cá penso (aliás, não penso nada, que isto não tem nada que pensar; mas sinto) que os desempates vão ser entre os detentores dos 74 pontos. Que me dizes? É esperar, claro está!
C U soon
Publicado por: paula em abril 2, 2007 04:09 AM
ASSUNTO: Forgive me father, for I sin.
Eheheheheheh... Os meus comparsas lembraram-se que era dia das mentiras, ou simplesmente confiaram no meu perfil ético-moral e decidiram não ligar nenhuma à peta que eu tentei meter (à tanga que eu dei) no comentário de 1 de Abril, 2007 08:49 PM... Que encantada fico! :-)))
Reklama: mas tu ainda tens esperanças? Eu cá não tenho nenhuminha da silva, nadica de nada mêmo! Mas enfim...
Opa, todos têm cônjuge e filho? Já me estão a fazer sentir...
... hum...
... Bem,
se querem que vos diga, não me estão a fazer sentir nada mal, não; aliás muito bem, até... Por vocês e por mim, lol! :-)))
See you latter, guys!
Publicado por: paula em abril 2, 2007 03:55 AM
ASSUNTO: Forgive father, for I sin.
Eheheheheheh... Os meus comparsas lembraram-se que era dia das mentiras, ou simplesmente confiaram no meu perfil ético-moral e decidiram não ligar nenhuma à peta que eu tentei meter (à tanga que eu dei) no comentário de 1 de Abril, 2007 08:49 PM... Que encantada fico! :-)))
Reklama: mas tu ainda tens esperanças? Eu cá não tenho nenhuminha da silva, nadica de nada mêmo! Mas enfim...
Opa, todos têm cônjuge e filho? Já me estão a fazer sentir...
... hum...
... Bem,
se querem que vos diga, não me estão a fazer sentir nada mal, não; aliás muito bem, até... Por vocês e por mim, lol! :-)))
See you latter, guys!
Publicado por: Paula em abril 2, 2007 03:54 AM
Olá Paula e Reklama.
Paula,
Esse casamento não é o meu.
Já fui a 2 finais dessas, estou a disputar a 3ª final e penso que última.
Em relação às 150 famílias dependentes, é óbvio que se trata de pessoas a quem eu pago ordenado e impostos.
Reklama,
Sinceramente, penso que os que têm 74 pontos ou 73 irão receber testes de desempate.
Só depende dos critérios de rateio que eles escolham.
Isto é, se quiserem mais adultos,os que tiverem 73 pontos vão a desempate.
Se quiserem menos, vão os de 74.
De acordo com o exemplo anterior, para uma quota de 60% de adultos, os que têm 73 pontos teriam teste de desempate.
Publicado por: G.Lobo em abril 2, 2007 12:03 AM
Olá, Paula!
Vamos ver o que nos diz o G. Lobo acerca do desempate.
E obrigada pelas palavras da tua colocação anterior.
Publicado por: RklamaReclama em abril 1, 2007 11:07 PM
Olá, G. Lobo!
Obrigada pelas tuas simpáticas palavras (colocação das 1.15AM).
É curioso que, para além de termos o mesmo número de pontos também temos mais de 40, um filho e cônjuge.
Já que revelas bastante jeito para números e estatísticas, então diz lá se achas que quem tem a nossa pontuação tem hipóteses de receber o teste de desempate.
Publicado por: ReklamaReclama em abril 1, 2007 11:04 PM
achei interessante este diálogo.Serviu para me decidir a nunca concorrer a qualquer coisa que tenha intrinsecamente mediatização.
boa sorte e que ganhe o melhor
Publicado por: erva daninha em abril 1, 2007 09:48 PM
Ups, afinal já venceu, já (só agora li o comentário que o refere). 150 famílias, hem? É dose, é dose! :-)))
Bem... Acabo de receber um mail da CTC a propor-me um lugar na grande final, se me disponibilizar a dizer que correu tudo muito bem, e que o processo decorreu de forma digna e imaculada. Solicitam, também, que eu encontre mais 5 pessoas dispostas a declararem o mesmo numa entrevista a passar na SIC. Acho que vou aceitar. Quem mais alinha?
Publicado por: paula em abril 1, 2007 08:49 PM
G. Lobo,
Agradeço, sensibilizada, a tirada de humorado afecto que, com imenso gosto, divido com a Reklama, que bem a merece.
Tens um casamento, hem? Será o teu? Ou a essa final já V. Exa. venceu? ;-)
Um abraço.
Publicado por: Paula em abril 1, 2007 08:43 PM
Que tal esta ideia: quem for à Final leva uma t-shirt a dizer «Tecelão: fem. tecelã»; ou qualquer outra das reivindicações. Teria a sua piada... =D
Publicado por: Alexandre Camões em abril 1, 2007 07:28 PM
Catarina.
De 30.624 participantes,vamos supor que 5.624 são das escolas sobrando 25.000.
Desses 25.000 vamos supor que 15.000 são + 18,
2.000 são entre 15 e 18 anos e 8.000 menores de 15.
Se eles fizerem um sistema de quotas proporcionais
ao nº de participantes, os finalistas serão:
60% de 200 = 120 maiores de 18
8% de 200 = 16 entre 15 e 18
32% de 200 = 64 menores de 15
Portanto, vai ser muito difícil o apuramento para a Grande Final.
Publicado por: G.Lobo em abril 1, 2007 06:49 PM
boa tarde!
eu tenho 47 pontos em 51 possíveis (categoria 15-18), e estive a ver e na minha categoria existe:
- 22 pessoas com 50
- 10 com 49
- 21 com 48
- 15 + eu com 47
Ou seja, tenho 53 concorrentes á minha frente e 15 empatados comigo...será que vou receber o teste?
Não faço a mínima ideia porque não se sabe quantas pessoas é que vão por categoria! Mas talvez seja 50 e aí já não é preciso fazer teste de desempate aos de 47 pontos!
Bem, é esperar para ver!
Publicado por: catarina em abril 1, 2007 04:38 PM
Uma das conclusões hilariantes deste campeonato é que se os elementos da CTC concorressem, não sentariam os cuzes no CCB.
Publicado por: Jsp em abril 1, 2007 03:44 PM
Yapx, «será» ;)
Publicado por: Alexandre Camões em abril 1, 2007 03:10 PM
Alexandre:
Não será?
..."na justificação avulsa.."
Publicado por: G.Lobo em abril 1, 2007 02:27 PM
Desconfiado,
Um argumento que recorre à multiplicidade/diversidade dos usos de vocábulos/expressões/etc. apenas incorre na justificação avulso das escolhas feitas no teste. Não segue o critério, bem mais exigente, do que se considera ser o mais correcto em português. Como lhe disse, no limite há-de achar-se justificação para todas as respostas dadas, mesmo as consideradas erradas.
É certo que a NGPC não preconiza uma regra, mas também é certo que, na correcção, diz que «é costume» usar-se aquela formulação sintáctica, sendo essa a mesma bitola que usou em relação ao 2.º texto do 2.º teste, no que se refere à oração «Antes de consegui-lo». Sobre essa correcção não houve nenhum comentário seu, talvez porque tenha acertado no número de erros.
Não acredito em bitolas correctivas diferentes para o mesmo campeonato. E, como lhe disse, nada tenho a ganhar com esta discussão porque nem assinalei 21 nem 22 erros.
No mais, de toda a panóplia de exemplos que dá não há um único comparável à frase em questão, porque nenhum deles segue a estrutura: palavra negativa + pronome átono + verbo auxiliar + verbo principal.
Veja-se: «Para NÃO fitá-LO, deixei cair os olhos" (Machado de Assis, pág. 312 da gramática de referência). Se não fosse possível a ênclise, a frase teria que ser "Para NÃO O fitar, deixei cair os olhos".» -- Oração sem verbo auxiliar.
"Se soubesse, NÃO continuaria a lê-LO" (Rui Barbosa, pág. 312). Teria então que ser "Se soubesse, NÃO O continuaria a ler". -- Infinitivo vem regido da preposição «a», coisa que faz toda a diferença.
Os exemplos que dá de seguida não têm sequer palavra negativa a iniciar a oração.
Por fim, «Há muitos exemplos mais ao longo da gramática. E o mesmo ouvido de um falante culto que identifica como erro "NÃO digas-ME isso" em vez de "NÃO ME digas isso"» -- Novamente, usa uma oração sem verbo auxiliar.
Repare que não deu um único exemplo do que pretende ilustrar, apesar de afirmar que são muito numerosos ao longo da gramática. Em filosofia, chama-se a isto uma argumentação sofismática que, repare, não acredito que seja de má-fé, mas levada pela paixão do momento.
Sob o risco de me tornar repetitivo, sabemos que qualquer sistema linguístico está constituído numa subdeterminação de base, mas na qual não se podem apoiar os critérios de um campeonato. Há que procurar a objectividade de forma a ser o mais justo possível.
Ao seu dispor.
Publicado por: Alexandre Camões em abril 1, 2007 11:35 AM
Ou dar-lhes-ia...?
Publicado por: G.Lobo em abril 1, 2007 03:08 AM
Acho que é, " dar-vos-ia o meu lugar..."
Publicado por: G.Lobo em abril 1, 2007 03:05 AM
Obrigada, Paula.
Eu não pretendo projecção deste blog ao abrir este forum. Disponibilizei-o anteriormente e fá-lo-ei sempre que precisarem.
Publicado por: Ana
em abril 1, 2007 01:16 AM
Olá Lua.
Tenho mais de 40 anos, uma mulher, um filho e 150 famílias dependentes de mim.
Não me parece boa ideia a tua sugestão.
Não comentas o quê?
Não percebi..
Olá Paula.
Sempre optimista e bem disposta, como a Reklama, dava-vos (ou dava-lhes?) o meu lugar de caras, na Final se fosse apurado.
Tenho um casamento nesse dia, e tenho mesmo que (ou de?) ir.
Beijos para as pessoas mais simpáticas deste síto.
Publicado por: G.Lobo em abril 1, 2007 01:15 AM
* valor, bien sûr.
Publicado por: paula em março 31, 2007 06:13 PM
Reklama: Boa! ;-)))
G. Lobo: E eu já fiz questão de lhe agradecer, concordando inteiramente com o inestimável nalor deste espaço. No entanto, como dona e senhora deste blog, que vale por bem mais do que apenas este forum, a Lua fará o que entender e sentir, inevitavelmente (eu tenho um blog e decidi pará-lo, por exemplo; cada decisão deve ser genuína, e quando se escreve só assim funciona, não à força). Todavia, nada impede que qualquer um de nós, em querendo, o faça, i.e., se dedique a levar por diante aquilo que propões. Um beijinho.
Publicado por: Paula em março 31, 2007 06:11 PM
G.Lobo, podes criar o teu blog ou site orientado para a Língua Portuguesa... ou para qualquer temática que quiseres.
Este blog (como te disse há um ano) continua a ser diversificado por ser um blog de uma única pessoa e não de várias. Continuará a ser o meu blog onde já estou há quase 4 anos...
CNLP 2006 no Lua
G. Lobo, quando às restantes opiniões nem vou comentar.
Publicado por: Ana
em março 31, 2007 05:27 PM
M. Traquina
Acabo de visitar a tua galeria. Gostei dos quadros todos em geral, e, em particular, do "Pausa Para Almoço" e do "Amélia".
Há vários quadros alusivos ao rio Nabão e à cidade de Tomar (por ex. à Festa dos Tabuleiros). És dessa região?
Reclama
Publicado por: ReklamaReclama em março 31, 2007 04:40 PM
Está quase a acabar e não tenho muitas esperanças de ir à final embora esteja com 40 pontos.
Mas tenho-me cultivado graças a colaboração de todos os lunáticos.
E, já agora que falamos de cultura, falo do meu hobby: pintura naturalista.
Convido todos os lunáticos - e para isso apelo à vossa pachorra - a ver a minha galeria em:
http://picasaweb.google.com/manueltraquina
Abraços
Publicado por: M.Traquina em março 31, 2007 04:27 PM
Os selecionados já receberam um mail? Alguem com 40 do 2º escalão tem hipótese?
Publicado por: Desesperado em março 31, 2007 03:42 PM
Ana.
Pelos factos, esta vida virtual parece ter alguma importância, não achas?
Eu orientava este sítio, para a Língua Portuguesa.
E fazia outro com as temáticas deste.
Se pudesse...
Publicado por: G.Lobo em março 31, 2007 03:30 PM
Fico contente por poder ajudar! :D
Publicado por: Ana
em março 31, 2007 02:27 PM
Olá, Paula!
Subscrevo, inteiramente, as observações que fizeste na colocação das 5.42AM. De facto, após a publicação da correcção (e alteração), ficámos a saber o nosso número total de pontos.
A propósito, temos a mesma pontução.
Bjitos.
Publicado por: ReklamaReclama em março 31, 2007 02:21 PM
decisões...?
Eu ando na outra vida...
Publicado por: Ana
em março 31, 2007 02:21 PM
Já repararam no primeiro nome da letra P do quadro geral das pontuações da faixa etária maiores de 18?!
Publicado por: ReklamaReclama em março 31, 2007 02:13 PM
Olá Paula.
O melhor deste "Campeonato" passa-se aqui mesmo na Lua.
Temos aqui intervenções de altíssimo nível, na minha opinião e com a devida vénia, devemos agradecer à Lua por nos acolher aqui.
Mas também, sugiro à Lua que aproveite da melhor forma esta avalancha anual e o potencial que este sítio tem neste momento, para tomar algumas decisões que julgue importantes.
Publicado por: G.Lobo em março 31, 2007 02:04 PM
Então, mas era disto que se estava à espera?... De uma tabela com o cúmulo dos 3 testes? Eu sei fazer contas de somar; e como já sabíamos os resultados dos três testes, para que estaríamos à espera da tabela de resultados acumulados? Eu pensei que fôssemos saber quem continuava, incluindo os que tivessem que ir a desempate. Quando é que se sabe isso, afinal?
Abraços.
Publicado por: paula em março 31, 2007 05:42 AM
G. Lobo, tens o mesmo que eu! :-)))
E sempre temos os 50€ por comentário! ;-)
E os teus bem os mereciam!
Publicado por: paula em março 31, 2007 05:33 AM
Concordo com todas as sugestões do quimximfrim, excepto com a ideia da final no Estádio da Luz. É uma superstição minha, não consigo entrar em casas que só têm a fachada cuidada e, de resto, nem sequer pintadas estão. Dá sempre a impressão que ainda estão em obras.
Mal por mal, mais valia o outro ao lado, todo em azulejo. Parece casa de emigrante novo-rico, mas pelo menos tem os acabamentos todos.
Melhor ainda seria realizar a final no estádio mais bonito do país. E assim, com a final no Porto, até se variava um bocadinho.
Publicado por: Anti-Lampião em março 31, 2007 02:45 AM
Com um historial destes só vejo uma saída airosa para a organização deste campeonato:
- Demissão imediata da C”TC” com a condenação de cada um dos seus elementos à leitura, nos transportes públicos, todos os dias, 8 horas por dia, até à nova edição do CNLP, de obras literárias de autores portugueses de referência.
- Grande Final no Estádio da Luz, aberta a todos os interessados, com os prémios previstos inicialmente para os vencedores, bem como os de presença e ajudas de custo, para todos os participantes.
- Indemnização a todos os comentadores do Blogue da Lua à razão de 50 Euros por comentário, pelo tempo despendido.
Publicado por: quimxinfrim em março 31, 2007 02:26 AM
Fiquei com 73 pontos.
Mas fartei-me de aprender, mais uma vez.
É o que interessa.
Publicado por: G.Lobo em março 31, 2007 02:18 AM
Exactamente, Quimxinfrim. Eu já tinha previsto mais esta embrulhada antes de ser publicada a correcção. Já tinha alertado para o facto de a CTC tanto poder considerar (tomando em conta a regra geral) como errada esta expressão, como dizer que não havia erro nenhum. Por isso, foi uma das questões em que ponderei muito, e só pude chegar a uma conclusão: não há erro nenhum, embora já estivesse à espera que a CTC (devido ao fundamentalismo que havia mostrado noutras decisões) pudesse considerar a expressão como errada. Agora, o que me surpreende é que haja pessoas indignadas com o facto de a CTC, neste caso, ter acabado por demonstrar algum bom senso. Considerar como resposta certa apenas 22 erros seria somente mais um atentado fundamentalista à nossa língua. Parece que há por aí muito "especialista" que não conhece as potencialidades de língua tão rica quanto esta.
Publicado por: O Desconfiado em março 31, 2007 01:30 AM
"Para NÃO fitá-LO, deixei cair os olhos" (Machado de Assis, pág. 312 da gramática de referência). Se não fosse possível a ênclise, a frase teria que ser "Para NÃO O fitar, deixei cair os olhos".
"Se soubesse, NÃO continuaria a lê-LO" (Rui Barbosa, pág. 312). Teria então que ser "Se soubesse, NÃO O continuaria a ler".
Para além do advérbio de negação, há outros advérbios e até palavras de outras classes, nomeadamente pronomes interrogativos, que, em princípio, obrigam à próclise do pronome átono (por exemplo, "só" e "que"):
"QUE poderá dizer-NOS aquele rato de biblioteca?" (Aquilino Ribeiro, pág. 315). Teria então que ser "QUE NOS poderá dizer aquele rato de biblioteca?".
"SÓ quero preveni-LO contra as exagerações do Prólogo" (Antero de Quental, pág. 315). Teria que ser "SÓ O quero prevenir contra...".
Há muitos exemplos mais ao longo da gramática. E o mesmo ouvido de um falante culto que identifica como erro "NÃO digas-ME isso" em vez de "NÃO ME digas isso" aceita perfeitamente as frases dos autores supracitados, tal como aceita sem qualquer tipo de dúvidas a expressão "NÃO fosse entornar-SE", até porque, nitidamente, a oração é elíptica ("não fosse [a garrafa] entornar-se"). Não basta ler as regras e depois debitá-las, é preciso interpretá-las e saber quando se aplicam obrigatoriamente ou não.
Estamos, portanto, de acordo. A gramática de referência tem de servir de alguma coisa. E a gramática de referência não encontra problema nenhum na ênclise destas orações.
Para além disso, o que possam dizer os juristas nestes casos pouco importa. A ética profissional está acima desse tipo de regras. E se a CTC tem por função elaborar e corrigir testes, é pela mesma ética que rege os profissionais que têm função semelhante (os professores) que a CTC tem obrigação de se reger.
Se algum erro a CTC cometeu, foi considerar erro "não fosse entornar-se". Nem precisava, portanto, de recorrer à ética.
Publicado por: O Desconfiado em março 31, 2007 01:21 AM
Pois é...mais uma vez a gramática foi mal interpretada, tanto pelo Desconfiado, como pela C"TC", como por muitos outros concorrentes, nos quais eu me incluo!
O que a gramática estipula é que "Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, pode (leia-se bem: PODE!!!...) dar-se a próclise ao VERBO AUXILIAR, quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa!...(pág.314 e 315)
Donde se deduz que nada obriga a que...
Agora o Desconfiado pode (PODE e DEVE)fazer uma reclamação à C"TC"…(isto promete...)
Já estou fora, mas estou-me a divertir bastante!
Ó Desconfiado, não foste tu que levantaste a "lebre" do "entornar-se", após o que, eu fiz um comentário a suscitar o debate?
Publicado por: quimxinfrim em março 31, 2007 01:08 AM
No Ciberdúvidas:
"[Pergunta | Resposta]
«Não se deve esquecer» ou «não deve esquecer-se»?
[Pergunta] Qual das frases está correcta?
Não se deve esquecer ou não deve esquecer-se?
Dúvida surgida numa aula de Italiano. Estávamos a comparar o português com o Italiano.
O meus agradecimentos.
Sandra Pinto :: Estudante de Italiano :: Lisboa, Portugal
[Resposta] A norma diz que nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo, como é o caso em apreço, pode ocorrer a ênclise ao infinitivo, o que permite a construção «não deve esquecer-se».
Diz, ainda, que quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa, como também é o caso, pode dar-se a próclise ao verbo auxiliar, o que legitima a forma «não se deve esquecer».
Resumindo, a consulente «não deve esquecer-se nem se deve esquecer» de que ambas as frases são corre(c)tas.
Cf. Colocação dos pronomes, outra vez
R. G. :: 12/05/2004"
Publicado por: ReklamaReclama em março 31, 2007 12:48 AM
É bem possível que O Desconfiado se esteja a referir a mim. Como tal, tenho apenas dois pontos a apontar-lhe em minha defesa:
1. Se ler a matéria na gramática de referência para as respostas a dar nestes testes (porque não há campeonatos sem referências!), verá que nas orações negativas a próclise é chamada ao verbo AUXILIAR da locução verbal em causa (neste caso, o «fosse»), o qual não constitui, como lhe chama, um "outro qualquer segmento textual". A frase está, assim, errada, como o próprio Solipa reconheceu, quando considerada de um ponto de vista que se referencia na NGPC.
2. Legalmente, os resultados PODEM ser alterados, desde que não tenham afectado explicitamente a passagem a níveis subsequentes; eg, caso se tivessem publicado listas de finalistas e, depois, as mudassem. No caso, isso não aconteceu, porque a adição ou subtracção de pontos não afectou o acesso ao teste seguinte. Pode averiguar da verdade desta proposição com qualquer jurista.
O «fundamentalismo» é necessário para que não ande tudo ao deus-dará. Uma gramática diz uma coisa, outra diz uma coisa diferente, etc. Flutuar-se-ia constantemente na subdeterminação/indeterminação do sistema linguístico. Para isso é necessário reservarmo-nos no «fundamentalismo» de uma só referência, como em qualquer coisa na vida, já que, no limite, encontrar-se-iam respostas justificativas de todas as alíneas, procurando aturadamente em todas as obras gramaticais escritas.
Publicado por: Alexandre Camões em março 31, 2007 12:42 AM
É bem possível que O Desconfiado se esteja a referir a mim. Como tal, tenho apenas dois pontos a apontar-lhe em minha defesa:
1. Se ler a matéria na gramática de referência para as respostas a dar nestes testes (porque não há campeonatos sem referências!), verá que nas orações negativas a próclise é chamada ao verbo AUXILIAR da locução verbal em causa (neste caso, o «fosse»), o qual não constitui, como lhe chama, um "outro qualquer segmento textual". A frase está, assim, errada, como o próprio Solipa reconheceu, quando considerada de um ponto de vista que se referencia na NGPC.
2. Legalmente, os resultados PODEM ser alterados, desde que não tenham afectado explicitamente a passagem a níveis subsequentes; eg, caso se tivessem publicado listas de finalistas e, depois, as mudassem. No caso, isso não aconteceu, porque a adição ou subtracção de pontos não afectou o acesso ao teste seguinte. Pode averiguar da verdade desta proposição com qualquer jurista.
O «fundamentalismo» é necessário para que não ande tudo ao deus-dará. Uma gramática diz uma coisa, outra diz uma coisa diferente, etc. Flutuar-se-ia constantemente na subdeterminação/indeterminação do sistema linguístico. Para isso é necessário reservarmo-nos no «fundamentalismo» de uma só referência, como em qualquer coisa na vida, já que, no limite, encontrar-se-iam respostas justificativas de todas as alíneas, procurando aturadamente em todas as obras gramaticais escritas.
Publicado por: Alexandre Camões em março 31, 2007 12:42 AM
Grande coisa: Quadro das pontuações acumuladas nos 3 testes!... Então e os finalíssimos?
Publicado por: paula em março 31, 2007 12:33 AM
[Pergunta | Resposta]
«Não se deve esquecer» ou «não deve esquecer-se»?
[Pergunta] Qual das frases está correcta?
Não se deve esquecer ou não deve esquecer-se?
Dúvida surgida numa aula de Italiano. Estávamos a comparar o português com o Italiano.
O meus agradecimentos.
Sandra Pinto :: Estudante de Italiano :: Lisboa, Portugal
[Resposta] A norma diz que nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo, como é o caso em apreço, pode ocorrer a ênclise ao infinitivo, o que permite a construção «não deve esquecer-se».
Diz, ainda, que quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa, como também é o caso, pode dar-se a próclise ao verbo auxiliar, o que legitima a forma «não se deve esquecer».
Resumindo, a consulente «não deve esquecer-se nem se deve esquecer» de que ambas as frases são corre(c)tas.
Cf. Colocação dos pronomes, outra vez
R. G. :: 12/05/2004
Publicado por: ReklamaReclama em março 31, 2007 12:32 AM
Já estão publicados outra vez!
Publicado por: quimxinfrim em março 31, 2007 12:28 AM
A garrafa entorna-se - 1 hipótese
A garrafa vai/pode entornar-se - 1 hipótese
A garrafa quase (que) se entornava - 1 hipótese
Se a garrafa se entorna(sse) - 1 hipótese
Para que a garrafa não se entorne - 1 hipótese
Não fora/fosse a garrafa entornar-se ou não se fora/fosse a garrafa entornar - 2 hipóteses (até prova em contrário, que bem busquei e busco, mas não vejo em parte alguma).
Publicado por: paula em março 31, 2007 12:24 AM
Os resultados já estão publicados outra vez!
Publicado por: quimxinfrim em março 31, 2007 12:24 AM
Parece que há aqui alguns "fundamentalistas" da língua bem dignos de figurar na CTC do próximo ano e que ainda fariam "melhor" do que os que lá estão.
Se é um facto que a negação, normalmente, exige a próclise do pronome átono, há casos em que isto não é obrigatório. Um desses casos é no célebre "não fosse entornar-se". Aqui a negação está separada do verbo principal pela forma verbal "fosse". Pode este ser mais um caso das constantes elipses no português ("não fosse [a garrafa] entornar-se"). Ora, para quem não sabe (e parece que muita gente não sabe), quando a negação está separada do verbo principal por um outro qualquer segmento textual é possível manter-se a ênclise do pronome. E já agora, aconselho os concorrentes indignados com a CTC neste ponto a consultarem a gramática de referência, onde há vários exemplos do que digo.
Para além disso, há uma ética a seguir nestes casos, como já o disse, e muito bem, Gaspar Solipa. Pelos vistos, Gaspar Solipa é professor. Como tal, sabe muito bem que quando se considera certa uma pergunta (mesmo que esteja errada), o corrector tem que assumir o seu erro e não defraudar o respondente voltando atrás na sua decisão de considerar a resposta certa. Assim, só tem um caminho: corrigir o erro, subindo a cotação àqueles que tinham respondido bem e cuja boa resposta tinha sido considerada errada e manter a cotação daqueles que, tendo errado, tinham visto a sua resposta validada como boa. Talvez a maioria dos concorrentes não conheça este procedimento ético, mas explico-lho eu, que se está sempre a tempo de aprender.
Este procedimento deve ser utilizado, como expliquei, mesmo que a resposta validada anteriormente esteja errada, sobretudo quando esteve dada publicamente como certa durante quase UMA SEMANA!!! Mas - como também expliquei - nem sequer é o caso em questão porque, repito, não há nada que diga que "não fosse entornar-se" esteja, de facto, errado. E qualquer falante culto da língua (que normalmente pode confiar no ouvido), independentemente das regras que "empinou", poderá constatar que, neste caso, a ênclise até lhe soa muito bem, ao contrário do que aconteceria, por exemplo, na frase " a garrafa não entorna-se" (esta sim, incorrecta, como o ouvido logo identificaria).
Afinal, há concorrentes que acusaram a CTC de "fundamentalista", mas que a batem aos pontos nesta matéria.
Publicado por: O Desconfiado em março 31, 2007 12:14 AM
Duas formas de chegar ao link:
Na linha inferior do browser, ou botão direito e copiar link.
Vão ver que dá
Publicado por: José Pedro Borges em março 31, 2007 12:01 AM
Se houve uma pessoa com 77 pontos e não andou por aqui, parabéns a ela. Sim senhor(a)! :-)
Publicado por: paula em março 30, 2007 11:58 PM
Sim, Quinxinfrim, assim fica resolvido o enigma.
Também me tinham falado na hipótese que o Zé Pedro descreveu, mas pesquisando o sítio do CNLP reparei que não havia qualquer indicação de «prateleiras» com URL diferentes, os quais permitissem deduzir outros correspondentes a páginas por publicar. Isto é, qualquer que seja a página que se abra dentro do sítio do CNLP, o URL é sempre o mesmo (www.linguaportuguesa.aeiou.pt). Isso estava a dar-me voltas à cabeça.
Era bom que publicassem já hoje o nome dos apurados para a Final, bem como os que terão de ir a desempate.
Publicado por: Alexandre Camões em março 30, 2007 11:52 PM
Alexandre,
Qual "esse Detective"? Mas então não se percebeu, logo à primeira, que é um Detective Abençoado? Ai, ai... :-)))
Jinhos.
Publicado por: paula em março 30, 2007 11:51 PM
Durante a tarde esteve na página principal do CNLP um link activo que conduzia ao total da pontuação de cada candidato, após o 3º teste!
Há momentos já não estava!...
Está esclarecido o enigma?
Publicado por: quimxinfrim em março 30, 2007 11:37 PM
Olá Lunáticos, e Camões em especial
É fácil obter as pontuações antecipadamente, e nem é preciso ser profissional das informáticas.
Os quadros já estão elaborados e colocados na "prateleira" para poderem ser vistos por todos; só falta abrir a "janela" que, no nosso caso, é o link colocado na página do campeonato. Se pudermos conhecer o link, independentemente dele ser disponibilizado na página, acedemos à "prateleira".
E como encontramos o link? Neste caso também é fácil.
As tabela de pontuações anteriores, e demais informações estão nessas "prateleiras" e têm os links visíveis. Como as pontuações que ainda faltam estão na prateleira a seguir, é só substituir os caracteres anteriores por aqueles que, logicamente, deverão figurar no link da prateleira ainda não aberta.
Só agora, perante a pergunta, cheguei a esta conclusão, mas creio ter sido possível aceder às respostas oficiais, desde que já estivessem na "prateleira" e prontas para serem mostradas... Quem sabe?
Pela minha parte sou insuspeito, pois, como verificaram, sou dos 22.
E a novela prossegue.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 30, 2007 11:32 PM
Alexandre, não se assiste a nada de estranho neste blogue!
Brincalhões, sempre houve (ainda bem…)!
Trapalhadas da organização do CNLP também! - Ora publicam, ora despublicam, ora corrigem, ora descorrigem e voltam a corrigir.
Logo... tudo normal. Qual é o espanto?
Publicado por: quimxinfrim em março 30, 2007 11:29 PM
Olá Lunáticos, e Camões em especial
É fácil obter as pontuações antecipadamente, e nem é preciso ser profissional das informáticas.
Os quadros já estão elaborados e colocados na "prateleira" para poderem ser vistos por todos; só falta abrir a "janela" que, no nosso caso, é o link colocado na página do campeonato. Se pudermos conhecer o link, independentemente dele ser disponibilizado na página, acedemos à "prateleira".
E como encontramos o link? Neste caso também é fácil.
As tabela de pontuações anteriores, e demais informações estão nessas "prateleiras" e têm os links visíveis. Como as pontuações que ainda faltam estão na prateleira a seguir, é só substituir os caracteres anteriores por aqueles que, logicamente, deverão figurar no link da prateleira ainda não aberta.
Só agora, perante a pergunta, cheguei a esta conclusão, mas creio ter sido possível aceder às respostas oficiais, desde que já estivessem na "prateleira" e prontas para serem mostradas... Quem sabe?
Pela minha parte sou insuspeito, pois, como verificaram, sou dos 22.
E a novela prossegue.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 30, 2007 11:29 PM
Estive a cogitar e não consigo entender como tiveram acesso a esse mapa de pontuações. Não gosto de enveredar pela teoria da conspiração, mas quem tem acesso antecipadamente às listas de pontuações, não pode ter também acesso antecipadamente à resolução dos testes?
Hoje este blogue está a assistir a acontecimentos muito estranhos, parece quase um episódio da twilight zone...
Primeiro, esse tal de Rui Santos (que não é o Rui Henriques, o qual conheço); depois, esse Detective com acesso antecipado às listas...
Para além da CTC, algo mais está podre no reino do CNLP...
Publicado por: Alexandre Camões em março 30, 2007 11:03 PM
De acordo com o link de Stanley,
1 con 77 puntos
24 con 76 pontos
58 con 75 pontos
63 con 74 pontos
67 con 73 pontos
62 con 72 pontos, que é onde estou eu.
MC
Publicado por: MC em março 30, 2007 10:42 PM
Não entendo como tiveram acesso a esse quadro de pontuações, porque na página inicial do CNLP não está aberta nenhuma hiperligação.
Também recebi o e-mail relativo ao número de erros, o que é vergonhoso: não existe coisa como «pode ou não ser erro». Ou é ou não é. No contexto, é. E não tenho nada a ganhar com esta afirmação, porque tenho a resposta errada de qualquer forma; mas vejo, novamente, o erro de alguns concorrentes a ser beneficiado!
Publicado por: Alexandre Camões em março 30, 2007 09:36 PM
Não entendo como tiveram acesso a esse quadro de pontuações, porque na página inicial do CNLP não está aberta nenhuma hiperligação.
Também recebi o e-mail relativo ao número de erros, o que é vergonhoso: não existe coisa como «pode ou não ser erro». Ou é ou não é. No contexto, é. E não tenho nada a ganhar com esta afirmação, porque tenho a resposta errada de qualquer forma; mas vejo, novamente, o erro de alguns concorrentes a ser beneficiado!
Publicado por: Alexandre Camões em março 30, 2007 09:36 PM
Será que o JPB é o único representante dos lunas com hipótese de ir à final? E é uma mulher a mais pontuada!!!!!. Temos que mandar colocar um outdoor todo machão no Marquês....
Publicado por: José em março 30, 2007 09:34 PM
Não esquecendo a ideia do Solipa ou do Camões para se materializar um verdadeiro forum da lingua portuguesa, gostaria que nos organizássemos para elaborar uma verdadeira carta de protesto contra esta organização, a enviar aos mídia (que ortografia horrível). Aqui deixo o meu email para msn: jooooaaaaoooo@hotmail.com
Publicado por: Jsp em março 30, 2007 09:29 PM
Nao tou a perceber nada disto...
Então os rankings com as pontuaçoes nao saiam so amanha??
Ja tentei ir pelo site normal e o ranking nao estava disponivel...como conseguiram arranjar esses link's ??
Já há algum com os apurados para a final??
Respondam por favor!!
Publicado por: Mendz em março 30, 2007 09:16 PM
Kaput. Apesar da boa vontade da CTC, na questão dos 21/22 erros, não consegui ser apurado. Aos lunas que o forem desejo boa sorte. E proponho um voto de louvor à citada comissão, pois sou de opinião que deveriamos parar com a demagogia sobre a CTC. As CTC, como todo o bom concorrente sabe, são rudes, sem preparação, ignorantes, perniciosas nas suas decisões (Ralf E.). Sendo assim, não precisam de louvores mas de instrução! Pelo que retiro o voto!
Publicado por: José em março 30, 2007 09:02 PM
Se não me enganei, no Total com 76 pontos estão 24 concorrentes e com 75 pontos estão 57 concorrentes.
Publicado por: Jsp em março 30, 2007 08:56 PM
Acabo de enviar um mail à CTC a perguntar onde posso encontrar a regra que demonstra claramente que a expressão "não fosse entornar-se" é incorrecta. Depois de a analisar com atenção, decidir-me-ei.
PS - Sabem o que é "analiptografia", sabem, sabem? :-)
Publicado por: paula em março 30, 2007 08:33 PM
Filomena: se a oração determinar um "quem é informado", deverás utilizar o de (ou de que); de contrário não leva.
Ex: informo que amanhã irá chover X informo-te de que amanhã irá chover; a CTC informa que procederá às devidas rectificações dos milhentos erros cometidos X a CTC informa todos os participantes de que (...).
Got it?
:-)
Publicado por: paula em março 30, 2007 08:30 PM
Caríssimos
Ainda a mensagem da Comissão da Organização não estava bem aberta, e já seguia a minha resposta, que reproduzo abaixo.
Há,pelo menos, uma concorrente que assinalou 21 erros e se recusa a ir à final se for seleccionada por via deste ponto atribuído.
Abreijos
Zé Pedro
"À Comissão da Organização
Acabei de receber a vossa mensagem.
Considero escandalosa e iníqua a vossa decisão.
Semelhantemente ao que sucedeu na edição anterior do CNLP, vai essa Comissão possibilitar que acedam à final alguns concorrentes que não teriam o direito de nela participarem, com prejuízo objectivo dos melhores.
Por outro lado, esta decisão contraria, injustificadamente, as anteriores decisões que incidiram sobre reclamações apresentadas e respeitantes, por exemplo, às perguntas 2 e 18 do 2,º Teste, em que, no primeiro caso, aceitaram duas respostas erradas em vez da correcta, e, no segundo, existindo uma segunda hipótese de resposta correcta, não a aceitaram.
Este caso, no entanto, não tem qualquer paralelismo com os anteriores, pois ou o texto tem 22 erros, ou tem 21. Não existe terceira hipótese!
Será que pretendem, as diversas comissões, fazer aceder à final algum ou alguns concorrentes em particular, que doutro modo não estariam presentes?
Lamenta-se profundamente que essa comissões permitam a existência de todas as suspeitas, tal tem sido o comportamento indecoroso, incorrecto, não técnico, não científico, e profundamente lesivo do desportivismo, competência e boa-fé dos concorrentes.
A partir deste momento, não só estaremos disponíveis para prestar todos os esclarecimentos aos meios de comunicação social que os pretendam, mas também os estimularemos, no sentido de dar a maia ampla divulgação aos vossos actos, amplamente documentados.
Como sugestão final, considero que deverão reconsiderar sobre a forma como este campeonato foi organizado, sobre os responsáveis pelas decisões técnico-científicas, desde já me disponibilizando para, abdicando do prazer que encontro nestes passatempos, prestar a minha colaboração, graciosa, no sentido de voltarmos a ter um CNLP sem os incidentes de que fomos vítimas.
Saudações linguísticas
José Pedro Reis Borges
TM: 919 085 508 / 968 578 299
reisborges@zmail.pt
jpreisborges@gmail.com"
Publicado por: Zé Pedro
em março 30, 2007 07:34 PM
Olá Lunáticos
Tendo recebido aquela primorosa mensagem da Comissão da Organização, já lhes respondi como merecem:
"À Comissão da Orgasnização
Acabei de receber a vossa mensagem.
Considero escandalosa e iníqua a vossa decisão.
Semelhantemente ao que sucedeu na edição anterior do CNLP, vai essa Comissão possibilitar que acedam à final alguns concorrentes que não teriam o direito de nela participarem, com prejuízo objectivo dos melhores.
Por outro lado, esta decisão contraria, injustificadamente, as anteriores decisões que incidiram sobre reclamações apresentadas e respeitantes, por exemplo, às perguntas 2 e 18 do 2,º Teste, em que, no primeiro caso, aceitaram duas respostas erradas em vez da correcta, e, no segundo, existindo uma segunda hipótese de resposta correcta, não a aceitaram.
Este caso, no entanto, não tem qualquer paralelismo com os anteriores, pois ou o texto tem 22 erros, ou tem 21. Não existe terceira hipótese!
Será que pretendem, as diversas comissões, fazer aceder à final algum ou alguns concorrentes em particular, que doutro modo não estariam presentes?
Lamenta-se profundamente que essa comissões permitam a existência de todas as suspeitas, tal tem sido o comportamento indecoroso, incorrecto, não técnico, não científico, e profundamente lesivo do desportivismo, competência e boa-fé dos concorrentes.
A partir deste momento, não só estaremos disponíveis para prestar todos os esclarecimentos aos meios de comunicação social que os pretendam, mas também os estimularemos, no sentido de dar a maia ampla divulgação aos vossos actos, amplamente documentados.
Como sugestão final, considero que deverão reconsiderar sobre a forma como este campeonato foi organizado, sobre os responsáveis pelas decisões técnico-científicas, desde já me disponibilizando para, abdicando do prazer que encontro nestes passatempos, prestar a minha colaboração, graciosa, no sentido de voltarmos a ter um CNLP sem os incidentes de que fomos vítimas.
Saudações linguísticas
José Pedro Reis Borges
TM: 919 085 508 / 968 578 299
reisborges@zmail.pt
jpreisborges@gmail.com"
Não aceito mais palhaçadas destas.
Há uma concorrente, amiga, que já afirmou que não vai à final se for seleccionada em função do ponto a mais - ela assinalou 21 erros.
De qualquer modo, vou começar a explorar o terreno para encontrar um bom local para o pasto de dia 28.
Abreijos
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro
em março 30, 2007 07:27 PM
"Caro Participante,
Avaliando da necessidade de equidade para com todos os concorrentes, a Organização esclarece que, a exemplo de outras circunstâncias em que tal foi necessário, toma a decisão de aceitar as respostas de 21 e 22 erros para o segundo texto do terceiro teste.
Pela Comissão da Organização"
Publicado por: SPaCuM em março 30, 2007 07:15 PM
já viram o quadro das pontuações acumuladas do 1°, 2° e 3° teste?
estão aqui:
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=ranking-acm-3-4-6&categoria=3&letra=S
Stanley Ravi Gomes dos Santos........72 Pontos
Publicado por: stanley em março 30, 2007 06:34 PM
já viram o quadro das pontuações acumuladas do 1°, 2° e 3° teste?
estão aqui:
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=ranking-acm-3-4-6&categoria=3&letra=S
Stanley Ravi Gomes dos Santos........72 Pontos
Publicado por: stanley em março 30, 2007 06:33 PM
A resposta 15A está claramente certa... tal como a D. A questão é que a pseudo-CTC só considerou uma correcta. Também fui prejudicado com essa lotaria. E agora!?
Pelo menos já deram o braço a torcer na questão dos erros do 2º texto. Já é um princípio, pena ter acontecido só no último teste.
Publicado por: SPaCuM em março 30, 2007 05:28 PM
Essa questão da 15A também me causou muita confusão e indignação, porque não vejo qualquer razão para estar errada. No email que dirigi à CTC, disse resumidamente o seguinte:
A frase admite duas interpretações, a cada uma delas correspondendo ou o "se não" ou o "senão".
"Ele é distraído, senão parvo" - Para além de ser distraído, ele é parvo.
"Ele é distraído, se não parvo" - Ele é distraído, se é que não se trata mesmo de parvoíce.
Como é passível de ser interpretada de 2 formas, deviam considerá-la correcta. Mas...vozes de burro não chegam ao céu :(
Publicado por: SecretSoul em março 30, 2007 05:09 PM
Voilá: desvelando de novo os segredos escondidos:
Vejam os links seguintes:
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=ranking6&categoria=0&letra=0
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=ranking-acm-3-4-6&categoria=0&letra=0
Publicado por: Detective em março 30, 2007 05:01 PM
Claro que a 15 A também está certa considerando que a frase poderia ser:
Ele é distraído, se não(for)parvo !
Que tal ?
Foi o meu raciocinio ...elipse do verbo ser noutra conjugação ...
Publicado por: pedro monteiro em março 30, 2007 04:30 PM
Outra questão teórica interessante é a levantada pela resposta dada à pergunta 15 do 3º teste!
O que há de errado em "Ele é distraído, se não parvo.", ou, por exemplo, em, “ o prisioneiro estava desconfiado, se não assustado ” ?
Segundo a gramática de CC e LC, existe nessas duas frases uma simples e legítima elipse* (como já foi referido neste blogue) do verbo!
A haver um erro, ainda de acordo com a mesma gramática, seria a falta de uma vírgula indicando a ausência do verbo, mas essa não foi a fundamentação dada pela C”TC”!
*omissão sintáctica ou estilística de uma ou mais palavras num enunciado sem prejudicar a clareza.
(Dicionário da Academia das Ciências)
PS. Ó Zé Pedro, contesta esta, pode ser que a C”TC” dê a opção A também como certa!
Publicado por: quimxinfrim em março 30, 2007 04:23 PM
Rui Santos :
A resposta correcta é, seguramente, a C !
Boa sorte
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em março 30, 2007 04:23 PM
(Já cá estão o dobro dos comentários do ano passado)
Publicado por: Ana
em março 30, 2007 04:21 PM
Pode ser que ainda não tenha sido enviado nenhum teste de desempate, mas eu é que não resisto a um bom problema teórico!...
Publicado por: quimxinfrim em março 30, 2007 03:52 PM
O verbi informar é sempre regido da proposição de?
Publicado por: Filomena Tavares em março 30, 2007 03:28 PM
Pois é ... não pode ser. Ora vejam:
31-03-2007 | Publicação do quadro das pontuações acumuladas do 1.º, 2.º e 3.º teste de qualificação neste sitio web
Apuramento e convocatória dos finalistas para a Grande Final. Se necessário ao desempate, envio de testes suplementares directamente aos concorrentes implicados.
Isto foi tirado do site oficial do CNLP, por isso as provas de desempate seram enviadas amanhã aos concorrentes envolvidos.
O que mais pode ter acontecido, o que dúvido seriamente, é que eles se tenham enganado e ter enviado um teste para este nosso amigo.
Publicado por: Diogo Santos em março 30, 2007 02:35 PM
Boa tarde
Sou concorrente ao CNLP da categoria dos 15-18 e também acho que não vou à final! Errei duas perguntas no primeiro e outras duas no segundo, e neste último felizmente tive tudo certo! (47 pontos, no total de 51)
A preocupação deles em esclarecer a correcção do 2.ºtexto é tal que até para mim me enviaram o e-mail a respeito da alteração!
Se alterassem era também as outras, como a da tecelã, a do poalho, a do merecerem castigo...e todas aquelas que voçes reclamam, quanto a mim, pelo que tenho visto com razão, isso sim era bom sinal!
*
Publicado por: catarina em março 30, 2007 02:33 PM
Olá de novo!
Só agora reparei que há apenas 1 concorrente com pontuação máxima (1.º e 2.º teste) na categoria dos 15-18 anos! Tinha a ligeira sensação que até há pouco tempo atrás havia mais!:S
Informação adicional:
-> há apenas um concorrente de nome Rui Santos na categoria menores de 15 anos, e tem apenas 4pontos num máximo de 16 (1º e 2.ºteste).
-> na categoria 15-18, só há um Rui Santos e tem apenas 6 pontos num máximo de 30(1.º e 2.º teste.
-> na de maiores de 18 há dois Rui Santos, um com 21 e outro com 37 pontos, num máximo de 46 pontos (1.º e 2º teste).
Não me parece que nenhum destes concorrentes fosse apurado para a segunda fase de selecção! Não concordam que isto cheira mal?!
Adeus!*
[]*
Publicado por: margarida em março 30, 2007 02:24 PM
tp no quuadro de pontuações só exixte lá um RUI HENRIQUES com 44 pontos. Que estranho. E os testes de desempate segundo sei é só para a semana. Acho melhor telefonar para lá. Ou não.llooll
Publicado por: Diogo Santos em março 30, 2007 02:24 PM
Olá!*
Essa do teste de desempate não me convenceu...apesar de toda as incongruências da nossa CTC, eles publicaram no site oficial a indicação da segunda fase de selecção no dia 27, como é que é possível então que no dia 30 o prazo acabasse!:S
[ ] *
Publicado por: margarida em março 30, 2007 02:08 PM
Sem querer lançar a confusão, longe disso (eh,eh,eh,eh…),mais umas dúvidas metódicas para se entreterem, e, eventualmente, para partilharem com a C“TC”:
- As nossas naus partiram muito bem equipadas para a Índia! “Haviam (tinham ?) muitos marinheiros, homens simples de muita lida.”
- “Os primos, que eram do mesmo sangue do patrão, que se houvessem com eles.” -
Não faltará aqui um “do”? – “Os primos, que eram do mesmo sangue do do patrão, que se houvessem com eles.”
Seguindo-os (vos) atentamente,
Quimxinfrim
Publicado por: quimxinfrim em março 30, 2007 01:47 PM
Também acho, deve ser para criar ainda mais confusão. Nem os das escolas receberam conforme está no site, receberão para a semana via correio electrónico.
Publicado por: Maria em março 30, 2007 01:25 PM
Rui Santos
Identifique-se.
Em que escalão e modalidade está a concorrer?
Publicado por: Zé Pedro
em março 30, 2007 01:25 PM
Olá Lunáticos
Aquele Rui Santos deve ser do "Especial Escolas"; esses receberam um segundo teste via postal.
Quanto às diatribes da ctc, a Focus vai publicar uma peça e 24 Horas, Correio da Manhã e TVI estão a considerar tratar do assunto.
Abreijos
Zé Pedro
Publicado por: Zé Pedro
em março 30, 2007 01:19 PM
Isto do teste de repetição só pode ser bluff...não pode ser....mais que um concurso isto é um circo.
Publicado por: MC em março 30, 2007 01:15 PM
Os Rui Santos que estão na Classificação estão
todos com menos de 37 pontos.
A não ser que seja menor de 18 anos e some os 44
já com o 3ºteste.
Publicado por: G.Lobo em março 30, 2007 12:37 PM
João, já somos dois. :)
Ainda para mais quando essa pergunta (sem tirar nem pôr) já foi respondida noutra ocasião...
E acho estranho ser o único que recebeu o teste de desempate neste fórum. Ainda mais estranho o facto do prazo acabar hoje...
Publicado por: SecretSoul em março 30, 2007 12:35 PM
Se há um concorrente que, potencialmente, vai à final e não consegue responder a essa pergunta à primeira, até fico a sentir que também tinha legitimidade para ir. :)
Publicado por: João em março 30, 2007 12:27 PM
Resposta à CTC:
Bom dia.
Esta é apenas mais uma gota de água no mar de asneiras que aqui têm sido defendidas.
Mais uma vez se prova, que a CTC não domina com segurança as correcções dos testes.
É pena que não se tenha retractado nas outras 6 das 8 situações em que errou.
Com 8 erros ninguém vai à Grande Final.
1ª " Migalhas é pão"
2ª " eles tinham que falar com o Ministro"
3ª " eu a trabalhar, tu a preguiçar"- Como gerúndio está correcta .Está na Gramática.
4ª " tecelã"
5ª "..não merecerem castigo" - não é erro 6ª "..morreu de insurreição"
( 7ª Zângão e 8ª esta )
Já deixei de protestar as correcções, porque não lhes reconheço competência para corrigirem os meus testes.
Limito-me a fazê-los.
Obrigado.
Assunto: Alteração na correcção do 3.º teste - 2.º texto
Caro Participante,
Têm razão os concorrentes que alertaram para a existência de 1 erro não assinalado no 2.º texto do 3.º Teste.
Por coerência com o que foi marcado em texto no teste anterior, deve-se registar como erro "não fosse entornar-se", pois devia estar "não se fosse entornar", assumindo a próclise do pronome.
O total de erros deve ser 22, e assim será o teste classificado.
Melhores Cumprimentos
Pela Comissão Técnico-Científica
Publicado por: G.Lobo em março 30, 2007 12:26 PM
44 pontos mais os 30 do 3º teste?
Publicado por: G.Lobo em março 30, 2007 12:20 PM
Rui Santos,
E quantas perguntas falhaste no 3.º teste?
Publicado por: alexandre camões em março 30, 2007 12:19 PM
Caro Participante,
Têm razão os concorrentes que alertaram para a existência de 1 erro não assinalado no 2.º texto do 3.º Teste.
Por coerência com o que foi marcado em texto no teste anterior, deve-se registar como erro "não fosse entornar-se", pois devia estar "não se fosse entornar", assumindo a próclise do pronome.
O total de erros deve ser 22, e assim será o teste classificado.
Melhores Cumprimentos
Pela Comissão Técnico-Científica
Publicado por: Alexandre Camões em março 30, 2007 12:16 PM
Rui Santos, quantos erros tinhas no total?
Publicado por: SecretSoul em março 30, 2007 12:11 PM
Sem ver, a correcta parece-me ser a c).
Publicado por: G.Lobo em março 30, 2007 12:11 PM
Tinha 44 pontos
Ajudem-me! O prazo acaba hoje às 18h
Publicado por: Rui Santos em março 30, 2007 12:07 PM
Rui Santos,
Teste de desempate? Tinhas quantos erros?
Publicado por: alexandre camões em março 30, 2007 11:59 AM
Para quem não sabe a pergunta:
Indique qual a frase correcta:
a) Haviam simples marinheiros, homens duros de muita lida.
b) Devem haver muitas diferenças entre nós
c) Os primos, que eram do mesmo sangue do patrão, que se houvessem com eles.
d) Houveram muitas casas para vender.
Publicado por: Rui Santos em março 30, 2007 11:39 AM
Ola
Descobri este fórum agora...e como tal vou aproveitá-lo...
Alguém sabe a resposta à pergunta 23 do teste de desempate? Já tenho o teste todo resolvido, mas não consigo atinar com esta pergunta.
Ajudem-me, o prazo está mesmo a acabar
Publicado por: Rui Santos em março 30, 2007 11:33 AM
Estava a ver que não...
Finalmente um teste todo certo.
Deve-lhes dar mais jeito assim.
Vou tentar organizar uma Comissão de Apoio à "CTC", só para o 3º teste.
Para os outros 2 testes anteriores já temos Comissões de Protestos que cheguem.
Basicamente, usando o mesmo critério que eles usam.
O do " ao calhas desde que dê jeito".
Publicado por: G.Lobo em março 30, 2007 02:17 AM
É realmente inqualificável o modus operandi desta CTC, mas lá que há 22 erros há!
Parece que ao menos uma vez vão dar a mão à palmatória. Já não era sem tempo!
Agora resta aguardar pela justificação deles... se a houver!
Publicado por: SPaCuM em março 30, 2007 12:13 AM
Na minha vida de professor estive envolvido num grande imbróglio. Numa época em que era o próprio júri do exame a desfazer o anonimato, pus os cantos por ordem e outro membro do júri pôs as provas. Eu dizia em voz alta os números convencionais e o meu colega agrafava os cantos. Várias vezes vi-o verificar. Confesso que nunca verifiquei pessoalmente. Depois fizemos a pauta. A escola publicou os resultados. Passados alguns dias choveram as reclamações. Verificou-se que os cantos agrafados às provas não tinham os mesmos números convencionais. O primeiro canto fora agrafado ao último teste, como eram em número par, nenhum coincidia. A aluna que teve 12 tinha 2 na pauta, trocada exactamente com a classificação mais baixa. Havia uns 8 e uns 5 que estavam certos, isto é, tinham sido trocados com as mesmas classificações de outros alunos. Imaginem a bronca. O pior é que já não era possível defraudar os alunos que erradamente tinham tido positiva! Já havia passado o prazo estipulado para qualquer alteração que pudesse prejudicar as legítimas expectativas desses alunos. A "pauta" do CNLP não esteve publicada durante tempo suficiente para não ter volta?
Publicado por: Gaspar Solipa em março 30, 2007 12:08 AM
Embora tenha razões de queixa (poalho, tecelã), tenho evitado entrar nestes ataques à CTC que não me parece que conduzam a algum lado. Mas, com mais esta, começa a deixar de haver palavras para qualificar o campeonato e a respesctiva comissão. Tudo isto devia ser denunciado na comunicação social, o que não deve ser fácil, pois da CTC fazem parte mais do que um jornalista.
Eu sei é que se não se acautelam ainda "morrem de alguma insurreição". Onde é que eu já li isto?
Publicado por: Maria Manuel em março 30, 2007 12:06 AM
Pois sim, Gaspar... Foi um belo exemplo de infinitivo definitivo! :-)))
Publicado por: paula em março 29, 2007 11:54 PM
Alteram para 22 e não dão qualquer justificação, nem listam quais os erros encontrados. Devem estar ainda a decidir qual há-de ser o 22º, tipo: - "deve haver mais um, já que alguns reclamaram, mas agora qual é que havemos de ecolher? Vamos a votos ou sorteamos?".
É demais... demais! Uma vergonha, coisinha constrangedora, mesmo. Um exemplo do mais negativo que poderia haver, uma manifestação de incompetência chapada, uma falta de respeito intolerável... Enfim... eu devo ser uma péssima candidata para um concurso de Português porque, admito, faltam-me as palavras!
Perdão pelo desabafo.
Publicado por: paula em março 29, 2007 11:52 PM
Neste campeonato, com esta CTC, ficamos todos a saber menos português
Publicado por: Gaspar Solipa em março 29, 2007 11:51 PM
Só quando li a minha colocação com o e-mail que enviei à CTC é que reparei como tinha escrito os infinitivos: Os professores não têm esses procedimentos: alteRAR correcções depois de publicaREM resultados.
Pode ser que aproveitem a frase para os questionários, com alternativas tais como: alterarem depois de publicarem/alterar depois de publicar/alterarem depois de publicar/alterar depois de publicarem.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 29, 2007 11:47 PM
Cara (?) CTC
Os professores não têm esses procedimentos: alterar correcções depois de publicarem resultados; escolhas múltiplas com mais do que uma alternativa certa.
Adeus (definitivo).
Publicado por: Gaspar Solipa em março 29, 2007 11:37 PM
Pertinente, muito pertinente mesmo a observação de Diogo Santos. Ainda não tinha visto mais esta pouca-vergonha. Como se não bastasse o (a)normal CNLP, o Especial Escolas veio agravar ainda mais a discriminação feita às pessoas mais velhas. Nem um único aluno do Ensino Secundário na final!!! É vergonhoso. Que pretenderá esta CTC provar?
Deve ser a isto que os hipócritas modernos do politicamente correcto chamam "discriminação positiva", e que não é mais do que o perpetuar da velha discriminação que dizem perseguir, em nome da igualdade de oportunidades. Ainda me chamarão preconceituoso a mim, por achar que vão demasiadas crianças à final. Mas desde que os discriminados sejam aqueles que a sociedade considera mais "fortes" (neste caso os adultos), já não há problema nenhum e até se recomenda.
A organização do CNLP devia ter vergonha na cara, admitir a sua "pedopreferência" e fechar definitivamente o campeonato aos adultos.
Publicado por: O Desconfiado em março 29, 2007 11:24 PM
Mas não há uma M***nha de pergunta para a qual a M***nha da CTC tenha uma resposta segura antes de distribuir a M***nha dos testes e de receber as reclamações dos candidatos? Irra, pá!!! :-(
Publicado por: paula em março 29, 2007 11:23 PM
Olá Lunáticos
Já viram a correcção do 3.º teste?
22 erros!!!!!!!!!!!!
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 29, 2007 11:12 PM
Olá
Por acaso alguém já reparou que o nº de erros do 2º texto foi alterado de 21 para 22?
Publicado por: Maria em março 29, 2007 11:04 PM
Estou a ver que o vosso sentido de humor é nulo. Os erros ortográficos foram intencionais. E depois os outros é que são puristas, isto e aquilo. Seria muito mais simpático da vossa parte perguntar: "Só podes estar a brincar?" Pergunto-me se a observação sarcástica terá sido provocada por dor de cotovelo...Depois pode-se sempre dizer que quando não se tem algo de inteligente para dizer... Olha, vozes de burro não chegam ao céu!!!
Publicado por: Magniflora em março 29, 2007 04:41 PM
oLá..
Estive a investigar o site oficial do campeonato e vi lá o ESPECIAL ESCOLAS... fiquei surpreendido em que nenhum aluno do secundário poderá ir à final porque nenhum acertou nas perguntas todas que por sinal eram um pouco puxaditas. Acho muito mal pois todos deveriam ter o mesmo tratamento e , tendo mais perguntas os alunos do secundário, deveriam ter mais em consideração por eles. Agora vão fazer provas suplementares àqueles que estão no quadro de honra, sendo que não irá definitivamente nenhum aluno do secundário à final. Espero que para o ano este campeonato não seja mais uma farsa.
Adeus
Publicado por: Diogo Santos em março 29, 2007 02:45 PM
Aparentemente, o mais justo seria seleccionarem os melhores 70 de cada categoria etária.
Também podem contar comigo para os testes de selecção que vierem aí.
Publicado por: alexandre camões em março 29, 2007 01:35 PM
Olá!*
"Cumpridos os três testes iniciais previstos no regulamento, o Campeonato Nacional da Língua Portuguesa entra na segunda fase de selecção, desencadeada pela necessidade que há em limitar a cerca de 200 os concorrentes presentes na Grande Final de 28 de Abril.
A partir de agora, o processo de selecção e desempate far-se-à através de um teste - ou de mais, no número que for necessário - que será enviado directamente aos concorrentes envolvidos. Desejamos a todos eles muito êxito! "
»»site oficial do CNLP
Agora é esperar para ver se fomos ou não apurados para esta segunda fase de selecção!
(Peço desculpa pela enorme ausência de notícias, mas não tenho deixado de acompanhar os vossos comentários! xD )
Boa sorte! *
Publicado por: margarida em março 29, 2007 01:20 PM
"Por respeito aos concorrentes do estrangeiro, o Campeonato já não devia chamar-se "Nacional". Ler mais.." (página oficial)
Publicado por: Tereza em março 29, 2007 01:10 PM
Gostei muito, Sr. Solipa.
Publicado por: Tereza em março 29, 2007 12:57 PM
http://ogajo.wordpress.com/2006/06/12/vocesices/
O vocábulo [você] tem a sua origem por volta séculos XVI, XVII, época em que a língua portuguesa se consolidou e tomou as formas que tem hoje (especialmente ao nível da fonética e do léxico), como abreviação da forma [vossa mercê], usada no tratamento à nobreza, clero e demais alimárias que mandam (ou pelo menos tentam) no pessoal.
Ora, esta forma de tratamento quando cristaliza, ou seja, quando se institucionaliza, começa a sofrer os efeitos de erosão que resultam do princípio da economia linguística, formulado, salvo erro, por Jakobson. Que quer isto dizer no caso do [vossa mercê]? As pessoas ao usarem a língua, como em qualquer outra coisa, tendem a ir sempre pelo caminho que pensam ser o mais fácil e o mais curto e, quando essas mesmas pessoas não sabem escrever nem ler, o discernimento da composição sintáctica e morfológica de uma expressão já cristalizada pode ser difícil. Assim aconteceu o [vossa mercê] veio dar em [vocemecê] (que ainda conta com alguma frequência de utilização por idosos em zonas rurais de Portugal), em [vosmecê] (expressão ainda utilizada com alguma frequência nas zonas rurais do Brasil) e finalmente em [você]. A utilização da expressão [você], neste momento, é generalizada na língua portuguesa, ainda que a diferntes níveis:
1) em Portugal:
a) usada como forma de tratamento da segunda pessoa do singular, em substituição do pronome [tu] e respectiva conjugação verbal, em relação a desconhecidos, pessoas mais velhas e superiores hierárquicos (seja lá isso o que for), se bem que as elites institucionalizaram que o uso da expressão [você] deve ser evitado por deselegância (!!!), preferindo o uso simples da forma verbal na terceira pessoa, ou o uso da forma [senhor];
b) o seu plural [vocês] usada como forma de tratamento da segunda pessoa do plural, em substituição do pronome [vós] e respectiva conjugação verbal, especialmente a sul do Mondego.
c) usada por algumas elites portuguesas como forma de tratamento da segunda pessoa do singular, em substituição do pronome [tu] e respectiva conjugação verbal, em relação a familiares e amigos, reservando o tratamento com a forma [tu] e respectiva conjugação verbal para o tratamento de pessoas, supostamente inferiores hierarquicamente (o inverso da alínea a) - agora também está na moda as elites comerem migas com carapaus e as não-elites comerem costeleta de novilho engordada com hormonas (antes era ao contrário)).
2) Brasil: quer o seu singular [você], quer o seu plural [vocês] são usados como forma de tratamento da segunda pessoa, quer singular, quer plural, de modo geral. É generalizada a abreviação estas expressões, na oralidade para /cê/ e /cês/. As formas [tu] e [vós] é muito pouco usada e, mesmo assim, conjugada com a terceira pessoa (ex: tu vai); excepção: as representações de peças, séries e filmes históricos ou que se baseiam em textos clássicos da língua portuguesa (também os há com origem no Brasil).
Nota 1): a língua portuguesa sofreu, no Brasil, uma simplificação que passou pela redução do número de pessoas verbais: das seis (1) do português europeu antigo e moderno a norte do Mondego passaram a quatro (2) (assim como no português europeu a sul do Mondego passaram a cinco (3), situação que é análoga com a que se passou com o inglês: o [thou] (tu) de Shakespeare foi completamente substituído por [you] (vós/tu) e denota a tal economia linguística de que falei há pouco.
(1) eu sou, tu és, ele/ela é, nós somos, vós sois, eles/elas são.
(2) eu sou, você é, ele/ela é, nós somos, vocês são, eles/elas são.
(3) eu sou, tu és, ele/ela é, nós somos, vocês são, eles/elas são.
Nota 2): Os emigrantes e estudantes brasileiros em Portugal tem alguma dificuldade em conjugar os pronomes [tu] e [vós] com a segunda pessoa verbal.
3) África: usada como forma de tratamento da segunda pessoa do singular, em substituição do pronome [tu] e respectiva conjugação verbal de um modo mais ou menos generalizado, isto apesar de os falantes de português destes países não terem, normalmente, qualquer dificuldade em conjugar o pronome [tu] com a segunda pessoa verbal. No plural o uso da forma [vocês] é generalizado.
Uma nota pessoal: quando vim da Alemanha com 5 anos, os meus pais ensinaram-me que deveria tratar os mais velhos por [você], uma vez que não gostavam de “passar vergonha”; obrigaram-ne mesmo a que passasse a tratá-los por [você] para que me habituasse.
Uma nota política: no pós-25 de Abril houve uma prática social que consistia no tratamento por [tu] a quem quer que fosse, seguindo o espírito igualitário das várias doutrinas socialistas que dominavam a opinião na altura.
Duas notas políticas, sociais e etimológicas e semânticas: dada a origem das expressões [vossa mercê/você] e [senior/senhor], a primeira com sentido subalternizante directo (estou à vossa mercê, senhor), a segunda que em latim significava “o mais velho”, evoluiu semânticamente para terratenente (proprietário de terras) em português arcaico (conde de Alfarrobeira e senhor de todalas terras do seu termo (podem ler-se muitos documentos redigidos de uma forma semelhante a esta na Torre do Tombo)), evoluindo para português actual com o sentido de pessoa desconhecida.
Como acredito na igualdade de todos os homens, parece-me redutor e subalternizante colocar-me “à mercê” de alguém, ou tratar alguém como se fosse o proprietário da terra onde vivo, ou mesmo proprietário da minha “alma”, como se diria na Idade Média (contudo como falante do português de Portugal do século XXI, utilizo as convenções impostas pela sociedade portuguesa, não lhes atribuindo as cargas etimológico-semânticas que influenciam o seu sentido).
Nota universal: o galego-português, dada a sua importância como língua universal, falada como idioma oficial em 8 países e 2 territórios em 5 continentes, é um factor de união entre povos e culturas. Como há outro princípio linguístico que revela que a língua é fluida e dinâmica, e não estática, deve ser promovido o intercâmbio entre os falantes da mesma língua, para que as variedades faladas em cada território não se afastem demasiado das outras, criando assim novas línguas (o que acabará por acontecer mais cedo ou mais tarde (digo eu, em pleno exercício de futurologia, por analogia com o latim).
Publicado por: Gaspar Solipa em março 29, 2007 09:54 AM
Leram a notícia do Expresso 24 de Março, publicada no site do CNLP?
"(...)O incremento das novas tecnologias vem facilitar a troca de impressões e, se às vezes dificulta a resposta imediata a dúvidas, pontos de vista e reclamações que nos chegam por Internet, por outro lado, faz aumentar o número de concorrentes. E até tem fomentado o nascimento de blogues dedicados em exclusivo ao CNLP, onde se trocam opiniões e formam tertúlias que até marcam almoços colectivos! Quanto ao nosso sítio oficial na Net, até aos primeiros dias de Março tinha recebido 68.492 visitas únicas, isto é, sem contar com as entradas repetidas de quem lá vai múltiplas vezes. Não se pense que esses visitantes se ficam pelo portal: foram vistas 554.583 "páginas", por causa do interesse de internautas situados na Alemanha, Brasil, França, Suíça, Canadá, Espanha, Bélgica, Moçambique, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Angola, Estados Unidos... (...)"
Também faço parte do grupo que aguarda ansiosamente a madrugada de sábado... -4 pontos, que já foram -3 (que incluem "tecelã", "migalhas é pão", entre outras invenções da CTC).
Boa sorte a todos!
Publicado por: Helena em março 29, 2007 02:01 AM
Diogo Santos. Eu também já tinha colocado aqui esse contributo do Ciberdúvidas que nos ajuda na questão da Tecelã (aliás, que nos responde). Mas enfim... Eles querem ganhar aos concorrentes, que ganhem. É como no futebol, quando o árbitro faz de terceira equipa. É o que temos!
Publicado por: paula em março 28, 2007 07:35 PM
Para quem úvida de mim, aqui deixo a correcção do 2º texto do 2º teste de 2006.Onde podem ver os erros considerados.Também devo ter as outras mas para já não encontrei.
TEXTO B (concorrentes maiores de 18 anos)
Quantos erros existem no seguinte texto?
À meia hora que todos se acotovelavam para entrar na sala onde decorria a recessão. Quando o homem mais alto começou a arengar, os outros calaram-se e escutaram-no com atenção:
– Obrigado por terem vindo! Perante o cenismo que infelizmente graça na nossa sociedade neo-liberal, continuaremos a ser um grupo coeso, uma orquestra afinada onde não há lugar para sulistas! Embora os nossos trabalhos prossigam de vento em poupa, temos de nos apreçar, já que o futuro nos trás novos desafios. Não creiamos que tudo está ao nosso alcance! É necessário agir com bom senso e encontrar um meio termo capaz de combater quaisquer ideias pré-concebidas. Por isso, anuncio-vos que está eminente a apresentação da minha proposta, na qual advogo a criação de uma Alta-Autoridade para fiscalizar a actual Entidade Reguladora deste sector!
O texto tem 13 / 14 erros.
Publicado por: maria em março 28, 2007 06:14 PM
Pois, caro Alexandre, no dia 5 de Março o Ciberdúvidas (lembro que este sítio da internet é propriedade da Sociedade de Língua Portuguesa, facto que considero relevante para a questão que nos ocupa), confirmou-me que a formação "tecelã" está correcta. Tenho gravado o mail que me foi remetido e que tenciono enviar à douta comissão (correio c/ AR, certamente) em suporte de papel, acompanhado de fotocópia que irei extrair do Dicionário da Texto Editores, onde consta igualmente o dito substantivo feminino. Continuo a aguardar que a comissão me confirme se o facto de os substantivos femininos "cidadã", "cirurgiã" e outros similares não constarem no Grande Dicionário da Língua Portuguesa nos faz supor que tais vocábulos não existem na nossa criativa língua.
Publicado por: Molly em março 28, 2007 04:53 PM
Olá lunáticos !
Alguém já recebeu o 4º teste ?
Qual a pontuação minima para o receber ?
Eu estou pronto para dar TODA a ajuda possivel aos candidatos .....
Abraços
Pedro Monteiro
Publicado por: pedro monteiro em março 28, 2007 04:18 PM
Diogo Santos,
Sobre a questão da tecelã, enviei uma pergunta para o Ciberdúvidas perguntando se estava ou não correcta a resposta tecelã, ao que me indicaram que «não respondiam por poder interferir com iniciativas que estavam a decorrer».
Ora, se a resposta que me dessem «pode interferir com iniciativas que estão a decorrer», então é porque seria contraditória com a assinalada na correcção da CTC.
Mas esta última, como não têm gotícula de honestidade intelectual nem vergonha na tromba da sua incompetência dura, mantêm a resposta ERRADA, beneficiando quem dá respostas erradas e sinergizando a ignorância da língua.
Publicado por: alexandre camões em março 28, 2007 03:37 PM
Lembro-me de que admitiam mais de uma resposta em vários textos, mas que o número que eu escrevi naqueles quadradinhos não era nenhum dos que eles aceitavam. Por exemplo, aceitavam para o 1.º texto do 1.º teste de todos qualquer coisa como 15 ou 17 ou 19 erros, e eu tinha escolhido 16 (não sei se estes são os valores exactos, mas estão nesta ordem de grandeza). De forma que, na altura, apenas pude concluir que tinha errado. Ainda assim, chegou-me o 2.º teste onde também falhei o n.º de erros do 2.º texto, assinalando uma resposta que não era uma das que eles aceitavam. Ainda assim, recebi o 3.º teste.
Não me lembro de nada no regulamento que dissesse que não se podia falhar qualquer pergunta, porque, se assim fosse, corria-se o risco de ninguém ir à final...
Vá!, pensamento positivo! =D
Publicado por: Alexandre Camões em março 28, 2007 03:16 PM
Incrível estes dados da "Língua Brasileira", mas que não é debatido nas Universidades.
Rídículo.
Questiono também em relação aos acordos linguísticos etc .
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:27 PM
Incrível estes dados da "Língua Brasileira", mas que não é debatido nas Universidades.
Rídículo.
Questiono também em relação aos acordos linguísticos etc .
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:25 PM
Melindrar
verbo transitivo
1. ofender; magoar; ferir; susceptibilizar; tornar melindroso;
2. escandalizar;
3. regionalismo obsequiar;
verbo reflexo
1. sentir-se ofendido;
2. amuar;
(De melindre+-ar)
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:15 PM
É, pode sugerir uma intimidade não existente, ou a falta do entendimento de uma hierarquia necessária.
Cômico seria aqui, além do Bom-dia,falar: "Abram os vossos livros na página X."
(muito "chic"!!risos)Vou verificar este processo depois conto. Todos vão me encarar com um ar interrogativo.
Abrasileirando, isto vai dar "panos para as mangas"!!!
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 01:57 PM
O uso do "você" em Portugal é muito ingrato. Ultimamente tem sido inclusive difícil convencer os nossos alunos de que devem ter cuidado com o emprego do "você". Chega a haver até conflitos entre alunos que insistem em tratar as suas professoras por "você" e não compreendem quando essa forma de tratamento é rejeitada. Será que a língua já adoptou o você e nós professores ainda não sabemos? O caso é que se existe diferença entre o "você" implícito e o "você" explícito, o primeiro está no âmbito do "dobrar" a língua quando se fala com alguém tido por nosso superior. Assim, sempre tratei os meus alunos por "você" implícito, mas no plural nunca tive pruridos em empregar o "vocês" explícito. Nos testes escritos, ao contrário de quase todos os meus colegas, usei sempre o "tu". Justifico com a necessidade de desfazer ambiguidades possíveis na 3ª pessoa e com o facto de, na realidade, não me estar a dirigir a ninguém, senão a um aluno abstracto. Aluno abstracto trato por tu, aluno concreto até já tratei por "senhor", o que me trouxe rejeicões sobretudo no 7º Unificado... Ora, estas questões de emprego alocutivo , de interpelação do nosso interlocutor, no português de Portugal são muito complicadas. Sinto falta dum pronome de forma plena como o "você". Este recurso a formas delocutivas para disfarçar interpelações que podem eventualmente ser mal recebidas, o hábito de tornar o "você" implícito é gerador de ambiguidades. Por exemplo, a frase "Quando vierem novamente cá a casa, mostrar-lhes-ei a minha estufa de plantas exóticas” pode ser compreendida como "Quando (eles) vierem novamente cá a casa, mostrar-lhes-ei ( a eles) a minha estufa de plantas exóticas" como pode ser compreendida como "Quando (vocês) vierem novamente cá a casa, mostrar-lhes-ei (a vocês) a minha estufa de plantas exóticas". A frase numa compreensão delocutiva confunde-se com a mesma frase numa interpretação alocutiva. Os próprios interpelados podem ficar hesitantes quanto à interpretação da frase. Por isso, vejo muitos falantes usarem um sistema híbrido: "Quando (vocês) vierem novamente cá a casa, mostrar-vos-ei ( a vocês) a minha estufa de plantas exóticas". Também , ao falar com os alunos não digo :"Abram os seus livros na página X", mas sim "Abram os vossos livros na página X".
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 12:34 PM
Dar à casca, no dicionário é encavacar; melindrar-se. Encontrei o emprego da expressão com o sentido de "morrer" e de "conversar". Só depois da correcção publicada apareceu
um texto em que o sentido era melindrar-se : "Agora vir o Prof. Freitas do Amaral dar à "casca" com o episódio é quase tão lamentável como o sucedido".
Dicionário e empregos concretos de costas voltadas.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 11:52 AM
TEREZA
Isto foi o que encontrei acerca dessa expressão, espero que sirva de alguma coisa:
casca
substantivo feminino
1. BOTÂNICA conjunto das camadas periféricas do revestimento de caules, frutos, tubérculos, bolbos, sementes, etc.;
2. BOTÂNICA toda a parte constituinte de uma raiz ou de um caule situada entre a epiderme e o cilindro-central;
3. ZOOLOGIA invólucro calcário de ovos de animais, como os das aves;
4. revestimento externo; invólucro;
5. ICTIOLOGIA Þ bergela
6. figurado aparência; exterioridade;
7. figurado bêbedo;
dar a casca: agastar-se; afinar;
morrer na casca malograr-se; fracassar;
http://www.infopedia.pt/E2.jsp?t=2
Publicado por: Diogo Santos em março 28, 2007 11:36 AM
Ainda sobre a questão do FEMININO DE TECELÃO. Fui pesquisar ao ciberdúvidas, site em que as respostas são dadas por especialistas em portugues "europeu" lloooll:
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=10093
[Pergunta] Existe o feminino de "escanção"?
[Resposta] Nunca vi e não encontrei, nos livros consultados, o feminino de escanção. E compreende-se, porque tal profissão era desempenhada, geralmente, por homens. Mas podemos formar o feminino escançã, à semelhança de anã, anciã, catalã, castelã, cirurgiã, escrivã, TECELÃ e outros.
Os masculinos em -ão têm o feminino em -ã, em -oa e em -ona. Não soa bem escançoa nem escançona.
Sei que já é tarde para se corrigir, mas não é tarde para se saber o verdadeiro feminino de tecelão.
Boa tarde a todos.
Publicado por: Diogo Santos em março 28, 2007 11:30 AM
Mas a propósito o que é "dar a casca?"
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 10:33 AM
Olá, bom dia,
não , não sou a favor do "Língua Brasileira", jamais.
Porém acredito que muitos possam não ter a experiência de afinar os ouvidos quanto às normas que são explicadas muito bem na sua mensagem.
Pensando bem, ultrapassa a questões gramaticais.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 10:30 AM
Aviso desde já que a minha técnica de pôr as palavras e expressões num motor de busca e ver o sentido do seu emprego efectivo em blogues e "sites" tem dado sempre "bota". A CTC só gosta das obras de referência.
O dicionário que vem na Diciopédia é o GDLP ou é o normal da Porto Editora? É que não estou interessado em dar as 150 mocas, apesar de os meus dicionários serem velhinhos, sem capas e estarem a dar a alma ao criador. Tenho o Houaiss da tecelã. Com a "Nova Gramática" do Celso Cunha ( O Lindley Cintra nem 3 capítulos escreveu), embirro. O que posso fazer'
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 10:21 AM
O que significa a expressão "dar à casca"? a) comer muito b) melindrar-se c) fugir a correr d) bater em alguém com violência e) conversar com alguém ...
Quando vierem novamente cá a casa, mostrar-lhes-ei a minha estufa de plantas exóticas”.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 10:06 AM
É, o Gaspar tem razão, eles só admitiram mais que uma resposta nos erros, não nas perguntas. E sem dúvida que no regulamento dizia que não se podia erra nenhuma para passar à fase seguinte. Assim como, nesta edição podia-se inscrever já depois de ter terminado o prazo do 1º teste e até do 2º, nas outras quem não enviasse o 1º já não podia concorrer.
Publicado por: Maria em março 28, 2007 09:40 AM
Alexandre
Tanto quanto me recordo falhei a questão do "dar à casca" e aquela dos "vossos" como interpelação na 3ª pessoa do plural. O certo é que fui excluído e não cheguei à final.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 09:30 AM
Bem , estou habituado a outro "site" em que temos oportunidade de corrigir as nossas colocações. La´me saiu "extravasam" com erro ortográfico!
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 09:27 AM
Alexandre Camões
Quem errava uma era excluído, mas tanto na 1ª como na 2ª edição, a CTC acabou por aceitar mais que uma resposta certa. Por exemplo (já não sei de cor o nº de erros) mas numa 1ª correcção dizia que os erros eram 19, depois vinha dizer que apesar disso iriam considerar certo entre 16 e 19 por isso na 2ª fase se chegou aos 500 concorrentes.
Publicado por: Maria em março 28, 2007 09:26 AM
Tereza
Se quiser me contactar, visto que provavelmente nossos interesses extravazam o âmbito deste blogue,aqui lhe deixo o meu endereço: gasparsolipa@gmail.com
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 09:23 AM
Costumo dizer: "Portugueses e brasileiros separados... pela Língua Portuguesa". Andei lendo na Net textos acerca da Língua Brasileira: http://lingua-brasileira.blogspot.com/
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252005000200016&script=sci_arttext
Há um divórcio muito profundo entre o que ensaiam os filólogos tradicionalistas e lusófilos e o que pensam e praticam os escritores. Os primeiros fazem finca-pé na defesa das normas lusas. Perguntei certa feita a um professor se ele considerava erro, numa prova, o aluno escrever - eu vou lhe visitar hoje. Imediatamente respondeu que sim. E se seu filho, na mesa, disser coisa semelhante, que fará? Ele embatucou.
Quando, 21 anos depois de ter vindo do Brasil, lá voltei pela primeira vez, corri livrarias para comprar manuais de ensino do português, gramáticas e traduções em português de obras de linguística e comunicação. Nas gramáticas fui encontrar um conceito de norma-padrão que me espantou. Cheguei a ler uma versão do uso dos pronomes ditos clíticos que não deixava de ser uma boa descrição das regras seguidas no português de Portugal. Era uma gramática pedagógica, ou tradicional, senão normativa. Nessas gramáticas escolares, para meu espanto, a norma era ainda a norma lusa. Eriçaram-se-me os cabelos. Aquelas gramáticas, a serem seguidas, poriam um brasileiro, talvez um estudante aplicado, a dizer "eriçaram-se-me" os cabelos. Então e a próclise brasileira? Interroguei-me acerca daquele conceito de norma-padrão tão arredio da realidade linguística que escutava à minha volta. Via o meu irmão incapaz de pronunciar "pneu", insistindo no "pineu". E através dele compreendi o "show" que dei numa papelaria, vinte anos antes, ao pedir “spit fix”, que me saiu qualquer coisa mais assobiada do que falada. A norma viva que verificava à minha volta, no centro de São Paulo, nada tinha a ver com a norma estipulada nas gramáticas escolares. E tinham sido escritas por professores brasileiros! Foi assim que fiquei alertado para esse conceito peculiar, a meu ver, de norma-padrão. Não o conjunto de regras efectivamente seguidas na comunidade, mas um ideal linguístico extraído da história da língua, dos escritores tomados como modelo, da língua artificial que se convencionou ser a língua portuguesa “correcta”. E que no Brasil, tal como em Portugal era a mesma! Depois, de volta a Portugal, fui-me apercebendo que também cá os nossos eruditos têm o mesmo conceito de norma-padrão, o qual nada tem a ver com o que efectivamente se diz. Todos falamos mal o português. A norma-padrão não é falada em lado nenhum. É uma utopia. Concluí que eu é que não percebi nada das aulas na faculdade quando falámos em estudos normativos, descritivos e explicativos da língua. Não percebi nada do conceito de gramática do Chomsky. Até passou pela minha cabeça a possibilidade de se fazer uma descrição, senão uma explicação da norma! Misturei tudo. A norma-padrão como mais uma variedade da língua da qual seria possível fazer a descrição? “Mas que negócio é esse?”, retornei ao brasileirismo da infância. Quase que parto para um discurso inspirado em Martin Luther King: “Eu tive um sonho. Sonhei com um estudo não normativo da norma. Um estudo atento ao que efectivamente se diz, atento às regras efectivamente seguidas por aqueles que são tidos como os bem-falantes do português, quer em Portugal quer em São Paulo, Rio ou Luanda”. Temos um idioma peculiar, onde co-existem várias normas-padrão. Pessoalmente, horripila-me que alguém se lembre de falar em Língua Brasileira. A mim parece-me mais o português dos trópicos. Embora reconheça que não consegui compreender a Tereza. E se percebi, não gostei. Pois. "Portugueses e brasileiros separados... pela Língua Portuguesa"
Mas eu tenho uma atitude inclusiva. Estou desconfiado que António José Saraiva tinha razão em dizer que o Português e o Espanhol eram dois dialectos da mesma língua ibérica!
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 09:04 AM
Estou muito cansada.. obrigado por sua atenção ,boa noite.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:37 AM
Estou muito cansada.. obrigado por sua atenção ,boa noite.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:34 AM
Concordo em tudo o que você escreveu, Acrescentando-se o faCto de que, serve e sempre serviu de inclusão.E mais uma inclusão que tem suas características próprias.Regionalismos, tudo tão interessante.
Na verdade se não se luta para uma valorização do que é "nosso", minimamente ao redor de nossa historicidade, estaremos sempre agregando valor demasiado ao Inglês, e pior não se pode negar o valor deste.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 02:17 AM
Pois é, Tereza, provavelmente a ideia de concurso, competição, de conhecimentos da língua está inquinada na origem. Língua é comunicação. Quem ganha perde, fica sozinho. É o campeão. É o único. O antónimo de solidão é comunhão.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 02:01 AM
explicando para não me levarem a mal:
agora aqui no Brasil, levando em conta os escritos de Morin, pensamento complexo etc, Perrenoud etc etc
devemos nos ater em facilitar competências em nossos alunos, e nada mais são do que provocar habilidades no fazer dos alunos.. pensamentos meus,.. nada a ver com o tal "concurso" de vocês. Boa noite, obrigado.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 01:49 AM
Olá pessoal
Estamos em contagem decrescente para sexta-feira!
Eu concorri nos anos anteriores. Na 1.ª edição, falhei o número de erros no primeiro teste e, salvo erro, também no 2.º, mas cheguei à final. Por isso, não estou bem a ver por que razão dizem que quem falhava uma não ia à final. Só se os textos fossem uma excepção...
No ano passado também concorri, mas não falhei nenhum nos testes que houve (foram 2: 16 000 pessoas concorreram ao primeiro e cerca de 3000 ao segundo, sendo apurados 500 concorrentes depois de muita bronca), pelo que não sei qual o critério usado. Como só houve dois teste, faz sentido que tenham excluído concorrentes com um só erro.
Da letra da CTC parece entender-se que são 200 concorrentes no total das categorias etárias, tal como foi no primeiro ano (cerca de 100 concorrentes > 18, uns 20 entre 15-18 e o restante era canalhada - um termo delicioso que nós, os do Norte, usamos como os do Sul usam, mais ou menos, o termo criançada.)
Se assim for, penso que nem com os meus «meros» 3 erros dá para ir... Mas não quero ser pessimista, vamos pensar positivo e dar um correctivo público a esta CTC incompetente e, pior do que tudo, que parece agir de má-fé.
Publicado por: Alexandre Camões em março 28, 2007 01:46 AM
Hoje em dia a palavra competência, ligando-se a outras circunstâncias, pode ser ligada a "habilidades", já não é tão formal uso de ser competente, pois para se ser competente é necessário
conhecer, humm , ter algumas habilidades consideradas fundamentais, como: escrever bem, falar bem , estar bem informado, e principalmente saber lidar com opiniões diversas. qualquer dia , vão acrescentar no dicionário que ser competente exige o conhecimento de certas habilidades, dentre as quais destaco, refletir, apaziguar.. tomar decisões, nossa, que coisa importante, este ultimo, saber tomar decisões na hora certa.
haja competência.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 01:30 AM
Mais uma vez obrigado, fico em dívida por tal atenção.
mas me pergunto , de onde é que eu retirei da minha mente esse tal de "competere"... vá lá saber!
Muito obrigado.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 01:16 AM
competência
substantivo feminino
1. conhecimento aprofundado e reconhecido que confere a uma pessoa o direito de julgar e decidir em certas matérias ou de exercer determinadas funções;
2. capacidade;
3. coloquial pessoa competente;
4. DIREITO capacidade legal que um juiz tem de tomar conhecimento de uma causa e de a julgar;
5. LINGUÍSTICA interiorização pelo sujeito falante do sistema de regras e elementos a que estas regras se aplicam que possibilitam a formação e a compreensão de um número infinito de frases inéditas;
competência legislativa poder de fazer leis;
(Do lat. competentìa-, «proporção», pelo fr. compétence, «competência»)
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 12:58 AM
pois! como dizem os senhores, para mim existe uma diferença entre o ato de se fazer campeão e a ação de correr juntamente, coisa parecida.
Isso põe a salvo o tal "concurso"; agora, nos dias de hoje, a própria mídia incentiva muitas vezes sem saber, a instigante ação da "competição, campeonato", ligadissimo às grandes eloquências do futebol, como também está ligada ao mercado. Acho que foi um dirigente de futebol que, talvez em 2004/2005 colocou a Língua em competição.
Já são todos tão competitivos e simbolicamente qual daqueles que fala a Língua da sua pátria, quer saber de estar atrás de algum outro. É necessário tomar cuidado, para que não se torne em algo "nacionalista" mas sim que sirva para unir, esclarecer, extasiar, incluir, nesta Língua super viva e ainda em transformações.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 12:55 AM
Sem querer abusar, como fica a origem latina de "competência",pois em pesquisa aqui , achei algo que me indicava ser igual ao "competere", será?!
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 12:14 AM
Pôxa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sensacional, "muitísssimo obrigadísssimo", como falamos aqui (risos), sinceramente, muito obrigado.
AH! gostei muito do "ondij" de uma mensagem abaixo.
Publicado por: Tereza em março 28, 2007 12:11 AM
Não sejam mauzinhos. É tão fácil trocar o acento grave pelo agudo. É a mesma tecla. Basta um desfasamento na tecla das maiúsculas.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 12:08 AM
certame
substantivo masculino
1. combate; desafio;
2. discussão;
3. concurso;
4. exposição;
(Do lat. certámen, «luta; porfia»)
competição
substantivo feminino
1. disputa entre adversários pelo mesmo lugar, resultado, prémio ou vantagem;
2. concorrência; rivalidade;
3. luta; desafio;
4. prova desportiva;
(Do lat. competitióne-, «id.»)
campeonato
substantivo masculino
competição desportiva para apurar o melhor dos concorrentes (campeão);
(De campeão+-ato)
concurso
substantivo masculino
1. acto ou efeito de concorrer;
2. afluência de pessoas ao mesmo lugar;
3. prestação de provas ou apresentação de documentos exigidos para a admissão a uma escola ou a um emprego;
4. admissão de propostas para uma adjudicação;
5. conjunto de provas organizadas para testar os conhecimentos, habilidades ou avaliar o aspecto físico dos participantes e para apurar um ou mais vencedores, que recebem prémios;
concurso de circunstâncias conjunto de circunstâncias que agem em simultâneo; acaso;
(Do lat. concursu-, «acção de correr juntamente»)
torneio
substantivo masculino
1. HISTÓRIA festa guerreira em que se combatia a cavalo com armas embotadas;
2. DESPORTO evento desportivo que inclui um conjunto de competições geralmente funcionando como etapas e/ou eliminatórias;
3. figurado polémica; troca de argumentos opostos;
(Do prov. tornei, «id.»)
copa
substantivo feminino
1. divisão adjacente à cozinha que pode ser usada para refeições e onde geralmente se guardam louças, roupa de mesa e certos géneros alimentícios;
2. baixela;
3. parte do chapéu que cobre a cabeça;
4. parte superior da ramagem das árvores;
5. flor da oliveira;
6. carta do naipe em que cada ponto é representado por um coração;
7. antiquado taça;
8. Brasil torneio de competição para disputa de uma taça;
9. plural um dos naipes das cartas de jogar, de cor vermelha e com um desenho em forma de coração;
fechar-se em copas ficar calado;
(Do lat. cupa-, «cuba; taça»)
taça
substantivo feminino
1. copo pouco fundo e de boca larga, geralmente com pé;
2. conteúdo desse copo;
3. prémio ou troféu com a forma de um vaso largo com pé, geralmente de um metal valioso;
4. DESPORTO evento desportivo que inclui um conjunto de competições como etapas e/ou eliminatórias; torneio;
levantar a taça brindar;
(Do ár. cl. tass, pelo ár. vulg. tásâ, «taça; escudela», pelo cast. taza, «id.»)
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 12:05 AM
Estou muito mal de dicionários. Não tenho o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, obra de referência do CNLP, a não ser que ele esteja incluído na Diciopédia, que tem sido oferecida aos finalistas em todas as edições deste campeonato. Para maior rapidez, começo por copiar-colar os verbetes desse dicionário, deixando para depois a consulta a outros dicionários.
Diciopédia 2005
taça
substantivo feminino
1. copo pouco fundo e de boca larga, geralmente com pé;
2. conteúdo desse copo;
3. prémio ou troféu com a forma de um vaso largo com pé, geralmente de um metal valioso;
4. DESPORTO evento desportivo que inclui um conjunto de competições como etapas e/ou eliminatórias; torneio;
levantar a taça brindar;
(Do ár. cl. tass, pelo ár. vulg. tásâ, «taça; escudela», pelo cast. taza, «id.»)
Publicado por: Gaspar Solipa em março 28, 2007 12:03 AM
Olá , a todos, gostaria muito de pedir um favor ao Sr. Gaspar Solipa, caso não seja um incômodo.
Se possível e houvesse tempo hábil, gostaria de saber através dos dicionários citados e que não tenho em mãos, os significados ou também prováveis origens latinas, das seguintes palavras:
Certame, Competição, Campeonato, Concurso, Torneio, Copa (no caso esportivas, caso existam utilizando este nome Copa, aí em Portugal). Estou a escrever algo sobre a competitividade contemporânea, entre estudantes na actualidade e gostaria muito desta sua gentileza.Cordialmente
Publicado por: Tereza em março 27, 2007 11:26 PM
Gosto do acento grave em "far-se-á". Tadinhos! E são eles que nos fazem testes a nós....
Publicado por: Jsp em março 27, 2007 09:27 PM
A CTC informa:
"27-03-2007 | Segunda fase de selecção.
Cumpridos os três testes iniciais previstos no regulamento, o Campeonato Nacional da Língua Portuguesa entra na segunda fase de selecção, desencadeada pela necessidade que há em limitar a cerca de 200 os concorrentes presentes na Grande Final de 28 de Abril.
A partir de agora, o processo de selecção e desempate far-se-à através de um teste - ou de mais, no número que for necessário - que será enviado directamente aos concorrentes envolvidos. Desejamos a todos eles muito êxito!"
Publicado por: Jsp em março 27, 2007 09:24 PM
Thanks Casper! ;-)
Publicado por: paula em março 27, 2007 09:01 PM
ReklamaReclama
Ok, estive aqui a ver os meus arquivos e de facto devem ter sido 2.
Sinceramente que tinha quase a certeza que tinham sido 3, mas não encontro aqui nenhuma referência ao 3º por isso devem ter sido mesmo 2.
Peço desculpa, não quis enganar ninguém.
Publicado por: Maria em março 27, 2007 08:10 PM
Olá, Maria!
O G. Lobo tem razão quanto ao número de testes. Só concorri no ano passado e lembro-me que apenas foram realizados dois testes: o primeiro foi publicado e o segundo só o recebeu quem acertou em todas questões.
Recordo-me, ainda, que no segundo, também com carácter eliminatório, foram apurados aproximadamente 200 concorrentes, número que posteriormente se elevou para 500 e tal na sequência de reclamações a uma questão.
Publicado por: ReklamaReclama em março 27, 2007 06:32 PM
Desculpem, fui às 2 finais anteriores, a esta não devo ir, tenho 5 erradas no total.
Nas outras o 1º teste era publicado(como foram estes) mas bastava errar 1 para se ser automaticamente eliminado.Só passava à fase seguinte quem acertava em todas.
Depois houve mais 2.Quem passou a 1ª fase recebeu o 2ª pelo correio e quem passou no 2º recebeu o 3º pelo correio.
Ou seja, foram na mesma 3 testes mas cada um deles eliminatório e não acumulável.
Publicado por: Maria em março 27, 2007 02:03 PM
Gaspar
Houve um teste, quem foi apurado recebeu o outro
pelo correio.
A seguir, quem foi apurado foi à final.
Mas como houve protestos numa pergunta,anularam-na e tiveram que juntar mais 200.
Publicado por: G.Lobo em março 27, 2007 10:27 AM
Panda
Também tive esse erro.
Com esta CTC andamos a jogar ao gato e ao rato. Fora das obras de referência, não sabem nada. Se no GDLP vem que dar tanga a alguém é rir-se à custa dela, não interessa nada que os portugueses utilizem a expressão no sentido de enganar e que umas vezes seja para roubar, outras para gozar, outras para manipular. Se pusermos a expressão num motor de busca e examinarmos os empregos concretos da expressão, muito poucas vezes iremos encontrá-la com o sentido dicionarizado. Para a CTC só o dicionário interessa. Se não vier lá "tecelã", acabou-se, perdem-se, já se metem por tecedoras e tecedeiras. Ao menos escolhessem uma palavra que viesse do Latim. Já podiam recorrer ao étimo para ver como era.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 27, 2007 07:58 AM
Paula
O ano passado houve um teste público e mais um ou dois para os apurados, não me recordo exactamente.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 27, 2007 07:46 AM
Bom site... é pena não o ter encontrado antes!!
Tive 2 erros neste 3º teste... dar tanga a alguém é engana-la, divertindo-se ou não à sua custa!!! Não concordam?
Publicado por: panda em março 27, 2007 02:29 AM
Paula
Obrigada pelas tuas palavras (8.09 PM)
Um abraço
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 27, 2007 12:41 AM
Stanley
Achei engraçada a comparação que fez com lombriga solitária.
O bicha é um indivíduo simpático (veja-se o modo cordial com que se dirige a quem nem conhece); conhecedor da língua (repare-se nas palavras de sete e quinhentos que ele emprega); dotado de uma enorme paciência(até se deu ao trabalho de contar as mensagens dos outros...).
Que pena não nos ter dado a todos, "parasitas", os seus valiosíssimos contributos.
A menos que tenha mudado de identidade e tenha sido, de facto, um contribuidor, é notório que está zangado...muito zangado.
Publicado por: ReclamaReklama em março 27, 2007 12:35 AM
Por acaso, bicha solitária não designa a mesma coisa que lombriga solitária, que por sua vez é um parasita?
Então porquê estar contra nós (parasitas) quando na verdade também não estás muito longe disso?
Cada um faz o que pode, e nesse caso em particular se não posso, fazer o quê?
Publicado por: stanley em março 26, 2007 11:43 PM
Aqui esta o "copy-paste" da Correcção do teste anterior:
23. De entre as conjugações verbais seguintes, qual está errada:
A. Este ano, choveu muito em Janeiro.
B. Havia milhares de pessoas para embarcar.
C. Eles terão que falar com o ministro.
D. A Filomena anda a tirar um curso de informática
Publicado por: G.Lobo em março 26, 2007 10:36 PM
Quantos erros tiveste
Bicha Solitária?
Repararam na intervenção do Quimxinfrim?
Eles corrigem com uma expressão que consideraram erro no teste anterior.
Aquela pergunta do "ele tem que falar com o Ministro", que eu assinalei correcta e eles disseram que a correcta era " A Filomena anda a tirar um curso..."
Publicado por: G.Lobo em março 26, 2007 10:32 PM
Detective
Já que descobriste a correcção do 3º teste antes da hora, vê se também encontras as classificações.
Publicado por: Maria em março 26, 2007 09:29 PM
Minha cara parasita «Reclama»,
Tenho seguido atentamente a sua participação neste blogue. Das centenas de mensagens que publicou, apenas DUAS concernem a perguntas dos testes e nas quais V. Excia. apenas se ateve a repetir o que outros já haviam dito. Uma participação deveras «fracota» e ilusória, que vai na senda da táctica: «falar muito de nada».
Demais, apenas ressuma no seu psitacismo monomaníaco considerações várias sobre formas de reclamar, entendimentos do regulamento, formulação de perguntas a que qualquer dicionário ou gramática responderiam, etc.
Faça o favor de se reduzir à sua condição de mera penetra parasitóide, por muito boa vontade que V. Excia. tenha em promover a língua portuguesa: acontece que, à semelhança da CTC, não a promove.
Ainda, não tenho pejo em participar em fóruns deste tipo e até fiz a proposta no sentido de ele ser continuado. Se soubesse ler, teria entendido que a minha preocupação exclusiva é a de que participem nele apenas pessoas desinteressadamente interessadas na língua portuguesa e não em marcar pontos.
Não engordei nem emagreci. Apenas considerações tacanhas como a sua, que vêm em defesa da vacuidade, me alertam. Todos defendemos o mesmo, mas uns fazem-no na prática e outros apenas na intenção. V. Excia. pertence ao segundo grupo e não tenho dúvidas de que a sua intervenção veio também no sentido de preservar este blogue de que tanto necessita para «engordar».
Aliás, viu-se o seu conhecimento da língua na discussão com O Abençoado, em que escabujou na sintaxe mais elementar.
Best regards,
Bicha Solitária
Publicado por: Bicha Solitária em março 26, 2007 08:21 PM
Gaspar: o ano passado não houve apenas um teste?
Guida: 6 + 6 + 0? Grande salto, hem?...
Publicado por: paula em março 26, 2007 08:17 PM
Reklama: correcta e justa.
Mas...
Solitária: por acaso até poderíamos organizar um grupinho para o ano que vem; uma espécie de núcleo duro original, aberto a toda a gente que progressivamente revele real empenho neste solidário give & take pedagógico.
Lua (A hospedeira!): como ficaste tu?
Beijokas
Publicado por: paula em março 26, 2007 08:09 PM
Bicha Solitária
Duas hipóteses:
1.ª Ou é parasita;
2.ª Ou é contribuidor/a.
Se está na primeira, não se compreende o teor da sua colocação, a menos que não tenha "engordado" pontos.
Se está na segunda, é óbvio que se sente explorado/a. Nesse caso, tem bom remédio: não faça contribuições.
Este espaço é livre para quem o quiser visitar e a ninguém foram impostas, creio (pois encontrei-o por mero acaso e há pouco tempo tempo), quaisquer condições no sentido de efectuar ou não contribuições.
Mais importante do que "engordar pontos", como refere, é o carácter pedagógico e a qualidade dos contributos de muitos dos que têm aqui participado.
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 26, 2007 06:38 PM
oi .. tnho acompanhado esta página da internet e tnho a dixer k serviram d alguma ajuda para a realização dos meus testes mx axo que não vai dar para ir à final.
Os meu pontos são (1+2+2) - 1º teste- 12/13
2º teste- 15/17
3º teste- 19/21
Acham que dá para chegar à final?
Bem mas parte dos meus erros deveram-se àquelas perguntas do TECELÃO que pus tecelã; àquela do zangão etc.
Espero que vos tenha corrido bem os teste e àqueles que forem à final
PARABÉNS
Publicado por: Diogo santos em março 26, 2007 06:18 PM
Diogo
Dependendo do critério de selecção que a CTC irá fazer entre os concorrentes com melhor pontuação, é que se poderá saber se quem tem 46 pontos em 51 tem hipóteses de ir à Final.
Subsistem algumas dúvidas quanto a essa questão pois o Regulamento, nesse ponto, não é claro.
Publicado por: ReclamaReklama em março 26, 2007 05:58 PM
Ola... encontrei este blog e gostaria de saber se é possível passar à final com 46 pontos em 51.
Publicado por: Diogo Santos em março 26, 2007 05:23 PM
Ter considerado "ter que" certo, vai causar seguramente a eliminação de muitos participantes (foi uma dos factores que contribuiu para a minha desistência depois da correcção ao 2º teste)!...
Agora reparem bem na "correcção" à pergunta 11 do 3º teste do CNLP, pela C"TC":
A resposta certa é: A, «Não irei hoje à escola, tão pouco amanhã».
Na frase, «tão-pouco» é um advérbio, significa «também não», «nem sequer», e tem que ter hífen entre os dois elementos. Na frase B, «tampouco» é uma variante de «tão-pouco». Quanto à frase C, «tão-só» é um advérbio (simplesmente, apenas). Na frase D, «tão só» são duas palavras: o advérbio de intensidade «tão» (em tal grau) e o adjectivo «só» (sozinho). Na frase E, «tão-somente» é um advérbio (simplesmente, apenas).
"Na frase...e TEM QUE ter hífen entre os dois elementos..."
Isto agora já não é erro? Transformou-se subitamente numa douta sentença?
Onde chega o descaramento!!!
Boa sorte e muuuiiiitttaaa paciência a todos !!!
Ex-participante se não parvo!
(Não se ofendam!!! Foi só uma graça...)
Quimxinfrim
Publicado por: quimxinfrim em março 26, 2007 05:07 PM
Eu acho que o fórum devia passar para um sítio livre de parasitas. Explico: um sítio onde só se pudesse aceder com password e onde todos dessem contribuições SIGNIFICATIVAS, em vez de simplesmente parasitarem o trabalho dos outros!
Há muitas bichas solitárias por aí a engordarem os seus pontos no Campeonato à custa do que vão lendo neste blogue, sem nunca se darem ao trabalho de escrever uma única linha. O que, para além de ser parasitismo, é mesquinhez, já que os parasitas não têm possibilidade de auxiliar os hospedeiros, ao passo que estes que cá vêm têm toda a oportunidade de o fazer.
Pim - morte ao parasita - Pim
Publicado por: Bicha Solitária em março 26, 2007 02:30 PM
O ano passado só errei uma no conjunto dos testes e já não fui à final.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 26, 2007 12:23 PM
Olá a todos! Bom dia!
Concorri pela 1ª vez este ano ao CNLP. Não me parece que correu muito mal tendo em conta que sou uma principiante.
Concorri porque gosto muito da língua portuguesa. Sou daquele tipo de pessoas que está sempre a corrigir toda a gente. Quer dizer, já fui mais assim! A idade ensinou-me a ser mais tolerante com as pessoas que me rodeiam, para também elas serem mais tolerantes comigo e não me acharem chata com aquelas "questõezinhas" do nosso Português corrente!
Como foi esta a minha 1ª vez nestas andanças, repito mais uma vez, acho que não me saí muito mal...
No 1º teste errei 6 e tive 14 em 20 pontos;
No 2º teste errei 6 e tive 20 em 26 pontos;
No 3º não errei nenhuma e espero ter 32 pontos.
No total, e pelas minhas contas terei 66 pontos em 78 possíveis.
Não me parece muito mal!
Concorri apenas por concorrer, não aspirava chegar à final, mas gostei muito de participar! Já não me lembrava de folhear um dicionário ou uma gramática! Foi engraçado e acho que no meio disto tudo ainda fiquei sem 2 ou 3 pestanas que, com grande pena minha, se queimaram!
Sei que há aqui muita gente "especialista" em pontuação e com muito mais experiência nestas lides que eu! Será que alguém me diz se terei hipóteses ou não de ir à final?
Guida
Publicado por: Guida Trancoso em março 26, 2007 11:55 AM
Caros Julião e Claudia
Grato pela explicação. Eu estava errado.
Eis uma das boas razões que conferem a este "campeonato" inegável interesse.Lúdico e pedagógico.
Um abraço
Publicado por: M.Traquina em março 25, 2007 10:29 PM
Olá a todos,
Bom, finalmente já acabou para muitos de nós esta edição do CNLP. Pela minha parte gostaria de dizer que gostei imenso de paricipar nisto. Aprende-se muito e levo uma sensação muito reconfortante depois de 1+4+1 erros nos três testes. Claro que este resultado pode parecer algo de somenos importância, mas para alguém como eu que já não vive em PT há mais de 15 anos não deixa de ser uma vitória muito doce (de novo As Doce - Então estamos sós é de mais ou é demais?). Mesmo assim eu ainda acho que alguns desses erros poderiam ser revistos - são os que causaram tanta polémica ao longo desta edição. A CTC poderia ser, senão/se não (não me apetece pensar; foi por pensar tanto que errei essa questão no terceiro teste) erudita, pelo menos humilde e reconhecer que na nossa língua as coisas nem sempre são pretas ou brancas e que podem ser acinzentadas. Seja como for, para o ano haverá mais (espero) e espero também que os que estejam na final representem dignamente a nossa língua - tenho a certeza que assim será. Que saiam pois airosos desses minutos de glória com a Bárbara Guimarães, que eu pessoalmente não sei quem é mas imagino tão carregada de glamour como o pessoal deste fórum de conhecimentos. Fiquem todos bem e até à próxima mensagem.
MC
Publicado por: MC em março 25, 2007 10:16 PM
Naum se esqueçaum que depois que colocarem os vossos ( e eu a dar-lhe, naum consigoseguir a lição da CTC) textos já naum os podem reeditar e emendar
Publicado por: Gaspar Solipa em março 25, 2007 03:22 PM
CTC
Não lhe escapa uma: "estavão" e "gratidã"!
Se calhar, os que escrevem assim "vam" estar, ou melhor, "iram" estar, de certeza, na Final.
Sempre "seram" necessários alguns adultos para tomar conta daquela criançada toda, não?
Publicado por: ReclamaReklama em março 25, 2007 12:22 PM
Estão a ver por que é que tentámos eliminar o máximo possível de pessoas? "Ainda bem que estavão desse lado..." Com as vossas ajudinhas, se facilitássemos, ia gente à final sem saber ler nem escrever. E, mesmo assim, se calhar, vai. Foi também por isso que considerámos errado fazer o feminino de TECELÃO em TECELÃ. Provavelmente, por analogia, ia muita gente pensar que GRATIDÃO, palavra masculina, faria o feminino em GRATIDÃ.
P'la CTC.
Publicado por: CTC em março 25, 2007 02:46 AM
Obrigado a todos, com a vossa ajuda tive tudo certo. Não vos consigo transmitir toda a minha gratidã. Ainda bem que estavão desse lado...
Publicado por: Magniflora em março 25, 2007 02:16 AM
Não se esqueçam que muda a hora.........
....................
Agora!
Já está!
Publicado por: G.Lobo em março 25, 2007 02:04 AM
Roubaram a muitos, Incrédula!
Eu fui um dos contemplados.
Foi na Terça-feira, acho eu.
Publicado por: G.Lobo em março 25, 2007 12:59 AM
É da minha vista ou roubaram-me o pontito que nos tinham "perdoado" no segundo teste? Garanto que estou com menos um ponto do que há uns dias.
Publicado por: Incrédula em março 25, 2007 12:09 AM
I see (estou a ver onde queres chegar com a conjugação limitada do verbo haver). Mas "eles haviam passado por lá" (no sentido de "tinham"), embora em desuso, não estará incorrecto.
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=5651
http://ciberduvidas.sapo.pt/resposta.php?id=2039
Concordas?
Publicado por: paula em março 24, 2007 10:28 PM
Paula,
Penso que não me fiz entender. É incorrecto escrever «Haviam passado 10h», porque o verbo haver, aqui, também é impessoal. Logo, a frase correcta será «Havia passado 10h». O problema está, portanto, no auxiliar que usaste para o exemplo. O melhor é usar outro verbo, como «ter».
Tinham passado 10h.
Tinha passado das 10h.
Publicado por: Alexandre Camões em março 24, 2007 10:04 PM
Sim Alex, concordamos ambos:
Haviam passado 10 horas
Havia passado das 10 horas
Publicado por: paula em março 24, 2007 09:41 PM
Só uma correcção: penso que é 'havia passado das 10h' e não 'haviam passado...', porque o verbo «haver», velha regra, quando ligado à passagem do tempo é (sempre) impessoal.
A gramática que li dizia que, quando o verbo «passar» se referia à passagem do tempo e vinha seguido da preposição «de» era impessoal. Quando não tinha a regência dessa preposição, flexionava-se com o sujeito que, no caso, seriam as unidades de contagem do tempo.
1.º caso: Já passa das 5h. /Ainda não passa das 5h.
2.º caso: Já passaram 5h. / Ainda não passaram 5h.
Publicado por: Alexandre Camões em março 24, 2007 09:32 PM
Creio que não terei sido clara. Ora bem:
"Passaram 10 horas" (ou haviam passado 10 horas = tinham passado 10 horas) é uma coisa. Aqui, o sujeito é "as horas", logo o verbo concorda com elas, pluralizando.
Em "passava DAS 10 horas", diz-se que algo (abstracto, como é o tempo) passava delas, por sobre elas, para além delas. Aqui não são as horas que passam, mas algo por elas passa. Faz sentido, José?
Isto, independentemente de eu ter escolhido um exemplo com o uso do pretérito perfeito e outro com o do p. imperfeito, apenas porque calhou.
Um abraço! :-)
Publicado por: paula em março 24, 2007 09:21 PM
Meu caro José,
Todos os exemplos dessa gramática parecem-me correctos. "Passaram(-se) 10 séculos" e "passava das 10 horas" são coisas diferentes. Mas, a esta hora, creio que a sua sensibilidade também já lho segredou! ;-)
Belíssima pontuação. Parabéns! :-)))
Publicado por: paula em março 24, 2007 09:13 PM
Afinal de contas não sei quem acertou todas as perguntas ao 3º teste mas EU sim e acredito que outros também. Mentira, falhei a do acento gráfico! Apostei nas pêras, por estar correcto numa das bibliografias que consultei e por achar se bem que a historia do acento na palavra numero ja tinha ouvido falar ha algum tempo mas acabei por optar pelos vistos pela opção errada!!!
Desculpa pessoal n usar virgulas...meu portugues n é assim tão bom e da mais trabalho qd se escreve a correr!!!!
BOA SORTE .. Atingi os 57 pontos nos 3 testes!!!
Mas foi unico q acertei "todo".
xau pessoal
Publicado por: Mocas em março 24, 2007 08:51 PM
Bem, somo -4 pontos (1+3+1) e este último foi porque não segui os doutos conselhos lunáticos. A minha fiel gramática, de 1957, que me acompanha desde que fiz o 5º ano em 1960, parece que desta vez me enganou...(?), pois diz taxativamente "que nas orações impessoais os verbos concordam com a unidade de tempo mensurável" e dá como exemplo: é uma hora, faltam duas horas para o nascer do sol, passou um século, passaram oito séculos desde etc e tal.
Assim só assinalei 10 erros no 1º texto
Publicado por: José em março 24, 2007 08:40 PM
Ressalva: nenhum com 46, para começar.
Publicado por: paula em março 24, 2007 08:28 PM
Ah, pois, tens razão, Lobo. Bem me parecia que não havia nenhum com 78, mas já não me lembrava de ter ido, em tempos, ao Quadro de Honra do cumulativo. Tens toda a razão. Bigada. & até já! :-)
Publicado por: paula em março 24, 2007 08:26 PM
Paula.
Se fores ao Quadro de Honra vês que não está lá nenhum adulto.
Ou seja, não há nenhum adulto com tudo certo.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 08:23 PM
Vamos lá ver uma coisa (eu sou péssima para estas coisas, mas...):
- Não haverá adultos com 78 pontos, excepto se algum dos 4 que tiveram o máximo (26) no 2º teste também tiverem tido o máximo nos 1º e 3º, coisa em que não me apetece crer (lol).
- Todavia, não vos parece que o pessoal com 77, 76 e 75 pontos totalizará a quantidade de adultos de que se precisa? Sei que é difícil fazer contas sobre o éter, e que a metafísica não dá conta certa (ehehehe... Tou pior, eu sei, vou já tomar a medicação), mas...
- Enfim. Até três (a conta que Deus fez) erritos, ainda vou. Que haja repescagem de um ou outro sortudo com 4 (depois das tais provas de desempate, para as quais poderão contar com a minha ajuda - se acaso ela valer de algo, claro, 'cose I'm not a Tuga master), também não considero impossível. Mas mais que isso...
:-) Isto parece um jogo de apostas! :-)
O que a gente arranja para se divertir!
Acho que o melhor de ir à Final era mesmo a malta poder rir-se in loco, ao vivo e a cores... E "mai nada".
Agora despeço-me.
Publicado por: paula em março 24, 2007 08:10 PM
Olá, Paula!
Também tenho "curtido" e, especialmente, aprendido... muito.
Penso que tens hipóteses de ir à Grande Final.
Até logo! Vou jantar.
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 07:23 PM
Alô, Reklama!... Andamos optimistas, hem? :-)))
Ná... I just can feel it!... 5 erros é demais.
Seja como for, para o ano estamos cá. E "curti à brava!" ;-)))
Quanto à questão dos erros no 2º texto, foi, de facto, coisa que me deu as maores dores de cabeça (aliás, a catarse foi por mim feita aqui, em longos comentários), acabando eu por desempatá-la, já no limite das energias (lol), com aquilo que li no ciberduvidas:
[Pergunta] Qual a conjugação correcta:
"Poderia entender-se..." ou "Poder-se-ia entender..."?
[Resposta] Tanto é correcto dizermos poderia entender-se, como poder-se-ia entender. O emissor escolherá a forma que mais lhe agradar. Incorrecto é dizermos poderia-se entender.
Na realidade, perdida que estava entre o futuro do conjuntivo, a partícula de negação e os pronomes átonos, tudo ao molho e fé em Deus (sim, porque li e reli tudo o que apanhei sobre o assunto), decidi que ênclides, próclises e mesóclises não poderiam continuar a tirar-me o sono, e estava na hora de serem amiguinhas, deixarem-me entregar o teste e acabar com o sofrimento, eheheheh.
E é por isso que eu digo: a existir uma regra indubitável que se aplique ao "não fosse entornar-se / não se fosse entornar", é claro que a quero saber, é claro que a admitirei e é claro que me juntarei aos protestos.
Ça y est!
PS - Os meus comentários andam a sair com cortes, don't know why.
Publicado por: paula em março 24, 2007 07:19 PM
Jsp
O que é o "#CNLP da PTNET, IRc"?
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 07:19 PM
#CNLP da PTNET, IRc.
Publicado por: Jsp em março 24, 2007 07:09 PM
Podem ir ao #CNLP do PTNET do IRC
Publicado por: Jsp em março 24, 2007 07:07 PM
* I mean: tenho 2 + 3+ 0 = 5 erros
Publicado por: paula em março 24, 2007 07:04 PM
No on-line remete parêntesis para parêntese(s).
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 06:57 PM
Sim.
Tens 5 erros, não reparei no parêntesis.
Mesmo assim acho que tens hipóteses.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 06:54 PM
Olá Paula.
2+2 são 4 (ou é 4?).
Acho que tens fortes hipóteses!
Reklama.
No ano passado éramos duzentos e tal, os apurados.
Mas depois daquela caldeirada de protestos (para quem não sabe estes Srs. são reincidentes) foram repescados mais 200 justamente e excepcionalmente.
Portanto, eu penso que são 200 no total.
Mas há aqui uma questão:
Imagina que há vaga para 80 adultos na final e há 60 com 4 erros ou menos e há 180 com 5 erros.
Estes 180 têm que desempatar para as 20 vagas que ainda faltam (ou falta?) preencher.
Por isso, a Joana Lobo da Organização não sabia nem podia responder ao Zé Pedro.Acho eu.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 06:45 PM
G. Lobo, tenho 2 (9 e 12) + (2, 14 e 18) + 0 = 5 erros, 73 pontos - não vou à final não, como ontem te dizia, caro amigo.
Alex: a questão no "senão / se não" pode estar mal no ciberdúvidas umaalguma vez, contudo, estará bem noutras, como no caso que aqui já referi por duas ou três vezes: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308 (isso, sem tirar
Desconfiado: boa cartuxa!... Gostei particularmente daquele parágrafo em que falas do "dá e tira" o suposto pontinho da "tecelã" (e faltou ainda a hesitação do zangão, lol).
José Borges: nada é desastroso para quem quer jogar com regras justas.
Ontem copiei daqui parte de uma gramática que o Lobo, o Camões ou o Solipa (não me recordo agora) haviam evocado:
"Estamos perante uma frase em que é empregue um pronome átono - "se", com uma locução verbal - "fosse entornar" - e a locução vem precedida de palavra negativa - "não" - e entre ela não há pausa, como já verificámos anteriormente. Neste caso, dá-se a próclise ao verbo auxiliar - "fosse" -, como vem amplamente exemplificado na página 315 da referida gramática - 2.º a)".
A ser verdade, são 22 erros e não 21, e eu optei pelos 21. Levei comigo essa fundamentação para a estudar melhor, E, se ela realmente servir o caso em apreço, é evidente que também eu o direi à CTC.
Hoje só li metade dos comentários aqui deixados; daqui a nada volto e leio o resto.
Um abraço,
paulacosta98@hotmail.com
Publicado por: paula em março 24, 2007 06:21 PM
A língua portuguesa tem muito que se lhe diga. . Só depois reparei no ser + entregue/ ter entregado
Publicado por: Gaspar Solipa em março 24, 2007 06:12 PM
Gaspar Solipa
Fora de combate? Talvez não. É esperar pela publicação dos resultados finais para ver.
Abraços
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 06:07 PM
Estou fora de combate. No 1º teste não tive erros, no 2º tive 6 e agora tive 1, no da tanga. Bem sei que fui eu quem fez uma colocação com o dicionário a dizer que era divertir-se às custas de alguém, só que já tinha entregue o teste com a alternativa do "enganar".
Publicado por: Gaspar Solipa em março 24, 2007 06:02 PM
Olá, G.Lobo!
Sim nessa palavra não errei - "ab-rogá-la-emos" - três hífens na mesma palavra é obra!
Lembro-me que errei em três ou quatro palavras do ditado, uma delas "Clube" que escrevi sem o "e" ; meia hora que escrevi com hífen; uma forma verbal de que não me lembro neste momento e uma outra palavra, salvo erro.
Mas, um mês sem direito a sobremesa?! Não foi excessivo o castigo?
Bem, já que tens feito umas estatísticas sobre os números, qual é a tua previsão quanto a concorrentes na Final por faixa etária?
Ainda continuo com a minha dúvida acerca do número de concorrentes por escalão. Tens alguma ideia? É que, ainda por cima, a resposta que a Comissão deu sobre isso não é nada esclarecedora; aliás, para mim, é ininteligível!
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 06:01 PM
Também concorri em todos e estive lá no ano passado.No primeiro ano fiz tudo à pressa e chumbei.
No Ditado enganei-me no " ab-rogá-la-emos", e noutra que não me lembro.Muito gostam estes gajos dos hífens.
Nunca mais vou esquecer esta palavra.
Tu como jurista tinhas de ( ou tinhas que?)sabê-la.Não é?
Também tenho cá em casa uma Jurista.
Portanto, já tenho quase um Curso tirado à mesa.
Claro que fiquei um mês sem sobremesa.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 05:46 PM
Olá, G. Lobo!
Pelos meus cálculos, temos 72 pontos num máximo de 78.
Afigura-se-me totalmente impossível estarmos na Grande Final.
Ao 1.º CNLP não concorri e no ano passado estive na Final e... gostei.
Fica para o ano...
Um abraço
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 05:33 PM
Subscrevo o que dizes Ana. Boas intervenções.
Bem apanhada essa do Gengis Cão, porque normalmente eles começam sempre as frases com minúsculas.
O Loja já deve ter sido corrido.
Nota-se alguma diferença no estilo das correcções e nos "e-mails" que recebemos.
Não acham?
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 05:33 PM
Olá Recklama
Copiaste por mim?
Estamos iguais..
1+4+1
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 05:23 PM
quero dizer "muito"
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 05:13 PM
Olá, Ana José!
Também eu tenho gostado imenso de participar neste fórum de salutar discussão.
Muitas das "colocações" são muito interessantes e pedagógicas, e tenho aqui aprendido muita coisa.
De certa forma a língua portuguesa é também a minha ferramenta de trabalho pois sou jurista. Iniciativas como é esta do CNLP são de louvar, apesar de tudo o que aqui se tem escrito.
Para mim constituiu uma oportunidade para pesquisar e, em consequência, aprender mais sobre esta língua da qual sou grande entusiasta.
Espero que este fórum se mantenha; é uma oportunidade (única) de discutir questões interessantes da nossa língua.
Peço aos responsáveis por este espaço que o mantenham e, desde já, os meus parabésns pela sua criação.
Aos restantes "bloguistas" muita boa sorte, em particular, aos que forem à Grande Final.
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 04:50 PM
Boa tarde.
Gostei de ler a «colocação» d'O Desconfiado, 24 de Março, 4:32. Concordo com o seu ponto de vista.
Gostei também da proposta de Gaspar Solipa, 24 de Março, 11:06. De facto, este é um espaço de debate muito útil e pode estender-se para além do CNLP.
Tive 5 erros no total (2+2+1), portanto devo ficar por aqui. Mas gostei muito de participar, sou licenciada em Linguística e a língua portuguesa é a minha ferramenta de trabalho.
Vou continuar a frequentar este fórum de discussão.
Boa sorte aos que forem à final.
Publicado por: Ana José em março 24, 2007 04:28 PM
Cão, tens toda a razão!
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 04:28 PM
G.Lobo
Tenho os seguintes erros: 1+4+1 (indiquei 22 erros no 2.º texto).
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 04:24 PM
Ainda mais uma pedra no charco! Apesar de ter tido 0 erros neste teste (porque respondi o que a divina CTC queria), reparo que as suas argumentações continuam a mostrar leviandade. Na Questão 19 A frase "ERRADA" "Cão a quem não prestaram cuidado especial", nada tem de errado. A argumentação baseia-se que o "quem" se utiliza para pessoas e não animais e eu pergunto, e quem me garante que "Cão" é um animal?? Está no princípio da frase, e com maiúscula, eu posso perfeitamente interpretar como sendo Diogo Cão, Ou mesmo um líder Mongol (Khan) - em português Cão... é que "Cão" com maiúscula, está muito longe de ser apenas um animal, sabem lá eles bem a minha hermenêutica...
Publicado por: Gengis Cão em março 24, 2007 04:14 PM
Reklama.
Quantos erros tens?
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 04:10 PM
É bem possível que haja um 4.º teste, tendo em conta este segmento do artigo 9.º do Regulamento que transcrevo abaixo:
"Art.º 9.º
Provas
Os concorrentes com a melhor pontuação serão submetidos a provas suplementares se, até ao dia 2 de Abril, existir necessidade de desempate para se atingir o número de 200 concorrentes com acesso à Grande Final. Todas as provas suplementares serão enviadas directamente aos concorrentes."
Publicado por: ReclamaReklama em março 24, 2007 03:39 PM
Secret Soul.
Se calhar ainda te safas.
Depende dos critérios e do rateio.
Não te esqueças que o pessoal aqui da Lua,
está entre os melhores.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 02:41 PM
Tenho 5 (1+2+2). :(
Não vou de certeza.
Publicado por: SecretSoul em março 24, 2007 02:13 PM
Estás na final de certeza.
Parabéns.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 01:51 PM
Eu tenho 3 (1+1+1).
Publicado por: Alexandre Camões em março 24, 2007 01:39 PM
Alexandre e Gaspar
quantos erros têm?
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 11:53 AM
Bom dia.
Eu acho que quem tem 4 erros no total, ainda pode ir à final.
Na contagem que deixei aqui outro dia, já só havia
293 maiores de 18 com 5 erros ou menos.
Eu tenho 1+4+1, não vou de certeza.
E já não havia ninguém com tudo certo.
Zé Pedro eu acho que ainda tens hipóteses!
E tu Paula? Quantos tens?
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 11:40 AM
Já há algum tempo que conheço o grupo de notícias "fr.lettres.langue.française" e sob vários aspectos gosto mais dele do que do nosso ciberdúvidas. Claro que o ciberdúvidas é o ciberdúvidas e (quase) ninguém o põe em dúvida. No entanto, nem sempre me satisfaz. Por isso, tenho pensado que um grupo de discussão dedicado à língua portuguesa seria bem-vindo. Depois encontrei este "sítio" e tenho pensado que ele poderia dar origem a qualquer coisa mais do estilo do "fr.lettres.langue.française", não se limitando ao campeonato nacional da língua portuguesa. De certo modo, seria um ciberdúvidas mais democrático, no sentido de estar aberto a todas as colocações e debates. Mais do que um concorrente do ciberdúvidas, seria um complemento, um "sítio" em que falantes do português de todo o mundo se ajudariam no gosto e conhecimento da nossa mãe-língua. O que acham?
Publicado por: Gaspar Solipa em março 24, 2007 11:06 AM
Olá*!
Nada a dizer desta nossa CTC...é incrível como nos consegue sempre surpreender!
Bom fim-de-semana!
*
Publicado por: margarida em março 24, 2007 10:37 AM
Olá Lunáticos
Segue a mensagem que acabei de enviar à CTC.
Para os que assinalaram 21 erros, poderá ser desastroso, mas, como o Julião, não me calarão.
"À Comisão Técnico-científica
Considerando que:
1 - tendo enviado ontem as minhas respostas às questões do 3.º teste da primeira fase do CNLP,
2 - tendo enviado ontem uma justificação fundamentada sobre a razão pela qual assinalei a hipótese "D" (22 erros) no segundo texto;
3 - tendo verificado, hoje, que um dos erros por mim detectado não foi considerardo como tal;
4 - considerando que essa Comissão tem admitido várias imprecisões na elaboração e correcção dos testes;
5 - considerando que, por outro lado, mantém decisões infundamentadas ou mal fundamentadas, ou erradamente fundamentadas;
6 - considerando que tenho sido prejudicado por revelar conhecimentos da língua portuguesa superiores aos que a vossa Comissão parece exigir para a participação neste CNLP;
7 - considerando que não aceito não ter a pontuação máxima no 3.º Teste, apenas porque essa Comissão parece revelar que não conhece as regras gramaticais que lhe servem de padrão, ao elaborar os textos e perguntas;
8 - considerando que não quero ser, mais uma vez, prejudicado, arbitrariamente,
solicito
1 - que seja feita uma correcçaõ da contagem dos erros que se encontram no segundo texto do 3.º Teste do CNLP;
2 - que seja considerada como certa apenas a hipótese "D";
3 - que estas decisões sejam tomadas antes da publicação das listagens de pontuações atribuídas aos concorrentes no 3.º Teste, bem como antes da publicação das classificações finais.
Aproveito a oportunidade para reiterar o meu pedido de esclarecimento sobre o critério de selecção dos 200 finalistas, pois as mensagens que, sobre o assunto, me foram enviadas nada esclarecem, sendo a última, que aqui reproduzo - Boa tarde, Até ter números finais, de participantes e pontuações não posso adiantar mais nada. obrigada, Joana - preocupante, pelo seu conteúdo, pois revela que o critério será o que a Comissão decidir em função das classificações dos concorrentes, independentemente de categorias etárias ou do número de participantes em cada categoria.
Por último, desde já declaro que reservo o direito de dar a publicidade que julgar conveniente aos factos que têm desvirtuado este Campeonato Nacional da "Língua Portuguesa" - aspas minhas.
Cumprimentos
José Pedro Reis Borges"
O erro em questão é o "não fosse entornar-se".
Abreijos e vamos ver o que se segue no folhetim.
Zé Pedro
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 24, 2007 08:59 AM
(CÓPIA DE MSG ENVIADA À CTC)
Excelentíssimos Senhores da CTC:
Com o terceiro teste acaba a minha participação no CNLP do corrente ano. Foi com muito gosto que participei, mas também com alguma perplexidade perante algumas decisões tomadas. Segundo a CTC, errei cinco respostas ao longo dos três testes. Não quero, no entanto, despedir-me sem dizer que considero ter errado apenas uma resposta e a CTC ter errado na formulação das outras quatro perguntas.
Aceitando, no segundo teste, um dos meus três erros, passo a explicar por que é que considero que foi a CTC a errar nos outros dois casos. Desde logo, a explicação da CTC em relação ao feminino de “tecelão” não colhe. A CTC, ao dizer que o dicionário de referência considera “tecelão” o mesmo que “tecedor” e que, por isso, deve ser considerado o feminino deste último substantivo, está a incorrer em erro grave. São substantivos sinónimos e isso, só por si, não faz com que o feminino de um seja o feminino do outro. Tomando essa justificação por válida, teríamos também que dizer que o feminino de “belo” é “linda”, já que “lindo” é sinónimo de “belo”. Dizer a CTC, também, que o feminino “tecelã” não existe porque não consta dos dicionários portugueses é o mesmo que eu dizer que “bela” também não existe pelo mesmo motivo. Os membros da CTC, certamente, usam muito o dicionário. Por isso mesmo é indesculpável que não saibam que os femininos raramente lá aparecem.
Na pergunta 18 do mesmo teste (o 2.º), também me parece que foi a CTC que errou. É que as respostas certas são duas e não uma, como a CTC pretendeu. A Comissão não tem estado muito atenta às diversas possibilidades que a nossa língua nos oferece. Optou, pois, por considerar correcta apenas a frase “Convidei-os a entrarem na minha casa”. Está correcta, de facto. O problema é que estaria igualmente correcta se não tivesse o infinitivo flexionado. Temos dois sujeitos, como muito bem explicou a CTC. Mas acontece também que eu não me convido a mim próprio, e o pronome “os” não deixa dúvidas sobre quem é que eu convido: convido-os a eles. Daí o ser desnecessário o infinitivo pessoal. Sugere ainda a CTC, na mesma questão, que na hipótese D o correcto seria “Eu a trabalhar, tu a preguiçares”. Certíssimo também. Mas já muitos linguistas chamaram a atenção para o facto de se poder subentender o verbo auxiliar da conjugação perifrástica. Assim, “Eu (estou) a trabalhar, tu (estás) a preguiçar” seria tão aceitável como a outra. Celso Cunha e Lindley Cintra bem avisaram que esta questão do infinitivo é talvez a mais controversa da Língua Portuguesa, mas a CTC ignorou os avisos dos autores da gramática de referência.
No 3.º teste, mais dois erros que a CTC considera meus, mas que eu julgo serem (estará aqui o infinitivo flexionado errado?) da CTC. Na questão 15, a hipótese D, considerada pela CTC, está certíssima. O problema é que, mais uma vez, existem duas hipóteses correctas. A hipótese A (“Ele é distraído, se não parvo”) não tem erro nenhum. Como, aliás, é dito por alguém do Ciberdúvidas, do qual o Exmo. Sr. D’Silvas Filho é (ou, pelo menos, foi) colaborador. Mais uma vez, trata-se aqui de poder considerar a elipse do verbo. E, mais uma vez, a CTC se esqueceu dessa possibilidade. Qual é o erro na frase “Ele é distraído, se não (for/é) parvo”? É a Sra. Maria Regina Rocha, do Ciberdúvidas (entre outros), que me dá razão: «“Estavam lá dezenas de jovens, se não centenas.” Subentende-se aqui a mesma forma verbal da primeira oração (“estavam”).»
O outro erro do 3.º teste: a pergunta 22. Aqui, ao contrário dos outros casos, o problema é não estar nenhuma das hipóteses certa. A hipótese preconizada pela CTC – “Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora” – está, mais uma vez, correctíssima do ponto de vista sintáctico. E a explicação da CTC (“«Gente» leva o verbo para a terceira pessoa do singular”) não pode ser contestada por ninguém. Mas ter-se-á lembrado a CTC de dar um sentido semântico à frase em questão? É que o primeiro segmento da frase (“Entre tantos moradores…”), quando combinado com o segundo (“a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora”), não faz sentido. Posso concordar que a gente dos grupos de Leste seja muito trabalhadora. Acredito mesmo que é. Mas é-o independentemente de ser moradora no mesmo local que os outros, ou de estes serem tantos ou tão poucos. Falta aqui uma sequência lógica para a palavra TANTOS. Porque ser muito ou pouco trabalhador não permite nenhuma comparação com os outros moradores nem com ninguém. Semanticamente, estaria a frase correcta com uma ligeira correcção: “Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é A MAIS trabalhadora”. Aí sim, haveria uma relação entre o determinante indefinido “tantos” e o superlativo relativo, dando este sequência àquele. Se a CTC considera que a frase não precisa de fazer sentido porque o que importa é apenas a concordância (ou a sintaxe), então teria de considerar certa, na pergunta 29, a hipótese “Tem-se feito e vai passar a fazer-se”. Como consegue um concorrente saber em que perguntas é que o sentido da frase é importante e em que perguntas é que o não é?
Detive-me preferencialmente nas perguntas em que “errei”. Mas algumas outras poderiam ser referidas, não fosse esta arenga já tão longa. Dou apenas mais um exemplo. Lembrar-se-ão, certamente, os senhores de, no teste 2, terem considerado errada a frase “Eles terão que falar com o ministro”. Disseram, e muito bem, que “ter de” – e não “ter que” – é que implica obrigação. O problema é que não havia nada que indicasse a tal obrigatoriedade e – lá volto eu às frases elípticas – a frase poderia muito bem ser entendida como “Eles terão (coisas) que falar com o ministro” ou “Eles terão (muito) que falar com o ministro”, não havendo neste caso qualquer tipo de obrigatoriedade implícita.
Apesar das minhas observações, não tencionava escrever esta mensagem. Mas, se com os supostos erros da CTC, à partida, posso eu bem, já que sou tão afectado quanto os outros concorrentes, há uma coisa que, muito sinceramente, me irrita profundamente. É o facto de a CTC ter o hábito de dar o dito por não dito. Foi já isto que me fez escrever uma mensagem de idêntico teor no ano transacto. O que eu contesto, verdadeiramente, é o facto de a CTC – talvez depois de ter feito um exame de consciência – ter decidido considerar certa uma das respostas que eu, supostamente, tinha errado (suponho que tenha sido a “tecelã”) para, pouco tempo depois, voltar atrás e retirar-me um ponto sem sequer se ter dignado a dar uma explicação para o facto. O que, além de eticamente reprovável, comprova as muitas dúvidas da Comissão relativamente às “certezas absolutas” em que nos quer fazer acreditar. Isso sim, mais do que qualquer erro, considero-o uma atitude lesiva, tanto mais que reincidente (relembro que foi um caso parecido que desencadeou a primeira onda de protestos no ano passado).
Uma última nota: devia a CTC, caso o CNLP continue no próximo ano, ponderar sobre a hipótese de abrir o Campeonato apenas a menores, ou então estabelecer quotas de acesso à final para cada categoria etária. É que o cenário que se avizinha parece-me, de certa maneira, surreal, uma vez que tudo indica que, apesar de serem os concorrentes adultos uma larga maioria (uns bons milhares a mais, penso eu), estarão pauperrimamente representados, em termos numéricos, na final (uns 30, se tanto, pelas minhas contas). E isto num ano em que até há mais 50 menores apurados através do Especial Escolas (por sinal, dez vezes mais difícil do que o concurso normal para menores). Nada tenho contra as crianças – até tenho uma filha menor –, mas, acima de tudo, prezo a justiça, mesmo em simples jogos como este. Duzentos menores num universo de 250 finalistas parece-me algo desajustado, se tal vier a acontecer. Se bem que não tenho nada a ver com isso, é apenas uma sugestão crítica.
Se alguém da CTC tiver tido paciência para ler estas longuíssimas críticas/sugestões, agradeço desde já a atenção prestada. E sem mais (e já não foi pouco) me despeço, louvando a iniciativa de um Campeonato como este, mas esperando que a CTC, de futuro, se mostre mais aberta às inúmeras possibilidades que a nossa língua nos oferece. Cumprimentos.
O Desconfiado
Publicado por: O Desconfiado em março 24, 2007 04:32 AM
Pensei que a questão do «senão/se não» estivesse resolvida. «Senão», no GDLP, significa «quando não»; ao passo que «quando não», no Ciberdúvidas, é o mesmo que «se não». Nesta contradição temos de ir pela referência e considerar que o correcto é «senão».
Ele é distraído, senão [quando não] parvo.
Hoje já disse muitos palavrões no trânsito e quando escrevi à CTC, pelo que me abstenho de comentar o erro da contagem de erros do 2.º texto. Isto, na ausência de critérios, tornou-se mais difícil de acertar do que no euromilhões.
Já se sabe alguma coisa sobre as pontuações que vão à Final?
Publicado por: Alexandre Camões em março 24, 2007 04:23 AM
* Estranha ressalva: O ;-) não era para ser, lolol [eu não acredito que passa das 3 da matina e eu estou a justificar uma piscadela de olho virtual :-!])... Saiu assim porque eu começara por escrever "Beneficentíssimo G. Lobo", e o "pisca" era suposto evocar algo do património comum cá da casa. "Prontusssss", já fico mais descansada! ;-) (ups!...)
Publicado por: paula em março 24, 2007 03:10 AM
Caro G. Lobo ;-)
Não é mérito, é entrega mais sorte (sorte também, a de poder ter discutido com os presentes).
Bem sabemos como estas coisas são, e nada me garantia que o texto não tivesse mais erros do que os que vi e que a CTC não tivesse embicado noutras como no passado teste.
Agradeço, porém, a simpatia. E tenho a dizer que admirei a sua postura por cá, pelo que espero, sinceramente, que nos possamos comunicar mais amiúde.
É um até já, portanto,
Paula
Publicado por: paula em março 24, 2007 02:58 AM
Está tudo a dormir jsp.
P.S:-Não tenho nada a ver com a Joana Lobo, nem com o Pedro e o Lobo e muito menos com a fábula do cordeiro e do lobo.
Lobo é o meu cão e eu sou só G.
Até amanhã.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 02:45 AM
Se alguém estiver acordado e ainda quiser discutir a correcção, vão até ao IRC (mIRC), servidor PTNET, canal CNLP.
Aguardo.
Publicado por: Jsp em março 24, 2007 02:36 AM
Olá Paula.
Ainda por aqui?
Ficamos incluidos no clube dos poetas mortos..
:)
Parabéns!
Tudo certo é obra..
Não é fácil.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 02:32 AM
Então, ó CTC! São 02 :29h da manhã e Vós não dais um ar da Vossa graça!
Publicado por: D´Amoras em março 24, 2007 02:30 AM
Xeque-mate (do árabe "xah mat", «o rei morreu») não tem nada que ver com cheque.
In http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=13773
Colocar em xeque, é o que se deveria dizer. E o que raio é aquilo de "cheque"(!!!) em inglês?... Eta, coisinha bizarra!
G.Lobo: desta vez não tive erros, mas também já não dá para a ir à final, solidarizo-me! :-)))
Publicado por: paula em março 24, 2007 02:24 AM
Já agora, deixo aqui a fonte dos exemplos:
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=3317
Publicado por: SPaCuM em março 24, 2007 02:12 AM
Gaspar, olha que, seguindo a tua lógica, até seria possível dizer "Ele é distraído, não parvo", mas obviamente que o sentido não seria o mesmo.
De qualquer forma, deixo aqui os exemplos do Ciberdúvidas que penso poderem dar-me alguma razão:
"Isso parece solução difícil, se não impossível (= quando não/se não for impossível)." ou "Antigamente, tal solução seria boa, se não óptima (= quando não óptima/se não fosse óptima)."
Assim, na opção A) da resposta 15 não seria errado dizer: "Ele é distraído, se não [for] parvo".
Mas esta é a minha interpretação, admito que possa estar errado, ao contrário daquilo a que nos habituou a CTC.
De qualquer forma, insisto em que nesta frase se poderia usar quer "senão" quer "se não", como acontece aliás com muita frequência noutros exemplos que poderiam ser dados.
Quanto ao facto de a opção D) estar certa não há contestação, sempre pensei que estivesse, mas, como só nos é possível seleccionar uma resposta, optei pela A).
De salientar ainda que mais uma vez os regulamentos foram quebrados ao serem aceites duas respostas correctas na pergunta 24... se calhar não devia ter sido a única excepção, mas isto sou eu a falar para o ar. No meio de tanta incoerência (e incompetência)já nada me surpreende.
Publicado por: SPaCuM em março 24, 2007 02:08 AM
2 erros, um deles já "esperado" no 2º texto. Mas o outro não me consigo conformar. É a pergunta 15 à qual respondi A.
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=3317
...
Ainda para mais quando na Gramática do Lidley está expressamente escrito que "mais pequeno" é utilizado e está correcto apenas como comparativo e NUNCA como superlativo absoluto sintético como é o caso da frase D.
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=56
Acho que isto retira qualquer dúvida possível.
"Ele é mais pequeno do que o João." CORRECTO
"O mais pequeno (...)" está ERRADO.
E agora explicar isto à CTC? :(
Publicado por: SecretSoul em março 24, 2007 02:08 AM
Só falhei uma.
22 erros no 2º texto em vez de 21.
Não concordo.
Estou com o Zé Pedro,nessa questão.
Mas já marimbei no assunto.
Aprendi muito, mais uma vez.
Não chega para ir à final.
Paciência..
Boa sorte a todos.
Publicado por: G.Lobo em março 24, 2007 01:56 AM
Se alguém estiver acordado e ainda quiser discutir a correcção, vão até ao IRC (mIRC), servidor PTNET, canal CNLP.
Aguardo.
Publicado por: Jsp em março 24, 2007 01:44 AM
Caros amigos,
Acabada de chegar a casa, confesso que preferi vir aqui ler-vos, antes de ir ver a correcção ao site do Expresso. Agora vou lá dar um pulinho, mas queria deixar-vos isto:
Spacum,
Quando à 15A: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
Moca,
"Quando chegares" remete para um tempo em concreto, o Futuro do Conjuntivo.
Gaspar,
E então? :-)))
Publicado por: paula em março 24, 2007 01:30 AM
Ele é distraído, senão parvo.
Sem querer defender a posição da CTC, mas tentando apurar se aquele "senão/se não" é pegado ou despegado,não vou aduzir argumentação de gramáticas, seja a de referência ou outra, mas aplicar um pequeno teste. Quando se trata de "se não" em duas palavras, poderemos sempre, com óbvias alterações de sentido, apagar o "se" ou o "não". Assim, "ele é distraído, se parvo" não é possível. "Ele é distraído, não parvo" também não é possível. Logo temos a palavra "senão".
Publicado por: Gaspar Solipa em março 24, 2007 01:11 AM
Mais uma vez, a CTC errou.
É, no mínimo, vergonhoso.
São disparates atrás de disparates.
Desta vez, os erros foram na correcção da pergunta 15, onde a opção A) é completamente correcta, como podem confirmar no Ciberdúvidas, e a outra asneira foi considerarem apenas 21 erros no 2º texto, esquecendo-se do "...não fosse entornar-se."
Mais uma vez, já mandei um mail a contestar e a apresentar argumentos válidos e não desculpas bacocas como as que eles nos apresentam.
Espero que, pelo menos desta vez, tenham a humildade de dar o braço a torcer.
Já não há pachorra para isto!
Publicado por: SPaCuM em março 24, 2007 12:53 AM
Correcção do 3.º Teste
A resposta certa é: E, 11 erros
1. Na frase «examinou os prós e os contras da proposta», a que classe de palavras pertencem «prós» e «contras»:
A resposta certa é: A, «nome».
2. Qual o feminino de «diácono»:
A resposta certa é: B, «diaconisa».
3. Qual o sentido da palavra «benemerente»:
A resposta certa é: B, «benemérito».
4. O verbo coaxar (no sentido real e não figurado) é:
A resposta certa é: B, «unipessoal».
5. De entre estes derivados de topónimos, qual está bem grafado:
A resposta certa é: C, «espírito-santense».
6. Qual destas formas verbais está incorrectamente escrita:
A resposta certa é: A, «tu dissestes».
7. Qual o plural de «guarda-chuva»:
A resposta certa é: B, «guarda-chuvas».
8. Indique a frase correcta:
A resposta certa é: A, «São eles quem vai à final».
9. Quanto à classe das palavras, como classifica o «que» na frase «as suas crónicas são tão importantes que foi eleito o cronista do ano»:
A resposta certa é: C, «conjunção subordinativa consecutiva».
10. Qual a palavra que se encontra errada quanto ao acento gráfico:
A resposta certa é: A, «contrapôr»
Perguntas dos 15 aos 18 anos.
11. Qual das frases está errada:
A resposta certa é: A, «Não irei hoje à escola, tão pouco amanhã».
12. O numeral ordinal de 800 é:
A resposta certa é: A, «octingentésimo».
13. Indique a frase correcta:
A resposta certa é: A, «Se ela se contivesse e não fosse tão emotiva estaria em melhores condições».
14. «Dar tanga a alguém» significa:
A resposta certa é: C, «divertir-se à sua custa».
15. Nas opções seguintes, assinale a correcta:
A resposta certa é: D, «O mais pequeno não chegava ao chão, o maior batia nela com os joehos».
16. Qual a origem da palavra «metamorfose»:
A resposta certa é: B, grega.
17. Que significa «discricionário»:
A resposta certa é: C, «que é arbitrário».
18. Qual a forma da 1ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo reaver:
A resposta certa é: C, ««reouve».
19. Indique a frase correcta:
A resposta certa é: C, «O animal mostrava grandíssima inquietação».
20. Em qual destas expressões não há uma forma verbal no infinitivo:
A resposta certa é: A, Quando chegares..
ATENÇÃO: A GRELHA DE CORRECÇÃO APRESENTADA NO «ACTUAL» CONTÉM UMA GRALHA NESTA PERGUNTA, INDICANDO TAMBÉM (C). NÃO É ASSIM.
Perguntas para maiores de 18 anos.
TEXTO Nº 2
A resposta certa é: 21.
21. Indique a palavra correcta:
A resposta certa é: B, «numero».
22. Assinale a frase correcta:
A resposta certa é: C, «Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora».
23. «Armento» é um nome colectivo que significa um conjunto de:
A resposta certa é: B, «gado».
24. Qual destas palavras tem origem árabe:
A resposta certa é: B e D, «assassino» e «cheque».
ACEITAM-SE AS DUAS RESPOSTAS, DADAS ISOLADAMENTE OU SIMULTANEAMENTE.
25. Qual o significado de «à matroca»:
A resposta certa é: B, descuidadamente.
26. Qual a frase correcta:
A resposta certa é: B, «Informei-o de que não iria».
27. «Picanço» significa:
A resposta certa é: C, «artefacto para tirar água de poços».
28. Nas acepções seguintes, indique qual é aplicável à palavra «arriar»:
A resposta certa é: C, «abaixar».
29. Diga qual a opção em que as palavras estão correctamente escolhidas:
A resposta certa é: C, «São iguais àqueles que já vistes.»
30. Qual o superlativo absoluto sintético de «benéfico»:
A resposta certa é: C, «beneficentíssimo».
Publicado por: Gaspar Solipa em março 24, 2007 12:48 AM
Afinal já puseram a fundamentação. Vá lá.
Publicado por: detective em março 24, 2007 12:04 AM
São muito espertos: desta vez não dão qualquer fundamentação...
Publicado por: detective em março 23, 2007 11:44 PM
Está escondido, mas já lá está: vejam
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=correccaoteste&teste=6
Publicado por: detective em março 23, 2007 11:36 PM
A música portuguesa em destaque!
http://acisum.blogs.sapo.pt
Publicado por: acisum em março 23, 2007 10:56 PM
José Pedro,
Penso que essas correcções profilácticas são absolutamente desnecessárias, porque, se já havia no 2.º teste um erro deste tipo, é natural que neste também haja.
Devíamos era exigir o despedimento desta CTC incompetente. Contem com a minha ajuda para o que for necessário para denunciar a estupidez e a má-fé que grassam naquele «júri».
Publicado por: Alexandre Camões em março 23, 2007 10:34 PM
Olá Lunáticos
Como também sou jornalista, conheço alguns, entre os quais amigos e concorrentes ao CNLP, que estão dispostos a dar à estampa as tropelias de que temos sido vítimas, mais esta do critério que não existe e só será definido depois de...
É como a fábula do "lobo e do cordeiro": "...se não foste tu, foi teu pai...".
Por algum lado hão-de tramar quem não se conforma com iniquidades.
QUIZ DO ÀGORA
Todas as segundas, com perguntas para toda a malta. Levem equipas, mas se não tiverem pode ser que apareça alguma desfalcada.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 23, 2007 09:58 PM
Olá Lunáticos
Especialmente para quem ainda não sabe como se identifica o infinitivo em frases como a que foi proposta, é simples: substitui-se aquele verbo regular por um irregular e verifica-se que não existe homografia com o infinitivo.
Por exemplo, se o verbo fosse fazer, teríamos "quando fizeres", e não "quando fazeres"; se o verbo fosse ser, teríamos "quando fores", e não "quando seres".
Entendido? é fácil, não é?
Quanto ao 2.º texto, acabei de enviar a seguinte mensagem à CTC, com cópias das págias 312 a 315 da gramática:
"À Comissão Técnico-científica
No segundo texto do 3.º Teste do CNLP, assinalei a hipótese D (22 erros) por ter considerado que na frase "...não fosse entornar-se." existe um erro de sintaxe; a frase correcta seria "...não se fosse entornar.", de acordo com as regras enunciadas na gramática de referência do CNLP, como pode ser verificado nas páginas de que junto cópia.
Estamos perante uma frase em que é empregue um pronome átono - "se", com uma locução verbal - "fosse entornar" - e a locução vem precedida de palavra negativa - "não" - e entre ela não há pausa, como já verificámos anteriormente.
Neste caso, dá-se a próclise ao verbo auxiliar - "fosse" -, como vem amplamente exemplificado na página 315 da referida gramática - 2.º a)-.
Como me foi comunicado pela assistente Joana Lobo, ao questioná-la sobre a gralha inserida no 1.º texto - aspas na última frase - que os erros a considerar seriam os ortográficos e os de sintaxe, tal como aconteceu no Teste n.º 2, assinalo este erro e comunico hoje a minha opção, antes da publicação da correcção oficial do 3.º Teste .
Os outros 21 erros detectados são:
- cegar
- açar
- buxo
- quiz
- por
- arrulhada
- à
- criam
- cela
- desfilhada
- eminência
- mortal
- deferente
- consular
- hápice
- passo
- mugir
- censo
- haviasse
- Sabia
- poseram-se
Cumprimentos
José Pedro Reis Borges
CNLP956
Publicado por: José Pedro Borges em março 23, 2007 09:45 PM
Pois é, isto realmente foi a valer. Não sou apaixonada pela lingua portuguesa e toda a sua gramática mas levei estes testes a peito, diverti-me à descoberta, e vi as dificuldades de outrora, de um modo diferente. Baseei me nos 15 pontos nos dois testes. O 3º foi puxado,o que vale foi ter imprimido e ter tempo para reflectir, poxa, levei horas e horas, se fizesse em 40m ou menos seria impossivel, a maioria seria só em escolha multipla. Agora, entendo sim porque dão tanto espaço para entrega de um teste!!! Na semana passada comprei o jl mais cedo para ir treinando. Desta vez iria fazer o mesmo mas foi mesmo triste, sim, foi terrivel, mas se no norte, havia essa possibilidade, foi muito injusto aqui pros lisboetas!!!
Mas enfim! Está feito embora este ultimo ter sido com a ajuda deste site, não sabia da sua existência antes, cheguei a ele atraves de uma pesquisa de ajuda pro teste!!
Ufa. Xixa. Vou ter saudades! Podiam fazer mais! Não me recordo terem feito mais concursos destes nos outros anos, só um da TVI do Quociente de Inteligência.
Não ganho porventura, por um lado é melhor foi seria mais puxado, uma vez não haver pesquisa e perguntas passarem a ser directas!!
Mas estou curiosa....!
A "TECELÃ" foi como que uma armadilha, cheirava me à outra hipotese!!
Andei à bulha com minha prima sob divisão silabica certa e afinal quem teve razão fui eu.
O 3º baseou se muito em frases correctas - foi mesmo puxado.
E foi mesmo muito estupido repetirem a questão!!
A proposito da forma verbal de imergir devia ter sido considerada correcta o "imerjo" pelo que só se regeram pela gramatica mais actualizada, como se os outros tivessem culpa!!
Há perguntas também que se não fossem pesquisadas seriam erradas à partida!!
Fiquei com duvidas na 29 mas acabei por resp na c), senão reparasse no promenor dado por um de voces em que bocal seria escrito com "u", até consideraria essa certa!!
Fiquei baralhada com a expressõa de "a gente" no meio de plurais mas julgo estar correcta!!
tambem burramente não consigo entender porque é que "quando chegares" n tem forma verbal no infinitivo - quem me explica!?!?!?
Bem...o "tão só" com hifen e sem deu me avolta aos miolas, nem sabia de tal, não sabia o que responder a nivel de "tão puco" pois uns diziam com acento outros sem acento, fiquei passada mas acebi por ficar pela opção a).
E a 8 o caus por si mesmo! Que trapalhada é a lingua portuguesa!!
Boa Sorte pessoal Tou desejosa por saber resultados!!!
Publicado por: Moca em março 23, 2007 09:10 PM
Pois é, isto realmente foi a valer. Não sou apaixonada pela lingua portuguesa e toda a sua gramática mas levei estes testes a peito, diverti-me à descoberta, e vi as dificuldades de outrora, de um modo diferente. Baseei me nos 15 pontos nos dois testes. O 3º foi puxado,o que vale foi ter imprimido e ter tempo para reflectir, poxa, levei horas e horas, se fizesse em 40m ou menos seria impossivel, a maioria seria só em escolha multipla. Agora, entendo sim porque dão tanto espaço para entrega de um teste!!! Na semana passada comprei o jl mais cedo para ir treinando. Desta vez iria fazer o mesmo mas foi mesmo triste, sim, foi terrivel, mas se no norte, havia essa possibilidade, foi muito injusto aqui pros lisboetas!!!
Mas enfim! Está feito embora este ultimo ter sido com a ajuda deste site, não sabia da sua existência antes, cheguei a ele atraves de uma pesquisa de ajuda pro teste!!
Ufa. Xixa. Vou ter saudades! Podiam fazer mais! Não me recordo terem feito mais concursos destes nos outros anos, só um da TVI do Quociente de Inteligência.
Não ganho porventura, por um lado é melhor foi seria mais puxado, uma vez não haver pesquisa e perguntas passarem a ser directas!!
Mas estou curiosa....!
A "TECELÃ" foi como que uma armadilha, cheirava me à outra hipotese!!
Andei à bulha com minha prima sob divisão silabica certa e afinal quem teve razão fui eu.
O 3º baseou se muito em frases correctas - foi mesmo puxado.
E foi mesmo muito estupido repetirem a questão!!
A proposito da forma verbal de imergir devia ter sido considerada correcta o "imerjo" pelo que só se regeram pela gramatica mais actualizada, como se os outros tivessem culpa!!
Há perguntas também que se não fossem pesquisadas seriam erradas à partida!!
Fiquei com duvidas na 29 mas acabei por resp na c), senão reparasse no promenor dado por um de voces em que bocal seria escrito com "u", até consideraria essa certa!!
Fiquei baralhada com a expressõa de "a gente" no meio de plurais mas julgo estar correcta!!
tambem burramente não consigo entender porque é que "quando chegares" n tem forma verbal no infinitivo - quem me explica!?!?!?
Bem...o "tão só" com hifen e sem deu me avolta aos miolas, nem sabia de tal, não sabia o que responder a nivel de "tão puco" pois uns diziam com acento outros sem acento, fiquei passada mas acebi por ficar pela opção a).
E a 8 o caus por si mesmo! Que trapalhada é a lingua portuguesa!!
Boa Sorte pessoal Tou desejosa por saber resultados!!!
Publicado por: Moca em março 23, 2007 08:15 PM
* Se colocarmos
Publicado por: paula em março 23, 2007 08:05 PM
VOU TENTAR DE NOVO POSTAR ISTO, PORQUE TENTO DESDE HÁ DOIS DIAS E APARECE-ME SEMPRE UM COMENTÁRIO A DIZER QUE FICA PENDENTE A CARECER DE AUTORIZAÇÃO:
Secret e Magniflora (a quem já respondi a tempo, mas sem estas referências), respectivamente:
Porque não é a 15B: Ver ciberdúvicas ("cujo com preposição").
Porque não é a 15A: Ver ciberdúvidas ("as regras do se não e do senão").
Gaspar:
Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise), sendo que, em algumas destas situações, a próclise é mesmo considerada obrigatória. Os contextos que atraem os clíticos para antes do verbo podem sistematizar-se da seguinte forma:
a) Partículas de negação. Ex. Nunca me avisaram. Não lhe foram dizer. Nada lhes falta. Nem nos falou.
Seja como for, se colocar-mos a expressão "não fosse (ela) entornar-se" no corrector ortográfico e sintáctico FLiP: http://www.flip.pt/online não acusa erro (o mesmo para "não se fosse (ela) entornar" e "não fosse a coisa complicar-se" / "Não se fosse a coisa complicar" - mas como também não acusa erro em "não deves-me nada"(!!!), não me parece de fiar...).
E pronto, Paula... Agora "calarar-te-ás" - como dizia a minha avó, que era da aldeia! :-)
PS - Já agora, para o futuro (em situações como a da pergunta nº 5), aqui fica: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=gentilicos - Dic. de Topónimos e Gentílicos do ILTEC.
PPS - Boa sorte nesta última fase do Campeonato Nacional de Lérias e Parvoeiras. agora estamos nas mãos de Deus (para os crentes) e/ou nas da Comichão de Tugas Canhos. Amén!
Publicado por: paula em março 23, 2007 08:02 PM
VOU TENTAR DE NOVO POSTAR ISTO, PORQUE TENTO DESDE HÁ DOIS DIAS E APARECE-ME SEMPRE UM COMENTÁRIO A DIZER QUE FICA PENDENTE A CARECER DE AUTORIZAÇÃO:
Secret e Magniflora (a quem já respondi a tempo, mas sem estas referências), respectivamente:
Porque não é a 15B: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18401
Porque não é a 15A: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
Gaspar:
Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise), sendo que, em algumas destas situações, a próclise é mesmo considerada obrigatória. Os contextos que atraem os clíticos para antes do verbo podem sistematizar-se da seguinte forma:
a) Partículas de negação. Ex. Nunca me avisaram. Não lhe foram dizer. Nada lhes falta. Nem nos falou.
Seja como for, se colocar-mos a expressão "não fosse (ela) entornar-se" no corrector ortográfico e sintáctico FLiP: http://www.flip.pt/online não acusa erro (o mesmo para "não se fosse (ela) entornar" e "não fosse a coisa complicar-se" / "Não se fosse a coisa complicar" - mas como também não acusa erro em "não deves-me nada"(!!!), não me parece de fiar...).
E pronto, Paula... Agora "calarar-te-ás" - como dizia a minha avó, que era da aldeia! :-)
PS - Já agora, para o futuro (em situações como a da pergunta nº 5), aqui fica: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=gentilicos - Dic. de Topónimos e Gentílicos do ILTEC.
PPS - Boa sorte nesta últIma fase do Campeonato Nacional de Lérias e Parvoeiras. agora estamos nas mãos de Deus (para os crentes) e/ou nas da Comichão de Tugas Canhos. amén!
Publicado por: paula em março 23, 2007 07:58 PM
deve ser deve...pergunto-me se ela sequer sabe ler? Ou a mãe/pai?? Será que sabem?
Publicado por: O Desconfiado em março 23, 2007 05:15 PM
A minha filha, para já, não tem um único erro nos testes. É notável, sobretudo se levarmos em conta que ela só tem um ano e meio. Esta rapariga vai longe!
Publicado por: Intelisperto em março 23, 2007 02:44 PM
CORRECÇÃO!!!!
Disse eu, aqui há uns tempos, que iriam, no máximo, 30 concorrentes >18 à final.
Rectifico: com o ponto sonegado a muitos concorrentes, chegará lá meia dúzia deles.
Faz todo o sentido, não faz? Numa categoria etária que tem muito mais concorrentes do que as duas outras categorias juntas, apenas meia dúzia chega à final.
É que não tenham dúvidas de uma coisa: como não há quotas para cada categoria (o que, a partir do momento em que o número de perguntas não é o mesmo para todos, é algo de impensável), e não podendo a CTC, por isso, basear-se no número total de pontos acumulados, uma vez que os adultos podem chegar aos 78 e as crianças não podem passar dos 27, o que vai acontecer é que a CTC vai basear-se na única coisa em que se pode basear num sistema destes: O NÚMERO DE RESPOSTAS ERRADAS!!!
Lembrem-se que, logo após o 2.º teste, devido às armadilhas deliberadas da CTC, já não há um único adulto sem erros. O total de adultos que contabilizavam apenas um erro era de 35 (antes de terem sonegado aquele pontinho, que agora devem ser menos). O total de menores de 15 nas mesmas condições é de mais de 100. O total da faixa 15-18 é de 42.
Recapitulando (se as contas não me enganam): estarão presentes na final uns 120 ou 130 (!!!) menores de 15, uns 50 da faixa 15-18 e, com mais este 3.º teste cheio de problemas para os adultos, não deverão passar estes de 20. Numa faixa que vai dos 19 aos 99, avaliem bem a justiça disto.
Nada tenho contra as crianças, como alguém aqui já insinuou (até tenho um filho). Mas rejo-me por valores de justiça. Se o CNLP não quer adultos na final, que o assuma claramente e que, continuando esta iniciativa nos próximos anos, ela seja apenas aberta a crianças, de forma a que os maiores de 18 não sejam postos "borda fora" por meios desonestos.
Publicado por: O Desconfiado em março 23, 2007 02:37 PM
José Pedro, esse quiz no Espaço Ágora parece ser interessante! A ver se passo por lá...:) É só à segunda-feira?
Alexandre, não estava a dizer que tinha sido de má fé!! Foi uma aposta...paciência! :) Como estava em sérias dúvidas e não soube onde procurar, resolvi fazer a pergunta. Mas não há crise...como tu dizes, pode ser que a CTC "invente" um erro para perfazer os 23 xD :)
Publicado por: SecretSoul em março 23, 2007 12:05 PM
Olá a todos. Descobri esta página ontem e devo dizer que me ajudou bastante nas correcções de última hora. De facto, este CNLP tem conhecido irregularidades que nem deveriam ser postas enquanto hipótese num concurso que diz querer defender ou ensinar a Língua Portuguesa. Percebo que isto indigne os amantes da nossa Língua, como tive oportunidade de constatar pela leitura daquilo que por aqui vão deixando comentado. Desejo boa sorte a todos neste CNLP e espero ter oportunidade para intervir nestas discussões submundanas da internet, das quais (lamentavelmente) só ontem tive conhecimento.
Bom campeonato,
Tatiana Duarte.
Publicado por: Tatiana Duarte em março 23, 2007 10:37 AM
22, Alex, 22!;)... Pode ser que a CTC considere 22 (o que eu espero que não aconteça, porque apostei nos 21). O menino não me susceptibilize! Já tapei os ouvidos e não quero ouvir mais nada... Coisa mais agoirenta, eu hem?! :-)))
Publicado por: paula em março 23, 2007 03:13 AM
«(Ó) Camões, grande Camões.
Quão semelhante acho teu Fado ao meu
Quando os cotejo..
Igual causa nos fez perdendo o Tejo
Arrostar co sacrílego gigante:
Como tu, junto ao Ganges sussurrante
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.»
Parabéns a todos os Camões desta Pátria que é
a Língua Portuguesa, ela que é de todos mas não é de ninguém.
É uma espécie de Puta.
Nunca se fala delas, mas que as há, há...
Tantas vezes elogiada, as mesmas vezes maltratada.
E...
«Incultas produções da mocidade
Exponho a vossos olhos, ó leitores:
Vede-as com mágoa, vede-as com piedade,
Que elas buscam piedade, e não louvores:
Ponderai da Fortuna a variedade
Nos meus suspiros, lágrimas e amores;
Notai dos males seus a imensidade,
A curta duração de seus favores:
E se entre versos mil de sentimento
Encontrardes alguns cuja aparência
Indique festival contentamento,
Crede, ó mortais, que foram com violência
Escritos pela mão do Fingimento,
Cantados pela voz da Dependência.»
Ass: Manuel Maria
P.S.:
Quem serão os proxenetas da nossa Língua Portuguesa?
Boa sorte a todos!
G.Lobo
-----------------------------------------------------
Publicado por: G.Lobo em março 23, 2007 02:58 AM
Muito obrigado, pessoal!
Fiz 27. Se nos encontrarmos na final, pode ser que leve 2 bolos: um para comermos e outro salmoneloso para atirarmos à CTC. =D
SS, desculpa ter-te induzido em erro quanto ao «bom do homem», mas eu estava mesmo convencido de que era erro e tudo o que disse foi de boa-fé. Enfim, pode ser que a CTC invente qualquer coisa lá pelo meio, que não tenhamos detectado, e considere a existência de 23 erros... não me espantava nada! lol
Publicado por: Alexandre Camões em março 23, 2007 02:10 AM
Magniflora e Secret (a quem já respondi a tempo, mas sem estas referências), respectivamente:
1) Porque não é a 15A: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
2) Porque não é a 15B: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18401
PS - Já agora, para o futuro (em situações como a da pergunta nº 5), aqui fica: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=gentilicos - Dic. de Topónimos e Gentílicos do ILTEC.
PPS - Boa sorte nesta últoma fase do Campeonato Nacional de Lérias e Parvoeiras. agora estamos nas mãos do Senhor (para os crentes) e/ou nas da Comichão de Tugas Canhos. Amén! @;-S
Publicado por: paula em março 22, 2007 11:59 PM
Magniflora e Secret (a quem já respondi a tempo, mas sem estas referências), respectivamente:
1) Porque não é a 15A: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
2) Porque não é a 15B: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18401
PS - Já agora, para o futuro (em situações como a da pergunta nº 5), aqui fica: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=gentilicos - Dic. de Topónimos e Gentílicos do ILTEC.
PPS - Boa sorte nesta últoma fase do Campeonato Nacional de Lérias e Parvoeiras. agora estamos nas mãos de Deus (para os crentes) e/ou nas da Comichão de Tugas Canhos. Amén! @;-S
Publicado por: paula em março 22, 2007 11:58 PM
Zé Pedro: what do U mean by "A partir de sábado tenho jornalistas com teclado palpitante na frente aguardando as últimas decisões da CTC"?
Ah, o Espaço Ágora!... O que eu estudei lá! :-)
Publicado por: paula em março 22, 2007 11:53 PM
Olá Lunáticos
Que dia!!!!!
Uma reunião das 10:30 até às 16:30, e outra a partir das 17:30! Tive de pedir,por telefone, e de memória, que respondessem por mim, via electrónica.
Amanhã vou enviar mensagem fundamentando TODAS as minhas respostas.
A partir de sábado tenho jornalistas com teclado palpitante na frente aguardando as últimas decisões da CTC.
E voltarei ao ataque com o critério de selecção.
QUIZ DO ÁGORA - QUIZ DO ÁGORA - QUIZ DO ÁGORA
Para todos os que gostam de testar conhecimentos e memória, a partir de segunda-feira, a partir das 22:00, no ESPAÇO ÁGORA, da AAL, em Santos, QUIZ para equipas até 5 elementos.
Há prémios EM TODAS AS SESSÕES E MAIS UM "JACKPOT".
QUIZ TEMÁTICO na última semana de cada mês, a partir de Abril.
Apareçam.
Vai haver notícias em quizdoagora.blogspot.com.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 22, 2007 11:40 PM
Ups!!!
Sacrilégio!!!
Quero dizer, escrever…, encontrarmo-nos!... Evidentemente!!!
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 11:35 PM
Bem. Já foi. Penso que também já fui, pois tenho -4 pontos (1+3) e apesar de vos ter lido atentamente não tenho a certeza de acertar tudo neste teste, principalmente no 1º texto onde por mais voltas que dê não consigo achar mais do 10 erros, e tenho visto várias referências a 11.
Penso que para o ano cá estaremos confraternizando, que isto de perceber o Português é no mínimo interessante.
Publicado por: José em março 22, 2007 11:33 PM
Alexandre
Também não quero deixar acabar o dia sem te enviar os parabéns pelas, quase, 28 primaveras (fiz bem as contas, não fiz?)…
Os nossos parabéns são (ou é?), o testemunho do nosso afecto e reconhecimento pelo teu contributo neste fórum durante o CNLP. Espero que continuemos a encontrar-nos por aqui!...
(Prenda de anos envenenada…)
@8-> (não resulta lá muito, mas, segundo o prontuário, pretendia ser um sorrisinho sarcástico, com óculos e turbante…)
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 11:29 PM
Secret e Magniflora (a quem já respondi a tempo, mas sem estas referências), respectivamente:
Porque não é a 15B: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18401
Porque não é a 15A: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
PS - Já agora, para o futuro (em situações como a da pergunta nº 5), aqui fica: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=gentilicos - Dic. de Topónimos e Gentílicos do ILTEC.
PS - Boa sorte para esta fase crucial do Campeonato Nacional de Lérias e Parvoeiras. O destino está agora nas mãos de Deus (para quem creia) e/ou nas da Comichão de Tugas Canhos. Amén!;-)
Publicado por: paula em março 22, 2007 10:10 PM
Agora é só esperar pelos resultados... Ou vai ou racha ;)
Alex, parabéns pelos 27 anos!! E obrigado pela resposta à minha pergunta do "bom do homem"...
Também considerei como erro, mas pelos vistos a página 204 diz o contrário...:S enfim..
Publicado por: SecretSoul em março 22, 2007 10:00 PM
Ei, bolas... Esqueci-me de duas coisas importantes:
QUIM: boa ideia... Havíamos de nos por todos de turbante e com a língua de fora, à porta do Concílio dos Deuses Comichosos. Quem sabe perceberiam a ideia? Pelo menos daria direito a uma boa cobertura televisiva! ;-)
ALEX: Parabéns, rapaz! Muitas felicidades!!!
Mas olha que já ninguém tem 27 anos, pá! :-P
Publicado por: paula em março 22, 2007 09:55 PM
Ressalvas: teste; o primeiro dos quais vai.
Publicado por: paula em março 22, 2007 08:02 PM
Está entregue o terceiro teste.
Já não espero nada. Citando do túmulo de Nikos Kazantzakis, autor do "Zorba, o Grego": "Não espero nada. Não temo nada. Sou livre."
E a quem acha que a posição lhe dá poder, em vez de responsabilidade, digo como Unamuno:
"Venceréis, pero no convenceréis. Venceréis porque tenéis sobrada fuerza bruta; pero no convenceréis, porque convencer significa persuadir. Y para persuadir necesitáis algo que os falta: razón y derecho en la lucha."
Para o ano vou ver se me inscrevo num qualquer campeonato de língua espanhola. Pode ser que me corra melhor.
Abraços, beijinhos, essas coisas, que afinal são o que importa.
Julião
Publicado por: Juliao
em março 22, 2007 07:54 PM
E pronto, para o ano há mais!..
Pelo menos para mim, este é o apeadeiro, com alguma desilusão!..
No entanto a ambição sempre foi a de aprender, não a de conhecer a Barbara Guimarães. Tenho pena de não ir ao derradeiro teste, mas quero deixar as minhas felicitações a todos os lunáticos que elevaram sobremaneira o nível deste campeonato! Graças também à lua, e não à CTC, o meu objectivo foi atingido, utilizar este desafio para ser melhor, por isso fico contente, deixo o meu obrigado e muitos parabéns a todos!
E muita merda para os que forem ao CCB!...
Publicado por: Tiago em março 22, 2007 06:24 PM
Hello everybody! :-)
E particularmente ao Alex que continua e ao Quim que decidiu parar mas com quem continuarei a contar por cá (belíssimas intervenções!).
Venho hoje aqui apenas para desejar boa sorte aos retardatários (lol).
Remeti ontem o texto, mas continuo com as antenas ligadas ao 2º texto, "não vá dar-se o caso" (não se vá dar o caso?;-) dele ter 22 erros, mas que se lixe (em bom português).
Deixo os meus pensamentos noctívagos de ontem, que já não publiquei porque o sono me dominou (o primeiro dos quais vais de encontro ao contributo do Gaspar):
[Pergunta] Qual a conjugação correcta:
"Poderia entender-se..." ou "Poder-se-ia entender..."?
[Resposta] Tanto é correcto dizermos poderia entender-se, como poder-se-ia entender. O emissor escolherá a forma que mais lhe agradar. Incorrecto é dizermos poderia-se entender.
(In ciberduvidas)
Mas, e a negativa, pergunto eu?... Permitiria ainda as duas hipóteses? Ou estaria fora de questão o "não poderia entender-se", restando o "não se poderia entender"? Repare-se que é "isto não se pode admitir" (não se pode admitir uma coisa destas), e não "isto não pode admitir-se" (não pode admitir-se uma coisa destas).
"Receei que ele não fosse entender-se com aquilo" X "Receei que ele não se fosse entender com aquilo" (creio que apenas a 2º estará correcta, com o reflexivo antes do auxiliar, mas...).
E, por fim, o equivalente ao nosso caso: "Segurei-a, não fosse ela magoar-se" X "Segurei-a, não se fosse ela magoar" (aqui, sem dúvida que é a 1ª que me parece bem, que vai de acordo com a forma como me habituei a ouvir, a ler, a falar e a escrever).
Ou seja... Há aqui qualquer coisa, neste recurso ao pretérito imperfeito, que me leva a crer estarmos em presença de uma qualquer regra que se me escapa, daí a minha insegurança. Todavia, dei o "não fosse entornar-se" por certo. E siga p'ra bingo!
______________________
8D - Perante a frase "o que mais o agradou no espectáculo foi a cantora lírica", tendo em conta que eu não agrado alguém, mas a alguém, afirmamos imediatamente que "aquilo agrada-o" não se poderá dizer em português europeu, mas sim "aquilo agrada-lhe = aquilo é-lhe agradável; logo, está incorrecta.
Todavia, a cantora é o sujeito que agrada ao complemento directo, certo? O que nos faz lembrar aquela do "a médico, confessor e advogado não enganes" (questão 14 do 2º teste, presença do CD). Ora, os pronomes pessoais da 3ª pessoa são "se", "o" e "a" no caso do CD, e "lhe" (a ele) para CI. Não é estranho? Ou há qualquer premissa errada neste raciocínio (tipo: a cantora foi "o que" (CD) mais agradou "a ele" (CI)?
Dei por mim a pensar em duas hipóteses distintas: "Ela deu-lhe algo que lhe agradou" (CI) e "Ela agradou-o à primeira vista" (CD).
Claro que não achei piadinha nenhuma a esta hipótese, e mandei o teste como estava, até porque nunca tive dúvidas de que a 8A estaria correcta (http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=19823 e http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=19104).
Isto porque "quando o pronome relativo "quem" é sujeito da oração, «constrói-se, de regra, com o verbo na 3.ª pessoa do singular» (Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo , 16.ª ed., Lisboa, Sá da Costa, 2002, p. 499)". (ciberduvidas).
Mas que arranjei lenha para queimar mais umas horitas de descanso, lá isso foi! :-S
Finalmente, acabou! Volto depois para saber quem se safou, eheheh. Até lá, sabem o meu contacto de email, in case U need me! :-)))
Baci a tutti,
Paula
Publicado por: paula em março 22, 2007 05:15 PM
Acabei de submeter. Assim já não passo a tarde angustiada com algumas das dúvidas que tenho!
boa sorte a todos!!!
:-)
Publicado por: Gotinha em março 22, 2007 04:47 PM
Gaspar Solipa,
Obrigado pela referência. Essa página é inequívoca. Infelizmente, já enviei o meu teste...
Publicado por: Alexandre Camões em março 22, 2007 03:49 PM
Para O Irado:
Eu vi num diccionário das Selecções editado pela Porto Editora que tecedeira era entre outras coisas, feminino de tecelão.
Publicado por: jf em março 22, 2007 03:35 PM
A questão do "bom do homem"
Página 204 da "Nova Gramática...": "o raio do menino", "a desgraçada da mulher".
Recurso expressivo, generalizado nas língua românicas(nota 4), é a varacterização de um SUBSTANTIVO por meio de um NOME (substantivo ou adjectivo) anteposto, ligado pela preposição "de", num sintagma nominal do tipo: (os exemplos dados)
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 02:07 PM
Paula,
Agradeço-te, muito sensibilizado, a solidariedade e o incentivo, mas com tantos erros e falta de critérios consistentes (sobre todos os aspectos), na organização de um concurso como este, decidi mesmo suspender aqui a minha participação.
Se continuasse, não me iria sentir bem com a sensação de estar a colaborar em algo que me “soa” a falso, que não está a cumprir a sua função, a de fomentar a aprendizagem e o conhecimento da Língua Portuguesa de uma forma lúdica, mas com rigor, autoridade e competência técnica. No entanto vou continuar a acompanhar e a aprender, que é o mais importante, daqui.
Já tens o Prontuário Ortográfico de 2007 ? Tem uma lista de símbolos para SMS e E-mail…
:-D , 8-))) (com óculos…) , @:-P (de turbante a deitar a língua de fora) , e mais alguns… deves gostar.
Boa sorte a todos! :- )
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 01:26 PM
10- alínea a
12 - alínea a
15 - alínea d
Publicado por: Doidinha em março 22, 2007 01:10 PM
Há uma coisa que acho particularmente estranha.
Todos concordamos, ou pelo menos a vasta maioria de nós concorda, que o feminino de tecelão é, pela gramática de referência, tecelã ou teceloa.
Agora pergunto: como é que aquela meia dúzia de concorrentes que acertaram todas as outras perguntas (ou seja, que percebem um mínimo disto), não falharam a pergunta da tecelã. Como é que essas pessoas conceberam que o femino de tecelão era tecedeira ou tecedora? A mim cheira-me muito a esturro! Não me admirava nada que esses concorrentes conhecessem a correcção, antes do prazo de entrega dos testes!...
Publicado por: O Irado em março 22, 2007 01:04 PM
Sobre " Migalhas é pão ", existe na realidade um ditado que diz "" Migalhas TAMBÉM é pão ""
Publicado por: José em março 22, 2007 12:54 PM
Caros,
os erros com que se deparam ao submeter os vossos comentários deve-se à plataforma na qual este weblog está inserido. Não tenho como intervir e muito menos como resolver. Lamento...
Deixo-vos dicas que serve para esta e para qualquer outra página que consultem na internet:
- Deverão sempre limpar histórico, cookies e cache no vosso browser. Fechar (todos os browsers) e voltar a tentar.
- Se, porventura, utilizam o IE experimentem outro browser. Este blog está optimizado para Firefox.
- O botão F5 (refresh) é vosso amigo. Experimentem.
BOA SORTE!
FELIZ PRIMAVERA!!
Publicado por: Ana
em março 22, 2007 12:48 PM
Paula,
Não me susceptibiliza até porque hoje faço 27 anos (ainda não tive tempo de desenvolver qualquer tipo de alergia à segunda pessoa do singular) =D
Bom do homem sabe bem, mas faz mal =P
Logo à tarde leio outra vez a gramática para me convencer que o «não se fosse entornar» é mais correcto do que o «não fosse entornar-se».
Pode ser que hoje alguma graça me alumie e desembarace este novelo linguístico.
Publicado por: alexandre camões em março 22, 2007 12:17 PM
O 3º teste está entregue. Boa sorte para todos e obrigado pela ajuda. Que o espirito do bom senso caia sobre o CTC, e lhe abra a cabeça
Publicado por: Magniflora em março 22, 2007 11:41 AM
Ainda o « não fosse entornar-se »
Ora vejam :
o clítico poderá estar antes do verbo auxiliar ou semiauxiliar (ex. Nenhum aluno o anda a ler; Sei que ele me veio visitar esta semana) ou depois do verbo principal (ex. Nenhum alunoanda a lê-lo; Sei que ele não veio visitar-me esta semana). Isto acontece provavelmente porque estas construções contêm um verbo considerado auxiliar ou semiauxiliar, mas que mantém ainda algumas características de verbo pleno, logo, o clítico tanto pode deslocar-se para antes da locução verbal (à semelhança do que acontece nos tempos compostos construídos com um verbo puramente auxiliar, como se se tratasse de um só verbo) como pode manter-se ligado ao verbo principal, de que depende semanticamente.
http://www.priberam.pt/duvidas/duvidas_detalhe.aspx?id=817
Numa gramática on line brasileira, e repare-se que a próclise é mais habitual no Brasil, encontrei o seguinte:
É interessante observar que se a palavra negativa precede um infinitivo não flexionado, o pronome pode vir depois do verbo: Calei para não a magoar. Calei para não magoá-la. / Saí para não os incomodar/para não incomodá-los.
http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=51&rv=Gramatica
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 10:27 AM
O método de Hondt. São 200 candidatos na 2º fase. Creio que começarão pela categoria dos mais novos. Seleccionam os que tiveram a pontuação máxima, nas três categorias. Se já perfizer 200, acabou a história. Senão, vão à pontuação seguinte. Se ultrapassarem os 200, aceitarão um pouco mais. Pelo Regulamento são 200 no total.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 09:11 AM
[E é que cá volto!...]
Alexandre,
Mas o "bom do homem" eu acho delicioso; é o "não fosse entornar-se" que me torna pseudo-neo-paranóide, de quando em vez, madrugada adentro. :-)
E não, não me lembro de há 2 anos atrás, porque não tive, então, conhecimento do CNLP. Concorri apenas o ano passado, mas sem 1/3 do empenho deste ano.
Já enviaste o teu teste (se é que esta 2ª do sing. não susceptibiliza)?
Grata, boa sorte e boa noite.
Publicado por: paula em março 22, 2007 03:14 AM
Quim (março 22, 2007 01:04 AM):
O 2º exemplo é brasileiro (paulista), "não conta"(!). Mas o d'A Morgadinha dos Canaviais convence! ;-)
Acabo de remeter o meu teste. Vou dormir.
Amanhã ainda regresso, para ver as modas.
Publicado por: paula em março 22, 2007 03:01 AM
Ó Paula e Jorge,
Isso é porque estamos a 22, estão a deixar-se levar pela superstição. ;)
Lembram-se do primeiro teste de todos, há 2 anos, com a questão da «última da hora»? Para mim vai dar ao mesmo, o correcto é «o bom homem» tal como na altura era «à última hora». Mas parece que estou absolutamente solitário nesta opinião... =(
Publicado por: Alexandre Camões em março 22, 2007 03:00 AM
José, creio que a Joana queria dizer "servirão"; ora lê lá as suas respostas de novo.
(22? Sabes que tenho andado com esse pressentimento?)
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:52 AM
Olá Lunáticos
Como eu suspeitava, não há critério.
Leiam o que está em baixo.
Tinha tecido outros comentários, mas houve falha quando o submeti.
Em traços largos, para mim chegou a hora de não aceitar mais insultos e faltas de respeito. Vou contactar jornalistas amigos e conhecidos para divulgar o que tem sucedido.
O facto de ter sido a Joana Lobo a interlocutora desta tarde, revela a total falta de respeito que a CTC tem em relação aos concorrentes e à própria assistente do CNLP, que tem demonstrado uma assinalável correcção ao longo deste penoso processo.
Para finalizar: 22 erros no 2.º texto.
Boa-noite
"Ex.mos Senhores
De acordo com o Artigo 9.º, número 1 do Regulamento do CNLP, “A segunda fase corresponde à Grande Final e a ela tem acesso o conjunto dos melhores 200 concorrentes, fazendo fé o quadro de pontuações estabelecido nas provas da primeira fase.”
Assim sendo, desejamos saber qual é o critério adoptado para seleccionar os referidos “melhores 200 concorrentes”, sabendo-se que se encontram repartidos por três categorias etárias, sendo que na primeira, a dos que têm menos de 15 anos, participam cerca de 1800 concorrentes, na segunda, a dos que têm entre 15 e 18 anos, participam cerca de 1800 concorrentes e na terceira, a dos que têm mais de 18 anos, participam cerca de 9000 concorrentes.
Serão seleccionados 200 concorrentes de cada categoria etária?
Serão os 200 lugares atribuídos proporcionalmente ao número de cada categoria etária, como seria lógico e de justiça? Será considerada a proporção de 1 da primeira (30), 1 da segunda (30) e 5 da terceira (140)?
Ou será adoptado um outro critério?
Ou não há critério e será tomada uma decisão posterior ao apuramento dos resultados dos três testes?
Para que não se gerem mais discussões, evitáveis, agradecemos que esta questão seja esclarecida a mais brevemente possível, antes mesmo de ser publicada a correcção do terceiro teste.
-------------------------------------------------------------------------------
Boa tarde,
O critério de selecção dos 200 finalistas é o seguinte:
Tal como menciona no seu correio electrónico: De acordo com o Artigo 9.º, número 1 do Regulamento do CNLP, "A segunda fase corresponde à Grande Final e a ela tem acesso o conjunto dos melhores 200 concorrentes, fazendo fé o quadro de pontuações estabelecido nas provas da primeira fase." Com isto queremos dizer, que serão os 200 participantes com a melhor pontuação acumulada.
Os resultados obtidos em cada uma das categorias é que serviram para definir as quotas a ocupar por cada categoria etária como nas edições anteriores.
Obrigada,
Joana
----------------------------------------------------------------------------------------
Olá Joana Lobo
Fiquei na mesma, como outras pessoas que têm tentado decifrar a mensagem.
Por aquilo que está escrito, como os maiores de 18 anos têm as melhores pontuações acumuladas, só serão seleccionados concorrentes dessa categoria. Ou não?
Como na categoria etária dos maiores de 18 anos não há totalistas, não haverá concorrentes dessa categoria na final?
Agradeço uma aclaração sobre a seguinte frase da mensagem:
"Os resultados obtidos em cada uma das categorias é que serviram para definir as quotas a ocupar por cada categoria etária como nas edições anteriores."
Que quotas? E serviram quando, já que não encontramos essa definição em lugar algum?
------------------------------------------------------------------------------------------
Boa tarde,
Até ter números finais, de participantes e pontuações não posso adiantar mais nada.
obrigada,
Joana"
Publicado por: José Pedro Borges em março 22, 2007 02:48 AM
Quim... Se não me engano, és meu congénere de pontuação. A tantos gestos ("xinfrins") já te deste tu, porque não apenas mais um? Manda lá o teste. Qual ex-concorrente, qual quê! Vá! :-)
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:47 AM
Olá lunáticos
Segue a minha troca de mensagens com o CNLP a propósito do critério de selecção de concorrentes para a final.
Parece que se verificam as minhas fundadas suspeitas; aquilo que parecia ironia transforma-se na triste realidade de uma CTC completamente à deriva: não há critério e no fim decidiremos quem vai à final.
Como último insulto, a CTC nem se digna responder, "delegando" a sua competência em quem tem dado a cara, atendendo os telefonemas e demonstrando que se pode ser correcto e digno, na simples condição de porta-voz.
Considero que foi ultrapassada a última barreira do decoro e do respeito, pelo que vou dar a devida publicidade ao que tem vindo a suceder.
Desde já informo que contactarei jornalistas amigos e conhecidos, vou sugerir uma visita a este blog estarei disponível para dar a cara na denúncia das iniquidades de que temos vindo a ser vítimas.
Nunca aceitei prepotências e discricionariedades irracionais.
Boa-noite a todos, e voto nos 22 erros.
"Ex.mos Senhores
De acordo com o Artigo 9.º, número 1 do Regulamento do CNLP, “A segunda fase corresponde à Grande Final e a ela tem acesso o conjunto dos melhores 200 concorrentes, fazendo fé o quadro de pontuações estabelecido nas provas da primeira fase.”
Assim sendo, desejamos saber qual é o critério adoptado para seleccionar os referidos “melhores 200 concorrentes”, sabendo-se que se encontram repartidos por três categorias etárias, sendo que na primeira, a dos que têm menos de 15 anos, participam cerca de 1800 concorrentes, na segunda, a dos que têm entre 15 e 18 anos, participam cerca de 1800 concorrentes e na terceira, a dos que têm mais de 18 anos, participam cerca de 9000 concorrentes.
Serão seleccionados 200 concorrentes de cada categoria etária?
Serão os 200 lugares atribuídos proporcionalmente ao número de cada categoria etária, como seria lógico e de justiça? Será considerada a proporção de 1 da primeira (30), 1 da segunda (30) e 5 da terceira (140)?
Ou será adoptado um outro critério?
Ou não há critério e será tomada uma decisão posterior ao apuramento dos resultados dos três testes?
Para que não se gerem mais discussões, evitáveis, agradecemos que esta questão seja esclarecida a mais brevemente possível, antes mesmo de ser publicada a correcção do terceiro teste.
-------------------------------------------------------------------------------
Boa tarde,
O critério de selecção dos 200 finalistas é o seguinte:
Tal como menciona no seu correio electrónico: De acordo com o Artigo 9.º, número 1 do Regulamento do CNLP, "A segunda fase corresponde à Grande Final e a ela tem acesso o conjunto dos melhores 200 concorrentes, fazendo fé o quadro de pontuações estabelecido nas provas da primeira fase." Com isto queremos dizer, que serão os 200 participantes com a melhor pontuação acumulada.
Os resultados obtidos em cada uma das categorias é que serviram para definir as quotas a ocupar por cada categoria etária como nas edições anteriores.
Obrigada,
Joana
----------------------------------------------------------------------------------------
Olá Joana Lobo
Fiquei na mesma, como outras pessoas que têm tentado decifrar a mensagem.
Por aquilo que está escrito, como os maiores de 18 anos têm as melhores pontuações acumuladas, só serão seleccionados concorrentes dessa categoria. Ou não?
Como na categoria etária dos maiores de 18 anos não há totalistas, não haverá concorrentes dessa categoria na final?
Agradeço uma aclaração sobre a seguinte frase da mensagem:
"Os resultados obtidos em cada uma das categorias é que serviram para definir as quotas a ocupar por cada categoria etária como nas edições anteriores.%
Publicado por: José Pedro Borges em março 22, 2007 02:41 AM
E não, "não será". Eu tenho um dicionário onde aparece "tecelã" (Dicionário Completo de Sinónimos e Antónimos, Texto Editores). Fosse ele um pouco menos completo...!
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:33 AM
Ó amigo Gaspar, o que foi isso? :-)))
Só não lhe digo "MSNe-me", porque o menino já remeteu a sua prova e são as horas que são, mas bem que precisei de um "desembaralhador neuronal". Agora farei eu o mesmo, e pronto!... Depois é esperar, e valeu pelo que valeu.
Torçamos.
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:22 AM
não fosse ele pretendê-los*
não os fosse ele pretender
(In Engrenagem, Soeiro Pereira Gomes, p.26)
Eu também! :-)
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:16 AM
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 02:09 AM
Magniflora: na 15A seria "senão (mesmo)"; 15B "DE cuja casa", 15C "fizeram mesmo". Logo...
:-)
PS - Acho que sobre o facto das siglas não fazerem plural, já todos ficaram convencidos, todavia, aqui vai o Livro de Estilo do Público: http://www.publico.clix.pt/nos/livro_estilo/21-siglas.html
Publicado por: paula em março 22, 2007 02:02 AM
Não vá o diabo tecê-las.
Não as vá o diabo tecer.
Não vá o diabo as tecer.
Não fosse entornar-se.
Não se fosse entornar.
Não fosse se entornar.
Prefiro "não vá o diabo tecê-las" e "não fosse entornar-se".
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 01:59 AM
* final
Publicado por: paula em março 22, 2007 01:55 AM
Não fosse (ele) sentir-se mal com as correcções.
Não se fosse (ele) sentir mal com as correcções.
Não fosses (tu) queixar-te das regras do Campeonato.
Não te fosses (tu) queixar das regras do Campeonato.
Não fosse eu passar-me com a CTC.
Não me fosse eu passar com a CTC.
Não fosse entornar-se / Não se fosse entornar...
Duvido que ambas as construções estejam correctas, e ainda ando para aqui a matutar no fibal do comentário Publicado por Gaspar Solipa em março 20, 2007 04:15 AM.
Publicado por: paula em março 22, 2007 01:50 AM
E a respeito da 15 não me dizem nada, eu sei que sou nova nestas paragens, mas já digo como os outros "migalhas é pão", ou seja, qualquer sugestão é bem-vinda.
Publicado por: Magniflora em março 22, 2007 01:45 AM
Também recebi a dita circular. Acho que todos os queixosos foram mimados com o texto "ipsis verbis". Resta o mérito da iniciativa: pôr-nos a refletir sobre os mecanismos da língua que é nossa. O mérito de o fazer é nosso...
Publicado por: Magniflora em março 22, 2007 01:31 AM
Um dia fui ao supermercado, tendo sido abordado por uma visitante que estava a lançar um dicionário. A frase de promoção desse dicionário era que ele era o único dicionário português que trazia bem o pêro bravo de Esmolfe. Para meu espanto, a versão desse dicionário estava errada, e por estar errada, já não me lembro qual era. Gostava que vissem a cara da menina quando lhe expliquei que o pêro era bravo e era de Esmolfe, uma aldeia ou vila perto de Penalva do Castelo. E logo, o certo era "pêro bravo de Esmolfe". Lembrei-me desta história ao ler a argumentação da CTC relativa à pergunta da tecelã. "Já tecelã, que encontramos em dicionários de origem brasileira, não será legítima no português «europeu», nem consta dos dicionários portugueses". Será, não será? Problema dos dicionários portugueses. Depois, na circular que enviaram aos concorrentes dizem esta pérola: "só poderá vir a fazer parte do léxico usado em Portugal num Vocabulário Comum, quando o novo Acordo Ortográfico entrar em vigor, o que não é ainda o caso". Isso é que era bom! Ou em Portugal efectivamente se usa tal palavra e ela faz parte do léxico usado em Portugal ou não vai ser um Vocabulário Comum que irá fazer com que se adopte tal palavra. Sei perfeitamente o que significa "bicha" no Brasil, mas isso não impede que me ponha na bicha, nem que diga ao meu irmão brasileiro (os meus irmãos são todos brasileiros!): "Ena, qu'a granda bicha!". Só fiquei admirado com a resposta: "Ondji? ondji?" Por acaso era uma fila enorme de carros na ponte...
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 01:27 AM
E para me despedir, antes da Boa Noite, mais uma cartinha para mimar o nosso querido júri.
Caro "Campeonato Nacional da Língua Portuguesa"
Que eu saiba, não lhe dirigi nenhuma reclamação relacionada com o 2.º teste. Aliás, não tencionava voltar a dirigir-me, nem a "si", nem a alguém que o represente, desde o "insulto" que me mandaram para justificar que "migalhas é pão"!
Mas confesso que não gostaria de perder esta ocasião para "lhe" sugerir que reconsidere e proceda da mesma maneira, com explicações fundamentadas, por mais risíveis que sejam (estou-me a referir concretamente à explicação do feminino da PALAVRA tecelã*), e extractos da gramática de referência, para me responder às reclamações que "lhe" enviei a propósito da correcção do 1.º teste.
*Nesta "explicação" é de muito mau gosto invocar que para a C"TC" existe uma "Língua Portuguesa" (europeia) para Portugal, e outra "Língua Portuguesa" para o Brasil...
Com os melhores cumprimentos,
O ex-Participante,
Joaquim Fernandes
Boa Noite!
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 01:14 AM
E mais estes (no google há muitos…):
Lamentava consigo o bom do homem o desmazelo doméstico da. sua cara-metade; a influência funesta dos missionários na paz das ...
www.portoeditora.pt/bdigital/pdf/MorgadinhaCanaviais_Cap19.pdf -
(A Morgadinha dos Canaviais Júlio Dinis
Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat)
Vera Pacheco Jordão - Menu
Tinha razão o bom do homem. Assim que abandonamos o vernáculo nos entendemos perfeitamente. Vejo agora nos jornais que vamos ter um Congresso da Língua ...
www.releituras.com/verapj_menu.asp - 16k - Em cache - Páginas semelhantes
(Este é muito engraçado e parece que vem a propósito!!!...)
Mas de quem rejeita um "tem que" de Fernando Pessoa nunca se sabe...
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 01:04 AM
RuiV... Da próxima vez que eu disser boa noite, se preferir, entenda como não sendo para si. Fica a sugestão, apenas porque eu vou dizê-lo muitas vezes, e não o quero incomodado. Por extensão da mesma lógica, e uma vez que eu costumo terminar cada comentário com "um abraço", veja lá não tenha um ataque de claustrofobia.
"Vá dormir!"... A construção está correcta, a postura não me parece.
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:58 AM
"Entornar", no Priberam:
do Lat. tornare
v. tr.,
despejar, derramar;
deitar por fora, extravasar, trasbordar;
Ora, uma garrafa pode deitar por fora!...
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:52 AM
Secret:
Eram (as) 8 horas.
Passava ("o tempo", para lá das) 8 horas.
Eu leio a coisa assim, embora não tenha encontrado nada formalizado. Nem no ciberdúvidas, ainda que aí, curiosamente, me aparecesse, uma vez mais, a construção como eu gosto (lol):
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=14441
E, em cima do prazo, para mim vai ter que bastar.
Dúvidas de última hora, estarei no MSN: paulacosta98@hotmail.com
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:47 AM
Também na net se encontra um extracto de Alexandre Herculano usando «poalho» como pó fino...
Por que raio se há-se enfiar ali a preposição? Faz-me espécie! lol
Publicado por: Alexandre Camões em março 22, 2007 12:35 AM
* opções [e Paula uma vez bastava:-)]
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:31 AM
Duas construções:
1- informar que... A subordinada é o complememto directo
2- informar (alguém) de que...Alguém é que é o complemento directo.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 12:31 AM
Boa noite a todos!
Publicado por: Magniflora em março 22, 2007 12:30 AM
Bom, lá recebi a tal circular.
Vencida mas não convencida.
Quase aposto que, com jeitinho, se encontraria quem, de lá de dentro, nos dissesse que as primeiras opões daquela gente para a 2 e a 18 tinham sido outras, e que depois as alteraram.
Vivendo e aprendendo!... Assim é com todos.
Boa sorte a quem se esforçou por fazer o seu melhor e ajudou quem pôde!
Paula
Paula
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:29 AM
Margarida: as minhas respostas foram as tuas com excepção da 26 (porque ao mencionar-se "quem" se informou, exige-se do "de que") e da 29 (porque seria uma palena meiO cheia). Pensa nisso, se quiseres. E muito boa sorte para ti! :-)
Publicado por: paula em março 22, 2007 12:25 AM
Já me esquecia de “o bom do homem”…
Não sei se chega para a C”TC”, mas aqui fica o resultado da minha breve pesquisa:
“ Passeando um dia, por essa época, no jardim do bom do homem com o meu amigo Marinho, observei-lhe como, cá na Terra, a felicidade depende de bem pouca coisa. Que teria acontecido, em 27 de Julho, se tivesse…”
(Tradução de um conto de George Sand)
“E o padre ria, ria de boa feição, ao pensar no logro que havia de pregar a Jorge, ria e comia o bom do homem, que era um gosto vê-lo.”
(Júlio Diniz - Fidalgos da Casa Mourisca)
Publicado por: quimxinfrim em março 22, 2007 12:25 AM
Margarida
Concordo com Ana José em março 21, 2007 11:22 PM
26- informei - predicado
o - complemento directo
sem o "de" teríamos outro complemento directo, o que é impossível, logo, tem de ser outro complemento, o qual é regido pela preposição "de". Repare que em francês o pronome é complemento indirecto e é isso que permite que a subordinada seja complemento directo. Na a) já lá está "V. Exª", o complemento directo. Então teria de ser "de que vou amanhã": "Informo V. Exª de que vou amanhã".
A 26 é b).
Na 29, tinha que ser "meio cheia". Por exclusão de partes tem de ser a c), mas para isso tem de se reparar que o verbo está na 2ª pessoa do plural, e contrariar o automatismo de apontar como erro o "s", que só é erro na 2º pessoa do singular.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 22, 2007 12:23 AM
Enviei esta carta à CTC
Caros membros da CTC,
Tenho por hábito aceitar os regulamentos dos concursos em que participo incluindo este que acho deveras interessante e que polémicas à parte deve ser mantido e incentivado.
Não quero com isto dizer que concordo com todas respostas validades pela CTC, muito menos a que se refere ao feminino de TECELÃO e a IMIRJO
Se TECELÃ não é o seu feminino, Tecedeira e Tecedora também não o são, uma vez que são o feminino da palavra Tecedor. Um sinónimo é um sinónimo e nada mais do que isso. Não é obrigatoriamente um substituto
Por exemplo, se eu e um digníssimo membro dessa Comissão, saltarmos para uma piscina, não há dúvidas… tu imerges e eu como não IMIRJO , vejo-me aflito para entrar dentro de água, mas só após o conseguir é que me apercebo do erro que cometi, é que tu emerges e como eu não EMERJO, afogo-me.
Não há dúvida que o eminente Lindley Cintra diz que emergir/imergir são verbos defectivos, mas permito-me pensar que na altura que o escreveu devia estar imerso, no mínimo em grandes pensamentos.
Melhores Cumprimentos
José Paiva Lopes
Publicado por: José em março 22, 2007 12:20 AM
Considera-as em sentido figurado, e muito bem, uma vez que a metonímia é uma figura de sintaxe.
Não digo que haja qualquer qualidade no texto. Apenas me parece que, se a CTC se quiser defender, pode muito bem argumentar que se trata de uma metonímia, caso no qual ninguém lhe pode provar o contrário, visto que se trata de uma interpretação do texto.
E quanto à outra questão, não me dá a sua opinião?
Publicado por: Alexandre Camões em março 21, 2007 11:55 PM
Alexandre,
Pode ser que esteja enganado, mas "morrer de frio, de amor, de inveja, etc. ...", eu interpreto como expressões com sentido figurado. Substituindo o "morrer" por "sofrer", "sofrer muito"...
Vieram-me à mente exemplos como "dar um mergulho no gelo (água fria)" ou "esta aguardente é pólvora (muito forte)", mas evitei-os pela mesma razão.
Ainda não procurei outras opiniões para fundamentar melhor esta apreciação mas irei fazê-lo assim que puder...
Frases como: - “morrer de acidente, …de um terramoto, …de naufrágio, …da guerra, …de uma explosão, etc.”, - sinceramente, não me lembro de ter ouvido!
Publicado por: quimxinfrim em março 21, 2007 11:45 PM
SECRETSOUL,
Elidi as minhas dúvidas sobre o «Não passavam das oito...», porque encontrei uma gramática manhosa, brasileira, que diz que é erro. Parece que tem que ver com a regência da preposição «de». Neste caso, as oito horas não são o sujeito, logo o verbo não se flexiona com elas. Agora tudo parece ridiculamente simples. O bom do homem, para mim, é erro.
JULIÃO,
Estive a dar uma vista de olhos à sua dúvida e parece-me que se trata de uma oração subordinada adverbial reduzida. No entanto, não estou a ver como é que isto pode ajudar a resolver a questão. A leitura da p. 315 parece-me mais clara para se considerar este caso como um erro; ou estarei enganado?
Publicado por: Alexandre Camões em março 21, 2007 11:23 PM
Margarida:
29, porque não a C?
Está correctíssima, se considerarmos que vistes se refere à 2.ª pessoa do plural.
Atenção, 26 é B. (Informo alguém de alguma coisa)
Publicado por: Ana José em março 21, 2007 11:22 PM
O rio do tempo passa... o bom homem olha para ele... o bom do homem é ser paciente....
o bom homem, para mim!
Publicado por: Cristina em março 21, 2007 10:42 PM
O rio do tempo passa... o bom homem olha para ele... o bom do homem é ser paciente....
o bom homem, para mim!
Publicado por: Cristina em março 21, 2007 10:41 PM
Pois...eu também gostava muito de mandar e-mails para a CTC a expor a minha opinião, e claro para reclamar da da tecelã e da do prevaricarem..entre outras!
Mas como nunca obtive resposta, prefiro contrariar a minha personalidade e desistir já!!
Gaspar concorda com as minhas respostas?
*
Publicado por: margarida em março 21, 2007 10:40 PM
Cara Comissão Técnico-Científica,
Se eu tivesse respondido à pergunta 2 do segundo teste com as vossas duas respostas, aceitaria de bom grado que me anulassem a resposta. É isso que está estabelecido. Como respondo pela internet, nem o formulário de resposta me permite assinalar duas respostas por pergunta. Se o tentar, automaticamente, fica anulada a primeira resposta que dei. Assim, não posso acreditar que na fase da idealização ou concepção do teste, já estivesse prevista a possibilidade que agora defendem. Quando se idealiza um teste de escolha múltipla, a regra de apenas uma das alternativas estar certa é inelutável. A reciprocidade é fundamental. Assim como não se aceita que um respondente assinale duas respostas, mesmo que esse respondente respondesse com as vossa duas propostas, também não é crível que o conceptor do teste prevesse duas respostas. Ponho-me a adivinhar. Para o conceptor do teste qual foi originalmente a única resposta à pergunta? Tecelã, é óbvio! Depois consultaram as obras de referência e emendaram mal. Reparem que nada vos obrigava a pôr a palavra "tecelão"... Porque não usam o formulário da net para as vossas correcções? Ele não permite duas alternativas na mesma resposta. Façam como ele. Registem-se, escolham um nome de utilizador, uma palavra-chave e assinalem as respostas correctas. Vão ver que, se na mesma pergunta, quiserem assinalar duas alternativas, ao assinalarem a segunda, a primeira desaparece. Desculpem lá, se o conceptor do teste se enganou, e reparem que não sou eu que o digo, tomem a única atitude possível: anulem essa pergunta! No e-mail que me enviaram, obviamente uma circular, nada dizem acerca da pergunta 23, da qual reclamei. A pergunta menciona "conjugações verbais", a resposta a ter algum erro, ouso dizê-lo, porque bem sei a oposição habitual "ter de/ter que", nada tem a ver com a conjugação verbal. Se era a questão do "ter de/ter que" que estava na vossa mira, então redigiram mal a introdução à pergunta. Outra que só tem um caminho: anulação da pergunta. Ainda na fase da concepção do teste, houve outro erro. No primeiro texto, "pervaricarem", a ser verdadeira a vossa argumentação, deveria ter sido grafado "pervaricar". Quem aceitou ou escreveu "pervaricarem" também aceitou "merecerem". Pior, isso induz em erro o respondente. Já não falo de a função sintáctica ser sempre complemento directo. Nem de a Diciopédia apresentar a forma "imirjo" para o verbo imergir, nos verbos portugueses. Já não falo de perguntas repetidas ipsis litteris em testes diferentes. Também não falo da impossibilidade de emendarem todos os "vossos/vossas" que multipliquei neste texto para vos provar que já no ano passado tiveram uma má decisão.
Entre tantos e-mails que vos chegam, mais um menos um, se é que não é todos ou nenhum, vem a dar tudo no mesmo. E até imagino que sejam quase todos repetitivos e por isso nenhum se destacará mais. Em suma, nem a vossa atenção nem as características das mensagens permitirão destacar seja o que for. Como posso esperar uma atenção personalizada a este meu e-mail?
Com toda a consideração
Concorrente
Publicado por: Gaspar Solipa em março 21, 2007 10:24 PM
Então, ainda não conseguem..ou já não têm dúvidas..:P
*
Publicado por: margarida em março 21, 2007 10:24 PM
Afinal parece que já deu....eu segui os conselhos da Ana e eliminei os cookies e limpei o histórico..fiz o refresh, claro, e resultou!
Vá...seguim lá as dicas da Ana a ver se dá!
*
Publicado por: margarida em março 21, 2007 09:59 PM
Alexandre Camões,
já chegou a alguma conclusão sobre o "bom do homem"? Neste momento é a minha única dúvida. Estou farto de tentar pesquisar alguma coisa, mas não tenho encontrado nada relevante...
Publicado por: SecretSoul em março 21, 2007 09:58 PM
Então, é uma pena realmente isto não estar a dar! O que dava agora jeito era ter os e-mails...mas pronto paciência! Desta vez vamos mesmo ter de nos dessenrascar sozinhos... :D
Bem..eu vou enviar o meu teste conforme disse no post das 19h, gostava muito de poder ver as vossas opiniões..mas lamento!
E também não vou poder ficar aqui até tarde, logo é mesmo, como eu gosto, seja o que deus quiser, ou melhor a nossa CTC!
Boa sorte para todos!
E as melhoras para o blog da lua!(Ana acho que a tua lua entrou em eclipe total...está tapada pela CTC! :P)
*
Publicado por: margarida em março 21, 2007 09:56 PM
Teste
Publicado por: Adolfo em março 21, 2007 09:50 PM
Caros,
os erros com que se deparam ao submeter os vossos comentários deve-se à plataforma na qual este weblog está inserido. Não tenho como intervir e muito menos como resolver. Lamento...
Deixo-vos dicas que serve para esta e para qualquer outra página que consultem na internet:
- Deverão sempre limpar histórico, cookies e cache no vosso browser. Fechar (todos os browsers) e voltar a tentar.
- Se, porventura, utilizam o IE experimentem outro browser. Este blog está optimizado para Firefox.
- O botão F5 (refresh) é vosso amigo. Experimentem.
BOA SORTE!
FELIZ PRIMAVERA!!
Publicado por: Ana
em março 21, 2007 07:53 PM
Resposta à Comissão enviada hoje às 19h11m, sobre a correcção do 2º teste:
"Cara Comissão,
A Comissão T.C., pode achar o que quiser, penalizar os que estavam certos e
reconhecer méritos a quem não os merece, fundamentada nos absurdos que quiser.
O que esta CTC não quer nem pode operacionalmente reconhecer, neste momento, é que formulou mal as questões e que fundamentou mal as correcções subestimando o valor de alguns concorrentes, tratando-os com pouco respeito e muita sobranceria, como posso comprovar pelos "e-mails" que recebi.
A C.T.C., meteu-se num beco sem saída ao efectuar testes mal feitos e não demonstrou nem competência, nem honestidade e muito menos humildade, para tratar a LÍNGUA PORTUGUESA como ela merece, à medida que os problemas foram surgindo na correcção dos testes.
Portanto, prestou e continua a prestar um mau serviço à Língua e à comunidade lusófona. Não abordando os reais problemas que existem na Língua, preferindo optar por um caminho pretensamente mais erudito e científico, com floreados e rococós de
interesse pedagógico no mínimo duvidoso, ignorando autores e atentando contra obras de referência e outras, para levar a sua avante numa correcção heróica.
Andou a DAR TANGA a quem aqui andou, e eu,
desapaixonadamente estou-me a marimbar (-sim, existe em português europeu -)
para as vossas explicações e continuarei alegremente a dar os
meus mesmos erros.
P.S.- A forma correcta de uma Comissão Técnico-Científica de Língua Portuguesa terminar uma carta é com "Melhores Cumprimentos"?
Não me vão dizer que traduziram do inglês " Best Regards"?
Obrigado
Concorrente CNLP nº 4332
Publicado por: G.Lobo em março 21, 2007 07:18 PM
Olá!*
Como sempre, hoje á noite vou fechar o meu teste!
Respostas:
»1.ºTexto - 11 erros
»1- A
»2- B
»3- B
»4- B
»5- C
»6- A
»7- B
»8- A
»9- C
»10- A
»11- A
»12- A
»13- A
»14- C
»15- D
»16- B
»17- C
»18- C
»19- C
»20- A
»2-ºTexto- 21erros
»21- B
»22- C
»23- B
»24- B
»25- B
»26- A
»27- C
»28- C
»29- A
»30- C
e então o que acham?? Logo à noite volto, para ver se concordam e se posso ter esperança que desta vez vou acertar todas!
Até logo...*
Publicado por: margarida em março 21, 2007 06:41 PM
Afinal era fácil.
No infopedia.pt:
Entornar
verbo reflexo
1. virar-se;
Publicado por: Ana José em março 21, 2007 05:48 PM
Bem visto, Irado.
2.º texto: entornar-se devia ser, definitivamente, um erro. Como é possível que uma garrafa se entorne? O líquido (vinho), sim.
Publicado por: Ana José em março 21, 2007 05:43 PM
Esta gente é decididamente estúpida.
1. Afirma implicitamente que o feminino de uma palavra corresponde ao feminino de uma palavra sinónima, já que o dicionário remete uma para a outra (que estranho o dicionário remeter para palavras sinónimas!);
2. Afirma explicitamente que a gramática não descreve tecelã como feminino de tecelão, mas reconhece que forma o feminino por uma ou mais de três formas possíveis: tecelona, tecelã ou teceloa. No entanto, na correcção aceita como feminino DUAS palavras que não têm nenhuma dessas terminações possíveis, já que a gramática não indica explicitamente que tecelã é o feminino de tecelão. Já agora, a gramática deve ser mesmo uma porcaria, uma vez que não enumera todos os femininos de todas as palavras existentes acabadas em -ão!
Isto é uma Comissão da Estupidez que escabuja na bodega técnico-científica que a seu bel-prazer vai ejaculando e com que premeia a ignorância de certos concorrentes.
Enviarei o mais rapidamente possível vários textos para os media denunciando o supra-analfabetismo desta comissão de idiotas!
Publicado por: O Irado em março 21, 2007 05:38 PM
Olá
A CTC já deu notícias, resumindo, fica tudo conforme está em relação ao 2º teste.
Caro Participante,
Junto enviamos um esclarecimento sobre algumas questões relacionadas com o 2.º Teste.
A Comissão Técnico-Científica tem seguido com muita atenção as reacções de concorrentes a propósito de algumas perguntas dos testes do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa e deseja reafirmar que a sua atitude é de grande respeito pelas observações que lhe têm sido enviadas.
Tendo em consideração a complexidade e a riqueza da língua portuguesa, é com espírito de abertura e, ao mesmo tempo, de rigor que a Comissão Técnico-Científica procura analisar as diversas observações recebidas de concorrentes, mormente quanto a duas questões que foram alvo da maioria das reclamações que nos chegaram, que aqui respondemos, em definitivo, de acordo com o regulamento que estabelece os parâmetros do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa.
Os prazos e a estrutura do Campeonato não autorizam outra postura, mesmo que se quisesse debater por mais tempo algum tema.
Decisões da reunião da Comissão Técnico-Científica:
*Pergunta n.º 2 do 2.º teste:*
Qual o feminino de tecelão?
Quanto a esta questão, e tendo, entre outras, presente a argumentação daqueles que protestaram através de um mesmo texto comum, que nos foi repetidamente enviado por diversos endereços electrónicos, mencionando a Nova Gramática do Português Contemporâneo no que diz respeito à mudança do final -ão em -ao, -â e -ona, conclui-se que essas palavras só podem fazer feminino nessas três hipóteses, mas não obrigatoriamente nas três em simultâneo. Nem se afirma que tecelã seja hipótese para feminino de tecelão (veja-se a página 193 dessa Gramática de referência).
Em conclusão, a Nova Gramática da Língua Portuguesa não indica como feminino de tecelão a palavra tecelã; nem o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, que é a outra obra de referência do concurso, regista esse feminino. Remete para tecedor, cujo feminino é tecedora e tecedeira (veja-se página 1478).
Ao proceder a uma análise desapaixonada, lembramos que, para feminino de tecelão, não está abonada tecelã nem no exaustivo Vocabulário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, nem no Vocabulário Resumido, publicado em 1970 pela mesma Academia. Também não está abonada no conceituado Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves. Igualmente não está no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, de 2001.
De facto, a palavra tecelã está registada no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras. Todavia, só poderá vir a fazer parte do léxico usado em Portugal num Vocabulário Comum, quando o novo Acordo Ortográfico entrar em vigor, o que não é ainda o caso.
A Comissão Técnico-Científica decide, nesta conformidade, manter a decisão anterior sobre as respostas a esta pergunta.
*Pergunta n.º 18 do 2.º teste:*
Das seguintes frases, qual é a correcta:
A – Tentam o possível por fazerem o melhor.
B – eles deixaram de irem ao cinema.
C – Convidei-os a entrarem na minha casa.
D – Eu a trabalhar, tu a preguiçar.
A resposta C como correcta (e indicada na correcção) não foi alvo de contestação no conjunto das mensagens que nos chegaram, pois essa argumentação, utilizando a abordagem de dados da Nova Gramática do Português Contemporâneo, conclui, ela própria, que é incontestável ser correcta a frase constante em C.
Ora, sendo correcta, fica encontrada uma resposta sem controvérsia, facto que demonstra o mérito do critério de quem a preferiu, o que é fundamental num Campeonato com estas características.
Resolvida que fica a questão à pergunta, atenhamo-nos, então, à frase apresentada em D, que foi motivo de contestação.
A argumentação refere particularmente os considerandos nas páginas 482-483, depois 484, e, finalmente, na 487 da Gramática de referência, sobre o infinito flexionado e não flexionado. Mas esquece, passando por cima sem atenção, exactamente o que se diz nas páginas 485-486. Citamos:
«O INFINITIVO assume a forma FLEXIONADA:
1.º) quando tem sujeito claramente expresso:
Ex: «Mas o curioso é tu não perceberes que não houve nunca ilusão alguma (…)»
4.º) quando se quer dar à frase maior ênfase ou harmonia:
Ex: «Aqueles homens gotejantes de suor, bêbados de calor, desvairados de insolação, / a quebrarem, / a espicaçarem, / a torturarem a pedra, / pareciam um punhado de demónios revoltados na sua impotência contra o impassível gigante».
Nota: os destaques constam no texto da própria gramática.
Na pergunta, o verbo preguiçar aparece isolado e não numa construção perifrástica com os auxiliares estar, andar, etc. O verbo no infinitivo flexionado dá uma ênfase particular à diferença de atitude dos dois sujeitos. Não se pode invocar a hipótese de auxiliar explícito, porque houve a intenção de dar ênfase aos dois comportamentos. Daí que a regra, citada pelos interpelantes, não se aplique.
Concluindo: para tirar partido das virtualidades da língua era recomendável que o segundo infinitivo da hipótese D fosse flexionado. Logo, a única solução adequada é a C.
Tendo em linha de conta o que atrás fica assinalado, a Comissão Técnico-Científica mantém a resposta dada na correcção ao teste.
Melhores Cumprimentos,
Pela Comissão Técnico-Científica,
Publicado por: Maria em março 21, 2007 05:15 PM
I quit. This CTC is SHIT. They don't deserve our efforts, neither our time. Bye.
Publicado por: O Abençoado em março 21, 2007 05:01 PM
http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=3515
Vejam-se as frases:
1) Passaram muitos anos.
2) Passaram-se muitos anos.
3) Passou muitos anos.
4) Passou-se muitos anos.
Agradecia se me pudessem dizer quais das frases acima estão certas. Não sei se o verbo é pronominal, se há voz passiva e se "muitos anos" é sujeito ou se é objeto direto.
Afinal, "passar" é pessoal ou impessoal em frases deste tipo?
Márcio J. C. Coimbra :: funcionário público :: Rio Grande do Sul, Brasil
[Resposta] A frase 1) está certa. O sujeito é muitos anos. Os muitos anos é que passaram.
A frase 2) também está correcta. O sujeito é muitos anos. O se podemo-lo considerar como palavra apassivante (ou apassivadora). Isto é, passaram-se = foram passados - como também se diz.
A frase 3) não está correcta, porque o verbo está no singular, mas o sujeito (muitos anos) está no plural.
A frase 4) também a podemos ter como correcta, considerando o se como palavra, ou, talvez melhor, partícula indeterminante do sujeito. O sujeito existe, mas não se sabe qual é, porque se encontra indeterminado pela partícula se, indeterminante do sujeito. Isto é, alguém passou...
Na frase agora acabada de escrever vemos também o sujeito indeterminado em «não se sabe.»
Mas reparem que nunca é "passar de tantas horas"
Aí, o verbo é impessoal. Já passa das cinco horas.
Só encontrei gramáticas brasileiras e todas pôem o verbo passar no singular:
http://www.gramaticaonline.com.br/gramaticaonline.asp?menu=1&cod=84
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sujeito
http://www.filologia.org.br/ixcnlf/15/07.htm
Publicado por: Gaspar Solipa em março 21, 2007 05:01 PM
José Pedro,
obrigado pela confirmação! :)
Publicado por: SecretSoul em março 21, 2007 04:41 PM
Test
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 04:33 PM
Alguém chegou a uma conclusão sobre o "Não passavam das oito da manhã"? Será que se pode considerar de construção análoga aos exemplos de verbos referidos na gramática (são, bater, etc) que indicam as horas?
Verificado no dicionário de verbos da Porto Editora, edição 1999; "passava das oito". Temos erro.
Publicado por: José Pedro Borges em março 21, 2007 04:05 PM
Abençoado, por onde andas? Estamos a precisar da tua ajuda.
Publicado por: Maria em março 21, 2007 03:56 PM
Alguém chegou a uma conclusão sobre o "Não passavam das oito da manhã"? Será que se pode considerar de construção análoga aos exemplos de verbos referidos na gramática (são, bater, etc) que indicam as horas?
"Eram 8 da manhã" é de construção idêntica a "Não passavam das 8 da manhã"? Estou cada vez mais confuso se isto será ou não erro...
Publicado por: SecretSoul em março 21, 2007 03:37 PM
«Com o verbo subentendido: “Estavam lá dezenas de jovens, se não centenas.” Subentende-se aqui a mesma forma verbal da primeira oração (“estavam”).
Uma regra simples para se verificar esta situação: neste caso é possível introduzir a expressão “é que” entre o “se” e o “não”: “Estavam lá dezenas de jovens, se é que não estavam centenas!”»
Não concordam que é um caso análogo à 15-A?
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 03:16 PM
Preciso de ajuda na 15. Pareço um feixe de dúvidas que o vento da indecisão ora empurra para a A, ora para a D. Socorro!!!
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 03:01 PM
Actualização
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 02:48 PM
Quinxinfrim,
Pelo contrário (e eu, na minha profissão, sei-o), as expressões «morrer de...» são praticamente todas metonímias, até entre médicos. Por exemplo, ninguém morre de frio, nem ninguém morre de acidente de viação, etc., mas antes das consequências destes.
Por outro lado, concordo consigo no que diz sobre o erro do «não fosse entornar-se». O que diz de «o bom do homem»? A estarmos ambos certos, seriam 23 erros.
Publicado por: Alexandre Camões em março 21, 2007 02:44 PM
Alexandre,
Registado e aprovado!
Já agora..., a propósito de mais um erro que quanto a mim passou despercebido à C”TC”, penso que "morrer de insurreição" não deve ser considerada uma metonímia. As metonímias parecem-me ser, quase todas, instituídas pela generalização do uso, tipo: "Está frio, não te esqueças do Kispo" ou "Agora estou a ouvir Beethoven" ou ainda "ela está a tirar Direito". Na minha opinião a metonímia não se aplica a ”morrer de… (qualquer coisa que não seja uma causa directa)”, porque esse tipo de expressões normalmente não se emprega.
Publicado por: quimxinfrim em março 21, 2007 01:34 PM
Recebi agora a resposta da Comichão à pergunta
17 do 1º teste.
Que diz o mesmo que está no Sítio na internet.
Respondi-lhes :
"Boa tarde.
Fazer uma comparação entre “ migalhas é pão “ e “o importante são as dívidas” , que como bem sabe ( ou devia saber )é uma das excepções descrita na Gramática L.C. e C.C, é
demonstrativo da competência e capacidade desta Comissão “ Técnico-Científica”.
Com este esclarecimento, já nem faz sentido voltar a perguntar se o sujeito fosse um animal
ou uma coisa, como é que seria.
Estou esclarecido, aliás, já estava.
Não contem mais comigo para concorrer e colaborar em fraudes.
Obrigado
Publicado por: G.Lobo em março 21, 2007 01:31 PM
Quantos erros estão a contar no 2º texto? Neste momento tenho 21 garantidos, e com dúvidas se serão 22 ou 23...
abraços e beijos
Publicado por: Jorge Pedroso em março 21, 2007 12:37 PM
Olá a todos, relativamente à pergunta 22, venho contribuir, ainda que tardiamente, com um facto que acho que ainda não foi referido, é que CRGE é a sigla de "Companhias Reunidas de Gás e Electricidade" , logo só por si já está no plural, pelo que não faria sentido, usando ou não plural em siglas, fazê-lo com esta.
De resto, está aqui um excelente blog!
Publicado por: Isabel em março 21, 2007 12:35 PM
Como me parece que este terceiro teste está a ser um belo desafio, vou expressar um desejo: que a correcção da CTC nos ilumine! Que não seja como a do segundo, que nos enfureceu!
Publicado por: Gaspar Solipa em março 21, 2007 10:48 AM
Sim, e para baralhar dei por mim agora a reflectir que na frase "(...) após o que quis pôr a garrafa bem arrolhada, não fosse entornar-se", o "não fosse entornar-se" não será uma oração subordinada adverbial final, estando implícita a conjunção subordinada final "para que"?
E o facto de o verbo estar no pretérito do conjuntivo (fosse), mesmo estando a conjunção implícita, não faz da oração uma oração
subordinada desenvolvida?
A NGLP, p. 605, refere que para ser uma subordinada reduzida o verbo teria de estar numa das formas nominais, e não numa forma finita (caso do pretérito do conjuntivo).
Ora, se a oração em causa for uma subordinada desenvolvida, a Nova Gramática da Língua Portuguesa diz que esta é uma das situações em que se recomenda a próclise.
Que vos parece? A esta hora tenho metade dos neurónios a dormir e os outros às voltas para os lados do cerebelo em passeata de protesto pelo adiantado da hora, pode-me ter escapado alguma coisa.
Vou dormir, que também faz falta.
Amanhã cá estaremos para limar as últimas arestas.
Abraços para quem é de abraços, beijinhos para quem é de beijinhos,
Julião
Publicado por: Juliao
em março 21, 2007 04:46 AM
alguem do 2º escalao 15-18 com 20 pontos ate agora tem hipotese?
Publicado por: Panda da noite em março 21, 2007 04:36 AM
Paula: já trabalhou de mais. Vá dormir! E, só para baralhar, já a/lhe ouvi dizer boa noite há algum tempo...
Julião: e com locuções verbais, com o infinitivo ou gerúndio, na negativa, aparentemente também se prefere a próclise...
Boa noite...ou o que resta dela.
Publicado por: RuiV em março 21, 2007 04:10 AM
Caríssimo e superlativo Julião,
Pois sim, que apanhei a ideia, pela qual já tinha passado no meu prontuário, mas que desconhecia ser a que se falava por aqui. A ela junto outras tantas, que fui deixando como rasto, só ficando descansada quando conseguir garantir que a 19B está errada (porque a 19C estará certa; o mesmo se passando, aliás, em relação à 22C, a que todos os dias atiro chumbo, que faz, porém, ricochete).
Agradeço-te imenso o cuidado, a estas belas horas (agora são 4), e dispõe também, por qualquer das 2 vias ao teu dispor.
Abraços.
Publicado por: paula em março 21, 2007 04:03 AM
Paula,
As regras de colocação dos pronomes átonos ocupam, na Nova Gramática da Língua Portuguesa, as páginas 310-318.
Transcrevê-las-ia, se não fossem três da manhã. Digitaliza-las-ia, se não fossem as leis do copirraite, e não fossem três da manhã...
Basicamente, a NGLP diz, na página 310, que quanto à colocação do pronome átono em relação ao verbo, (1) ele pode estar enclítico (calei-me), proclítico (eu me calei) ou mesoclítico (calar-me-ei) e que (2) sendo o pronome átono objecto directo ou indirecto do verbo, a sua posição lógica, normal, é a ênclise.
Dizem também que há casos em que se evita ou se pode evitar a ênclise, e enunciam:
1. Com um só verbo
1.1 Com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito, apenas se faz próclise ou mesóclise, nunca ênclise
1.2 é ainda preferida a próclise:
1.2 a) nas orações que contém uma palavra negativa (não, nunca, jamais, nada, etc.) quando entre ela e o verbo não há pausa:
- Não lhes dizia eu? (Mário de Sá Carneiro, CF, 548)
Nunca o vi tão sereno e obstinado (Ciro dos Anjos, M, 316)
1.2 b) nas orações iniciadas com pronomes a advérbios interrogativos
1.2 c) nas orações iniciadas por palavras exclamativas, bem como nas orações que exprimem desejo (optativas)
1.2 d) nas orações subordinadas desenvolvidas, ainda quando a conjunção esteja oculta
1.2 e) com o gerúndio regido da preposição "em"
E continuam por aí adiante...
Creio que com este excerto já consegues interpretar o suficiente sobre o que estava em questão.
Se precisares de mais, diz.
Julião
Publicado por: Juliao
em março 21, 2007 03:26 AM
Das CRGE's...
(A maioria de nós já leu isto, mas fica para os que entram agora):
"Confirmo que não é habitual pluralizar as siglas. O plural pode ser indicado pelo artigo (no caso das letras é costume duplicá-las para representar o plural: `política dos RR´). Eu escreveria, por exemplo `os CD-ROM´.
No entanto, como já escrevi anteriormente, não considero inexa(c)tidão condenável acrescentar o s: `ele tem CD-ROMs´ (mais do que um...). Não vem por isto mal à língua, tanto mais que o plural é habitual nos acró[ô]nimos e, frequ[ü]entemente, há incerteza sobre se uma sigla se pode considerar já ou não um acró[ô]nimo. É uma questão de preceito tradicional, não de estrita norma ortográfica ou regra gramatical e, nestes casos, não costumo ser inflexível.
Quanto ao apóstrofo, tem razão. Em princípio, é utilizado para supressão de vogal antes de outra vogal e foi banido em muitas utilizações frequ[ü]entes no passado. Não faz sentido usá-lo presentemente antes de s para pluralizar as siglas (o apóstrofo é definido como sinal de elisão...). Aberto que sou à inovação na língua, esta, porém, parece-me francamente desaconselhável."
In Ciberdúvidas (D’Silvas Filho ® :: 15/03/2005)
Publicado por: paula em março 21, 2007 03:17 AM
Para eventuais dúvidas residuais sobre a 22D (errada): http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=18192
Publicado por: paula em março 21, 2007 03:09 AM
Sobre 22C - "Entre tantos moradores, a gente dos grupos de Leste é muito trabalhadora" [ficaria "mai nito" os grupos de gente do Leste, mas ok]:
Não devemos confundir entre com de entre (= dentre).
A preposição entre dá-nos a ideia de situação, espaço, intermédio, reciprocidade.
(1) O Joaquim passava o dia entre os amigos.
De entre quer dizer do meio de:
(2) De entre a multidão saiu uma criança correndo.
Na frase (2), há movimento para fora dum âmbito. Esse movimento pode ser real ou não real:
(3) De entre os alunos distinguiu-se o Pedro.
Comparemos agora:
(4) O director é eleito de entre os professores disponíveis [no meio deles].
(5) O director é eleito entre os professores disponíveis [destacando-se].
Na frase (4) visualizamos o movimento (aparente) do professor a distinguir-se dos outros por ter sido eleito, escolhido. Não visualizamos esse movimento (aparente) na frase (5). Imaginamos o professor eleito mais estaticamente do que na frase (4).
Como vemos, ambas as frases estão correctas. É tudo uma questão de estilística.
[... E de intenção na mensagem, certo?].
Publicado por: paula em março 21, 2007 03:04 AM
O quimxinfrim publicou (em março 20, 2007 01:46 AM) o seguinte comentário:
Sugiro que interpretem a "Colocação dos pronomes átonos."...,"Com uma locução verbal"...,2º) A PRÓCLISE ao verbo auxiliar,...a) quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa: ...
(pág. 315 NGPC de C.C. e L.C.)
____________________________________
Alguém se importaria de me dizero que vem nessa página, para eu poder saber o que estou a perder? Prometo que, se for à final, compro essa Gramática, eheheheh. Tks! :-)))
& that's all for today, I think! Good luck.
Publicado por: paula em março 21, 2007 01:51 AM
Recebi o mesmo e-mail que o Julião e só reclamei da resposta anedótica tecedora/tecedeira. É um verdadeiro erro de palmatória! O comunicado anunciado pela CTC concerne a esta questão.
Quinxinfrim, já todos os argumentos foram explicitados em relação ao «migalhas é pão». Agora que cada um os racionalize, depois de passado o período de tendenciosidade.
Publicado por: Alexandre Camões em março 21, 2007 01:38 AM
À laia de curiosidade: "O adjectivo enorme está no grau normal. Provém do latim enormis, e (e- + norma), que significava saído da norma, irregular, desmesurado, muito grande. Em português, é normalmente utilizado nas duas últimas acepções. Não flexiona em grau, porque o seu sentido não admite variação de intensidade". (Ciberdúvidas) - Logo, o meu PS anterior é lixo.
Volto ao meu primeiro amor: "o animal mostrava grandíssima inquietação". Nesta, por mais voltas manhosas que d~e, não encontro defeito.
Publicado por: paula em março 21, 2007 01:36 AM
Á laia de curiosidade: "O adjectivo enorme está no grau normal. Provém do latim enormis, e (e- + norma), que significava saído da norma, irregular, desmesurado, muito grande. Em português, é normalmente utilizado nas duas últimas acepções. Não flexiona em grau, porque o seu sentido não admite variação de intensidade." (ciber).
Publicado por: paula em março 21, 2007 01:25 AM
teste
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 01:15 AM
Começo a ficar seriamente preocupada com a hipótese da 19B poder estar correcta:
(...) Há gramáticos que consideram que numa oração absoluta, independente (como é o caso em apreço), a partícula ou o pronome se tanto podem ligar-se ao infinitivo como ao verbo de que o infinitivo depende. No Dicionário de Questões Vernáculas, de Napoleão Mendes de Almeida (1981), por exemplo, surge o registo «Devem-se transformar as leis.» e explica-se que «quando apassivante, o se pode ficar entre o infinitivo e o verbo de que o infinitivo depende: ‘Deve-se repartir a herança’ – ‘Promete-se acabar com as injustiças’ – ‘Pode-se ver o que fez ele’ – “Peixes podem-se pescar...’».
Um conceituado autor português, Vasco Botelho do Amaral, no seu Novo Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa (1943) regista «devem-se comprar esses livros» e refere o seguinte: «Lembremos que é indiferente escrever ‘as cidades podem-se tomar’, ‘a fortuna parecia dever-se inclinar’ ou ‘podem tornar-se’, ‘dever inclinar-se’, etc. Cf. a pág. 152 da Gramática Portuguesa Elementar de Epifânio Dias.»
Na Moderna Gramática Portuguesa de Evanildo Bechara (1999), admite-se a ligação do pronome não só ao auxiliar como ao verbo principal, considerando-se, no entanto (e cita-se o Prof. Martinez de Aguiar), que, por um factor lógico se liga o pronome ao infinitivo, e não ao verbo auxiliar.
Há mesmo autores que consideram que, numa locução verbal em que o verbo principal está no infinitivo, deve ocorrer sempre a ênclise [colocação do pronome depois do verbo] ao infinitivo, ou seja, o pronome deve colocar-se após o infinitivo e a ele ligado. Tal é a posição de Celso Cunha e Lindley Cintra, na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (1997).
Do exposto, caro consulente, decorre que, em princípio, tanto se pode defender a correcção de «Deve manter-se o sigilo.» como de «Deve-se manter o sigilo.»
No entanto, não é essa a minha posição. Considero que, em substituição de «O sigilo deve ser mantido.», só é correcta a frase «Deve manter-se o sigilo.» A partícula apassivante deve ligar-se ao verbo manter. Por alguns motivos, assim o defendo:
1.º – Os pronomes clíticos devem estar junto do verbo ao qual dizem respeito (critério lógico).
2.º – A partícula apassivante é originariamente um pronome reflexivo que indica a passividade do sujeito, devendo comportar-se, a nível da colocação, como os outros pronomes.
3.º – Em locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo, é a este que os respectivos pronomes se devem ligar.
4.º – O verbo que está na passiva é o verbo “manter”, e não o verbo “dever”. Trata-se de “ser mantido”, e não “ser devido”. Se a frase inicial fosse «É devido manter o sigilo.», então a sua correspondente poderia ser «Deve-se manter o sigilo.»
5.º – Lembro-me de uma frase vulgarmente utilizada em erratas de livros: «Onde se lê (...) deve ler-se (...)», e não “deve-se ler”.
(In http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=13023)
... Embora me seja especialmente simpática a argumentação desta respondente.
PS - Confesso que já ando de roda da escolha de um superlativo em vez de outro (grandíssima/enorme) na 19C, que me parece tão correcta!...
Publicado por: paula em março 21, 2007 01:06 AM
Gostaria do vosso comentário acerca das soluções sugeridas. Agradeço-o antecipadamente.
Publicado por: Magniflora em março 21, 2007 01:03 AM
Ainda sobre o "precisam-se empregados":
http://ciberduvidas.sapo.pt/resposta.php?id=13536
http://ciberduvidas.sapo.pt/resposta.php?id=171
Publicado por: paula em março 21, 2007 12:53 AM
Mas "devia-se ter sido" ou "devia ter-se sido"???
Publicado por: paula em março 21, 2007 12:39 AM
Reclama (C/C Zé Pedro): mas olha (2ª pessoa do singular, será descabido?) que eu estava errada, pelos vistos (in ciberdúvidas, "devia"):
[Pergunta] Devo utilizar qual forma verbal? Por quê? Eu devia ter ido ao cinema ou eu deveria ter ido ao cinema? (...)
[Resposta] (...) Quanto à utilização do pretérito imperfeito do indicativo (devia) ou do condicional (deveria), ela depende do que pretende dizer e do seu próprio estilo. Aliás, com os verbos modais, como dever, poder, querer, desejar, saber, sugerir, etc., é frequente a substituição do condicional pelo imperfeito do indicativo. [Aqui] o falante posiciona-se num tempo presente em relação a uma acção cuja hipótese de ocorrência já passou e, assim, mantendo as formas do verbo dever, utiliza o infinitivo passado (ter ido), que exprime esse sentido pretérito: num momento já ocorrido, devia ou deveria ter ido... Cf. Emprego do condicional.
[Pergunta] (...) qual é o tempo mais correcto: "devias ter feito" ou "deverias ter feito"?
[Resposta] Nesta estrutura, podemos aplicar ambos os tempos verbais.
[Pergunta] Qual a forma mais correcta:
(1) «Não devias ter casado»
(2) «Não devias ter-te casado»
[Resposta] O verbo dever, quando utilizado numa expressão verbal como auxiliar modalizador – correspondendo a um conselho, uma crítica ou uma ordem mais ou menos velada –, é seguido de um verbo no infinitivo impessoal. As frases (1) e (2) são ambas corre(c)tas, pois o verbo casar tanto pode conjugar-se pronominalmente, como em (2), ou de forma não pronominal, como em (1).
[Pergunta] Que diferença de significado existe entre as expressões «Disse-me que não devia fazê-lo» e «Disse-me que não deveria fazê-lo»?
[Resposta] Significam o mesmo, dado que, em português, o imperfeito (p. ex.: devia) é normalmente substituto do condicional (deveria), cujo valor toma.
[Pergunta] Como se diz:
Você não devia ter feito isso ou
Você não deveria ter feito isso?
[Resposta] Tanto poderá usar uma construção como a outra. Depende do que quer dizer e do seu próprio estilo.
O falante posiciona-se num tempo presente em relação a uma acção ocorrida, expressa pelo infinitivo passado (ter feito), e pronuncia-se sobre ela, reprovando-a. O uso do imperfeito do indicativo exprime a segurança do falante, enquanto o do condicional (futuro do pretérito) é mais delicado, mais suave.
Et voilá!... Eis-me, de novo, estranha! :-S
Publicado por: paula em março 21, 2007 12:33 AM
Na 29 pode ser a C porque pode estar dirigido à 2ª pessoa do plural "São iguais àqueles que vós já vistes"
Publicado por: Francisco em março 21, 2007 12:33 AM
Caro M. Traquina,
"metamorfose" é originalmente grego, foi adoptado pelos romanos, e veio do latim para o português.
Assim, tem origem grega, pelo latim.
Conversamente, "assassino" vem originalmente do árabe, tendo sido introduzido primeiramente no italiano, de onde veio para o português.
Ora se assassino é incontroversamente de origem árabe, metamorfose será inegavelmente de origem grega.
Um abraço,
Julião e Cláudia
Publicado por: Juliao
em março 21, 2007 12:31 AM
Sem dúvidas
16 - B
28 - C
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 21, 2007 12:27 AM
Magniflora
Confirma pf
16 - A
metamorfose vem do latim "metamorphosis, is"
28 - Pode ser a B, a C, ou a D
Em que ficamos?
Publicado por: M.Traquina em março 21, 2007 12:01 AM
Olá lunáticos
Excluo a 19B porque ou:
"Devia-se ter logo separado." ou "Devia ter sido logo separado."
Quando o verbo dever se conjuga como reflexo, e neste caso, significa "obrigação mútua", sendo o oblíquo "se" o sujeito, não concordando com o sujeito indefinido do "ter sido".
Para além do mais, não existe dúvida sobre a correcção do superlativo absoluto sintético de grande, que se encontra nos dicionários. Além do Grande, também o normal da Porto traz o grandíssimo.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 20, 2007 11:45 PM
Olá, 1!
A resposta à sua questão:
"Qual é o problema de "o bom do homem"?"
só pode ser o facto de estar tão zangado com os milhares de reclamações que lhe têm chegado às mãos, que não tem mãos a medir para responder a todas...nem vai conseguir
Só pode ser este o problema do "bom do homem"
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 11:37 PM
ó 1
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 11:28 PM
Paula
O seu raciocínio acerca da 19 b) faz muito sentido. Parece que, assim, só nos resta a do animal (quero dizer, a c)-as restantes também se referem a um animal).
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 11:11 PM
Quimxinfrim
Já vi escrito "os CTT´s", "as ONG´s" e outras do género, mas tal forma de escrever siglas ou acrónimos (no plural) contraria as regras gramaticais.
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 11:04 PM
ACABOU DE CHEGAR!!!!!!
"Caro José Pedro Borges,
Agradecemos o seu contacto e contribuições, pedindo desculpas pela demora em responder-lhe.
Os concorrentes receberão, durante a noite de hoje e amanhã, uma resolução da Comissão Técnico-Científica sobre esta questão.
Com os nossos cumprimentos,
Pela Organização,
António Loja Neves"
Não diz qual é a questão, mas talvez seja sobre a pergunta 2. Como estou farto de enviar reclamações, espero para saber o que vai dizer a douta ctc.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 20, 2007 10:49 PM
Será que alguem escreve "os TAP´s","os CP´s", "os EUA´s", "os CTT´s" ?...
Publicado por: quimxinfrim em março 20, 2007 10:37 PM
* de que outros (ou outra coisa)
Nota: tou a teclar de um PC com as letras do teclado já gastas, bah!
Publicado por: paula em março 20, 2007 10:11 PM
SORRY, O MEU COMENTÁRIO POSTOU-SE SOZINHO E INCOMPLETO (lol). Aqui vai:
Secret: quanto à 19, sobre a D procura na gramática de referência, p. 349 (ouvi dizer, claro; porque a não tenho).
Já a B... Pois é; também me deu muito que pensar. Ontem eu raciocinava assim: "devia-se ter sido"???... devía-se ter dito/feito, etc., é uma coisa; aí o sujeito permanece uma espécie de "todos em geral e ninguém em particular", i.e., não interessa quem o sujeito É [ser]. Mas em "podia/devia-se ter SIDO" [ser], importaria saber quem é aquele que deveria ter sido [ser] - E falta-nos essa espécie de "quem é o que é. Porque em "devia ter sido dito/feito", incluímo-nos nesse sujeito abstracto; e em "ter sido separado" ficamos sem saber se que outros (ou outra coisa) nos separamos: quem é que deveria ter sido separado de quem (ou de quê)? Ou seja: nenhum comum mortal dirá uma frase dessas, porque é inócua.
... Isto o que dei por mim a pensar ontem (pois é... Insónias!), e, claro, sem qualquer corroboração documental.
Hoje estou bem mais simples: a dita oração, quanto muito utilizaria o condicional (deveria), ou seja: "dever-se-ia ter sido separado".
;-)
Um abraço.
Publicado por: paula em março 20, 2007 10:08 PM
Olá!
(obrigada Pedro, só agora vi o teu comentário...mas penso que já não tenho dúvidas! mas muito obrigada na mesma *)
Quanto á prova, concordo com o que se tem dito aqui...acho que desta vez vamos pelo caminho certo! :D
Só não sei se será o suficiente para chegar ao CCB...mas já não ficamos de mãos a abanar: ganhámos mais experiência e sabedoria!
Não enviei nenhum e-mail a reclamar para a CTC, porque de todos os outros que enviei não recebi resposta e por isso já me consciencializei de que eles não ouvem ninguém e que estão "armados em reis da sucata", logo eu não me vou dar ao trabalho de escrever um e-mail para eles apagarem sem lerem primeiro!
Boa sorte e melhor noite ainda para todos!
Publicado por: margarida em março 20, 2007 10:00 PM
Secret: quanto à 19, sobre a D procura na gramática de referência, p. 349 (ouvi dizer, claro; porque a não tenho).
Já a B... Pois é; também me deu muito que pensar. Ontem eu raciocinava assim: "devia-se ter sido"???... devía-se ter dito/feito, etc., é uma coisa; o sujeito permanece uma espécie de "todos em geral e ninguém em específico", i.e., não interessa quem o sujeito É [ser]. Mas em "podia/devia-se ter SIDO" [ser[, importaria quem é aquele que deveria ter s
Publicado por: paula em março 20, 2007 09:58 PM
J Pedro
Por que razão exclui a 19 b)?!
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 09:53 PM
José Pedro
Também eu dirigi à CTC um pedido de esclarecimento acerca do critério que vai ser adoptado para a selecção dos concorrentes que irão participar na Grande Final, dado tratar-se de uma questão que, na minha opinião, sucita dúvidas de interpretação do Regulamento, facto sobre o qual, aliás, me manifestei, há dias, neste fórum.
Claro que, até à data, ainda não obtive qualquer resposta.
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 09:39 PM
Zé Pedro e Gaspar Solipa, muito obrigada! :-)
Publicado por: paula em março 20, 2007 09:38 PM
Olá Lunáticos
Para quem tenha dúvidas sobre a pergunta 19, o GDLP é claro: "grandíssima" está lá escarrapachado.
Na 14 também não restam dúvidas; está no GDLP: "divertir-se à sua custa".
A 22 é C. O apóstrofo nãao é utilizado daquele modo, nem se formam plurais daquela forma. O que se lê nos jornais é a consequência da burrice de alguns jornalistas.
Zé Pedro
Publicado por: José Pedro Borges em março 20, 2007 09:31 PM
No dicionário da Diciopédia
Diciopédia 2005
tanga
substantivo feminino
1. peça de roupa usada à volta das ancas por nativos de países quentes;
2. calcinhas ou peça de fato de banho de tamanho reduzido;
coloquial dar tanga a (alguém) divertir-se à custa de (alguém);
estar/ficar de tanga estar/ficar na penúria;
(Do quimbundo ntanga, «pano»)
© 2004 Porto Editora, Lda.
Apesar do uso privilegiar "enganar"
Publicado por: Gaspar Solipa em março 20, 2007 09:27 PM
"Selecção para a final
Ex.mos Senhores
De acordo com o Artigo 9.º, número 1 do Regulamento do CNLP, “A segunda fase corresponde à Grande Final e a ela tem acesso o conjunto dos melhores 200 concorrentes, fazendo fé o quadro de pontuações estabelecido nas provas da primeira fase.”
Assim sendo, desejamos saber qual é o critério adoptado para seleccionar os referidos “melhores 200 concorrentes”, sabendo-se que se encontram repartidos por três categorias etárias, sendo que na primeira, a dos que têm menos de 15 anos, participam cerca de 1800 concorrentes, na segunda, a dos que têm entre 15 e 18 anos, participam cerca de 1800 concorrentes e na terceira, a dos que têm mais de 18 anos, participam cerca de 9000 concorrentes.
Serão seleccionados 200 concorrentes de cada categoria etária?
Serão os 200 lugares atribuídos proporcionalmente ao número de cada categoria etária, como seria lógico e de justiça? Será considerada a proporção de 1 da primeira (30), 1 da segunda (30) e 5 da terceira (140)?
Ou será adoptado um outro critério?
Ou não há critério e será tomada uma decisão posterior ao apuramento dos resultados dos três testes?
Para que não se gerem mais discussões, evitáveis, agradecemos que esta questão seja esclarecida a mais brevemente possível, antes mesmo de ser publicada a correcção do terceiro teste.
Melhores cumprimentos
--
José Pedro Reis Borges
TM: 919 085 508 / 968 578 299
reisborges@zmail.pt
jpreisborges@gmail.com"
Publicado por: José Pedro Borges em março 20, 2007 09:22 PM
Olá Lunáticos
Seguem reclamações e pedidos de esclarecimento enviados ao CNLP.
Sugiro que aproveitem e reforcem os pedidos, reencaminhando em nome de cada um.
Já voltarei, procuranco esclarecer algumas dúvidas que ainda subsistem.
"Reclamação
Ex.mos Senhores
Verifiquei, com espanto, e sem ter sido informado pela organização do CNLP, que me foi retirado um ponto na classificação que tinha sido publicada e referente ao segundo teste.
Por outro lado, e em virtude de não terem, ainda, V.Ex.as respondido à minha anterior reclamação, referente à pergunta n.º 18 do mesmo teste, solicito essa resposta.
Solicito, ainda, que respondam á reclamação hoje enviada, referente à pergunta n.º 2 do mesmo teste.
Juntam-se a mim, nestas reclamações, mais os seguintes concorrentes, que fpormulam os mesmos pedidos:
- Rita Isabel Pereira Vieira Martins
- Carlota Júlia Seabra Pizarro de Almeida
- Rui Abel Pizarro de Sousa e Brito
- Vanessa Vicente da Graça
- António José da Cruz Pascoalinho
- Susana Rute Ferreira de Moura
Melhores cumprimentos
--
José Pedro Reis Borges
TM: 919 085 508 / 968 578 299
reisborges@zmail.pt
jpreisborges@gmail.com
Publicado por: José Pedro Borges em março 20, 2007 09:17 PM
29----
TU viste
VÓS VISTES....
Publicado por: josé em março 20, 2007 08:43 PM
Qual é o problema de "o bom do homem"?
"A parva da mulher chumbou-me"
Publicado por: 1 em março 20, 2007 08:06 PM
Qual é o problema de "o bom do homem"?
"A parva da mulher chumbou-me"
Publicado por: 1 em março 20, 2007 08:06 PM
Número de concorrentes com putativas hipóteses de se sentarem no CCB:
40 pontos - 93 concorrentes
41 pontos - 102 concorrentes
42 pontos - 87 concorrentes
43 pontos - 83 concorrentes
44 pontos - 62 concorrentes
45 pontos - 7 concorrentes
46 pontos - Deus e CTC
Publicado por: Jsp em março 20, 2007 08:04 PM
As minhas dúvidas já começam a desaparecer (felizmente)! :) The tricky questions:
1ºTexto: Neste momento tenho 10 erros, sem dúvidas. Resta-me perceber se "Não passavam das oito da manhã" é efectivamente de construção diferente de "Eram oito da manhã..." e/ou se loja de modas estará correcto. 10 ou 11 erros...
15 - D, sem dúvidas.
19 - Paula, já começo a olhar com outros olhos para a C.. :) mas ainda assim longe do suficiente para me demover da opção D. E ainda não excluí completamente a opção B...Muitas dúvidas.
2ª Texto: 21 erros, quase sem dúvidas. A excepção é o "bom do homem", mas, sinceramente, não me parece ser erro.
22 - C, sem dúvidas.
24 - B, sem dúvidas.
29 - C, se bem que a B não está completamente excluída.
No 1º teste errei uma resposta e no 2º duas. Espero que a tendência não seja para continuar a subir... :)) Sugestões/perguntas aceitam-se!
Publicado por: SecretSoul em março 20, 2007 07:56 PM
José (março 20, 2007 02:32 PM), eu já aqui o publicara, lol. Foi uma pérola, repito! ;-)
Gaspar: "na 14, há a hesitação entre o "enganá-la" e o divertir-se à sua custa"? Ó diabo!... e eu que só conhecia a 1ª e aqui só vi falarem na 2ª! :-S O que dirá o Grande Dicionário?
Vou enviar o meu teste. A 14, a 22 e o 2º Texte talvez ainda me vão trair, mas a ver vamos...
Abraços.
Publicado por: paula em março 20, 2007 07:50 PM
vou-me meter é "a gente a falar"
vou meter-me é "a gente a escrever"
Publicado por: G.Lobo em março 20, 2007 06:49 PM
Olá G.Lobo,
Li a sua "colocação" de ontem que agradeço.
Mas, se ler a minha, imediatamente anterior à sua, ou seja, às 9.11 PM, verificará que eu própria já dei razão ao 3a) opis fui pesquisar melhor e desfiz o meu equívoco.
De qualquer modo, agradeço-lhe também o reparo.
Fiquei com uma dúvida que se me suscitou ao ler o seu texto e que é a seguinte: deve escrever- -se "vou-me meter ao..." ou vou meter-me ao...?
Agradecia a sua opinião.
Obrigada
Reclama
Publicado por: ReclamaReklama em março 20, 2007 06:48 PM
Percebi bem?
Alteraram a pontuação pela segunda vez??
Publicado por: Ana José em março 20, 2007 06:29 PM
pergunta 13 é igual á pergunta 7 do teste 2, a correcção dada pele CTC está a seguir
7. Assinale a frase correcta:
A. Se ela se contivesse e não fosse tão emotiva estaria em melhores condições.
B. Se nós obtêssemos um bom resultado no concurso poderíamos ir longe.
C. Se nos encontrasse-mos poderíamos trocar impressões sobre este assunto.
D. Se as pessoas se contessem nas situações difíceis, haveria mais paz no mundo.
Resposta - A.
A resposta correcta é a A, «Se ela se contivesse e não fosse tão emotiva estaria em melhores condições».
O verbo conter conjuga-se como o verbo ter, pois todos os verbos derivados conjugam-se como o verbo primitivo. Na frase B, o emprego da forma verbal «obtêssemos» está incorrecta, pois sendo um verbo derivado de ter (ob + ter) a forma correcta é «se nós obtivéssemos». A frase C está errada porque a forma verbal correcta é «se nos encontrássemos». Não se separam as sílabas finais, conforme erro muito usual. A frase D está errada pela mesma razão invocada na frase b. «se as pessoas se contivessem» e não «contessem», pois o verbo conter (com + ter) tem de seguir as regras do verbo ter.
Publicado por: josé em março 20, 2007 06:28 PM
Olá*
Pois bem...depois de muito reflectir as dúvidas começam a desvanecer-se ('pera...desvanecerem-se ?!)
11erros
»8 - A
»9 - consecutiva
»11 - A
»15 - D
»19 - C
21erros
»22 - B, por uma questão de instinto ??!!
»29 - A
É tudo...amanha vou fechar o meu teste e seja o que deus quiser..ou melhor o que a CTC quiser!!
Já não tenho esperança alguma em ir a final...e só respondi a este teste por uma questão de consciência e para aprender um pouco mais!
Vale sempre a pena participar neste tipo de iniciativas, por pior que estejam organizadas (começando por não responderem aos e-mails, não admitirem que erram...hummm....é mesmo muito mau!)
Bjs***
Publicado por: margarida em março 20, 2007 06:19 PM
Percebi bem?
Alteraram a pontuação pela segunda vez??
Publicado por: Ana José em março 20, 2007 06:19 PM
Percebi bem?
Alteraram a pontuação pela segunda vez??
Publicado por: Ana José em março 20, 2007 06:17 PM
Ó José,
não é homor, é umor
Publicado por: Maria Manuel em março 20, 2007 03:18 PM
vá lá uma confirmação da CTC e, ainda dizem que não são amigos.... vejam a nº 26
http://www.linguaportuguesa.aeiou.pt/php/conteudo.php?menu=espescolas-1-corr-teste
Publicado por: josé em março 20, 2007 02:32 PM
Atão? zangaramçe as cumadres? Mas adonde é que está eçe espírito de homor??
Publicado por: José em março 20, 2007 02:14 PM
G.Lobo
É porque os correctores do Word não se zangam de se escrever zangão!!!
É verdade, não são de fiar…
Obrigado.
Publicado por: quimxinfrim em março 20, 2007 01:56 PM
Margarida
Põe aqui o teu endereço de email e eu respondo-te às tuas dúvidas / questões ..
Aqui vai muita confusão ...
Qual a categoria etária à qual concorres ?
Beijinho
Pedro
Publicado por: pedro monteiro em março 20, 2007 01:31 PM
Margarida
Parece mentira, mas há divergências nos Prontuários relativamente ao senão/ se não. Uso um critério, que é o de apagar o "se" ou o "não", além de introduzir um pronome entre o "se" e o "não", para fazer a distinção. Assim, se puder apagar um deles, concluo que é "se não" separado. Se não puder, que é o caso, concluo que é "senão" pegado.. Mas já reparei que nem sempre esta técnica coincide com alguns prontuários. . Estou de acordo: qual a dúvida com a 15 d)? E qual a dúvida com a 19 c)?
Na 9, a hipótese da integrante não se põe. O "tão ... que" é o cânone das consecutivas.
Na 14, há a hesitação entre o "enganá-la" e o divertir-se à sua custa". Acho que o sentido mais genérico é !enganá-la" e que o outro sentido pode ser derivado dele. Ao enganarmos alguém, divertimo-nos à sua custa.
Na 29, as gramáticas são taxativas quanto ao "meio": "a porta está meio aberta".
Publicado por: Gaspar Solipa em março 20, 2007 01:13 PM
Quimxinfrim:
Zângão escreve-se assim.
Publicado por: G.Lobo em março 20, 2007 11:24 AM
Há 291 concorrentes com 41 pontos ou mais na categoria de + 18 anos.
Cerca de 70% são mulheres.
E esta?
Publicado por: G.Lobo em março 20, 2007 11:04 AM
Magniflora,
Já falámos aqui que o corrector do Word tem muito que aprender connosco.
Não te fies nele..
Mais vale perderes algum tempo, como perdeste com
as outras questões.
Publicado por: G.Lobo em março 20, 2007 10:26 AM
Bom dia!!!
1.º texto - 11 erros!
A 15, continua a dar-me voltas á cabeça:
» se não e senão: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=11308
pelo que li e entendi penso que nesta o se não esteja correcto!
» mas se o se não está correcto qual é o problema da D ??
Na 19, já me decidi pela grandissíma inquietação;
Na 9, estou indecisa entre consecutiva e integrante..mas mais inclinada para consecutiva..é um caso a pensar durante este dia!
Na 14, continuo indecisa entre a A e a C, tenho de consultar o grande dicionário...talvez amanhã à tarde!
No 2.ºtexto, estou com algumas dúvidas mas talvez vá pelos 21 :S
Na 22 vou colocar a B, porque por mais que tente não me soa nada bem a C!
Na 29 a que tem o vocabulário correcta é a A; bocal é bucal; vistes é viste; passar é continuar; meia cheia está certo...também se diz a porta meia aberta, não é?
Pronto, é tudo por agora... boa sorte para todos voçes!!! *
Publicado por: margarida em março 20, 2007 10:00 AM
Já tou a dormir, escrevi meio cheia com hifen. Desculpem lá...
Publicado por: Magniflora em março 20, 2007 05:37 AM
1ºtexto:11 erros
1-A Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra
2-B Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra
3-B Dicionário online da Porto Editora
4-B Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra
5-C Corrector do Word (sujeito a confirmação)
6-A Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra
7-B Prontuário Ortográfico
8-A Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra (quem+verbo na 3º pessoa do singular)
9-C Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra
10-A Corrector do Word (sujeito a confirmação)
11-A Prontuário Ortográfico(tão-pouco,adv.,também não;tão pouco,comparativo).
12-A -Resposta correcta em qualquer das obras referidas.
13-A Corrector do Word (sujeito a confirmação)
14-C Dicionário online da Porto Editora
15-A Ciberdúvidas "Ele é distraído, se (é que) não (é) parvo."
16-B - A resposta considerada correcta em qualquer das obras referidas.
17-C Dicionário online da Porto Editora
18-C www.priberam.pt e Ciberdúvidas -"O composto de haver, "reaver" só se conjuga nas formas em que haver tem v."
19-C ou B -"Ouvi-o";"a quem não prestou".
20-A -Futuro do conjuntivo de chegar = Infinitivo pessoal(Dicionário online da Porto Editora).«A conjunção (ou conector na TLEBS)temporal "quando" introduz uma frase com o verbo no futuro, cria-se a ideia de um facto hipotético, razão pela qual se lhe atribui também o valor condicional»(Ciberdúvidas).
2º texto: 21 erros (sem certezas)
21-B -Pêra, plural "peras"; numero: Presente do indicativo de "numerar" (1.ª pessoa do singular).
22-C -"sonares";"CRGE";"palavras são".
23-B -Dicionário online da Porto Editora e a
Gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra.
24-B -Dicionário online da Porto Editora -Quem leu "Anjos e demónios" de Dan Brown achou esta fácil.
25-B Dicionário online da Porto Editora
26-B -Ciberdúvidas: Complemento directo [+humano] expresso: «Informamos V.ª Ex.ª de que não é possível satisfazer o seu pedido.» Complemento directo [+humano] não realizado: «Informamos que não é possível satisfazer o seu pedido.»
27-C Dicionário online da Porto Editora
28-C Dicionário online da Porto Editora
29-C -"meio-cheia"; "vai continuar"; "bucal".
30-C A resposta considerada correcta em qualquer das obras referidas.
Publicado por: Magniflora em março 20, 2007 05:20 AM
Gosto de usar a intuição. Ainda acredito na concepção da competência linguística do Chomsky. Acredito que haja um falante nativo ideal que saiba o português padrão, ou seja, que o português padrão exista mesmo e não seja uma pura abstracção retirada dos grandes escritores ou de estádios ultrapassados da língua. Acho que existe mesmo na sociedade uma norma padrão e que é possível perante um enunciado dizer-se se ele está de acordo com as regras da língua padrão ou não. E não se trata de gramática normativa, trata-se de fazer a descrição de uma variedade específica que acontece ser a norma padrão. Um estudo descritivo ou até mesmo explicativo da norma. Já vou no meu terceiro sotaque e sei que não sou alheio a interferências linguísticas. Já me aconteceu os alunos reclamarem do modo como pronunciei “subsistência” e acabei por apurar que o meu “z” e a minha total incapacidade em pronunciar o “s” como “s” afinal vinham do Brasil e do “i” epentético que os brasileiros usam ( o “s” fica entre vogais, subisistência”) e que eu já não uso. Enfim, já não é um sotaque brasileiro, mas ainda não é totalmente português (o “z” ainda permanece). Assim, com algumas ressalvas, considero-me um falante da norma padrão, mas da norma viva, seguida de modo implícito. Interessa-me como as pessoas efectivamente falam à minha volta. A norma padrão que se verifica concretamente. Ora, esta norma padrão nem sempre se reduz ao que ficou registado nos dicionários e nas gramáticas. Os dicionários e as gramáticas estão sempre atrasados.
A CTC parece não pensar assim. Contra a língua viva, se preciso for, faz finca-pé na letra das obras de referência.
Se na 29 a resposta certa for a c), temos um exemplo do que digo. A norma padrão já não tem a 2ª pessoa do plural, a CTC ressuscita-a. Existe uma regra que diz que com o “não” o pronome vem antes do verbo. Existe ainda outra regra que diz que o auxiliar atrai o pronome. Por melhor que nos soe “não fosse entornar-se”, temo (já entreguei o teste) que vão recorrer às regras, como recorreram no caso de “merecer/ pervaricarem”. O “pervaricarem “ prova que o infinito flexionado não foi visto como erro, mas posteriormente, veio à baila a regra do mesmo sujeito ou de sujeito diferente para seleccionar um ou outro dos infinitivos e assim foi feito.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 20, 2007 04:15 AM
Bigada, ReclamaReklama (março 19, 2007 07:45 PM).
Tá correcto. Estive a reconfirmar os valores por mim obtidos, e só entendo o meu resultado no 2º teste se eles tiverem aceite o 2B (tecelã) e o 18D (eu a trabalhar, tua a preguiçar) do 2º teste! E esta, hem? E creio que ontem me haviam tirado um ponto que hoje me devolveram, mas já não estou capaz de jurar (já percebi: acho que querem testar a nossa resistência à psicose induzida, será?:-S).
:-)
Publicado por: paula em março 20, 2007 02:57 AM
Dear Paula: You should believe! Why? Pretty soon you'll have the answer.
Concerning your correction: If Reclama is not able to write Portuguese properly, how could she understand proper English?
Publicado por: O Abençoado em março 20, 2007 02:50 AM
In http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=14730:
C. Cunha e L. Cintra defendem que, «nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio», podem ocorrer três situações:
1 – Sempre a ênclise ao infinitivo ou ao gerúndio;
2 – A próclise ao verbo auxiliar, quando ocorrem as condições exigidas para a antecipação do pronome a um só verbo [condições descritas nas alíneas a), b), c) e d) desse ponto da resposta]. - Quais serão??? Alguém pode ver???
3 – A ênclise ao verbo auxiliar, quando não se verificam essas condições que aconselham a próclise.
Ou seja, admite-se que o pronome se coloque antes ou depois das formas verbais, mais ou menos de acordo com este esquema:(...) - mas não dão nenhum exemplo com o uso da negativa.
O que se vos oferece dizer sobre o contributo do quimxinfrim?
Não será "vamos encontrarmo-nos", e sim "vamo-nos encontrar". Mas, e entre "o João não foi procurar-me" ou "o João não me foi procurar"? "Para que ele não me viesse dizer" ou para que ele não viesse dizer-me"?...
São 2 e meia da matina e por hoje desisto.
Melhor sorte!
Publicado por: paula em março 20, 2007 02:31 AM
Encontrei estes posts opinativos sobre o CNLP:
http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/052555.html http://oportuguesnasescolas.blogspot.com/2004_10_01_oportuguesnasescolas_archive.html
Publicado por: paula em março 20, 2007 02:05 AM
Venho aqui mais uma vez, para suscitar o debate a propósito das observações perspicazes do desconfiado.
Sugiro que interpretem a "Colocação dos pronomes átonos."...,"Com uma locução verbal"...,2º) A PRÓCLISE ao verbo auxiliar,...a) quando a locução verbal vem precedida de palavra negativa, e entre elas não há pausa: ...
(pág. 315 NGPC de C.C. e L.C.)
Depois, respondam o contrário daquilo que lá vem aconselhado, porque isso já deu resultados positivos anteriormente; com tecelã, flexão do infinitivo, concordância verbal, etc. …, e ia dando também com o zangão se este não tivesse decidido fazer spam nos PC da “organização” (estou plenamente convencido que esta C”TC”, tal como eu, com tantos erros não vai à final) …
Ôi, Tereza "TC" ! Você ainda não foi agredida não, por esta "confusão" ? Eu (como muitos outros) fui atropelado por alguém irresponsável e sem carta, e deixado moribundo na beira da estrada…mesmo que recupere, já decidi não participar mais em aventuras parvas e perigosas enquanto houver loucos destes conduzindo.
Então, Alexandre e Gaspar, já não se preocupam com migalhas, ou deitaram a toalha ao tapete?
Publicado por: quimxinfrim em março 20, 2007 01:46 AM
Ressalva: sem o "que" (bah!)
Publicado por: paula em março 20, 2007 01:42 AM
BASTET (Ana): comer(es), ser(mos) e ver estão todos no infinitivo. Assim como chegar(es) estaria, não fosse o enunciado que remeter o verbo para o futuro.
Publicado por: paula em março 20, 2007 01:40 AM
Ressalvas: delas [as dúvidas]; or.
Publicado por: paula em março 20, 2007 01:32 AM
Ressalvas: delas; or
See ya
Publicado por: paula em março 20, 2007 01:23 AM
isto já não avança?
Publicado por: zé em março 20, 2007 01:19 AM
Gaspar: pensei que nem sequer na oralidade "as CRGE" devessem sofrer pluralização, mas depois lembrei-me dos OVNIs, dos ETs, etc. e tal. Seja como for, o ciberdúvidas deixa-nos muitas ciberdúvidas e os restantes achados sobre o tema não nos tiram dela, mas, como referiste, são unânimes em declarar que "apóstrofo NÃO"!!! E eu vou nessa!
A hipótese C também ressoa em mim de uma forma egodistónica. Ou porque sinto que deveria ser "de entre tantos moradores", ou "a mais trabalhadora", ou apenas porque não se consegue imaginar um contexto em que fosse pertinente tal declaração, mas enfim... Aí há marosca!?...
Jorge Pedroso: O superlativo absoluto sintético de "grande", é máximo/máxima (forma irregular) ou grandíssimo/grandíssima (forma regular).
Cristina: a classificação dos adjectivos quanto ao grau, que referes, já figura no meu prontuário - edição de 2000 - e nada terá a ver [que ver?] com a TLEBS.
Secret: a boa da lindinha "bonitíssima", continua a parecer-me perfeita! Lol O bom do homem figura amiúde na literatura, mas venho matando a cabeça e... Nada de conclusivo. E o "não fosse [ela] entornar-se" sounds so nice to me, que... Olha, não sei... Mesmo! :-S
O mais ameaçadoramente perto disso que encontrei, foi em: http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=9301
e http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=19855 na parte em que fala de "frases na negativa". Agita-se, para misturar bem, deixa-se levedar, e obtem-se uma confusão ainda maior, que tal? :-P
My dearest 3a): "But your Portuguese is not so good either" ou "but neither is your Portuguese". by the way: and what should I believe about "tecelanian" & "preguiçating"? ;-)))
Mas quem sou eu para dizer o que quer que seja... Eu que sempre pensei que "dar a tanga", quando não in a streeper context, queria dizer "ingrupir", ludibriar...! :-|
Entre mortos e feridos, alguns hão-de escapar! :-)
Grande abraço.
Publicado por: paula em março 20, 2007 01:07 AM
OLA a todos , sorte a minha !!
Depois de muito coscuvilhar acabei por encontrar a quem confessar as minhas dúvidas!!
Pois bem, a minha memória não é das melhores portanto se eu estiver enganada digam-me .
Por mero acaso a pergunta numero 13 deste ultimo teste é igual a numero 8 do segundo teste?
E só uma ultima pergunta de quem é muito despassarado : a pergunta numero 20 está ou não feita de forma errada é q eu so consegui encontrar um verbo no infinitivo!!
Elucidem-me por favor!!
beijinhos Ana
Publicado por: BASTET em março 20, 2007 12:49 AM
Creio que não valerá a pena andarmos à "pêra": http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=16398
Publicado por: paula em março 20, 2007 12:00 AM
19- a) comecei por aceitar esta frase até me lembrar de que fiz a instrução primária no Brasil. Em Portugal, o correcto é "Ouvi-o dizer que o cão tinha raiva"
b) o "-se" está a mais.
c) Não vejo qualquer problema.
d) Aqui entra o + animado (espero que o cão não seja do Sousa Tavares) e o -humano da TLEBS. O "quem" fica para o + humano, o "que" para o + animado. O cão não é "um cão como nós", logo a frase correcta é "Cão a que não prestaram cuidado especial". 19 C - definitivamente.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 19, 2007 11:56 PM
SENÃO e SE NÃO
Se não queres senão beber
Qualquer dia cais doente;
Se não fazes por comer,
Não és senão imprudente.
Se um pronome podes pôr
Entre o SE e o NÃO - cuidado
Não esqueças, caro leitor,
Que o SE NÃO é despegado.
E nas palavras em ão
Que mudam o ão em ões
O substantivo senão
Faz no plural senões.
Pedro Pires, Ortografia
SE NÃO
SE: conjunção condicional
NÃO: advérbio de negação
SE NÃO - exprime condição
Ex.: Se não fumar, posso poupar uns euros.
Vou a casa do Gonçalo se não o encontrar na Faculdade.
SENÃO
1. Conjunção com o sentido de quando não.
Ex.: Ricardo, põe a persiana depressa, senão a tia Maria nunca mais se cala.
2. Advérbio com o sentido de: somente, apenas.
Ex.: A Filipa não comeu senão dois rebuçados de morango.
(comeu apenas).
3. Preposição com o sentido de excepto.
Ex.: A Marta não gosto de outro gelado senão de chocolate e noz, mas agora não pode comer.
4. Nome com sentido de: contra, inconveniente, defeito, mácula.
Ex.: Não há bela sem senão.
Dinis, parece-me bem, mas há um senão.
http://lusografias.wordpress.com/2006/09/23/senao-e-se-nao/
Publicado por: Gaspar Solipa em março 19, 2007 11:41 PM
Gaspar,
Eu estava a referir-me à 15D: O mais pequeno nao chegava à mesa, o maior batia nela com os joelhos.
Acho que meti água...
Devia ser o "grandíssimda da" 19. Grandíssima: adjectivo no superlativo regular!
Logo, a resposta para a 19 é definitivamente a C. Não há mais sombra de dúvida nesta questão.. Concorda?
Publicado por: Cristina em março 19, 2007 11:27 PM
Gaspar,
Eu estava a referir-me à 15D: O mais pequeno nao chegava à mesa, o maior batia nela com os joelhos.
Acho que meti água...
Devia ser o "grandíssimda da" 19. Grandíssima: adjectivo no superlativo regular!
Logo, a resposta para a 19 é definitivamente a C. Não há mais sombra de dúvida nesta questão.. Concorda?
Publicado por: Cristina em março 19, 2007 11:25 PM
Cristina,
bonito=belo, logo o feminino de bonito é bela...
???
Publicado por: Maria Manuel em março 19, 2007 11:25 PM
ANTIQUÍSSIMA QUESTÃO DA TECELÃ...
De facto, alguns nomes - que no masculino terminam em -tor e -dor - formam o feminino em -triz. Alguns terminados em -dor formam o feminino em -dora ou -deira:
actor/actriz embaixador/embaixatriz imperador/imperatiz....
lavador/lavadeira ou lavadora
embaixador/embaixadora
tecedor/tecedora ou tecedeira....
O que sucede é que eu encontrei: tecelão = tecedor e tecelão=tecelã nos vários dicionários portugueses que, infelizmente, por vezes também nos induzem em erro!!!!!
A CTC tem razão!
Para meu mal também.... pois respondi "tecelã"!!!
Publicado por: Cristina em março 19, 2007 11:18 PM
"Mas nesta frase, não há problema: temos morfologicamente um adjectivo mas sintacticamente um nome (ou substantivo...)!"
Esta frase não percebi. O nome é "inquietação". "Grandíssima" é adjectivo. Também não percebo a oposição morfologia-sintaxe.
Publicado por: Gaspar Solipa em março 19, 2007 11:15 PM
SEGUNDO TEXTO:
PRONOME "SE" PASSIVO:
O pronome pessoal Se (tradicionalmente chamado PALAVRA/PARTÍCULA APASSIVANTE) permite formar uma frase passiva sem utilizar o verbo auxiliar SER:
Venderam-se varias moradias = Foram vendidas várias moradias.
Neste sítio escutam-se as melodias da natureza = Neste sítio são escutadas as melodias da natureza...
LOGO:
precisam-se empregados = São precisos empregados (aqui, a regência DE do verbo Precisar --- precisar de --- não existe).
Assim: "Precisam-se empregados" está amis do que perfeito! Não considero que seja um erro!
Publicado por: Cristina em março 19, 2007 11:07 PM
22-d) Palavras e mais palavras é o que não falta/ O que não falta são palavras e mais palavras.
Bem complexa é a língua portuguesa!
Palavras e mais palavras são o que não falta.
O que não falta é palavras e mais palavras.
Mas é sempre "o que não falta", porque o sujeito é : "o que".
Sobram a b) e a c). Tudo o que consultei é taxativo: siglas não vão para o plural. O máximo do admissível é acrescentar-se um "s". Mas sem apóstrofo. Parece-me um pouco estranho que na oralidade se use o plural e na escrita não. Ao ler a frase da b), ponho a sigla no plural. Mas ser